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O problema da malta dos direitos adquiridos? A Negação.

Hélder Ferreira no Diário Económico - Negação:

Elisabeth Kübler-Ross foi uma psiquiatra Suíça que identificou cinco estágios do luto: Negação, Raiva, Negociação, Depressão e Aceitação.

Estes estágios aplicam-se a outro tipo de perdas e a perda de suporte no Estado Social, nos subsídios e nas pensões de reforma não são excepção. Em Portugal parecemos nunca conseguir passar do primeiro estágio, qualquer perda, ainda antes de acontecer, remete-nos ao estado de negação, fazemos finca-pé e não há maneira de passarmos adiante (que pode ser qualquer um dos outros quatro estágios) e agirmos no sentido de resolver os problemas suscitados.

Apesar da negação, as pensões de reforma já estão indexadas à demografia e ao crescimento económico em toda a Europa, sendo que, se em alguns países já o perceberam e agiram em conformidade, em Portugal, mantemo-nos orgulhosamente no primeiro estágio do Modelo de Kübler-Ross. Parecemos não querer saber que a Segurança Social é um sistema de redistribuição e não se distribui o que não existe. Se há dois pães e duas pessoas a quem os distribuir há um pão para cada uma. Se houver três pães e quatro pessoas, não se distribui um pão a cada pela razão simples que só há três.

Como se não fosse esta idiossincrasia suficientemente grave, Governo tem sistematicamente feito o que pode para impedir a aplicação das poucas boas medidas que ele próprio propõe. O anúncio, desmentido e posterior confirmação da referida indexação (que sabemos agora já estava acordada com a ‘troika’ a 19 de Março, sete dias antes de divulgada pela imprensa e oito antes de ser negada pelo primeiro- ministro) é só mais uma trapalhada que decorre da tentativa controlo da informação por parte do Governo. É da natureza dos Governos, afinal, o ‘core business’ dos partidos é a conquista de quota de mercado de votos. Se há algo que sabemos é que o ricochete provocado por esta tentativa de controlo leva quase inevitavelmente, além da perda de quota de mercado, à inaplicabilidade de medidas urgentes e absolutamente necessárias como é o caso.

 
 

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O socialismo e a dívida

Escreve André Abrantes de Amaral no jornal ireferido pelo próprio n’O Insurgente:

O socialismo pressupõe consumismo e endividamento.

É comum dizer-se que a crise se deveu às políticas neoliberais que desregulamentaram a actividade financeira. É certo que houve irresponsabilidade, e não apenas dos estados. Mas o erro desta concepção está na própria separação entre estado e mercados financeiros; entre dívida pública e dívida privada.

Nos anos 70, as democracias ocidentais estavam em crise. A estagnação económica e a inflação não ajudavam e as pressões sociais acentuavam-se. O que se fez nos anos 80 foi encontrar um meio de a economia voltar a crescer, sem pôr em causa o estado social. Foi assim nos EUA, no Reino Unido e até em França, com Mitterrand.

O discurso político maioritário é tão à esquerda que denomina de neoliberalismo aquilo que é neo-socialismo. Na verdade, a desregulamentação da actividade financeira, a dívida pública, a par com um aumento da dívida privada, foi o meio encontrado para se ter o crescimento económico indispensável para financiar o estado. O estado que se manteve presente, omitindo-se quando lhe covinha e continuando activo na concessão de monopólios e na aquisição do dinheiro necessário para o investimento público que garantia votos.

Como referiu o Ricardo Campelo Magalhães no blogue O Insurgente, o liberalismo defende a inexistência de dívida pública. Só assim se podem ter impostos baixos. Baixar impostos, incentivar o consumo, fazendo da dívida o motor da economia, não é liberalismo, mas neo-socialismo. Dada a dimensão do estado, o socialismo de hoje depende do endividamento.

 
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Publicado por em 9 de Abril de 2014 in Política, Portugal

 

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Apple Vs Samsung

Um artigo, escrito por quem tem acompanhado o assunto, que permite explicar o assunto em detalhe:

Samsung shifts strategy in second Apple trial, now claims all patents are worth very little

Apple’s second patent infringement trial against Samsung begins today, outlining a battle that the two sides are waging in very different ways. Apple will be expanding upon its legal strategy outlined in the first trial, while Samsung is starting over with an entirely new tactic aimed at devaluating Apple’s inventions so it can continue using them for virtually nothing.

iPhone Patents

Why Apple won the first trial

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Um curso é sempre algo positivo, certo?

Nope. Há cursos que mais valia a pena não terem sido estudados. Nos EUA agora fizeram um estudo sobre quais os cursos que fazem perder mais dinheiro aos estudantes respectivos:

These U.S. Colleges and Majors Are the Biggest Waste of Money

 

Cheios de pessoas que acham que merecem mais do que na verdade merecem, estes cursos estão. Um dia talvez até tentem arranjar uma entidade que force os restantes cidadãos a pagarem-lhes aquilo que eles pensam merecer. Uma pessoa pode até sentar-se a imaginar se isso terá consequências políticas…

 
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Publicado por em 31 de Março de 2014 in América do Norte, Dados, Educação

 

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A Suécia e os Ciganos

Durante 100 anos, a Suécia perseguiu e esterilizou ciganos:

A Suécia admitiu que nos últimos 100 anos tratou a população cigana como “incapacitados sociais” e, por isso, esterilizou-os e perseguiu os que estavam no seu território, impedindo a entrada de outros.

(…) Entre 1934 e 1974, o Estado sueco prescreveu a esterilização das mulheres ciganas. Não há números, mas o Ministério da Integração diz que uma em cada quatro famílias ouvidas para a redacção deste Livro Branco conhecia pelo menos um caso de esterilização ou aborto forçado.

Muitas crianças foram retiradas às famílias pelos organismos de Estado — tratava-se de “uma prática sistemática”, explicou Sophia Meteluis, assessora do Ministério da Integração, citada pelo jornal espanhol El País.

Até 1964, a Suécia proibiu a entrada de ciganos.

O paraíso do humanismo? Yeah, right…

 
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Publicado por em 31 de Março de 2014 in Europa, Política

 

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Retrato do Funcionalismo Público

João Cortez, n’O Insurgente:

O jornal Público disponibiliza uma infografia interessante sobre a composição e remuneração dos funcionários públicos com base na síntese estatística do emprego público do 4º trimestre de 2013. O número de funcionários públicos em Dezembro de 2013 era de 563.595 (o que representa uma redução de 3,8% face a Dezembro de 2012). Estes números excluem o sector empresarial do estado que representava 167.489 funcionários em Dezembro de 2013. Somando os dois números, no final de 2013 existiam 731.084 funcionários afectos ao estado. Este número por sua vez, segundo dados do INE, representa 13,6% da população portuguesa activa e 16,0% da população portuguesa empregada – aproximadamente, um em cada seis trabalhadores portugueses trabalha para o estado.

 

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