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O socialismo e a dívida

Escreve André Abrantes de Amaral no jornal ireferido pelo próprio n’O Insurgente:

O socialismo pressupõe consumismo e endividamento.

É comum dizer-se que a crise se deveu às políticas neoliberais que desregulamentaram a actividade financeira. É certo que houve irresponsabilidade, e não apenas dos estados. Mas o erro desta concepção está na própria separação entre estado e mercados financeiros; entre dívida pública e dívida privada.

Nos anos 70, as democracias ocidentais estavam em crise. A estagnação económica e a inflação não ajudavam e as pressões sociais acentuavam-se. O que se fez nos anos 80 foi encontrar um meio de a economia voltar a crescer, sem pôr em causa o estado social. Foi assim nos EUA, no Reino Unido e até em França, com Mitterrand.

O discurso político maioritário é tão à esquerda que denomina de neoliberalismo aquilo que é neo-socialismo. Na verdade, a desregulamentação da actividade financeira, a dívida pública, a par com um aumento da dívida privada, foi o meio encontrado para se ter o crescimento económico indispensável para financiar o estado. O estado que se manteve presente, omitindo-se quando lhe covinha e continuando activo na concessão de monopólios e na aquisição do dinheiro necessário para o investimento público que garantia votos.

Como referiu o Ricardo Campelo Magalhães no blogue O Insurgente, o liberalismo defende a inexistência de dívida pública. Só assim se podem ter impostos baixos. Baixar impostos, incentivar o consumo, fazendo da dívida o motor da economia, não é liberalismo, mas neo-socialismo. Dada a dimensão do estado, o socialismo de hoje depende do endividamento.

 
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Publicado por em 9 de Abril de 2014 in Política, Portugal

 

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Apple Vs Samsung

Um artigo, escrito por quem tem acompanhado o assunto, que permite explicar o assunto em detalhe:

Samsung shifts strategy in second Apple trial, now claims all patents are worth very little

Apple’s second patent infringement trial against Samsung begins today, outlining a battle that the two sides are waging in very different ways. Apple will be expanding upon its legal strategy outlined in the first trial, while Samsung is starting over with an entirely new tactic aimed at devaluating Apple’s inventions so it can continue using them for virtually nothing.

iPhone Patents

Why Apple won the first trial

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Um curso é sempre algo positivo, certo?

Nope. Há cursos que mais valia a pena não terem sido estudados. Nos EUA agora fizeram um estudo sobre quais os cursos que fazem perder mais dinheiro aos estudantes respectivos:

These U.S. Colleges and Majors Are the Biggest Waste of Money

 

Cheios de pessoas que acham que merecem mais do que na verdade merecem, estes cursos estão. Um dia talvez até tentem arranjar uma entidade que force os restantes cidadãos a pagarem-lhes aquilo que eles pensam merecer. Uma pessoa pode até sentar-se a imaginar se isso terá consequências políticas…

 
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Publicado por em 31 de Março de 2014 in América do Norte, Dados, Educação

 

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A Suécia e os Ciganos

Durante 100 anos, a Suécia perseguiu e esterilizou ciganos:

A Suécia admitiu que nos últimos 100 anos tratou a população cigana como “incapacitados sociais” e, por isso, esterilizou-os e perseguiu os que estavam no seu território, impedindo a entrada de outros.

(…) Entre 1934 e 1974, o Estado sueco prescreveu a esterilização das mulheres ciganas. Não há números, mas o Ministério da Integração diz que uma em cada quatro famílias ouvidas para a redacção deste Livro Branco conhecia pelo menos um caso de esterilização ou aborto forçado.

Muitas crianças foram retiradas às famílias pelos organismos de Estado — tratava-se de “uma prática sistemática”, explicou Sophia Meteluis, assessora do Ministério da Integração, citada pelo jornal espanhol El País.

Até 1964, a Suécia proibiu a entrada de ciganos.

O paraíso do humanismo? Yeah, right…

 
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Publicado por em 31 de Março de 2014 in Europa, Política

 

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Retrato do Funcionalismo Público

João Cortez, n’O Insurgente:

O jornal Público disponibiliza uma infografia interessante sobre a composição e remuneração dos funcionários públicos com base na síntese estatística do emprego público do 4º trimestre de 2013. O número de funcionários públicos em Dezembro de 2013 era de 563.595 (o que representa uma redução de 3,8% face a Dezembro de 2012). Estes números excluem o sector empresarial do estado que representava 167.489 funcionários em Dezembro de 2013. Somando os dois números, no final de 2013 existiam 731.084 funcionários afectos ao estado. Este número por sua vez, segundo dados do INE, representa 13,6% da população portuguesa activa e 16,0% da população portuguesa empregada – aproximadamente, um em cada seis trabalhadores portugueses trabalha para o estado.

 

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Lars Peter Hansen: Portugal fez reformas ‘notáveis’

Nobel da Economia: Portugal fez reformas ‘notáveis’:

O Nobel da Economia em 2013 Lars Peter Hansen disse hoje, em Lisboa, que Portugal fez, num curto período de tempo, reformas notáveis para ultrapassar a crise e defendeu soluções simples para problemas complicados.
“Tiveram um curto prazo para as fazer [as reformas] e as respostas foram notáveis”, disse o galardoado, professor na Universidade de Chicago, num congresso em Lisboa, promovido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Lars Peter Hansen referiu ainda as “evidências recentes” dos reflexos dessas reformas, destacando a recuperação dos investimentos e o aumento das exportações “neste momento”, que considerou que “sugerem alguns sucessos”.

Mas ressalvou que a incerteza das medidas tomadas pelos políticos pode ser prejudicial ao país por provocar agitação nos mercados financeiros.

Na sua opinião, problemas difíceis devem ser tratados com soluções simples: “Problemas complicados, como o risco sistémico [contágio], não exigem necessariamente soluções complicadas”, disse, defendendo “regulações simples”, “transparência” e medidas simples “que evitem reacções exageradas”.

O Nobel da Economia explicou que os modelos económicos não replicam a realidade e também não são perfeitos, e falou sobre a natureza da incerteza e das suas consequências nas decisões dos políticos.

Lusa/SOL

 

 
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Publicado por em 28 de Março de 2014 in Pol. Fiscal, Pol. Orçamental, Política, Portugal

 

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José Sócrates & José Rodrigues dos Santos

Antes demais, uma nota: o que se passou este Domingo na televisão não foi nada de especial. Num país normal, teria sido uma entrevista normal, em que um cidadão é confrontado com diversos zigue-zagues ocorridos no passado recente sobre as mais diversas posições. Acontece que Portugal não é um país normal e José Sócrates não está habituado a ser escrutinado.

Como facilmente se pode constatar nesta entrevista (a partir dos 2:10)

Nada de especial portanto. Seja como for, perante as inúmeras críticas de que foi alvo por parte de Socráticos nas redes sociais, o jornalista resolveu reagir no Facebook. E fê-lo assim:

Devido às minhas funções na RTP, que nada têm a ver com a minha actividade de romancista para a qual esta página foi criada, alguns leitores escreveram mensagens críticas da forma como foi conduzido o espaço com José Sócrates. Repito que isto nada tem a ver com os livros, razão de ser desta página de Facebook, mas não me importo de esclarecer dúvidas e equívocos que me parecem nascer do facto de muitas pessoas, e como é natural, desconhecerem as regras da actividade jornalística.

Uma leitora chega mesmo a perguntar em que escola aprendi jornalismo. A resposta é: na BBC. Sei que se calhar não é suficientemente boa, mas foi o que se pôde arranjar.
O que ensina a BBC? Quais as regras da nossa profissão? É obrigado um jornalista a ser sempre isento? Há ocasiões em que não deve ser isento? São perguntas interessantes e todas elas têm resposta, embora o público em geral, e como me parece normal, não as conheça.

1. A isenção de um jornalista não é obrigatória. Depende da linha editorial do jornal. Não faz sentido esperar que um jornalista do «Avante!», por exemplo, seja isento. A linha editorial do «Avante!» é claramente comunista e um jornalista que não a queira respeitar tem a opção de se ir embora. Há muitos casos que se podem encontrar de linhas editoriais que implicam alinhamentos (partidários, desportivos, ideológicos, etc).

2. No caso da RTP, a linha editorial é de isenção. Isto acontece porque se trata de um meio público, pago por todos os contribuintes, pelo que deve reflectir as diferentes correntes de opinião. Os jornalistas esforçam-se por escrever as notícias com neutralidade e, nos debates, os moderadores esforçam-se por permanecer neutrais.

3. Nas entrevistas, no entanto, as regras podem mudar. Há dois tipos de entrevista: a confrontacional (normalmente a entrevista política) e a não confrontacional. Em ambos os casos a isenção pode perder-se, não porque o entrevistador seja pouco profissional, mas justamente porque é profissional. Por exemplo, numa entrevista não confrontacional com a vítima de uma violação é normal que o entrevistador se choque com o que aconteceu à sua entrevistada. Estranho seria que ele permanecesse indiferente ao sofrimento. Não se trata um violador e uma mulher violada da mesma maneira, não se trata um genocida e uma pessoa que perdeu a família inteira da mesma maneira – a regra da isenção não se aplica necessariamente.

4. As entrevistas políticas são, por natureza, confrontacionais (estranho seria que não fossem e que jornalista e político tivessem uma relação de cumplicidade). Uma vez que o agente político que está a falar não tem ninguém de outra força política que lhe faça o contraditório (como aconteceria num debate), essa função é assumida pelo entrevistador. O entrevistador faz o contraditório, assume o papel de advogado do diabo. Portanto, o jornalista suspende por momentos a sua isenção para questionar o entrevistado. Isto é uma prática absolutamente normal. O entrevistador não o faz para “atacar” o entrevistado, mas simplesmente para fazer o contraditório. Acontece até frequentemente fazer perguntas com as quais não concorda, mas sabe que o seu papel é fazer de “oposição” ao entrevistado.

5. Dizem os manuais de formação da BBC, e é assim que entendo o meu trabalho, que o entrevistador não é nem pode ser uma figura passiva que está ali para oferecer um tempo de antena ao político. O entrevistador não é o “ponto” do teatro cuja função é dar deixas ao actor. Ele tem de fazer perguntas variadas, incluindo perguntas incómodas para o entrevistado. Não deve combinar perguntas com os políticos, mas deve informá-lo dos temas. No acto da entrevista o entrevistado “puxa” pela sua faceta positiva e o entrevistador confronta-o com a sua faceta potencialmente negativa. Espera-se assim que o espectador veja as duas facetas.

6. Uma vez apresentado o princípio geral, vejamos o caso de José Sócrates. É falso que José Sócrates desconhecesse esta minha linha de pensamento. Almoçámos e expliquei-lhe o meu raciocínio. Avisei-o de que, se encontrasse contradições ou aparentes contradições entre o que diz agora e o que disse e fez no passado, as colocaria frente a frente e olhos nos olhos, sem tergiversações nem subterfúgios, como mandam as regras da minha profissão. Far-me-ão a justiça de reconhecer que fiz o que disse que ia fazer.

7. Como todas as figuras polémicas, José Sócrates é amado por uns e odiado por outros. É normal com as figuras públicas, passa-se com ele e passa-se comigo e com toda a gente que aparece em público. Mas o que se está a passar com ele é que muita gente fala mal nas costas e ninguém pelos vistos se atreve a colocar-lhe as questões frontalmente. Fui educado fora de Portugal e há coisas que me escapam sobre o país, mas dizem-me que é um traço normal da cultura portuguesa: falar mal pelas costas e calar quando se está diante da pessoa. Acho isso, devo dizer, lamentável. Quando alguém é muito atacado, devemos colocar-lhe frontalmente as questões para que ele tenha o direito de as esclarecer e assim defender-se. Foi o que foi feito na conversa com José Sócrates. As questões que muita gente coloca pelas costas foram-lhe apresentadas directamente e ele defendeu-se e esclareceu-as. Se o fez bem ou mal, cabe ao juízo dos espectadores.

8. O caso de José Sócrates tem alguns contornos especiais e raros. Ele foi Primeiro-Ministro durante seis anos e acabou o mandato com o país sob a tutela da troika. Quando era chefe do Governo, começou a aplicar medidas de austeridade. No PEC I foram muito suaves (cortes em deduções fiscais e outras coisas), mas foram-se agravando no PEC II (aumento de impostos) e no chamado PEC III, que na verdade era o Orçamento de 2011 (corte de salários no sector público, introdução da Contribuição Especial de Solidariedade aos pensionistas, aumento de impostos, cortes nas deduções, etc). Defendendo estas medidas, afirmou em público que “a austeridade é o único caminho”. Agora, nas suas declarações públicas, ele mostra-se contra a austeridade. Estamos aqui, pois, perante uma contradição – ou aparente contradição. Não tem um jornalista o dever de o colocar perante essa (aparente ou não) contradição, dando-lhe assim oportunidade para esclarecer as coisas?

9. Na entrevista não é para mim necessariamente relevante se ele tinha razão quando aplicou a austeridade ou se tem razão agora que critica a austeridade. O que é relevante é que há uma aparente contradição e cabe ao jornalista confrontá-lo com ela. Foi o que foi feito e ele prestou os seus esclarecimentos. Se foi convincente ou não, cabe a cada espectador ajuizar, não a mim. Limitei-me a apresentar-lhe directamente os problemas e a dar-lhe a oportunidade de os esclarecer. O meu trabalho ficou completo.

10. Como disse no ponto 8, o caso de José Sócrates é raro. Não é muito normal termos entrevistados com as circunstâncias dele. O tipo de conversa que era necessário para esclarecer as coisas não nasce do facto de ele ser do PS, mas das suas circunstâncias únicas. Se o entrevistado fosse, por exemplo, Ferro Rodrigues ou Maria de Belém ou Francisco Assis ou qualquer outra figura do partido, o perfil da conversa teria de ser diferente porque nenhum deles teve funções de Primeiro-Ministro durante tanto tempo e imediatamente antes da chegada da troika nem entrou num discurso tão aparentemente contraditório como José Sócrates. São as suas circunstâncias específicas que exigem uma abordagem específica. Se o Primeiro-Ministro que governou nos seis anos antes da chegada da troika fosse do PSD, CDS, PCP, BE, MRPP ou o que quer que seja, e fizesse declarações tão aparentemente contraditórias com o que disse e fez quando governava, não tenham dúvidas de que as minhas perguntas seriam exactamente as mesmas.

11. No final, temos de nos perguntar: José Sócrates esclareceu bem a sua posição? Essa resposta cabe a cada um e aí não meto eu o dedo. Limitei-me a dar-lhe a oportunidade de tudo esclarecer.

12. E aquele espaço?, perguntarão alguns. É entrevista? É comentário? Boa pergunta. A minha resposta está no ponto 5.
Um abraço a todos.
José Rodrigues dos Santos

Gostava também de deixar aqui uma perspectiva jornalística sobre a entrevista, no caso no DN: Sócrates irrita-se: “Não vinha preparado para isto”

No seu habitual espaço de comentário, transformado numa entrevista sobre a sua governação, o ex-primeiro-ministro foi confrontado com afirmações que fez em 2010 e 2011. E a atualidade quase que ficou para segundo plano.
Não foi um espaço de comentário habitual, em nenhum dos canais de televisão com políticos a fazerem de comentadores. No espaço de José Sócrates, que a RTP transmite aos domingos, o jornalista José Rodrigues dos Santos puxou dos seus “arquivos” (notícias de 2010 e 2011) para confrontar o ex-primeiro-ministro socialista com afirmações suas perante o comentário da atualidade. Mais ao jeito de entrevista que de comentário. “Não vinha preparado para isto”, desabafou a determinado momento Sócrates.
Ao tema do consenso que a maioria tem pedido aos socialistas – e que terminou na passada segunda-feira com o encontro de São Bento com as “divergências insanáveis” entre o primeiro-ministro e o secretário-geral socialista – José Sócrates começou por apontar o dedo a “este consenso [que] é impossível de alcançar porque nem nos factos os dois partidos se entendem”. E notou o antigo primeiro-ministro que “a palavra consenso está mal escolhida”: deve ser “compromisso” o que o se pede, não consenso. “Não é razoável vir pedir que o PS avalize mais cortes”, apontou Sócrates.
A partir daqui, Rodrigues dos Santos foi ao “arquivo”, como se referiu o jornalista às notícias que trouxe com declarações de Sócrates para o confrontar com afirmações suas antigas, em que, por exemplo, defendia a necessidade de “consenso” ou de fazer “tudo o que for necessário” para atingir metas orçamentais.
Sócrates foi ficando cada vez mais irritado e explicando sempre as suas afirmações com o contexto da época – de um “governo sem maioria” ou apontando “a diferença” da política do seu executivo com a do Governo atual de Passos Coelho. “Sempre estimulei o crescimento económico”, contrapôs à ideia “perigosa” da austeridade “que conduz ao descontrolo da dívida”. “Por que é que um Governo que se concentra apenas na austeridade tem estes resultados?”, atacou, descrevendo que a dívida e o défice continuaram a aumentar. “Os seus arquivos também deviam dizer isto”, apontou o ex-primeiro-ministro.
No ajuste de contas entre passado e presente, Sócrates afirmou que “esta austeridade cega mata-nos”, recordando as “apostas” da sua governanção nas energias renováveis ou no parque escolar, por exemplo. E questionou o jornalista pelas apostas do atual, para dar a resposta de que ao Executivo de Passos Coelho não se conhecem apostas.
No final, ficou marcado novo encontro para daqui a 15 dias. “Virei preparado com os meus arquivos”, prometeu Sócrates.

E, por falar em análises, fiquem com Oscar Mascarenhas, Jornalista “especializado” em ética… no seu Fb:

O “baile” de José Sócrates a José Rodrigues dos Santos
Regra número não sei quantos do jornalismo: Nunca faças perguntas encomendadas pelo teu chefe/patrão ou pela tua prosápia, sem antes estudares bem os dossiês e o entrevistado. O José Rodrigues dos Santos, se tiver caráter, deve colocar no seu currículo a mais humilhante figura que fez esta noite quando tentou “atrapalhar” José Sócrates, prestando-lhe o favor de demonstrar que o entrevistado está em forma e em condição de defrontar todos na política dos nossos dia. Foi um “baile” que José Rodrigues dos Santos levou, a ponto de José Sócrates lhe dizer, a terminar, por outras palavras: “Para a próxima, preparem-no melhor.” Se fosse comigo, ou fazia dos pés um berbequim para me enterrar ali mesmo, ou levantava-me, com “fair-play”, e pedia desculpas ao entrevistado pelo frete ao patrão que não tinha conseguido fazer… (Se eu fosse de fazer fretes ao patrão…) Que lástima, José Rodrigues dos Santos! Quis mostrar como se faz à Cristina Esteves – que já interrompia Sócrates a despropósito, não lhe ficando nada bem o papel – e ainda fez pior. Espero que o catedrático de jornalismo passe o vídeo nas aulas e ensine: “Nunca façam esta figura que eu fiz.”

Em tantos anos de entrevistas a Sócrates, aquelas é que foram as perguntas encomendadas? Confrontar o Sócrates com afirmações do próprio no passado recente? Sem sequer rebater a desculpa estúpida (e FALSA) de que ele no fundo no fundo aumentou a dívida menos que PPC? Sem o questionar sobre tantas práticas nefastas para o país como as que ele fez? Por favor, se querem fazer um favor ao Sócrates e se atirarem na frente dele para ele pisar e evitar calcar a sua própria lama, pelo menos não o façam atacando a inteligência de quem vos lê.

 
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Publicado por em 25 de Março de 2014 in Política, Portugal

 

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