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Arquivo da Categoria: Área Geográfica

Jovem de 16 anos humilha Raquel Varela

Parva. Como se a opção fosse: a) ganham o salário mínimo ou b) têm o salário da Raquel Varela.
Isto vindo da mesma alucinada que diz que a Dívida Estatal não existe (mais n’O Insurgente).
E que depois continuou na sua, a criticar o empreendedorismo no seu blog. Nem Daniel Oliveira a defende.
O jovem não pode importar, não pode comprar roupa em fábricas que paguem pouco e não pode ter uma opinião diferente dela. Varela, nem todos têm dinheiro para comprar as mesmas marcas que você, sabe?

A melhor resposta foi a de Vitor Cunha no Blasfémias - Martim e Raquel num gráfico:

Perdoar-me-ão o boneco à mão. Decerto não distrairá do seu conteúdo, que consiste em olhar para a distribuição salarial dos portugueses, abruptamente limitada artificialmente, por intervenção estatal, com vista a obrigar todos os que desempenhariam funções abaixo do Salário Mínimo Nacional (SMN) a fazerem parte das estatísticas do desemprego. Aqui estão Martim e Raquel ilustrados:

dist-salarial-raquel-varela

Raquel Varela é mal-educada, arrogante e ignora completamente o conceito de empreendedorismo.
Ou sendo mais explícito: Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na Universidade Nova e no Instituto Internacional de História estuda a fundo as questões laborais mas esquece que para se criar emprego é preciso uma ideia de negócio sustentável. Não é a doutora que lhe vai sugerir preços (cruzes-credo, para pagar salários de 1.000 Euros colocaria certamente preços que só os meninos ricos poderiam pagar!), não é a doutora que lhe vai dizer como contratar pessoas, encomendas, ou como gerir os recursos. E no entanto sentiu-se à vontade para interromper o Martim, fazer perguntas para o humilhar (ele escapou magnificamente, mas a intenção era essa) e tentar destruir o sonho. É que há o perfeito, o óptimo e o possível… e nem todos podem viver uma vida como a sua criando tão pouco como sua excelência.

Ligações sobre a marca de roupa teenager do Martim Neves: Facebook, YouTube, Site.
Parabéns Martim! Persegue o sonho e nunca desistas. Os teus colegas agradecem a moda low-cost, quem trabalha agradece o que lhe pagas e talvez o teu exemplo inspire outros. Força!
Tu podes fazer a diferença… hoje apenas o Facebook, amanhã quem sabe uma cadeia de lojas.
 
 

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Un an après: la «Boîte à outils» de François Hollande détruit l’emploi

Um estudo em Francês sobre a FrançaApresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.
 
 

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“Os meus filhos são Socialistas”, por Inês Teotónio Pereira

Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com a origem desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém…

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou menos a mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira.

Um texto da autoria de Inês Teotónio Pereira. Não sou o autor, mas gostaria. Está muito bom. Ou deprimente, dependendo do ponto de vista.

 

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A Informática no Mundo Financeiro

II Jornadas IG

Hoje estive no Instituto Politécnico de Viana do Castelo - Escola Superior de Ciências Empresariais, no polo de Valença, para falar nas II Jornadas de Informática de Gestão (mais detalhe).

Ficam 2 fotos do evento:
(todas ficam maior ao clicar)

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Fica aqui o PDF da apresentação:

A Informática no Mundo Financeiro.

Agradeço ao Professor Jorge Garcia o convite que simpaticamente me endereçou. Foi um prazer re-visitar os meus tempos de informático e falar para estes jovens. O engraçado foi que a maioria dos estudantes na sala eram de marketing, e por isso acabei a falar na estratégias de Marketing da Microsoft Portugal, na MetLife e na curiosidade de que todas as empresas por onde passei ter azul no seu logotipo.

Color_Emotion_Guide

 
 

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O que dirá Cavaco em privado?

Isto é o que ele diz em público no Público:

Cavaco: Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

Uranio EnriquecidoMas para mim a verdadeira questão não é essa. É o que dirá ele em privado sobre a situação do país. À Maria, ao staff e aos que privam com ele. Face ao que diz publicamente, gostaria de deixar algumas hipóteses:

  1. A culpa é dos gafanhotos. Devíamos fazer como a ONU!
  2. Se Portugal for atingido por um meteoro estamos safos…
  3. Se Sócrates ainda fosse PM, ele estimularia a economia.
  4. A Nelinha que me salve a pensão!
  5. A culpa não é de Nossa Senhora, é do Jesus.

Para mim, o Palácio de Belém deverá ter Urânio enriquecido. Só assim se explicam os comportamentos dos 3 últimos ocupantes. E que quem tenha resistido melhor e ainda hoje apresente um discurso coerente com as suas ideias seja um general. Ou é isto, ou nada bate certo com nada!

Ligações: 10 Pragas do Egipto, Fonte da foto – diz que podem encomendar!

 
 

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Como se financiam campanhas?

Tiago Azevedo Fernandes n”A Baixa do Porto, referido por Miguel Noronha:

Gaianima

Leio hoje no Público“Em vésperas de extinção Gaianima faz ajustes directos de 130 mil euros.” ”Os contratos foram feitos com as empresas NextPower Comunicação Lda e com a Boston Media Comunicação Imagem SA”.

Conheço relativamente pouco as máquinas partidárias, mesmo a do PSD, mas nesta notícia (além do relato preocupante de um ajuste directo numa empresa municipal) o nome da empresa “NextPower” soou-me familiar e fui investigar. Confirmou-se. Segundo o seu perfil do LinkedInFernando Moreira de Sá (julgo que militante do PSD), um activo apoiante de Luís Filipe Menezes e de Carlos Abreu Amorim, é CEO da NextPower e de outra empresa chamada Comunicatessen. Constatei também que os domínios oficiais na Internet das campanhas para o Porto e para Gaia foram registados em nome da Comunicatessen. Daí que surja naturalmente a pergunta: é afinal a Gaianima (empresa municipal de Gaia presidida por Ricardo Almeida, também presidente da Concelhia do PSD/Porto) que está a pagar as campanhas de Menezes e de Amorim?

Dada a relevância d’O Insurgente, os comentários não faltaram. Ficam os mais relevantes:

Fernando Moreira de Sá:

Boa noite Miguel,

A notícia do Público já foi desmentida através de um direito de resposta (estranhamente ainda não publicado) enviado no próprio dia para o jornal. Desmentida em coisas simples e de fácil verificação se a jornalista se tivesse dado a esse trabalho, nomeadamente no ponto 1. Assim, aqui vai:

1. A Nextpower é a empresa de comunicação das 24 horas de karting de Gaia desde a sua edição de 2011 e do Porto Wine Fest desde a sua primeira edição (em 2012). Sendo completamente falso quando esta afirma que é a primeira vez…

2. A Nextpower não trabalha para a campanha de LFM. Aliás, quem conhece o mercado das agências de comunicação e sabendo quem é a agência de comunicação contratada por LFM certamente que nem teria dúvidas…

3. A Nextpower não trabalha a campanha de Carlos Amorim que, aliás, nem tem nenhuma empresa de comunicação a trabalhar com ele mas sim um assessor de imprensa que nunca trabalhou em agências…

4. A minha empresa, a Comunicatessen, nunca trabalhou em Gaia nem nunca trabalhou com LFM. Nem com a CMPorto, verdade seja dita.

5. Eu sou amigo pessoal do Carlos (como é público e notório), sou militante do PSD (idem) e, a exemplo do TAF, colaborei nas directas e nas legislativas da mesma forma que dei, dou e darei todo o meu apoio e conhecimentos técnicos aos amigos e candidatos do meu partido.

6. O registo web do Porto Forte foi feito por mim e pago (os 75 euros) integralmente pelo PSD Cidade do Porto. Nem sendo a minha empresa nem empresa minha fornecedora quem está a produzir e gerir o respectivo site.

7. Publicitarei nas minhas redes, como sempre o fiz em relação ao meu partido, tudo e mais alguma coisa e desde que concorde. Quanto mais não fosse por, na esmagadora maioria dos casos, serem pessoas das minhas relações pessoais.

8. Nas campanhas onde a minha empresa está presente, tudo é facturado e dentro das verbas da subvenção estatal.

9. Percebo bem as motivações de quem pretendeu, com sucesso, “plantar” esta notícia. Espero, em nome da igualdade de tratamento, que o Público vá verificar e, posteriormente, publicar todos os ajustes directos feitos pelas câmaras, empresas municipais e outros entes públicos a agências de comunicação e, pelo caminho, verificar se coincidem ou não com as que estão a trabalhar inúmeras campanhas autárquicas por esse país.

10. Não sou e penso que isso é público e até conhecido do Insurgente CEO da Nextpower – quem o é e com elevado profissionalismo é um conhecido blogger. E a Nextpower Norte não existe como empresa – até por isso, tudo o que afirmei antes para a Nextpower é válido para a marca Nextpower Norte.

10. Continuarei, com todo o gosto a publicitar e a produzir conteúdos para candidatos do meu partido e a utilizar a minha rede para os publicitar. A minha empresa e as minhas colaborações são públicas, sempre o foram e tenho muito orgulho por tudo o que fiz e tenho feito no mundo da comunicação.

11. Por último, deixo uma pergunta: acham que seria assim tão estúpido para fazer tudo às claras se existisse alguma coisa a esconder? Não acham, no mínimo, estranho?

Cumprimentos a todos.

ACV7368764:

Senhor Fernando Moreira de Sá. A ver se entendemos aqui qualquer coisinha. Quando diz que a Nextpower Norte não existe está a “esquecer-se”, digamos assim, que a NEXTPOWER ACABA DE SE MUDAR PARA GAIA?

Publica-se que em relação à entidade:
Nº de Matrícula/NIPC: 509022227
Firma: NEXTPOWER – COMUNICAÇÃO, LDA
Natureza Jurídica: SOCIEDADE POR QUOTAS
Sede: Edifício Tower Plaza, Via Engº Edgar Cardoso, nº 23, 12º- A
Distrito: Porto Concelho: Vila Nova de Gaia Freguesia: Vila Nova de Gaia (Santa Marinha)
4400 – 676 Vila Nova de Gaia

pela Apresentação AP. 62/20121231, referente à inscrição 3,
foi efectuado o seguinte acto de registo:

Insc. 3 – AP. 62/20121231 16:55:16 UTC – ALTERAÇÕES AO CONTRATO DE SOCIEDADE(ONLINE)

Artigo(s) alterado(s): 1º nº2

SEDE: Edifício Tower Plaza, Via Engº Edgar Cardoso, nº 23, 12º- A
Distrito: Porto Concelho: Vila Nova de Gaia Freguesia: Vila Nova de Gaia (Santa Marinha)
4400 – 676 Vila Nova de Gaia

ACV7368764 (II):

Senhor Moreira de Sá. E se a Nextpower é tudo isso tão limpinho limpinho limpinho, então veja lá que a Boston e a Nexpower são, afinal… a mesma coisa, (Boston é dona da Nexpower e ambas são da LPM) o que torna estes ajustes ILEGAIS, já que se trata de um ajuste que foi divido em dois e, assim, ultrapassando o valor legal. CERTO?

Publica-se que em relação à entidade:
Nº de Matrícula/NIPC: 509022227
Firma: NEXTPOWER – COMUNICAÇÃO, LDA
Natureza Jurídica: SOCIEDADE POR QUOTAS
Sede: Avenida Infante Dom Henrique 333H 4 35 Edifício Lisboa Oriente
Distrito: Lisboa Concelho: Lisboa Freguesia: Santa Maria dos Olivais
1800 LISBOA

Matriculada na: Conservatória do Registo Comercial de Lisboa

pela Apresentação AP. 8/20091030, referente à inscrição 2,
foi efectuado o seguinte acto de registo:

Insc. 2 – AP. 8/20091030 0:57:37 UTC – TRANSFORMAÇÃO DE UNIPESSOAL POR QUOTAS EM SOCIEDADE POR QUOTAS(ONLINE)

FIRMA: NEXTPOWER – COMUNICAÇÃO, LDA

SÓCIOS E QUOTAS:

QUOTA : 4.500,00 Euros

TITULAR: BOSTON MEDIA – COMUNICAÇÃO E IMAGEM, SA
NIPC: 506871711
Sede: Avenida Infante D. Henrique, Edifício Oriente, nº 333H, esc. 37
1800 – 282 Lisboa

QUOTA : 500,00 Euros

TITULAR: RODRIGO MANUEL BOTELHO MONIZ MOITA DE DEUS
NIF: 210512156
Estado civil : Casado(a)
Nome do cônjuge: Maria da Piedade Torres do Vale de Melo Guimarães Moita de Deus
Regime de bens : Separação de bens
Residência: Rua 1º de Dezembro, nº 14
2710 – 497 Sintra

Data da deliberação: 2009-10-29

CONSERVATÓRIA DA SEDE:

Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Conservatoria: CRComercial Lisboa

ALTERAÇÃO PARCIAL DO CONTRATO.

TAF:

“A Nextpower não trabalha a campanha de Carlos Amorim”

“Aqui está a time-lapse final da apresentação do candidato Carlos Abreu Amorim (Gaia não pode Parar). Um trabalho que nos orgulha.” – NextPower Norte
https://www.facebook.com/nextpowernorte/posts/517872931583056.

Luís Castro:

Algumas coisas aqui não batem certo. A campanha de Menezes, foi notícia de jornal nunca desmentida, é feita pela Cunha Vaz e pela F5C e não pela Nextpower. Outra coisa, a Nextpower é aqui em Lisboa, não me parece que se tenham mudado para norte. Se o fizeram então não percebo como andam todos aqui???? E pela notícia do publico, o outro contrato é com o Porto Canal. Parece que ambos falam verdade só estão é a falar de coisas diferentes. Ou estou a ver mal?

e no comentário de ACV verifico que o outro elemento de que se fala, o FMS (é o mesmo dos blogues, não é?) não consta como sócio em nenhuma delas. Já procurei na net e realmente não encontro nos registos nenhuma empresa chamada Nextpower Norte, apenas no facebook e vimeo. E ando à procura da fonte da timelapse pois recordo que na altura a vi noutro site, de uma empresa de vídeos.

ACV7368764:

Luis Castro. Eu explico. Se vir os documentos acima, conclui que a nextpower é uma empresa propriedade da Boston e do senhor Moita de Deus. A Boston é de outra empresa que é de outra empresa que é de outra empresa. Todas são da LPM, ou seja, do senhor Luís Paixão Martins ou do seu filho. A F5 Consulting é a empresa de um conhecido comunicador chamado Tocha (pode ler melhor aqui no Público quem é)http://www.scribd.com/doc/38998664/Pagina-Tocha. Por fim, a Cunha Vaz é outra empresa de um senhor chamado Cunha VAZ. São todas de Lisboa e as três maiores agências do país. Todas estão a trabalhar para Menezes. É público e notório. Quem paga é a Câmara de Gaia através das mais diversas empresas. A Nextpower mudou-se recentemente (ver documento acima nos comentários) para Gaia (vá-se lá saber porquê!!!). Se procurarem bem, vão achar inúmeros ajustes directos (qq pessoa o pode fazer, é público) destas empresas nas empresas e câmara de gaia. Não são milhares, são centenas de milhares de euros, no seu conjunto. Além do mais, os ajustes da Nextpower e da Boston são ilegais, uma vez que a Boston é dona da Nextpower (ver acima outra vez), o que a deveria impedir de ser adjudicada pelo mesmo serviço. Outra coisa, eu que não percebo nada de jornalismo, vejam o que foi adjudicado: “A execução do plano de comunicação de 2013 inclui: a) Cobertura de, pelo menos, uma actividade por semana do Município; b) Cobertura de todas as conferências de imprensa do município; c) Cobertura do Porto Wine Fest; d) Cobertura das 24 horas de Karts; e) Colocação de um elemento a indicar pela Gaianima no painel de comentadores do Porto Canal, no mínimo, uma vez por mês; f) Presença do município no programa Porto Alive, de 15 em 15 dias; g) Presença no programa territórios, uma vez por semana; h) Cedência de todas as cópias de todas as transmissões acima referidas.” Ou seja, qual o papel do Portocanal no meio de tudo isto? O Portocanal vende lugares nos seus programas a troco de quê? Jornalistas, INVESTIGUEM! ISTO É UMA VERGONHA!

Portuense:

Uma última nota: sabem quem é o diretor de relações públicas do Porto Canal? O mesmo canal que é “vendido” pela Nexpower? Chama-se Fernando Moreira de Sá. Ele há coincidências…

 
 

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Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor

Mais de 50 mil pessoas na ex-RDA foram cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais:

escudo RDA comunista

Mais de 50 mil pessoas da antiga República Democrática Alemã (RDA) serviram de cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais, muitas vezes sem o saberem e algumas perderam a vida. A notícia é avançada pelo semanário alemão Der Spiegel deste domingo.

No total, foram levados a cabo mais de 600 estudos em 50 clínicas, até à queda do muro de Berlim em 1989, especifica a revista, que se baseia em documentos inéditos do Ministério da Saúde da Alemanha de Leste e do instituto alemão dos medicamentos.

Nesses dossiers, aparecem dois mortos em Berlim-Leste na sequência de testes relacionados com o Trental, um produto que melhora a circulação sanguínea, desenvolvido pelo grupo Hoescht (que entretanto se fundiu com a Sanofi), da então República Federal da Alemanha; ou ainda dois mortos perto de Magdebourg durante ensaios de um medicamento para a tensão para o laboratório alemão Sandoz, entretanto comprado pelo grupo suíço Novartis.

(…)

Se o PCP tomasse conta de Portugal (e não digo em coligação, digo se o Jerónimo de Sousa se tornasse o ditador Português), com a sua política de altas despesas e baixos impostos (já agora), o que faria passados 20 anos de crise económica e face a uma fome à norte-coreana (um regime que eles ainda hoje defendem publicamenteapesar das evidências)?

Fica a pergunta e uma ou outra possíveis respostas.

 

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Obrigado pelo Campeonato, Kelvin!

Ainda não está matematicamente decidido, mas este será certamente o golo mais importante do campeonato.

Pergunta: Se o Benfica ganhasse o campeonato no Dragão, o Porto apagaria as luzes, como fez o Benfica?
Resposta: Ninguém sabe – Nunca aconteceu!!! :)

Ligações úteis: golo de Kelvin n’O Jogogolo de Kelvin na Benfica TV.

Adenda: Fernando Euricoaparentemente benfiquista, apesar de não se notarfoi agredido.
A malta devia ser mais tolerante e falar mais com a boca do que com o braço…

 
 

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Tratado fundador do Hamas

Quando fui visitar a Embaixada de Israel em Lisboa, o Conselheiro Político da embaixada – em resposta a questões sobre a actuação de Israel face aos ataques dos seus vizinhos – fez uma pergunta curiosa sobre a relação entre Israel e os seus vizinhos: “O que é que queriam que nós fizéssemos?”. Ou seja, se o nosso país fosse atacado com 13.000 “rockets” desde a assinatura do “cesar-fogo”, qual seria a nossa resposta. Negociar, diriam muitos dos meus leitores. Para esses, para que fique bem clara a dificuldade de negociar com o Hamas, aqui ficam excertos do documento fundador do mesmo, para conhecimento dos meus conterrâneos Portugueses. Fonte: Facebook da Embaixada de Israel em Portugal - Nota. Aceito discutir disputas na tradução, dada a fonte. Se bem que não me parece que esse problema se coloque.

The Hamas Covenant - Selected Excerpts

1. Calls for the Destruction of Israel

Introduction: “Israel will exist and will continue to exist until Islam will obliterate it, just as it obliterated others before it” (The Martyr, Imam Hassan al-Banna, of blessed memory).” [Page 1]

Article 6: “The Islamic Resistance Movement is a distinguished Palestinian movement, whose allegiance is to Allah, and whose way of life is Islam. It strives to raise the banner of Allah over every inch of Palestine…” [Page 3]

2. Calls for Jihad

Article 13: ” There is no solution for the Palestinian question except through Jihad.” [Page 7]

“Article Eight: The Slogan of the Islamic Resistance Movement:  Allah is its target, the Prophet is its model, the Koran its constitution: Jihad is its path and death for the sake of Allah is the loftiest of its wishes.” [Page 5]

Article 15: ” In face of the Jews’ usurpation of Palestine, it is compulsory that the banner of Jihad be raised.” [Page 8]

Article 15: “The Jihad for the Liberation of Palestine is an Individual Duty: ” “The day that enemies usurp part of Moslem land, Jihad becomes the individual duty of every Moslem. In face of the Jews’ usurpation of Palestine, it is compulsory that the banner of Jihad be raised.” [Page 8]

Article 3: “The basic structure of the Islamic Resistance Movement consists of Moslems who have given their allegiance to Allah whom they truly worship, – “I have created the jinn and humans only for the purpose of worshipping” – who know their duty towards themselves, their families and country. In all that, they fear Allah and raise the banner of Jihad in the face of the oppressors, so that they would rid the land and the people of their uncleanliness, vileness and evils.” [Page 3]

3. Rejection of Peace Negotiations

Article 32: “Leaving the circle of struggle with Zionism is high treason” [Page 18]

Article 11: “The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Moslem generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. Neither a single Arab country nor all Arab countries, neither any king or president, nor all the kings and presidents, neither any organization nor all of them, be they Palestinian or Arab, possess the right to do that. [Page 5]

Article 13: ” Now and then the call goes out for the convening of an international conference to look for ways of solving the (Palestinian) question… These conferences are only ways of setting the infidels in the land of the Moslems as arbitraters.” [Page 7]

4. Antisemitism and Conspiracy Theories

Article 7: “The Prophet, Allah bless him and grant him salvation, has said: “The Day of Judgement will not come about until Moslems fight the Jews (killing the Jews), when the Jew will hide behind stones and trees. The stones and trees will say O Moslems, O Abdulla, there is a Jew behind me, come and kill him.”" [Page 4]

Article 32: ” The Zionist plan is limitless. After Palestine, the Zionists aspire to expand from the Nile to the Euphrates. When they will have digested the region they overtook, they will aspire to further expansion, and so on. Their plan is embodied in the “Protocols of the Elders of Zion”, and their present conduct is the best proof of what we are saying.” [Page 17]

Article 20: ” In their Nazi treatment, the Jews made no exception for women or children. Their policy of striking fear in the heart is meant for all. They attack people where their breadwinning is concerned, extorting their money and threatening their honour.” [Page 11]

Article 32: ” Peoples should augment by further steps on their part; Islamic groupings all over the Arab world should also do the same, since all of these are the best-equipped for the future role in the fight with the warmongering Jews.” [Page 18]

Article 22: ” For a long time, the enemies have been planning, skillfully and with precision, for the achievement of what they have attained. They took into consideration the causes affecting the current of events. They strived to amass great and substantive material wealth which they devoted to the realisation of their dream. With their money, they took control of the world media, news agencies, the press, publishing houses, broadcasting stations, and others. With their money they stirred revolutions in various parts of the world with the purpose of achieving their interests and reaping the fruit therein. They were behind the French Revolution, the Communist revolution and most of the revolutions we heard and hear about, here and there. With their money they formed secret societies, such as Freemasons, Rotary Clubs, the Lions and others in different parts of the world for the purpose of sabotaging societies and achieving Zionist interests. With their money they were able to control imperialistic countries and instigate them to colonize many countries in order to enable them to exploit their resources and spread corruption there.  You may speak as much as you want about regional and world wars. They were behind World War I, when they were able to destroy the Islamic Caliphate, making financial gains and controlling resources.” [Page 12]

Article 28: ” The Zionist invasion is a vicious invasion. It does not refrain from resorting to all methods, using all evil and contemptible ways to achieve its end. It relies greatly in its infiltration and espionage operations on the secret organizations it gave rise to, such as the Freemasons, The Rotary and Lions clubs, and other sabotage groups. All these organizations, whether secret or open, work in the interest of Zionism and according to its instructions. They aim at undermining societies, destroying values, corrupting consciences, deteriorating character and annihilating Islam. It is behind the drug trade and alcoholism in all its kinds so as to facilitate its control and expansion. ” [Page 15]

Introduction: “Our struggle against the Jews is very great and very serious.” [Page 2]

5. The Conflict with Israel as a Religious Struggle

Article 1: “The Movement’s programme is Islam” [Page 2]

Article 15: “It is necessary to instill in the minds of the Moslem generations that the Palestinian problem is a religious problem, and should be dealt with on this basis.” [Page 8]

“The Islamic Resistance Movement is one of the wings of Moslem Brotherhood in Palestine. Moslem Brotherhood Movement is a universal organization which constitutes the largest Islamic movement in modern times.” [Page 2]

Article 11: Palestine is an Islamic Waqf land consecrated for Moslem generations until Judgement Day. This being so, who could claim to have the right to represent Moslem generations till Judgement Day?” [Page 5]

 
 

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Austeridade 2013 – Documentos essenciais

Tenho constatado quão difícil é encontrar os documentos essenciais sobre sobre a chamada “Austeridade” em Portugal. Fica aqui um pequeno esforço de reunião dos documentos relevantes sobre o tema em 2013:Governo de Portugal

Categorias (inc English Links):
Contributos das Consultoras:
 

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“Qualquer solução para a crise será dolorosa “, por Carlos Guimarães Pinto

O autor de “A solução para a Crise” escreveu recentemente um artigo que fez furor nas redes sociais (mais de 1000 partilhas no Facebook!) chamado “O Zé não Empreende“, cuja leitura recomendo vivamente.

Carlos GP não paga impostos desde 2007

No seguimento desse artigo, foi convidado pelo Dinheiro Vivo a escrever sobre a sua visão para Portugal e as suas soluções para o país. O resultado foram os 2 artigos que aqui transcrevo na íntegra para registo futuro:

1 - O que o Estado tem de fazer para o Zé empreender:

O economista Carlos Guimarães Pinto, que não paga IRS desde 2007 e bloga desde 2004 em A Montanha de Sísifo (onde foi publicado o post O Zé não Empreende), Portugal Contemporâneo e O Insurgente, diz ao Dinheiro Vivo o que é preciso para ser empreendedor em Portugal. Lançou também o livro A Crise Resolvida. Ver aqui.

“Há uma grande tentação de encontrar soluções rápidas para a crise, impostas de cima para baixo. O que a história provou é que raramente soluções colectivistas tiveram sucesso. O instinto natural dos indivíduos é o de criar riqueza, tudo o que o estado tem que fazer é sair da frente, deixar os indivíduos fazerem aquilo que é a sua natureza. Tudo o que o Estado precisa de fazer é devolver a liberdade, e respectiva responsabilidade, aos indivíduos, às empresas e às comunidades. Numa expressão: sair da frente. Em poucos pontos, isto seria:

1 . Redução significativa da carga fiscal sobre o sector privado. E aqui não há melhores ou piores impostos para reduzir. Direta ou indiretamente, todos os impostos acabam por afetar empresários, trabalhadores e consumidores. O IVA, por exemplo, é, em teoria, pago pelo consumidor, mas a verdade é que o consumidor quando compra não faz a mínima ideia de quanto paga de IVA. Se o IVA baixasse, os consumidores pagariam menos, mas os empresários também receberiam mais, venderiam mais, podendo ainda empregar mais trabalhadores e pagar-lhes mais. Um imposto nunca afecta apenas os agente que em teoria pagam por ele.

2. Simplificação do sistema fiscal. O empresário médio português não conhece as suas obrigações fiscais. A proliferação de taxas e impostos faz com que muitos entrem em incumprimento sem o saberem. Muitos acabam por desistir do seu negócio quando são confrontados com dívidas fiscais que nunca planearam.

3. Redução das despesas do Estado. Para que a carga fiscal baixe é inevitável, e desejável, que a despesa também caia. Na medida em que a maior parte da despesa do estado é realizada na Educação, Saúde e Segurança Social, não há outra hipótese senão cortar aí. Ou seja, a redução de despesa terá que passar obrigatoriamente pela redefiniçao das funções do estado social. Claro que uma sociedade a viver há décadas à sombra do estado perdeu muitos dos seus mecanismos de defesa e o processo de transição será complicado. Mas é isto, ou o empobrecimento definitivo.

4. Descentralização do poder político. O aumento de eficiência do estado tem que passar por aqui. Grande parte das funções do estado seriam melhor geridas ao nível local do que ao nível central. Faz muito pouco sentido que a decisão de abrir e fechar escolas ou postos de saúde em Beja seja tomada em Lisboa. Da mesma forma, a rede de segurança social funcionaria muito melhor se fosse financiada e gerida a nível local. Uma gestão local, financiada pelos contribuintes locais, colocaria uma responsabilidade maior nos gestores públicos e respectivos beneficiários. Também garantiria métodos de gestão pública diferenciados, promovendo a competição e eficiência na gestão.

5. Privatização das empresas públicas. As empresas públicas têm sido, ao longo dos anos, um dos maiores sorvedores de capital. O capital que é constantemente enterrado nestas empresas é o mesmo capital que escasseia na economia privado. Por outro lado, estas empresas são também um factor de ineficiência e injustiça no mercado laboral. Como muito dos seus gestores não são escolhidos por mérito, mas por nomeação política, estas empresas aumentam a percepção de injustiça e ausência de meritocracia, dando a impressão (infelizmente correta) de que em Portugal é preferível investir numa carreira política do que a desenvolver conhecimentos e capacidades técnicas.

6. Desregulamentação profissional permitindo o acesso dos desempregados a empregos atualmente reservados a classes de trabalhadores protegidas. Para além da anterior, esta é outra fonte de injustiça no mercado de trabalho.

7. Liberalização do mercado de trabalho. Esta será outra alteração que causará problemas numa sociedade viciada na imobilidade. No entanto, num país com tantos desempregados faz cada vez menos sentido manter uma legislação laboral que proteja os trabalhadores mais improdutivos, deixando muitos dos que poderiam criar valor fora do circuito de emprego.

8. Reformar o sistema de segurança social, criando um mecanismo de incentivo à poupança e de responsabilização individual. O atual sistema de redistribuição, para além de se ter tornado insustentável, não cria incentivos à poupança. Sem poupança, não há acumulação de capital, criação de emprego e crescimento económico.

A resolução será dolorosa porque são precisas reformas estruturais profundas que inevitavelmente conduzirão a uma recessão no curto prazo. A única opção é saber se queremos uma queda grande e rápida, ou cair lentamente.

O problema das quedas lentas mas longas é o do desemprego. Um jovem suporta uma recessão profunda e curta que o mantenha no desemprego durante um ano. Mas uma recessão prolongada, mesmo que suave, pode atirar pessoas para o desemprego por 4-5 anos. E aí, não perdem apenas o emprego, perdem a profissão, podendo ficar para sempre incapacitadas para vida profissional.

2 – “Qualquer solução para a crise será dolorosa”:

Natural de Espinho, 30 anos, o economista de formação e consultor de profissão, trabalha há seis anos na área das telecomunicações no Dubai

O economista de formação e consultor de profissão, libertário assumido, que não paga IRS desde 2007 e bloga desde 2004 é também autor do livro A Crise Resolvida.

“Apesar da ironia da capa, não existem soluções fáceis para a crise. Qualquer solução será dolorosa, porque não se corrigem erros de décadas de forma fácil”, diz o autor do livro.

E citando Mark Twain, que dizia que “é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las que foram enganadas”, o economista frisa que o objetivo da obra feita com base  nos textos que foi escrevendo na blogosfera, é “informar, convencer as pessoas que de facto foram enganadas com as promessas de um Estado Social alimentado a dívida que destruiu o sector produtivo do país.” E aqui ficam alguns enganos, segundo Carlos Guimarães Pinto:

1. Sobre viver acima das possibilidades. Um dos argumentos mil vezes repetido é o de que os portugueses viveram acima das suas possibilidades nos últimos anos. É falso. Os portugueses viveram sempre bem abaixo das suas possibilidades. O grande problema é que, apesar de terem vivido abaixo das suas possibilidades, gastaram acima. Viveram abaixo e gastaram acima porque deixaram que fosse o estado a decidir por elas quanto e onde gastar.

2. Sobre a rutura da Segurança Social. Este é um problema que tem que ser encarado com seriedade mesmo por aqueles que, como eu, são ideologicamente contra a existência de sistemas do género. Todas as reformas do estado têm consequências injustas para pessoas que, legitimamente, orientaram a sua vida segundo certos pressupostos que se alteram violentamente. Mas, enquanto que um funcionário público de 30 anos que perca o emprego que julgou seguro, terá muitos anos produtivos pela frente para se recompôr, um idoso de 70 anos, que organizou a sua vida e as suas poupanças no pressuposto de que receberia uma reforma decente, já não terá esse tempo. O rebentar da segurança social será um momento histórico dramático, provavelmente mais grave socialmente do que o actual. A segurança social, como foi desenhada, não passa de um esquema em pirâmide, pouco diferente da Dona Branca ou do jogo da bolha, mas onde todos são obrigados pelo estado a participar.

3 . Sobre a Constituição. Esta salvaguarda o direito à educação, à saúde, à segurança, à habitação, ao emprego e à cultura, mas não gera a riqueza necessária para garantir esses direitos, nem ajuda a criar as condições necessárias para a gerar. Para prosperar economicamente é necessário trabalhar, investir e arriscar. Em vez de salvaguardar exaustivamente objectivos finais, deveria ser papel da constituição definir um enquadramento que crie as condições e os incentivos necessários a estas actividades. A garantia inequívoca da estabilidade das contas públicas e o estabelecimento de limites à carga fiscal seriam passos nesse sentido.

4. Precariedade laboral. Esta situação garante maior geração de riqueza e mais emprego. Se há algo que a esquerda ainda não percebeu, ou percebeu e não se importa, é que precariedade no emprego também é precariedade no desemprego. Dito de outra forma, rigidez no emprego tende a provocar rigidez no desemprego, beneficiando os trabalhadores actuais, mas prejudicando aqueles que estão desempregado.

Tornar o mercado laboral mais rígido pode beneficiar alguns, mas terá custos para o crescimento económico, para o emprego e para o nível de salários. Num país estagnado, sem empregos e com salários muito baixos é uma ideia assassina.

5. Emigração qualificada. A opção pela emigração permite que muitos indivíduos se mantenham no activo, desenvolvendo e rentabilizando o seu talento em países onde ele é mais valorizado. Defender a opção pela emigração em período de crise não é desistir do país, é aceitar que o país, paradoxalmente, desperdiçará mais talentos se os mantiver cá.

6. O Capital. Mas perante isto, coloca-se a pergunta: com tanta gente bem preparada no desemprego, como é que não se criam mais empresas que arrumem com estes patrões mal preparados do mercado? A resposta é simples: não há capital. “Não há capital”. Dito assim, ninguém entende exactamente qual é o problema. O predomínio da retórica de esquerda na política e nos media nos últimos anos fez com que o capital se tornasse numa entidade esotérica, cruel, que “explora o trabalhador” e empobrece o país. Nada que se queira ter por perto, portanto. Mas a economia não se compadece com esoterismos retóricos. A acumulação de capital, através da poupança e de uma alocação eficiente de recursos, é condição necessária para o crescimento económico sustentado.

7. Salários. Olhando para o posicionamento de Portugal na média de salários da Europa, só se pode concluir que é preciso que os salários subam em Portugal, e há duas formas de o atingir. A forma socialista é mais fácil politicamente, garantirá ganhos eleitorais de curto prazo, mas também atrasará ainda mais a economia, provocará desemprego e será possivelmente negativa para o nível salarial no médio prazo. O método de mercado é mais indirecto, será mais dificil de vender como uma conquista do governo, encontrará oposição das ruas, mas também será a única forma de subir salários sustentadamente, suportando o crescimento da economia. Aceitam-se apostas para qual das duas soluções este governo irá optar.

 

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Infografia sobre os cortes previstos no DEO

Ver esta infografia aquiVer mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.

Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.

 

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“Disparates Plausíveis”, por César das Neves

João César das Neves no DN – “Disparates Plausíveis”:

Numa crise económica seria de esperar um uso intenso de ciência económica. Foi o esquecimento dos seus princípios que nos trouxe à situação e só ela nos ajudará a sair dela. Até os que acham que a crise advém dos erros da teoria não têm nada melhor para pôr no seu lugar. Mas a economia tem princípios simples difíceis de usar, como mostram as discussões populares.

A nossa doença é clara, mas, obcecados com as dores da medicação, quase ninguém a refere. A esmagadora maioria dos disparates actuais advêm de não se lidar com a questão, resolvendo um problema que não temos. Omitindo a dureza da situação, tudo fica desfocado e confuso.

Portugal tem uma das dívidas externas mais elevadas do mundo. A história mostra que nunca se saiu de situações semelhantes sem fortíssima queda do consumo e redução do nível de vida. Gritar contra os sacrifícios ou, pior, fingir que seriam evitáveis pode ser compreensível, mas é tolice ou, pior, flagrante desonestidade. Por dolorosa que seja a quimioterapia, perante um cancro não há alternativa.

O nosso mal agrava-se porque, como a dívida foi acumulada ao longo de décadas, a estrutura económica ficou distorcida, adaptando-se a níveis de despesa insustentáveis. Isso significa que muitos empregos e capitais estão em actividades condenadas. Assim, além da perda conjuntural de empresas, devida ao aperto da austeridade, sofremos a eliminação definitiva de ocupações fictícias, que a dívida alimentou. Em cima das radiações, há que fazer dolorosa fisioterapia.

Logo, os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade da situação. Os caminhos fáceis que recomendam gerariam mais, não menos, sofrimento. Repudiar ou renegociar a dívida, sair do euro, rejeitar a troika são vias para o isolamento e alienação dos mercados, que nos afastariam de vez da estabilidade e de-senvolvimento. O Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes. E sabe quem mente.

Portugal está numa situação económica muito exigente e delicada, que implicará tratamento difícil e demorado. Se o cumprir, sairá mais forte e resistente. As experiências da Alemanha ou da América Latina, a quem a austeridade do início do século permitiu resistir com sucesso à crise seguinte, mostram bem como os sacrifícios valem a pena. Se os rejeitarmos, esperam-nos décadas de estagnação, como na Grécia actual ou em Portugal há cem anos.

A conclusão indiscutível é não existir outro caminho senão aperto e reforma. Só não sabemos a rapidez e a eficácia com que será seguido. Uma sociedade flexível e diligente consegue resultados mais rápidos. Neste campo, Portugal é um exemplo internacional. Apesar dos protestos compreensíveis, muitos portugueses têm resistido aos cantos de sereia da facilidade, mudando de vida enquanto suportam os brutais correctivos. Nesta vasta crise europeia, o País destaca-se pela positiva.

Se o quadro geral é simples, as miríades de opções diárias que o definem são complexas. Aí é fundamental um outro princípio económico, que a generalidade das análises mediáticas omite. A Economia lida com escolhas, comparando custos e benefícios, maximizando o ganho líquido. Esta é a sua abordagem lógica e pragmática, com resultados provados, mas, como todas, com limites.

A economia funciona mal no absoluto, pois face à transcendência não há escolhas. Ora um dos truques mais usados pelos que não querem mudar de vida é fingir que a questão em debate é metafísica. Por isso, boa parte das argumentações actuais parecem religiosas, invocando valores imperiosos, taxativos, que apenas admitem a solução inelutável que o arguente preconiza. Assim não há escolha e a discussão cessa.

Portugal sairá da crise, mas apenas se usar a economia. Esta é uma ciência estranha, com princípios elementares de aplicação complexa. A consequência é uma enorme quantidade de ideias falsas mesmo parecidas com a verdade. É muito fácil usar argumentos aparentemente sólidos para dizer grandes asneiras. Hoje, esses disparates plausíveis dominam as discussões.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

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“Os influentes estão a obrigar os pobres a pagar a crise”, por César das Neves

Jornal de Negócios sobre César das Neves e a factura da crise:

“Quem protesta não são os mais atingidos, mas os mais influentes”. São eles que forçam o Governo a cortar “não onde deve, mas onde pode”. “E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres”, escreve João César das Neves.

João César das Neves, professor na Faculdade de Economia da Universidade Católica, escreve sobre o recente relatório daCaritas Europa “The Impact of the European Crisis”, segundo o qual Portugal foi o único país onde (até meados de 2011) os mais pobres perderam consideravelmente mais rendimento do que os mais ricos, sendo os efeitos adversos nas crianças “particularmente marcado para as famílias com rendimentos baixos”.

No artigo que opinião que regularmente publica no “Diário de Notícias”, César das Neves questiona-se sobre como é possível compaginar estes resultados com o facto de todas as medidas, da subida de impostos aos cortes de benefícios, terem ressalvas para os rendimentos baixos, chegando à conclusão que são os mais influentes que estão a forçar os pobres a pagar uma factura desproporcionada do ajustamento em curso.

“O problema vem, não das opções políticas, imposições externas ou evolução conjuntural, mas da própria natureza do sistema sociopolítico que nos trouxe à crise e permanece”. Os grandes beneficiários da “dívida que nos estrangula” são também aqueles com “mais capacidade de se defender dos sofrimentos”. “São eles que protestam e isso agrava a situação, forçando o Governo a cortar, não onde deve, mas onde pode. E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres”, refere.

“As elites económicas, políticas e financeiras protegem-se mutuamente e acedem aos poucos negócios, apoios, créditos e influências que a recessão permite. Por outro lado serviços, funcionários, médicos, militares, professores, polícias, sindicatos, etc., têm formas de pressão e, apesar de muito atingidos, sempre amaciam o golpe. Estes todos são quem mais reclama, porque têm voz e influência”. Ao mesmo tempo, “dizem-se as grandes vítimas, garantindo que aquilo que os prejudica arruína Portugal”. E “entretanto os verdadeiros pobres, por o serem, nem abrem a boca.”

Um bom artigo sobre um tema difícil. Naturalmente, quando o Estado ocupa 50% da Economia é quem tem poder sobre este (médicos, professores, construtores, bancários, …) que se livra da factura, atirando-a para quem não tem poder (jovens, recibos verdes, privados em geral – os 82% que não protestam).
Como diria Reagan, o Estado é o problema, não a solução!

 

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Hungria

A Hungria é um país que nos últimos tempos tem sido notícia pelos piores motivos. Não só tem um nível de intervencionismo estatal enorme, como agora os líderes locais decidiram fazer um conjunto de reformas políticas para diminuírem fortemente as liberdades políticas que qualquer país da UE é suposto gozar. Para se perceber como um estatista pode acabar com a democracia no seu país, ficam aqui algumas ligações relevantes para ver o que está a acontecer no terreno (lista retirada daqui):

 
 

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Liberalismo e Governação – Que Futuro para Portugal?

Uma conferência obrigatória para quem assistiu à 1ª Conferência organizada pelo Guilherme e quem não pode estar presente. Esta terá não só a presença dos Professores José Manuel Moreira e André Azevedo Alves, mas também do Deputado Michael Seufert (a.k.a. o Ron Paul Português).

Eu vou estar presente na assistência e quem quiser conhecer um pouco mais o Liberalismo e estiver no Porto creio que dará o tempo por bem entregue, não só pela qualidade dos oradores, como pela possibilidade de falarmos todos no fim. Façam já a vossa inscrição!

Liberalismo e Governacao

 
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Publicado por em 30 de Abril de 2013 in Evento, Portugal

 

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A questão dos SWAP no SPE

Um especialista fez chegar a um colega d’O Insurgente esta mensagem sobre a questão.
Como eu sou financeiro mas não estou por dentro da temática, deixo aqui a carta na íntegra sem alterações:

Muito se tem escrito sobre derivados na imprensa dos últimos dias, sobretudo sobre swaps de taxa de juros e sobre eventuais responsabilidades dos gestores que as contrataram. Como a memória é tendencialmente curta, convém relembrar alguns factores que contribuíram para o aparecimento de mais este buraco.

1. O contexto de taxas de juro em 2007 e 2008 era de taxas relativamente elevadas entre os 4% e os 5.40% em Outubro de 2008 e as expectativas não eram de redução (pelo menos até pouco antes da falência do Lehman Brothers);

2. As empresas de transporte público eram (e ainda são) operacionalmente deficitárias, quer por via de ineficiência operacional quer por terem os preços das tarifas determinados pelos sucessivos governos que não se ajustaram aos custos dos serviços que as empresas prestavam por questões sociais ou de popularidade;

3. Como consequência do ponto 2 e de indemnizações compensatórias insuficientes, as empresas de transportes públicos do Sector Público Empresarial (sobretudo dos Metros de Lisboa e Porto) foram acumulando dívida, num ciclo vicioso já que todos os anos era necessária mais dívida para pagar os prejuízos do ano corrente ainda os juros da dívida dos anos anteriores.

Tendo em conta os três pontos acima, contrair empréstimos com taxas entre 4.5% e 5.4% acrescidas de um spread de crédito (que na altura seria relativamente baixo, mas não 0) revelava-se problemático dado que os encargos com juros cresciam significativamente e seria necessária cada vez mais dívida. Isto implica que no contexto em que estas empresas operavam (com a sua falta de eficiência operacional e com o investimento que foram fazendo que não gerava receitas suficientes) qualquer solução que permitisse reduzir o custo da dívida era vista com muito interesse por parte das empresas de transporte do SPE.

É precisamente neste contexto que entram os bancos de investimento, que poucos anos antes (em 2004 e 2005) numa envolvente de taxas baixas fruto da crise das dot.com no início dos anos 2000, tinham desenvolvido produtos de investimento que através da venda de opções bonificavam a taxa paga. Esta experiência de desenvolvimento de produtos exóticos foi usada posteriormente num contexto de taxas de juros (relativamente) elevadas, para através da venda de opções usar o prémio da venda para financiar taxas de juro abaixo da taxa de mercado.

Estes swaps exóticos tipicamente tinham cupões fixos por um período limitado (cerca de 3, 4 ou 5 anos, tipicamente o prazo do mandato da administração em curso) com taxas significativamente abaixo das taxas de mercado (cerca de 2 a 3 pontos percentuais). Passado este período inicial de taxas fixas baixas normalmente o cupão pago pelas empresas do SPE dependeria da evolução de um ou mais indexantes, tipicamente a Euribor ou a USD Libor, muitas vezes com um factor de alavancagem e sobretudo com memória, i.e. os cupões futuros dependem dos cupões passados, evoluindo como uma bola de neve no caso de as opções estarem in-the-money. Os strikes das opções contidas nestes swaps foram tipicamente escolhidos de uma forma conservadora dado o contexto da altura (provavelmente à volta de 1.50% ou 2% nas barreiras inferiores e à volta de 6% nas barreiras superiores, quando as taxas estavam a 4.5% ou 5%), o problema é que para além da alvancagem estas vendas de opções foram feitas por períodos muito longos em que é virtualmente impossível prever a evolução das taxas de juro e consequentemente que a estrutura não corra mal, sendo que basta que a estrutura corra mal uma vez, para esse efeito se ver repetido até ao vencimento.

As administrações das empresas do SPE contrataram estes derivados com objectivos muito claros de minimizar os encargos financeiros durante a vigência do seu mandato fruto do contexto em que operavam, empurrando com a barriga um problema que os sucessivos governos não quiseram resolver. Obviamente não as desculpa, sobretudo porque fizeram contratos que as beneficiavam no curto prazo, sem saber avaliar correctamente os encargos futuros que podiam advir destas operações deixando esse problema para quem viesse a seguir.

Hoje em dia fala-se num buraco de cerca de 3 mil milhões de Euros fruto destes contratos (para uma avaliação cabal seria necessário incluir o saldo dos cupões já pagos e recebidos), mas se não forem renegociados dado o contexto actual de taxas de juro é bastante provável que continue a subir, estando o dossier nas mãos do IGCP é de esperar que algo seja feito com urgência.

Para concluir e porque a memória é curta, estes contratos foram celebrados num contexto adverso para as empresas de transportes do SPE, por administrações com um objectivo claro de minimizar os encargos financeiros de curto-prazo (obviamente colocando em risco o futuro), sem capacidade para avaliar correctamente os riscos dos swaps que estavam a contratar, mas sem o fazer com má fé, como parece ser o tom de alguma critica. Por fim é importante saber que não existe em Portugal hoje em dia conhecimento e capacidade para avaliar com exactidão este tipo de contratos (excepção feita aos bancos estrangeiros presentes em território nacional).

PC

Não vou colocar aqui links para o que “especialistas” e demagogos têm dito na imprensa sobre este assunto nestes dias porque este não é um post humorístico.

 

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O que aconteceu ao Preço do Ouro?

Gold April 2013

Dados os meus artigos do passado, várias pessoas me têm perguntado – via mail ou via blog – como é que eu explico a mais recente variação no Preço do Ouro e da Prata e o que eu concluo a partir desta variação negativa.

Para além de colocar ao lado o gráfico dos últimos 2 meses (a partir do site Gold Price) e de deixar no fim do artigo o vídeo do Schiff sobre o tema, gostava apenas de colocar aqui algumas notas:

  1. A perspectiva de Longo Prazo continua óptima. Até me convencerem que a União Europeia e os EUA voltaram a ser os produtores mundiais ou que pelo menos os respectivos Estados têm superávites orçamentais e não precisam mais de imprimir para pagar as suas contas, continuo interessado nos metais. Podem já ter subido bem, mas têm espaço para subir mais.
  2. O facto de o Chipre ter prometido vender os seus metais (Guardian Apr12th, Forbes Apr15th), e de muitos negociantes (“traders”) terem reflectido isso imediatamente no preço e terem atirado o preço para baixo (ZeroHedge Apr12thMoneyControl Apr16th) não me faz rever a minha posição.
  3. E se os Bancos Centrais dos PIIGS forem “convencidos” a vender Ouro, como Portugal já o foi? Bem, naturalmente nessas semanas o preço cairá. Quem precisar do dinheiro nos próximos meses, talvez fique melhor a perder pouco dinheiro em Depósitos a Prazo, que pouco pagam a menos que a inflação real. Mas quem quiser proteger o seu património para daqui a 5, 10 ou mais anos,… já sabem.
  4. A manter a recomendação de compra… Quando o fazer? Como já fui dizendo a que me mandou mails ou comentários sobre o assunto, o melhor é não comprar tudo de uma vez, mas em tranches periódicas – por exemplo mensais. Assim, serão irrelevantes ou até positivas estas variações, pois os mesmos 100 Euros comprarão mais metal. Sempre no pressuposto claro de que quando o dinheiro fizer falta o preço de venda do metal será superior ao preço de quando compraram, aplicando uma taxa de rentabilidade mínima de actualização claro.

A questão é sempre o longo prazo. Quem achar que o Ouro não vai subir no longo prazo, esteja à vontade para ficar com o seu dinheiro no que quiser. Desde que seja com o seu dinheiro e não com o dinheiro do estado, estão à vontade.

 

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