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Jovem de 16 anos humilha Raquel Varela

Parva. Como se a opção fosse: a) ganham o salário mínimo ou b) têm o salário da Raquel Varela.
Isto vindo da mesma alucinada que diz que a Dívida Estatal não existe (mais n’O Insurgente).
E que depois continuou na sua, a criticar o empreendedorismo no seu blog. Nem Daniel Oliveira a defende.
O jovem não pode importar, não pode comprar roupa em fábricas que paguem pouco e não pode ter uma opinião diferente dela. Varela, nem todos têm dinheiro para comprar as mesmas marcas que você, sabe?

A melhor resposta foi a de Vitor Cunha no Blasfémias - Martim e Raquel num gráfico:

Perdoar-me-ão o boneco à mão. Decerto não distrairá do seu conteúdo, que consiste em olhar para a distribuição salarial dos portugueses, abruptamente limitada artificialmente, por intervenção estatal, com vista a obrigar todos os que desempenhariam funções abaixo do Salário Mínimo Nacional (SMN) a fazerem parte das estatísticas do desemprego. Aqui estão Martim e Raquel ilustrados:

dist-salarial-raquel-varela

Raquel Varela é mal-educada, arrogante e ignora completamente o conceito de empreendedorismo.
Ou sendo mais explícito: Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na Universidade Nova e no Instituto Internacional de História estuda a fundo as questões laborais mas esquece que para se criar emprego é preciso uma ideia de negócio sustentável. Não é a doutora que lhe vai sugerir preços (cruzes-credo, para pagar salários de 1.000 Euros colocaria certamente preços que só os meninos ricos poderiam pagar!), não é a doutora que lhe vai dizer como contratar pessoas, encomendas, ou como gerir os recursos. E no entanto sentiu-se à vontade para interromper o Martim, fazer perguntas para o humilhar (ele escapou magnificamente, mas a intenção era essa) e tentar destruir o sonho. É que há o perfeito, o óptimo e o possível… e nem todos podem viver uma vida como a sua criando tão pouco como sua excelência.

Ligações sobre a marca de roupa teenager do Martim Neves: Facebook, YouTube, Site.
Parabéns Martim! Persegue o sonho e nunca desistas. Os teus colegas agradecem a moda low-cost, quem trabalha agradece o que lhe pagas e talvez o teu exemplo inspire outros. Força!
Tu podes fazer a diferença… hoje apenas o Facebook, amanhã quem sabe uma cadeia de lojas.
 
 

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Obrigado pelo Campeonato, Kelvin!

Ainda não está matematicamente decidido, mas este será certamente o golo mais importante do campeonato.

Pergunta: Se o Benfica ganhasse o campeonato no Dragão, o Porto apagaria as luzes, como fez o Benfica?
Resposta: Ninguém sabe – Nunca aconteceu!!! :)

Ligações úteis: golo de Kelvin n’O Jogogolo de Kelvin na Benfica TV.

Adenda: Fernando Euricoaparentemente benfiquista, apesar de não se notarfoi agredido.
A malta devia ser mais tolerante e falar mais com a boca do que com o braço…

 
 

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Austeridade 2013 – Documentos essenciais

Tenho constatado quão difícil é encontrar os documentos essenciais sobre sobre a chamada “Austeridade” em Portugal. Fica aqui um pequeno esforço de reunião dos documentos relevantes sobre o tema em 2013:Governo de Portugal

Categorias (inc English Links):
Contributos das Consultoras:
 

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Infografia sobre os cortes previstos no DEO

Ver esta infografia aquiVer mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.

Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.

 

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Cortes Simbólicos

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Aqui ficam alguns cortes simbólicos que me agradaram nos governos PPC:

  1. Fundações vão ser reduzidas a metade.
  2. Possibilidade de os pais escolherem a escola dos filhos.
  3. Menos 600 milhões/ano após renegociação das PPP (1º Exemplo)
  4. Redução da Frota Automóvel, com abstenção da esquerda!!!
    (Proposta) (RR) (Pedido) (444) (CML: 400 em 2008)
  5. Governo prepara corte das pensões vitalícias de políticos.
  6. Redução de taxas de vistoria de licenciamentos turísticos (II) (TSF).

Estes só têm um defeito: são poucos. É preciso mais. E depressa.
A Economia agradece as migalhas que lhe vão dando.

Ligações Adicionais: Má Despesa Pública - exemplo da Madeira, exemplo de Lisboaexemplo de Oeiras, exemplo de Almada, exemplo de Matosinhos.

 
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Publicado por em 28 de Abril de 2013 in Teorias Eco.

 

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Venezuela divina

Chavez, como visto na televisão Venezuelana:

Maduro ainda não morreu, mas já ajuda a salvar o mundo:

Razones para Votar por Maduro

Mas os Venezuelanos podem estar descansados, pois as eleições vão ser enviesadas para o “salvador”

 
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Publicado por em 14 de Abril de 2013 in Teorias Eco.

 

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Tó Zé Seguro confirma a Incapacidade para Governar

AJS: – Eu estou disponível para substituir o governo.
Jornalista TSF: - E como é que se vai substituir estes 1.200 milhões de euros?
AJS: – Quem cometeu o erro e quem criou o problema, que o resolva.

Propostas: Zero. Coragem: Zero. Capacidade para governar: Zero.

Goste-se mais ou menos deste governo, estamos entregue a ele.
Se o Seguro alguma vez for governo, estaremos entregues a um mini Hollande.

 
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Publicado por em 6 de Abril de 2013 in Teorias Eco.

 

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Verdade ou Mentira?

A reassuring lieUma sociedade que não vota em quem fala verdade, está condenada a ser liderada por
ditadores ou mentirosos

 

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This is John Galt speaking

Parte do discurso completo aqui presente.

Ligações úteis: Mais artigos sobre John Galt e Distopias.

 
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Publicado por em 30 de Março de 2013 in Cultura, Videos

 

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A Economia Austríaca e a Matemática

Já por diversas vezes ouvi dizer que “Vocês Austríacos têm a Praxeologia e não querem saber da Matemática – e é por isso que eu não sou Austríaco!”

Para responder a esta crítica, gostaria de começar com um exemplo protagonizado por um grande Econometrista. Perguntaram-lhe uma vez:
- Em que direcção corre o Rio Mississipi?
Ao que o Econometrista sorriu e correspondeu:
- Para que direcção quer que corra?

Passo a explicar. É sabido que o Rio Mississippi, como a grande maioria dos rios do seu porte, corre de Norte para Sul. E que muito dificilmente correrá ao contrário. (1) Mas imaginemos por momentos que era relevante a direcção da corrente para um político. Imaginemos então que era criada uma comissão de econometristas para analisar a questão. (2) Imaginemos então que, por exemplo, e escolhia uma secção particularmente ventosa do rio em que o vento era contrário à corrente e se colocava um barco à vela. Ou que se escolhia uma secção em que, entre duas curvas o sentido era naquele troço o pretendido. (3) Colocavam-se depois os medidores da posição de GPS mais precisos (e caros, claro) disponíveis. Os dados eram gravados em tempo real e num detalhe nunca antes alcançado. (4) Era depois feita uma análise em super-computadores para determinar se de facto o barco tinha andado na direcção pretendida. Por exemplo, usando não só a posição, mas também a distância face ao centro teórico da Terra. Matematicamente, estava provado – e com modelos inquestionáveis pois seriam imperceptíveis para o comum dos mortais – que o rio fluía como o político dizia!

Repare-se que as partes fundamentais são:

  1. Determinar o sentido desejado;
  2. Arranjar um método para provar esse sentido;
  3. Medir exaustiva e ad nauseum cada detalhe;
  4. Realizar uma análise por especialistas para especialistas.

Claro: medir com um barco à vela ou numa secção particular do rio é inválido e mesmo estúpido. Mas esta é a parte assustadora: quantas vezes acha que esta falácia é usada? Para medir a Inflação. Para medir o PIB. Para medir o Desemprego. Para comparar Salários entre grupos. Para punir preços monopolistas, predatórios ou de conluio. Para impor uma regulação num sector. Para…

Os Austríacos acham a matemática útil. É uma ferramenta e é para ser usada. Mas cuidado com ela: ela só mede a realidade. Ela não a explica. Não a modeliza. Não estuda os pressupostos. Não questiona a lógica dos dados inseridos. Não explica porque um determinado praticou uma determinada acção. Para isso, para nos guiar na direcção correcta e nos questionarmos que dados medir, temos a Praxeologia.

 
 

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Como o Oeste se afundou?

Um documentário de Robert Preston sobre a crise actual no Reino Unido (e na Europa) que olha para os países mais bem sucedidos (China, Alemanha…) e para os em crise (EUA, RU, PIIGS, …) e tira algumas conclusões sobre os melhores modelos de desenvolvimento nesta época de desequilíbrios no crescimento económico mundial.
Cada vídeo demora 1h e eu deixo alguns comentários no final deste artigo.


A produção foi para a Ásia. O consumo tem de ir também. Ou então estaríamos perante escravatura.
O Oeste conseguiu adiar esta situação com anos e anos de Crédito…
… mas essa é claramente uma solução temporária e de custos elevados.

Alguns economistas dizem que temos de “consumir mais” para “estimular” a Economia.
Não. Temos é de produzir mais se quisermos continuar a consumir à Europeia…
… e a manter o “Modelo Social Europeu” que actualmente gozamos na UE.
E não é uma questão de eu ser frio ou não: é uma questão de matemática.

O Investimento e a Produção, não o Consumo, são a solução para esta crise.

 

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Falácias

Uma lista interessante num visual apelativo. Original disponível neste site.

 
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Publicado por em 28 de Fevereiro de 2013 in Diagramas, Teorias Eco.

 

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Constituição Brasileira

.A Constituição Brasileira de 1988. Num tweet por Rodrigo Haidar.

“A Constituição de 1988 só não traz a pessoa amada em três dias. Qualquer outra coisa, basta procurar que está lá” Luís Roberto Barroso.

 

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Garet Garrett

Segundo a WikipediaGaret Garrett (19 de fevereiro de 1878 – 6 de novembro de 1954), nascido Edward Peter Garrett, foi um jornalista e autor libertário norte-americano, que é conhecido pela sua oposição ao New Deal e ao envolvimento dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial.

Livros publicados:

There was endless controversy as to whether the acts of the New Deal did actually move recovery or retard it, and nothing final could ever come of that bitter debate because it is forever impossible to prove what might have happened in place of what did.                                                                                         Garet Garrett

 
 

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Liberais a Sério

O blog PsicoLaranja e a JSD Maia organizaram ontem uma formação na Junta de Freguesia de Vermoim, concelho da Maia, a que chamaram “Liberais a Sério analisam 14544 horas de governo“, tendo como oradores o André Azevedo Alves e eu próprio. Podem ver o artigo após o evento aqui no PsicoLaranja.

Em resumo, eu foquei em ideias como:

  • Liberalismo Pessoal e Económico (por exemplo…)
  • Tipos de Liberalismo (como descrito aqui)
  • Incentivos ao crescimento do Estado (“Free-Riding”)
  • O PSD não é Liberal nas suas acções (apesar do discurso)
  • Descer défice de -9% para -5% não é “Austeridade”
  • Aumento da Carga Fiscal é contra-producente
  • Países Nórdicos são mais Liberais que Portugal

O André Azevedo Alves, baseado nos gráficos do Jorge Costa, focou:

  • Evolução do PIB
  • Evolução do deflator do PIB
  • Evolução de dívida e défice
  • Relação Taxa de Juro – Défice
  • Evolução das Exportações
  • Evolução da Taxa de Câmbio
  • Cenários de evolução da União Europeia
  • Cenários possíveis para Portugal

Aqui ficam algumas imagens do evento (clicar para aumentar):

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E o Relatório do Heritage que usei na apresentação:
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O 1º uso de Drones pela polícia?

Terá sido Christopher Dorner o 1º alvo de um drone policial?
E logo em solo Americano, o que em princípio seria proibido…

Ligações sobre esta notícia:

Para mim, o facto de “não confirmarem” algo que seria obviamente de achar insultuoso à partida já é confirmação que chegue.

Notícias de que durante 2012 este sistema estava a ser montado:

 

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Exemplo de Globalização – Baba Yetu

E quando uma empresa Americana pede a um compositor Chinês e este compõe uma música em Swahili baseada numa letra Católica (Pai Nosso), o resultado é este:

Sim, é a música de um jogo – Civilization IV.
E sim, o Rei Leão usou-a sob licença.

Em 2011 (6 anos depois da estreia!), a música ganhou um Grammy, tornando-se a 1ª música de um jogo a consegui-lo! (Joystiq – nomeação) (GameSpot) (PC Mag)

[Coronation] – O jogo tinha 2 músicas compostas por Christopher Tin. Quando assinalado assim, essa versão inclui a 1ª parte chamada “Coronation”. Coronation tocava no vídeo de introdução, Baba Yetu era a música do menu, enquanto escolhíamos a Civilização para tentar a dominação mundial naquele Semestre…

Algumas versões:

Everywhere:

Letra e discussão no maior forum sobre o jogo: CivFanatics.
E para os verdadeiros fãs, 1000 pistas de que andam a jogar demais.
(E sim, Portuguese era o meu nick nos velhos tempos. Ah, the good old days…)

 
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Publicado por em 11 de Fevereiro de 2013 in Cultura, Músicas, Tecnologia, Videos

 

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Bastiat!

Bastiat

De acordo com a Wikipedia:

Claude Frédéric Bastiat (Baiona, 30 de junho de 1801 — Roma, 24 de dezembro de 1850) foi um economista e jornalista francês. A maior parte de sua obra foi escrita durante os anos que antecederam e que imediatamente sucederam a Revolução de 1848. Nessa época, eram grandes as discussões em torno do socialismo, para o qual a França pendia fortemente. Como deputado, teve a oportunidade de se opor vivamente às idéias socialistas, fazendo-o através de seus escritos, vazados em estilo cheio de humor e sátira e de muito agradável leitura.

Entre os economistas franceses, Frédéric Bastiat ocupa um lugar de destaque. Sua obra completa se compõe de sete volumes. Um princípio domina sua obra: A lei deve proteger o indivíduo, a liberdade e a propriedade privada. Infelizmente, ela pode ser pervertida e posta a serviço de interesses particulares, tornando-se, então, um instrumento de espoliação. É desta forma que Bastiat analisa o funcionamento do Estado, esta “grande ficção através da qual todos se esforçam para viver às custas dos demais”. Para ele, protecionismo, intervencionismo e socialismo são as três forças de perversão da lei.

Ao tomar conhecimento da campanha desenvolvida por Cobden e sua liga na Inglaterra, escreve um artigo, publicado no Journal des Économistes, no qual elogia os méritos do livre mercado. O sucesso é imediato. Bastiat vai a Paris e durante os sete anos que lhe restaram de vida se consagra incansavelmente a defender a causa que abraçara. Em 1848, é eleito para a Assembléia Constituinte e, depois, para a Assembléia Legislativa.

Principais Obras (site com todas em Francês, Inglês e Espanhol):

O que é visto e o que não é visto – Obra obrigatória: pequena, de fácil compreensão e destruidora de mitos.
Capítulos:

Economic Harmonies & Economic Sophisms - As duas obras gémeas sobre Economia Política.

The Law – Conceitos básicos sobre a lei e a sua aplicação.

Government – Uma pequena obra sobre a sua definição. Inclui a tirada (que liga muito bem com a de Hayek):

“I have not the pleasure of knowing my reader but I would stake ten to one that for six months he has been making Utopias, and if so, that he is looking to Government for the realization of them.”

Candlestick Petition – Humor negro. Os produtores de velas pedem que o sol seja tapado para criar mais emprego. em toda a economia. Até Portugal é estimulado!

 

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O Lucro

  • São os Lucros inerentemente maus? Pode haver lucros bons?
  • Quem lucra é sempre bom?
  • Qual é a função do lucro numa sociedade?
  • Como é que o Lucro guía uma sociedade Capitalista e torna uma sociedade Socialista impossível no Longo Prazo?

As respostas a estas perguntas e muito mais nesta palestra de um dos grandes nomes da Escola Austríaca, Robert Murphy.

 

 

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Porque é que a maioria dos Intelectuais odeia o Capitalismo?

Podem ler a tradução para Brasileiro no Mises Brasil. Excerto:

Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.

Primeira, o desconhecimento.  Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado. Como bem explicou Hayek, a ordem social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo. Qualquer pessoa que queira entender minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico, conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os processos de interação espontânea que ocorrem no mercado. Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria económica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.

Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência económica.

A segunda razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista. O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prémios. Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade. Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.

Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir. Crêem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer. Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas.  É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão. Abominam anúncios comerciais. De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população. E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos.

E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real. E isso é um perigo. Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial. Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.

É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.

E a terceira e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja.
O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los.  Você se torna um ressentido. Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances.

Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam. O raciocínio é sempre o mesmo: “Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados. Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas.”

Essa é uma sociedade injusta“, prossegue o intelectual. “A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu“. Ressentimento e inveja.

 

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