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Arquivo da Categoria: Teorias Eco.

Cortes Simbólicos

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Aqui ficam alguns cortes simbólicos que me agradaram nos governos PPC:

  1. Fundações vão ser reduzidas a metade.
  2. Possibilidade de os pais escolherem a escola dos filhos.
  3. Menos 600 milhões/ano após renegociação das PPP (1º Exemplo)
  4. Redução da Frota Automóvel, com abstenção da esquerda!!!
    (Proposta) (RR) (Pedido) (444) (CML: 400 em 2008)
  5. Governo prepara corte das pensões vitalícias de políticos.
  6. Redução de taxas de vistoria de licenciamentos turísticos (II) (TSF).

Estes só têm um defeito: são poucos. É preciso mais. E depressa.
A Economia agradece as migalhas que lhe vão dando.

Ligações Adicionais: Má Despesa Pública - exemplo da Madeira, exemplo de Lisboaexemplo de Oeiras, exemplo de Almada, exemplo de Matosinhos.

 
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Publicado por em 28 de Abril de 2013 in Teorias Eco.

 

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Venezuela divina

Chavez, como visto na televisão Venezuelana:

Maduro ainda não morreu, mas já ajuda a salvar o mundo:

Razones para Votar por Maduro

Mas os Venezuelanos podem estar descansados, pois as eleições vão ser enviesadas para o “salvador”

 
2 Comentários

Publicado por em 14 de Abril de 2013 in Teorias Eco.

 

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Tó Zé Seguro confirma a Incapacidade para Governar

AJS: – Eu estou disponível para substituir o governo.
Jornalista TSF: - E como é que se vai substituir estes 1.200 milhões de euros?
AJS: – Quem cometeu o erro e quem criou o problema, que o resolva.

Propostas: Zero. Coragem: Zero. Capacidade para governar: Zero.

Goste-se mais ou menos deste governo, estamos entregue a ele.
Se o Seguro alguma vez for governo, estaremos entregues a um mini Hollande.

 
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Publicado por em 6 de Abril de 2013 in Teorias Eco.

 

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A Economia Austríaca e a Matemática

Já por diversas vezes ouvi dizer que “Vocês Austríacos têm a Praxeologia e não querem saber da Matemática – e é por isso que eu não sou Austríaco!”

Para responder a esta crítica, gostaria de começar com um exemplo protagonizado por um grande Econometrista. Perguntaram-lhe uma vez:
- Em que direcção corre o Rio Mississipi?
Ao que o Econometrista sorriu e correspondeu:
- Para que direcção quer que corra?

Passo a explicar. É sabido que o Rio Mississippi, como a grande maioria dos rios do seu porte, corre de Norte para Sul. E que muito dificilmente correrá ao contrário. (1) Mas imaginemos por momentos que era relevante a direcção da corrente para um político. Imaginemos então que era criada uma comissão de econometristas para analisar a questão. (2) Imaginemos então que, por exemplo, e escolhia uma secção particularmente ventosa do rio em que o vento era contrário à corrente e se colocava um barco à vela. Ou que se escolhia uma secção em que, entre duas curvas o sentido era naquele troço o pretendido. (3) Colocavam-se depois os medidores da posição de GPS mais precisos (e caros, claro) disponíveis. Os dados eram gravados em tempo real e num detalhe nunca antes alcançado. (4) Era depois feita uma análise em super-computadores para determinar se de facto o barco tinha andado na direcção pretendida. Por exemplo, usando não só a posição, mas também a distância face ao centro teórico da Terra. Matematicamente, estava provado – e com modelos inquestionáveis pois seriam imperceptíveis para o comum dos mortais – que o rio fluía como o político dizia!

Repare-se que as partes fundamentais são:

  1. Determinar o sentido desejado;
  2. Arranjar um método para provar esse sentido;
  3. Medir exaustiva e ad nauseum cada detalhe;
  4. Realizar uma análise por especialistas para especialistas.

Claro: medir com um barco à vela ou numa secção particular do rio é inválido e mesmo estúpido. Mas esta é a parte assustadora: quantas vezes acha que esta falácia é usada? Para medir a Inflação. Para medir o PIB. Para medir o Desemprego. Para comparar Salários entre grupos. Para punir preços monopolistas, predatórios ou de conluio. Para impor uma regulação num sector. Para…

Os Austríacos acham a matemática útil. É uma ferramenta e é para ser usada. Mas cuidado com ela: ela só mede a realidade. Ela não a explica. Não a modeliza. Não estuda os pressupostos. Não questiona a lógica dos dados inseridos. Não explica porque um determinado praticou uma determinada acção. Para isso, para nos guiar na direcção correcta e nos questionarmos que dados medir, temos a Praxeologia.

 
 

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Falácias

Uma lista interessante num visual apelativo. Original disponível neste site.

 
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Publicado por em 28 de Fevereiro de 2013 in Diagramas, Teorias Eco.

 

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Bastiat!

Bastiat

De acordo com a Wikipedia:

Claude Frédéric Bastiat (Baiona, 30 de junho de 1801 — Roma, 24 de dezembro de 1850) foi um economista e jornalista francês. A maior parte de sua obra foi escrita durante os anos que antecederam e que imediatamente sucederam a Revolução de 1848. Nessa época, eram grandes as discussões em torno do socialismo, para o qual a França pendia fortemente. Como deputado, teve a oportunidade de se opor vivamente às idéias socialistas, fazendo-o através de seus escritos, vazados em estilo cheio de humor e sátira e de muito agradável leitura.

Entre os economistas franceses, Frédéric Bastiat ocupa um lugar de destaque. Sua obra completa se compõe de sete volumes. Um princípio domina sua obra: A lei deve proteger o indivíduo, a liberdade e a propriedade privada. Infelizmente, ela pode ser pervertida e posta a serviço de interesses particulares, tornando-se, então, um instrumento de espoliação. É desta forma que Bastiat analisa o funcionamento do Estado, esta “grande ficção através da qual todos se esforçam para viver às custas dos demais”. Para ele, protecionismo, intervencionismo e socialismo são as três forças de perversão da lei.

Ao tomar conhecimento da campanha desenvolvida por Cobden e sua liga na Inglaterra, escreve um artigo, publicado no Journal des Économistes, no qual elogia os méritos do livre mercado. O sucesso é imediato. Bastiat vai a Paris e durante os sete anos que lhe restaram de vida se consagra incansavelmente a defender a causa que abraçara. Em 1848, é eleito para a Assembléia Constituinte e, depois, para a Assembléia Legislativa.

Principais Obras (site com todas em Francês, Inglês e Espanhol):

O que é visto e o que não é visto – Obra obrigatória: pequena, de fácil compreensão e destruidora de mitos.
Capítulos:

Economic Harmonies & Economic Sophisms - As duas obras gémeas sobre Economia Política.

The Law – Conceitos básicos sobre a lei e a sua aplicação.

Government – Uma pequena obra sobre a sua definição. Inclui a tirada (que liga muito bem com a de Hayek):

“I have not the pleasure of knowing my reader but I would stake ten to one that for six months he has been making Utopias, and if so, that he is looking to Government for the realization of them.”

Candlestick Petition – Humor negro. Os produtores de velas pedem que o sol seja tapado para criar mais emprego. em toda a economia. Até Portugal é estimulado!

 

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O Lucro

  • São os Lucros inerentemente maus? Pode haver lucros bons?
  • Quem lucra é sempre bom?
  • Qual é a função do lucro numa sociedade?
  • Como é que o Lucro guía uma sociedade Capitalista e torna uma sociedade Socialista impossível no Longo Prazo?

As respostas a estas perguntas e muito mais nesta palestra de um dos grandes nomes da Escola Austríaca, Robert Murphy.

 

 

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Kim Jong Il

 Ligações interessantes:

1. Top Crazy facts.
2. Crazy moments.

 
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Publicado por em 16 de Janeiro de 2013 in Teorias Eco.

 

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Porque é que ainda há pessoas inteligentes a preferirem Keynes a Hayek?

Gostei muito deste artigo, mencionado pelo AA n’O Insurgente. Excerto, em tradução minha:

Olhando para os últimos anos, temos que nos perguntar como pessoas inteligentes, examinando as provas, conseguem ainda escolher Keynes em relação a Hayek. Tanto no Reino Unido como na América tivemos políticas monetárias focadas em manter custos de financiamento baixos devido a baixas taxas de juro. Tivemos governos a incorrer em défices orçamentais e a aplicar estímulos fiscais a economias que estavam em crescimento. Seguimos a receita Keynesiana para a prosperidade e ainda assim acabamos com uma recessão – uma recessão que os Hayekianos, com o seu modelo superior, previram.

A resposta reside nas prescrições. Keynes, com o seu crédito fácil e a torrente de dinheiro emprestado, oferece uma perspectiva agradável. De facto, Paul Krugman, um dos Keynesianos modernos mais intransigentes, acredita que “Acabar com a depressão deveria ser inacreditavelmente fácil“, requerendo apenas crédito fácil e mais empréstimos. Na verdade, o que nós tínhamos no início da crise.

Hayek, por outro lado, oferece uma perspectiva mais dolorosa. Como disse o seu mentor Ludwig von Mises:

É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito. A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia, ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.

Qual destas perspectivas é que você prefere para contemplar?

Mas estas teorias não deveriam ser julgadas com base em quão quentes e acolhedoras elas nos fazem sentir, mas sim em quão adequadas elas são. Nesse critério, Hayek vence em toda a linha, mas alguns ainda se agarram obstinadamente a Keynes. Pelo mesmo motivo que a tia que dá chocolates é preferida em relação à que obriga a fazer os trabalhos de casa.

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Sinais do mal do nosso país…

A quantidade de pessoas que não sabe o que é ou o que significa um…

Superávite

É incrível o número de pessoas formadas que eu encontro que não sabem o que é.
E das que sabem, as que não conseguem escrever a palavra.
Testem vocês mesmos.
(vejam aqui o significado na Wikipedia e finjam que sempre souberam, se estavam naqueles grupos)

 
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Publicado por em 10 de Novembro de 2012 in Portugal, Teorias Eco.

 

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Vendas de Ouro pelo Banco de Portugal

Coincidências:

  1. Vitor Constâncio gosta de vender Ouro
    Em quantidade e ignorando o crescimento generalizado do crédito (uma venda estranha, sobretudo se feita por alguém que saiba de política monetária).
  2. O preço do Ouro dispara
    Como acontece sempre após um enorme crescimento do crédito, aquele colapsa e obriga à emissão de moeda, com o efeito óbvio no preço de todas as matérias primas.
  3. Vitor Constâncio é escolhido para o BCE
    E logo para 1º Vice-Presidente, aparecendo sempre ao lado de Draghi (ex-Goldman).

Alguns factos sobre as reservas de Ouro de Portugal:

  • Em Abril de 2012 o BoP tinha 382,5 toneladas - desde Março 2009 (11º lugar).
    O equivalente a 16.300 M€, ou 7,5% da Dívida Estatal (de 218.000 M€).
    O Ouro representa – ainda em 2012 – 91,5% das reservas nacionais.
  • Em 2001, o BoP tinha 606,7 toneladas (+58,6% que o nível actual)
  • Em 1971, o BoP tinha 818,3 toneladas (+113,9% que o nível actual)
Perguntas:
  1. Será que Constâncio sabe o suficiente de Política Monetária para saber que a expansão e posterior colapso do crédito (não pode crescer indefinidamente…) iriam levar a este movimento do Preço do Ouro (de 400 para os mais de 1600 actuais)? Ou será que é ignorante?
  2. Se não é ignorante, fez estas vendas com que objectivo? Para “diversificar” de activos de valor intrínseco para activos que em 98 anos perderam 98% do valor (Dólar desde a criação do Fed em 1913)? E quem comprou? Vendeu com boa fé ou com a promessa de retornos futuros? Ou será inocente?
  3. Se é ignorante sobre política monetária e fez aquelas vendas sem dolo ou má-fé, porque razão uma pessoa que falhou tanto na liderança do Banco de Portugal (venda de ouro, BPP, BPN, …) é hoje 1º Vice-Presidente do Banco Central Europeu?

Estranho no mínimo, não é?

Vamos agora imaginar o cenário ao contrário. Imaginem que são de uma família de banqueiros dos mais ricos do mundo. Têm dinheiro sem limites (literalmente, pois controlam bancos centrais), mas querem comprar ouro e, por mais dinheiro que tenham, estão limitados ao ouro que é vendido nos mercados internacionais, pois há muito que está simplesmente guardado. Não acham barato oferecer a um guardião (supostamente) de uma das maiores reservas o lugar nº 2 num dos grandes bancos centrais que controlam, oferecendo um salário que, apesar de estratosférico em termos salariais, não passa uma gota em termos do valor do metal assim disponibilizado? Eu percebo a atitude dos Banqueiros e a do Constâncio. Só lamento é a impunidade com que isto acontece.

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Crowding Out

Baseado no artigo Crowding Out for Dummies do Carlos Guimarães Pinto n’O Insurgente:

Situação inicial: Uma economia produz e consome um só produto, por exemplo Peixe.
Na situação actual, a economia poupa 4 peixes por período de tempo.
Abaixo estão representados os fluxos de recursos em 4 cenários diferentes:

1º Cenário: Economia não monetária, sem estado

Os investidores utilizam as poupanças da economia, ficando em dívida para com os aforradores.

2º cenário: Economia monetária, sem estado

Os investidores utilizam as poupanças da economia, ficando em dívida para com o sistema bancário.

3º cenário: Economia monetária, com estado, sem expansão do crédito monetário

Os investidores privados e o Estado partilham as poupanças da economia.
Há menos crédito monetário disponível para os privados (crowding-out)…
…que se reflecte num menor número de recursos disponíveis para o investimento privado.

4º cenário: sistema bancário expande o crédito monetário, sem correspondente aumento de poupança real na economia (número de peixes não consumidos é o mesmo)

A poupança real da economia mantém-se a mesma, pelo que o estado e o privado têm que dividir o mesmo montante de peixes. Com o crédito monetário extra recebido, o estado pode comprar mais peixes do que o privado. Apesar de receberem o mesmo montante de crédito monetário que no cenário 3, os investidores privados têm acesso a menos recursos.
Independentemente do aumento de criação de crédito monetário, só os recursos reais efectivamente não consumidos (poupados) podem ser usados para investimento. Qualquer aumento da utilização desses recursos por parte do estado, significa obrigatoriamente uma diminuição da quantidade disponível desses recursos para os privados. Apenas com o aumento da poupança real na economia é possível aumentar o montante total de recursos disponíveis para investimento.

Artigo de Miguel Noronha n’O Insurgente:

Artigo de Paulo Pinho no Jornal de Negócios:

Como não tem pleno acesso efectivo aos mercados externos, o Estado financia-se junto da banca. Esta, também totalmente carente de fundos, opta por financiar o Estado, evitando assim um mal maior, redescontando de imediato os títulos junto do BCE, como forma de “rolar” o financiamento dos créditos que já se encontram em carteira. Consequentemente, o dinheiro que vai para o Estado não vai para as empresas, de que resulta um abrupto corte na concessão de novos créditos. Em face disso, ao sector empresarial não resta alternativa que não seja a de uma total paragem do investimento produtivo.

No meio desta loucura não falta já quem defenda que a quebra do investimento privado tenha de ser contrariada por um aumento do investimento público. No plano teórico, estaríamos a trocar despesa privada por pública, minorando-se assim os efeitos recessivos de curto prazo daquela situação. Num plano realista, dois problemas se levantam: no curto prazo, investimento público vai exigir mais endividamento, o que só pioraria a situação actual (não fora o facto de não haver propriamente uma longa lista de entidades interessadas a emprestar dinheiro ao Estado português); no longo prazo, investimento público gerador de défices de exploração consistentes é um péssimo substituto para investimento produtivo gerador de valor acrescentado. Na realidade, mais do que os efeitos de curto prazo, o carácter insustentável da actual situação de financiamento da economia nacional advém dos seus impactos sobre a capacidade de crescimento e geração de riqueza a médio e longo prazos. Ou seja, é o futuro de todos nós que se encontra a ser comprometido pela má gestão das finanças públicas do passado recente.

Dizem alguns que a macroeconomia não passa de gestão de expectativas. Por isso, em momentos como o actual seria necessário um discurso optimista, estimulador do crescimento, em vez de mais artigos pessimistas como este. Adorava poder concordar com tal posição. Contudo, a possibilidade de adopção de um discurso optimista pressupõe que os poderes que (des)governam e que os agentes que decidem têm consciência clara das dificuldades que enfrentamos, actuando de forma consistente com a sua resolução. Quando se vive no único país da Zona Euro onde o ataque ao problema das finanças públicas se faz quase exclusivamente por via do aumento de impostos, sem atacar a gordura do Estado, se vê que os bancos se viraram para a concessão de crédito ao consumo e registamos o maior crescimento de vendas de automóveis da União Europeia, é-se forçado a concluir pela importância dos alertas realístico-pessimistas. E quando alguns se queixam de estar sozinhos a puxar pelo País, melhor fariam se, em vez de muito discursar, se dedicassem, de uma vez por todas, a atacar com determinação a despesa do insustentável Estado gastador que a todos sai cada vez mais caro sustentar.

 
 

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Masters Of Money: Friedrich Hayek

Um vídeo de 1 hora para conhecer o defensor do Mercado Livre mais conhecido no Reino Unido.

Ligações adicionais:

 

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O que é um Ultraliberal?

Há pessoas que ou são ignorantes ou fazem-se. Senão vejamos:

Portugal teve este ano o 2º maior aumento de impostos dos países “desenvolvidos” (classificação FMI).

Face a este facto, é óbvio que o governo Português não tem nenhuma relação com o Liberalismo que, na sua vertente económica, defende menos Estado na Economia e portanto menos impostos. Um blog Liberal, como O Insurgente é, já pediu inúmeras vezes menos impostos e, se bem que este governo tenha as suas vantagens face a outros que o antecederam, os aumentos de impostos anunciados por este são sem dúvida uma fonte de duras críticas neste blog. Como não podia deixar de ser.

Qual é então a conclusão? Que o governo é social-democrata ultraliberal.

Meus caros, ultraliberal é o Carlos Novais - um intelectual especialista em Rothbard – e outros anarco-capitalistas Portugueses que, admito, devem escapar ao radar da esquerda portuguesa. Ou seja, resumindo para que fique claro:

  1. Liberal – Quer menos Estado na Economia e portanto menos Impostos
  2. Ultraliberal – Quer o fim do Estado e portanto Impostos = 0.

Logo:
- Imagino que o Carlos Novais considere a comparação com o governo actual um insulto. Aliás, com qualquer governo.
- Imagino que o governo gostasse de ser uma espécie de Liberal Light. Gostasse. Porque ser, não é.
- Sei que quem chama ao governo ultraliberal deveria ler mais para saber do que fala. Deveria, mas não lê.

PS: Eu – um minarquista, que acredita no Estado Mínimo de Mises – não aceito o rótulo de Ultra. Liberal é suficiente obrigado

— / / —

Pergunta para verificação de conhecimentos: E a Coreia do Norte, é Ultraliberal?

Sim, se acreditarmos em alguns comentadores neste artigo n’O Insurgente.

Vejamos a regra no comentário 37:

O Governo é ultraliberal porque destrói progressivamente serviços públicos, como a educação e a saúde.

Logo, como os Coreanos destruíram todos estes serviços – e em vários anos nem comida disponibilizaram à população – devem ser dos governos mais liberais, perdão ultraliberais, do mundo.

Não a acreditar na minha definição:

O Governo é ultraliberal se privatizar escolas, hospitais, centros de saúde, tribunais, serviços de segurança,  e serviços administrativos.

Neste caso, os Coreanos não são ultraliberais, mas sim estatistas.

 
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Publicado por em 16 de Outubro de 2012 in Teorias Eco.

 

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Eu, o Lápis

Eu sou um lápis de grafite – daqueles lápis comuns de madeira, conhecidos de todas as crianças e adultos que sabem ler e escrever.

Escrever é minha vocação e minha profissão; é tudo o que eu faço.

Você pode se perguntar o que me leva a escrever uma genealogia. Bem, pra começar, minha história é interessante. E, depois, sou um mistério – mais do que uma árvore ou um pôr-do-sol ou até mesmo do que um relâmpago. Mas, infelizmente, sou considerado uma dádiva por aqueles que me usam, como se eu fosse um mero incidente, sem um passado cheio de experiências. Essa atitude desdenhosa relega-me ao nível da banalidade. Esse é um tipo de erro lamentável no qual a humanidade não pode persistir por muito tempo sem riscos. Como o sábio G. K. Chesterton observou, “Nossa decadência vem da falta de maravilhamento, não da falta de maravilhas.”

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Salvar empresas com Dinheiros Públicos não é Liberal!

De uma vez por todas:

  • Salvar o BPN, o BPP ou outro banco qualquer não é Liberal. O banco que vá à falência. No máximo, garantem-se uns depósitos até 50.000 Euros. E mesmo isso já não é Liberal, é concessão a uma sociedade que é demasiado crente na banca.
  • Salvar o cinema não é Liberal. Esse sector tem um profundo desrespeito pelo público (não querem vídeos pois não?) e é o causador do divórcio público-cinema português. Logo, merece a consequência respectiva. Público interessado em cinema de qualidade certamente o encontrará.
  • Salvar a TAP não é Liberal. Porque é que eu que só vôo Low Cost ando a subsidiar a companhia de vôos de elite?
  • Salvar a RTP não é Liberal. Se a RTP não tem capacidade de pagar o que deve, que vá à falência. O que não falta por aí hoje são fontes de informação e entretenimento.

Liberal é:

  • Não escolher vencedores e vencidos
  • Não premiar a ociosidade
  • Não premiar o desrespeito pelo cliente
  • Não subsidiar a incompetência à custa dos competentes
  • Permitir a substituição de umas firmas por outras
  • Premiar o esforço e o mérito
  • Premiar a criação de valor para o cliente
  • Deixar cada um com os frutos do seu trabalho para ter a liberdade de escolher o que quiser

Em tempos pensei que isto fosse claro. Agora já sei que não o é para certas pessoas. Só não sei porquê.

PS: E por favor não identifiquem
banca = capitalistas = capitalismo.
Neste tema, poucas coisas poderiam ser mais falsas. A banca, como qualquer sector, acha sempre que todos os sectores deveriam ser livres excepto o seu. E consequentemente pede constantemente mais regulação que crie barreiras à entrada, dinheiro para corrigir situações fruto dos riscos que “assumiram” e muitas outras “excepções” que, à luz do Liberalismo, são injustificáveis.

 

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Why Economists Disagree?

Um vídeo em que Milton Friedman (EN Wiki, PT Wiki) e Walter Heller (EN Wiki) discutem livremente as diferenças entre as Escolas Económicas que cada um defende: Monetarista e Keynesiana.

 

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Porque não imprimir mais dinheiro?

Um vídeo obrigatório para quem não sabe a resposta a esta pergunta.

Escambo em Português é a Troca Directa…

 

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Inviabilidade do Socialismo – Um exemplo com uma Turma

Uma experiência socialista…

Um professor de economia afirmava que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: não haveria pobres e também não haveria ricos, tudo seria igualitário e “justo“.

O professor então propôs, “Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam “justas“.  Isto queria dizer que todos receberiam as mesmas notas, independentemente do seu resultado no teste e obviamente que ninguém chumbaria.

Isso também queria dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…

Realizou-se então o primeiro exame.

Logo que a média do 1º exame foi calculada, todos receberam 15 valores.

Quem estudou duramente e dedicadamente ficou indignado, pois achou que merecia mais, por outro lado os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Alguns gostaram outros não…

Passou-se algum tempo e realizou-se o segundo exame.

Logo que a média do 2º exame foi calculada, todos receberam 11 valores.

Quando se tentou perceber a razão da média ter descido tanto, descobriu-se que os que não se esforçavam, estudaram ainda menos – eles estavam a contar que a média seria positiva de qualquer maneira.

Aqueles que tinham estudado com afinco no início, resolveram que eles também não deveriam trabalhar tanto já que a nota que receberiam nunca seria maior que a média das notas. Portanto, ao contrário do que tinha acontecido no primeiro exame, eles acabaram por não estudar tanto nem tão afincadamente , pois afinal nunca teriam notas acima da média.

Ninguém gostou, mas quem não se esforçou ainda ficou satisfeito.

Passou-se mais algum tempo e realizou-se o terceiro exame.

Logo que a média do 3º exame foi calculada, todos receberam 5 valores.

 As notas nunca mais atingiram os patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, a procura constante de culpados e o uso inclusive de palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e da sensação de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram…

Todos ficaram surpreendidos, mas… Ninguém passou!

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Desalento, mau ambiente, acusações mútuas e o chumbo foi o resultado final.

Desde o início, toda a situação condenava a experiência ao fracasso, dado o contexto.

“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas de uns sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”

O pensamento abaixo foi escrito por Adrian Rogers (September 12, 1931 – November 15, 2005).

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

Adrian Rogers, 1984 God’s Way to Health, Wealth and Wisdom

 “You cannot legislate the poor into freedom by legislating the wealthy out of freedom. What one person receives without working for, another person must work for without receiving. The government cannot give to anybody anything that the government does not first take from somebody else.

When half of the people get the idea that they do not have to work because the other half is going to take care of them, and when the other half gets the idea that it does no good to work because somebody else is going to get what they work for, that my dear friend, is about the end of any nation. You cannot multiply wealth by dividing it.”

Original: Nota de Facebook por Governo Transparente. Facebook da iniciativa Governo Transparente.
Podem ler uma história similar no Blasfémias.

 

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Equidade Fiscal – Um exemplo com Cervejas

Equidade fiscal, via Facebook de João Duque.

Era uma vez 10 amigos que se reuniam todos os dias numa cervejaria para beber e a factura era sempre de 100€. Solidários, e aplicando a teoria da equidade fiscal, resolveram o seguinte:

  • Os quatro mais pobres não pagariam nada;
  • O quinto pagaria 1 €;
  • O sexto pagaria 3 €;
  • O sétimo pagaria 7 €;
  • O oitavo pagaria 12 €;
  • O nono pagaria 18 €;
  • O décimo, o mais rico, pagaria 59 €.
Satisfeitos, continuaram a juntar-se e a beber, até ao dia em que o dono da cervejaria, atendendo à fidelidade dos clientes, resolveu fazer-lhes um desconto de 20 €, reduzindo assim a factura para 80 €. Como dividir os 20 € por todos?Decidiram então continuar com a teoria da equidade fiscal, dividindo os 20 € igualmente pelos 6 que pagavam, cabendo 3,33 € a cada. Depressa verificaram que o quinto e sexto amigos ainda receberiam para beber.Gerada alguma discussão, o dono da cervejaria propôs a seguinte modalidade, que começou por ser aceite:

  • Os quatro amigos mais pobres não pagariam nada;
  • O quinto também não pagaria nada, em vez de 1 € (poupança de 100%);
  • O sexto pagaria 2 € em vez de 3 (poupança de 33%);
  • O sétimo pagaria 5 € em vez de 7 (poupança de 29%);
  • O oitavo pagaria 9 € em vez de 12 (poupança de 25%);
  • O nono pagaria 15 € em vez de 18 (poupança de 17%);
  • O décimo – o mais rico – pagaria 49 € em vez de 59 (poupança de 17%).

Cada um dos seis pagadores ficava melhor do que antes e continuaram a beber.

No entanto, à saída da cervejaria, começaram a comparar as poupanças.

- Eu apenas poupei 1 € – disse o sexto amigo – enquanto tu (apontando para o décimo) poupaste 10!… Não é justo que tenhas poupado 10 vezes mais…

- E eu apenas poupei 2 € – disse o sétimo amigo – enquanto tu (apontando também para o décimo), poupaste 10!…Não é justo que tenhas poupado 5 vezes mais!…

E os 9 em uníssono gritaram que praticamente nada pouparam com o desconto do dono da cervejaria.

“Deixámo-nos explorar pelo sistema e o sistema explora os pobres”, disseram. E rodearam o amigo rico e maltrataram-no por os explorar.

No dia seguinte, o ex-amigo rico não compareceu, deixando os nove amigos a beber a dose do costume. Mas quando chegou a altura de pagar, verificaram que só tinham entre eles 31€, que não dava sequer para pagar metade da factura!…

Aí está o sistema de impostos e a equidade fiscal. Os que são explorados fartam-se e vão beber noutra cervejaria – noutro país – onde a atmosfera seja mais amigável!…

[David R. Kamerschen, Ph.D. -Professor of Economics, University of Georgia]

 

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