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Arquivo da Categoria: Acton

Robert Sirico sobre a Generosidade

Apresentado no site Poverty Cure.

Robert Sirico é o responsável pelo documentário “The Call of the Entrepreneur“.

 

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Não há Justiça Social sem Liberdade Económica

Os cidadãos de Chicago presenciaram durante vários dias protestos à volta da Cimeira da NATO na sua cidade. Os manifestantes foram para a rua para denunciar um pouco de tudo, desde as alterações climáticas, aos militares, aos “ricos”, até o próprio capitalismo.

Havia um anseio comum subjacente no seu eclético conjunto de queixas: a exigência de “Justiça Social“.

Enquanto esta santificada exigência lhes permitiu reivindicar a superioridade moral, o manifestante na verdade é motivado por algo muito mais básico: materialismo e ganância cobiçosa.

Eis o que eu quero dizer:

Em inúmeros debates e conversas com proponentes modernos de “justiça social”, reparei que o seu interesse não é tanto pela justiça como pela igualdade material. Eles usam a linguagem da justiça e do bem comum, mas rejeitaram – ou esqueceram por completo - os significados clássicos desses termos.

Tradicionalmente, no conceito de justiça (especialmente nos contributos de Aristoteles, São Tomás de Aquino e dos seus descendentes intelectuais) é evidente que a desigualdade material – no sentido de riqueza ou de status – é genericamente compatível com a justiça baseada na ideia de “dar a cada um o que lhe é devido”.

O que é devido a cada um, obviamente, varia de pessoa para pessoa – para além do que é devido a todos: vida, dignidade e liberdade por exemplo.

Quando se fala obre o Bem Comum, é necessário ser aberto sobre o modo como chegar a ele. O Bem Comum é, afinal, um conjunto de condições e não de políticas. Não pode ser alcançado pela colectivização dos bens materiais proposta pelos socialistas, mas antes através de instituições que os socialistas tentam ao máximo desacreditar.

Deixem-me fornecer uma lista possível de algumas das condições que são especialmente importantes para a prosperidade humana:

Estado de Direito, no sentido em que os tribunais actuam de forma não-arbitrária e garantam a propriedade privada dos meios de produção;

Moeda Estável, para servir como reserva de valor e meio de troca credível;

Liberdade de Criação do seu Negócio, que permita a cada um formar a sua empresa e perseguir o seu sonho;

Liberdade de Associação, que permita a todos chegar a contratos por mútuo acordo para empregar ou ser empregue;

Respeito pelos Contratos, para garantir que as pessoas mantenham os seus compromissos razoáveis e que as disputas são arbitrados com justiça;

Comércio Livre e Vibrante entre as nações, que permita maximizar a divisão internacional do trabalho.

Estas instituições deverão ser suportados por uma cultura que considere a pessoa humana como possuindo uma dignidade e um potencial criativo inerentes, e que acredite que uma moralidade transcendente esteja acima de qualquer tentativa de uma autoridade civil de redefinir a moralidade.

Esta é a base do que nós chamamos de liberdade, e encoraja aquilo que nós chamamos de bem comum.

O bem comum é incompatível com a violação do direito à iniciativa privada. E isto não é só uma ideia pessoal minha, ou mesmo algo restrito a alguns economistas e a activistas do “Tea Party” americano.

Eu enfatizo este facto porque muitas pessoas têm a noção, mesmo que apenas vagamente e não conscientemente, de que qualquer líder da igreja verdadeiramente amável e compassivo tem uma perspectiva negativa da economia livre.

Para não vos sobrecarregar com exemplos, deixem-me oferecer apenas um contra-exemplo. O Papa João Paulo II cresceu sob o comunismo soviético, e ele também teve muitas oportunidades para ver pessoalmente o socialismo suave de vários países da Europa Ocidental.

Ele estava profundamente preocupado com os pobres e sofredores do mundo, como foi evidenciado tanto pelos seus múltiplos escritos como pela sua difícil agenda de viagens: ele visitou mais países em desenvolvimento do que qualquer papa antes dele.

Estas são as palavras que João Paulo II escreveu sobre a iniciativa económica:

“É um direito que é importante não só para o indivíduo, mas também para o bem comum. A experiência mostra-nos que a negação deste direito ou a sua limitação, em nome de uma ”igualdade” alegada de todos na sociedade, diminui, ou na prática absolutamente destrói o espírito de iniciativa, isto é, a subjetividade criadora do cidadão.”

Infelizmente, muitos defensores contemporâneos de justiça social não percebem a importância da liberdade económica e são rápidos para denunciar a motivação do lucro e do mercantilismo.

Eles, então, acrescentam ao seu erro a incoerência, uma vez que eles parecem pensar que a chave da felicidade é dar às pessoas mais coisas por arregimentar o poder coercivo do governo. O seu foco exclusivo sobre o rendimento e a riqueza como fontes e marcadores de igualdade é, ironicamente, apenas uma outra variedade da ganância e do consumismo que são rápidos para esfolar.

Esta não é a justiça social, é o materialismo. E certamente não é generosidade, uma vez que o foco dessas pessoas é doar em dinheiro de outras pessoas.

A verdadeira justiça e bem comum não necessitam de igualdade no sentido de igualdade económica. Arthur Brooks, pesquisador social que é agora presidente do American Enterprise Institute, mostrou que o que realmente promove a felicidade humana não está a apropriar de rendimento, mas sim um sistema que liberta e encoraja o sucesso no sistema, ou em outras palavras, que não multiplique os desincentivos à realização e não sufoque a ambição.

Se isso não é uma descrição da economia de mercado, eu não sei o que é.

O Padre Robert A. Sirico é presidente e co-fundador do Instituto Acton e o autor de “Defendendo o Mercado Livre: A Fundamentação Moral para uma Economia Livre” (Regnery, 2012)

Podem ler o original aqui. A tradução e os negritos e sublinhados são meus.

Creio que este artigo resume bem a minha posição sobre a Esquerda Portuguesa e Mundial, pelo que me limitei a traduzir este texto escrito por um dos maiores especialistas mundiais na fundamentação da superioridade moral da Economia Livre.

 

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There is no ‘social justice’ without economic freedom

The good citizens of Chicago experienced several days of protests this month surrounding the NATO summit. The demonstrators took to the streets to denounce everything from climate change to the military to “the rich” to capitalism itself.

There was a common noble yearning underlying their eclectic set of grievances, however: a demand for “social justice.”

While this hallowed demand allowed them to claim the moral high ground, the demonstrator are really motivated by something far more base: crass materialism and covetous greed.

Here is what I mean:

In countless debates and conversations with modern proponents of social justice, I have noticed that they are less interested in justice than in material equality. They borrow the language of justice and the common good but have either forgotten or rejected the classical meanings of those terms.

In the classical tradition of reflection on justice (especially seen in Aristotle, St. Thomas Aquinas, and their intellectual descendants) it is clear that inequality—in the sense of unequal wealth or social status—is mostly compatible with justice, because justice is “to give to each his due.”

What one is due, of course, differs from person to person—in addition to those things due everyone: life, dignity, and liberty for example.

When we speak of the idea of the common good, we need to be open-minded about the most likely way to bring it about. The common good is, after all, a range of conditions, not a set of policies. It cannot be achieved by way of the “commonality of goods” proposed by socialists, but rather through the institutions that the socialists worked so hard to discredit.

Let me list some of the conditions that are especially important for human flourishing:

Rule of law in the sense of courts acting in a non-arbitrary manner; secure private property in the means of production.

Stable money to serve as a reliable means of exchange

- The freedom of enterprise that allows people to start businesses to pursue their dream

- The freedom of association that permits people to reach mutually unforced agreements for employing or being employed

- The enforcement of contracts to ensure that people keep their reasonable promises and that disputes are arbitrated justly.

- Vibrant trade within and among nations to permit the fullest possible flowering of the division of labor.

These institutions must be supported by a culture that regards the human person as possessing an inherent dignity and creative potential, and believes that transcendent morality trumps the civil authority’s attempt to redefine morality.

This is the basis of what we call freedom, and it encourages what we call the common good.

The common good is incompatible with the violation of the right to economic initiative. And this isn’t just a private idea of mine, or even something restricted to economists and Tea Party activists.

I emphasize this fact because many people carry around the notion—perhaps only vaguely held—that any truly thoughtful and compassionate church leader takes a dim view of the free economy.

For the sake of space, let me offer up just a single prominent counterexample. Pope John Paul II grew up under Soviet communism, and he also had plenty of opportunities to view the softer socialism of various Western European countries.

He was deeply concerned with the poor and suffering of the world, as was evidenced both by his writings and his punishing travel schedule; he visited more developing countries than any pope before him.

This is what John Paul wrote of economic initiative:

“It is a right which is important not only for the individual but also for the common good. Experience shows us that the denial of this right, or its limitation in the name of an alleged ‘equality’ of everyone in society, diminishes, or in practice absolutely destroys the spirit of initiative, that is to say the creative subjectivity of the citizen.”

Unfortunately, many contemporary proponents of social justice miss the importance of economic freedom and are quick to denounce the profit motive and commercialism.

They then compound their error with incoherence, since they seem to think the key to happiness is giving people more stuff—by enlisting the coercive power of government. Their exclusive focus on income and wealth as the sources and markers of equality is, ironically, merely another variety of the greed and consumerism that they are quick to excoriate.

This is not really social justice; it’s materialism. And it certainly isn’t generosity, since these people’s focus is on giving away other people’s money.

True justice and the common good do not require equality in the sense of economic sameness. My friend and colleague Arthur Brooks, a social researcher who is now president of the American Enterprise Institute, has shown that what truly promotes human happiness is not unearned income but rather a system that frees and encourages earned success—a system, in other words, that doesn’t multiply disincentives to achievement, doesn’t suffocate ambition.

If that is not a description of the market economy I do not know what is.

Rev. Robert A. Sirico is the president and co-founder of the Acton Institute and author of “Defending the Free Market: The Moral Case for a Free Economy” (Regnery, 2012)

Excelente artigo que creio que resume muito bem a minha posição sobre a Esquerda Portuguesa e Mundial, escrito por um dos maiores especialistas mundiais na fundamentação da superioridade moral do Capitalismo. Podem ler o original aquiReferido aqui. Sublinhados e negritos meus.

De seguida irei traduzir para que todos tenham acesso ao artigo em Português.

 

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Instituto Acton

O Instituto Acton, nas suas próprias palavras:

O Acton Institute para o Estudo da Religião e da Liberdade promove uma sociedade virtuosa e livre, caracterizada pela liberdade individual e sustentada por princípios religiosos; isto é possível, principalmente, graças aos recursos em inglês. Oferecemos este site especial, em várias línguas, para explicar melhor nossa missão e atingir audiências ainda não envolvidas pelos nossos programas.

O Acton Institute educa líderes religiosos e empresários de todos os credos baseando-se no potencial moral dos mercados livres. Nós compartilhamos a crença, amplamente aceita, na qual o homem é criado à imagem de Deus. É por isto que o homem também tem o poder de criar e, se quiser, o poder de servir a Deus. Respeito à atividade econômica, o Instituto acha que o homem deveria ser livre para criar e ajudar a satisfazer as necessidades de outros seres humanos. Aliás, quando o homem é privado de servir desse jeito, gera-se um dano considerável na sua natureza mesma, a essência de sua dignidade. Nosso trabalho concentra-se nesses “potenciais morais”.

Os programas do Acton Institute educam os futuros religiosos nos princípios e nos processos da livre iniciativa, salientando as dimensões morais da liberdade e do sistema de mercado. Ajudamos os seminaristas e os clérigos ativos a apreciar melhor o potencial moral do livre intercâmbio.

Convidamos também os executivos e os empresários a integrar sua fé às suas vidas profissionais, a entregar-se sem interesse nenhum às suas comunidades e a lutar por padrões morais superiores da conduta ética dos seus trabalhos.

Nossos programas se implementam principalmente nos Estados Unidos mas também oferecemos palestras especiais na Europa de Leste e na América Latina. Todos nossos esforços visam promover a compreensão, fundamentada em forma teológica, dos princípios de mercado e visam também salientar a liberdade necessária a fim de oferecer a todos as mesmas oportunidades.

Inspirado nos escritos de Lord Acton, o grande historiador e pensador moral de Cambridge, o Instituto realiza seminários em inglês, dirige pesquisas e publica livros, ensaios e jornais que invocam a religião como defensora da liberdade. Convidamos todos vocês a se unir no avanço das idéias que fortalecem os indivíduos e as comunidades.

Quando o Robert Sirico veio a Portugal, no Ecclesia:

Meios existentes em Português/Brasileiro:

Thomas Woods no Instituto Acton:

Definição pelos próprios em Inglês:
The Acton Institute for the Study of Religion and Liberty is a leading international educational organization located in Grand Rapids, Michigan. Our mission is to promote a free society characterized by individual liberty and sustained by religious principles.

Meios disponibilizados pelo Instituto:
Material em Inglês no Site do Instituto:

Quem quiser compreender o que o Capitalismo é, deverá ler o que dizem os seus defensores e os seus detractores. Os detractores estão em todo o lado a toda a hora. Estes são os defensores. Que explicam porque não só o Capitalismo é moral, como também que quem que que defenda princípios morais tem de defender o Capitalismo, os seus Empreendedores e as regras justas do mercado.
Contra a ditadura do Estado, da banca que o suporta, dos burocratas que se servem dele e dos esquerdas que não percebem as implicações do que defendem.

Como diria Lord Acton:

“Power tends to corrupt, and absolute power corrupts absolutely”

 

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The Call of the Entrepreneur

Um dos melhores documentários de sempre para compreender a Economia.

Conta a história de 3 Empreendedores: um agricultor em Evart (Michigan), um financeiro em Nova Iorque e um refugiado Chinês em Hong Kong. Robert Sirico, Jay Richards, Michael Novak, George Gilder e outros membros do Instituto Acton usam aqueles 3 exemplos para demonstrar como os Empreendedores mudam o mundo.

Este vídeo foi um dos dois apresentados no Campo da Liberdade Porto 2010.

Links Recomendados: Site (Trailer - R), no IMDbno Blogtrepreneur Instituto Acton (Princípios) (Brasileiro)

Vídeo completo disponível neste site.

Outras peças sobre o Rev. Robert Sirico:

 

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