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Porque é que a maioria dos Intelectuais odeia o Capitalismo?

Podem ler a tradução para Brasileiro no Mises Brasil. Excerto:

Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.

Primeira, o desconhecimento.  Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado. Como bem explicou Hayek, a ordem social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo. Qualquer pessoa que queira entender minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico, conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os processos de interação espontânea que ocorrem no mercado. Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria económica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.

Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência económica.

A segunda razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista. O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prémios. Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade. Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.

Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir. Crêem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer. Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas.  É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão. Abominam anúncios comerciais. De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população. E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos.

E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real. E isso é um perigo. Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial. Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.

É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.

E a terceira e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja.
O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los.  Você se torna um ressentido. Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances.

Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam. O raciocínio é sempre o mesmo: “Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados. Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas.”

Essa é uma sociedade injusta“, prossegue o intelectual. “A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu“. Ressentimento e inveja.

 

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Método da Economia, pela Escola Austríaca

Leitura adicional: Praxeologia e o Dualismo Metodológico.

 
 

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Why ObamaCare Will Fail: A Reading List

Em Inglês, com base nesta ligação:

The Supreme Court today upheld “Obamacare,” a massive economic intervention ostensibly designed to cure the ills of American healthcare. Of course those ills were themselves caused by intervention, and this “cure” will only make the situation even worse. The “cycle of interventionism” Mises warned us about continues to intensify.

As Murray Rothbard wrote,

Our very real medical crisis has been the product of massive government intervention, state and federal, throughout the century; in particular, an artificial boosting of demand coupled with an artificial restriction of supply. The result has been accelerating high prices and deterioration of patient care. And next, socialized medicine could easily bring us to the vaunted medical status of the Soviet Union: everyone has the right to free medical care, but there is, in effect, no medicine and no care.

We have put together this healthcare reading list so as to help the concerned citizen understand how we got where we are, and where we are likely headed if we continue on this path.

Articles

Journals

 

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Debate Murphy – Krugman

Robert Murphy faz hoje anos. Assim, nada melhor do que relembrar a ideia do Debate Murphy – Krugman. Basicamente, quem quiser pode comprometer-se a pagar uma pequena importância para uma instituição de caridade que só será descontada quando Krugman aceitar a proposta de debate de Robert Murphy.

Site da Proposta. Site do Compromisso de Caridade. Lançamento da Campanha. Vídeos. Vídeo Principal:

 

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Caracterização do Mercado do Ouro

Quem quer conhecer o Mercado do Ouro, deve começar por aqueles que têm todo o interesse em explicar o processo, dar todos os dados e vender a ideia de que o Ouro é um bom investimento. Neste caso, o World Gold Council (Gold.org). Este agrupa todos os interessados em vender ouro e tem toda a informação disponível. Todo o sítio é interessante, mas eu recomendo particularmente os vídeos em geral, e este em particular (eu tenho os ficheiros das 6 apresentações). E aconselho a Pesquisa de Mercado.
Aconselho também outras secções do sítio, como os Dados, o Marketing ou o “What We Do“.

Segundo eles, há 5 Motivos para ter Ouro:
- Protecção contra Inflação (ou uma Política Monetária Expansionista)
- Protecção conta Moeda Fraca (Política Monetária Expansionista, mas do ponto de vista externo)
- Protecção contra a fraqueza do Sistema Bancário
- Volatilidade baixa face a outros Investimentos como Acções ou outros metais
- Bom Diversificador, pois não está correlacionado com a maioria dos restantes activos

É a lista dos interessados. Claro que não fala em Fraquezas do Ouro. Como por exemplo:
- Volatilidade ainda assim elevada
- Perda de valor em caso de Política Monetária Contraccionista
- Ausência de Dividendo, Cupão ou Juro

Sobre a evolução do Preço do Ouro, há 2 perspectivas. A de um trader:

Sobre Peter Schiff e a sua capacidade preditiva no passado:
- Peter Schiff at Google
- Peter Schiff at Mises Institute

E a de um teórico (Mitos sobre o Padrão-Ouro):

Um pormenor importante sobre este mercado é a sua Sazonalidade: o preço supostamente é mais alto no Período das Monções Indianas (Outubro/Novembro), nos feriados Cristãos (Dezembro) e no Ano Novo Chinês (Janeiro Fevereiro), atingindo mínimos no Verão. A realidade é mais complexa, mas há de facto estatísticas que merecem ser consideradas. Referências:
- Média de 1974-1999.
- Porque existe, segundo buy high sell higher
- CXO sobre a sazonalidade
- Prag Cap sobre 2011
- A nova sazonalidade!

Depois há também canais de YouTube a acompanhar:
- Kitco News (a melhor fonte de notícias!)
- GoldMoneyNews (boa fonte de notícias)
- Jim Rogers Channel (Investidor Lendário) (=() (lol)
- Schiff Report (filho do memorável Irwin Schiff)
- The Gold Show (programa rádio)
- Long Wave (4 vídeos apenas)

Referências (Inglês): Wiki, Long Wave, Capital GoldGATA, Gold PriceWorld Gold Council & Kitco; Mises.org sobre Ouro e Inflação.

Por vossa conta e risco: Ouro a 15.000$, Dow/Onça = 1 (a 5.000$) e a 10.000$, Soros e a bolha.

E por fim, Alan Greenspan antes de se juntar ao lado negro da Força:

“An almost hysterical antagonism toward the gold standard is one issue which unites statists of all persuasions. They seem to sense… that gold and economic freedom are inseparable.”

“Um antagonismo quase histérico contra o Padrão-Ouro é um dos tópicos que une todo o tipo de estatistas. Eles parecem sentir no seu interior… que o Ouro e a liberdade económica são inseparáveis.”

 

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Micro-Finança Popular

Aqui está um vídeo de 4 minutos engraçado sobre  micro-finança popular (i.e., uma plataforma para pessoas comuns emprestarem pequenas quantias a empreendedores em países onde essas pequenas quantias podem fazer a diferença).

Podem fazer parte desta corrente AQUI.

Se sempre acharam que a banca é uma boa actividade com lucros usurários baseados em nada, está na hora de assumirem esse papel. Está na hora de usufruírem dos ganhos e conhecer os riscos (98,86% dos empréstimos foram pagos até hoje - estatísticas completas).

Se acham que gostavam de fazer a diferença na vida de outras pessoas também podem participar, afinal, a Kiva ganhou o prémio na secção “Charitable Organizations NonProfit” da Webby em 2008 e depende de doações para existir. Podem até ler como é recomendada por elementos da Igreja Católica(!).

 
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Publicado por em 13 de Novembro de 2011 in Empreendedores, LvMI, Videos

 

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Dualismo Metodológico

Há muita gente que confunde o método científico das ciências naturais – onde o isolamento das condições necessárias para verificar a ocorrência de certo fenómeno é possível – com o método científico das ciências sociais, onde tal isolamento NÃO é possível.

Qualquer ciência social, como a Economia por exemplo, tem de fazer face a esta limitação e adaptar-se a ela. Surge assim o dualismo metodológico que é um pouco difícil de descrever com exactidão, pelo que me vou aqui socorrer da Mises Wiki no artigo concreto sobre este tema. Transcrição:

Methodological dualism is an epistemological position which holds that it is necessary, based on our current levels of knowledge and understanding, to utilize a different methodology in our attempts to analyze the actions of human beings than the methodology used in the physical sciences (i.e. physics, biology etc…) to study external events.[1] This position is based on the presupposition that humans differ fundamentally from other objects in the external world in that humans act, or in other words use means to achieve ends, while other objects in nature, such as stones, planets, molecules and atoms do not.[2] Furthermore, we do not at present know how external events affect an individual’s “thoughts, ideas, and judgements of value”[1] and this ignorance forces us to adopt a dualistic approach to the two classes of phenomena.

This view was emphasized by Ludwig von Mises and formed the central basis of his epistemology. Methodological dualism, especially in Mises’s case, was a reaction to the notion held by groups such as the logical positivists that the study of human action, and as such economics, should utilize the same experimental scientific method as the physical sciences, a view that has been referred to by Mises, Friedrich Hayek and others as scientism. The alternative methodology that Mises developed and utilized for his study of human action was praxeology, which formed the basis for his work in economics. The use of praxeology differs from the neoclassical approach to economics which utilizes the same methodology as the other sciences in an attempt to develop economic theories and predict future economic events.

Sobre o método proposto por Mises para a Economia, a Praxeologia, podemos mais uma vez recorrer à Mises Wiki para saber em que consiste. Transcrição:

Praxeology is the scientific study of human action, which is purposeful behavior. A human acts whenever he uses means to achieve an endthat he or she subjectively values. Human action is thus teleological or intentional; a person acts for a reason. Therefore not all human behavior is action in the praxeological sense: purely reflexive or unconscious bodily movements (such as coughing when exposed to tear gas) are not examples of action. Praxeology starts from the undeniable axiom that human beings exist and act, and then logically deducesimplications of this fact. These deduced propositions are true a priori; there is no need to test them in the way that a physicist might test a proposed “law” of Nature. So long as a praxeological statement has been derived correctly, it must necessarily contain as much truth as the original axioms.[1]

For example, when we throw a ball, we do not reason that it is guided in a teleological way by some mystical spirit or “prime mover.” Instead we use the laws of mechanics and causality to examine the position, velocity, and forces acting on the ball, in order to predict the future position and velocity of the ball.

On the other hand, one does not reason that there is some sort of direct, causal relation between traffic lights turning green, and bodies beginning to cross the road. These are individuals acting with purpose crossing the road, who, only when the lights turn green, reason that it is safe to cross and then proceed to do so. The reckless individual who is late for work may rush across the road regardless of what the traffic lights show.[2]

Sobre esta temática, o Instituto Mises publicou diversos vídeos. Aqui fica uma selecção:

1. Hans-Hermann Hoppe, na MisesU 2011:

2. David Gordon, na MisesU 2010:

3. Comparação entre o método de Mises e Friedman, na MisesU 2005:

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Publicado por em 1 de Novembro de 2011 in LvMI, Teorias Eco., Videos

 

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Defendendo os Indefensáveis

Hoje deixo ficar uma leitura recomendada bastante humorada mas ao mesmo tempothought-provoking.

O livro é de Walter Block e, sendo ele o enfant terrible do Instituto Mises, é óbvio que o livro está disponível para download no site do mesmo, com a apresentação AQUI e o livro em pdf AQUI (o Instituto Mises não acredita na Propriedade Intelectual).

Neste livro podem ver como ele defende:

- A prostituta, o homem que vive à custa daquela e o porco chauvinista

- O traficante e o consumidor de drogas

- O chantagista, o caluniador e o anunciante

- Quem grita fogo na multidão, o taxista cigano, o polícia desonesto e o falsificador (ramo privado…)

- O avarento, o herdeiro e o agiota

- O não-contribuinte para caridades

- O dono de prédios em ruínas e o vendedor em guetos

- O Especulador, o Importador, o intermediário e o lucrador

- O patrão porco capitalista e o empregador de crianças

E diversos outros que não vou traduzir e que só visto.

Estão também no YouTube. Por exemplo o sobre o Especulador está AQUI. Se querem os ficheiros MP3, podem baixá-los do iTunes.

Note-se que eu concordo com muitos dos capítulos, mas não com todos. Por algum motivo eu me considero um Misesiano e ele se considera um Rothbardiano ;)

Foto: Universidade Mises 2010, onde almoçamos juntos!

Como diria Walter Block:

“Free trade is the only philosophy compatible with international peace and prosperity”

 
 

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Como atacar o problema do Trabalho Infantil?

Outro dia, numa discussão num outro blog, fui surpreendido pelo facto da proposição que a seguir apresento não ser aceite por diversas pessoas. Publiquei então um post sobre o assunto, que aqui repito na íntegra. Note-se que eu não sou tão bom quanto gostaria de ser a desenvolver argumentos destes (o óbvio é sempre difícil de argumentar, IMHO) e assim este texto é baseado num vídeo de Tom Woods, que publico abaixo.

A crítica é numa Economia puramente Capitalista, as crianças são exploradas, enquanto numa Economia intervencionada, os miúdos têm os seus direitos defendidos e passam o tempo na Escola, uma oportunidade que apenas o sábio, benevolente e desinteressado Estado pode proporcionar.

Assim, num país em que o Estado não seja muito forte, os pais desse país farão as crianças trabalhar. Não necessariamente todos, mas muitíssimos certamente. O que, claro, pressupõe uma intervenção do Estado para curar o problema.

Claro que o que interessa não ver é a causa do problema: Porque é que as crianças trabalham em alguns países do mundo?

As crianças trabalharem é a regra. Ocorreu em todo o lado, durante toda a história. Excepto onde o capitalismo chegou e tornou a sociedade tão produtiva, que gerando excedentes permitiu à sociedade não ser forçada a fazer as suas crianças trabalharem. Não foi “Ok, descobriu-se o Capitalismo miúdos: bora lá trabalhar”. Não, foi o contrário: os miúdos sempre trabalharam. Nunca ocorreu a ninguém antes que os miúdos não haveriam de trabalhar. Só agora, com as vantagens da riqueza proporcionada pelo capitalismo. Antes do capitalismo, as pessoas assumiam que eram pobres, e um dia morriam. Ninguém protestava contra a pobreza ou o trabalho infantile no tempo dos Afonsos. Ninguém. Era a vida.

Quando o capitalismo chega, e aparece a possibilidade de reduzir a pobreza, então as pessoas ficam impacientes com a pobreza. E querem eliminá-la o mais rapidamente possível (igualizando a riqueza, reduzindo o incentivo ao seu aumento e portanto parando o enriquecimento da sociedade como um todo). E então aparece o Estado.

Voltando ao Trabalho Infantil, este reduz-se então não porque se passa uma lei a dizer “as crianças não podem trabalhar”, mas sim porque a sociedade é suficientemente produtiva para permitir esse os pais trabalhando geram rendimento suficiente para que os miúdos não tenham de o fazer. Achar que passar uma lei resolve todo e qualquer problema pode ser levado “ad absurdum” a: vamos passar uma lei contra a gravidade e vamos todos voar. Quão infantil é uma visão do mundo assim?

Um exemplo: o Bangladesh. Há alguns anos, o Trabalho Infantil era um problema no Bangladesh. Foram feitas campanhas e pressões na Europa e nos Estados unidos e, como resultado, foi passada uma lei contra esse drama num país que ainda não estava economicamente preparado para o enfrentar. Uma organização independente chamada OXFAM reportou que os miúdos ou foram para a Prostituição (e sabem, por pior que seja trabalhar numa fábrica) ou… a partir daí passaram fome. Num país daqueles, se numa família mais de metade do rendimento desaparece, em muitas passa-se fome e em outras morre-se. Morre-se!

Até a Organização Internacional do Trabalho (um bastião socialista, pela própria natureza da instituição, que nunca concede nada nestes domínios) admite que a razão porque as crianças trabalham é que a sociedade em causa é tão pobre que as crianças estão a contribuir com pelo menos ¼ do rendimento familiar. E quando as famílias mais pobres perdem ¼ do rendimento familiar…

A solução, assim, é mais capitalismo.

O artigo foi largamente baseado no seguinte vídeo de Tom Woods:

 

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