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Berlim Vs Berlim: 1 Cidade, 2 Destinos

Depois de comparar 2 realidades bem diferentes – Hong Kong e Havana – e os destinos de um país dividido a meio – Coreia – chega agora a vez do último texto desta série de Comparações Geográficas, apresentando os destinos distintos de uma cidade dividida: Berlim.

Berlim sofreu dos 2 piores exemplos de estatismo do Século XX: o Nazismo e o Estalinismo. Os 2 regimes tiveram claro muitas semelhanças: Berlim deixou de ser uma cidade receptora de imigrantes (receptora de Huguenotes, por exemplo) e passou a ser exportadora de emigrantes.

Sobre o Estatismo de Direita, vulgo Fascismo, reza o mito que a Economia era muito eficiente. Sobre este tema, recomendo a leitura do autor Guenter Reiman (um comunista Alemão com algumas contribuições interessantes) na sua obra mais conhecida: “Vampire Economy” (PDF). (Fotografia aérea de 1945)

Sobre o Estatismo de Esquerda, vulgo Comunismo, a realidade conhecida impôs-se e hoje já ninguém acredita que o sistema funcionou (como acreditou Samuelson!), embora ainda haja quem ache que o problema foi a abordagem dos mensageiros e não da mensagem. (Vídeo sobre Berlim dividida)

Berlim está hoje a recuperar das 2 experiências. O antigo é substituído pelo novo e uma nova sociedade se ergue baseada no trabalho, na produtividade e na exportação de bens para todo o mundo, na Economia que foi durante anos a maior exportador mundial (!), um feito difícil quando há outras com populações muitas vezes superiores.

Mas o objectivo deste post é então comparar Berlim em 1989. Mesmo povo, mesma cultura, mesma cidade até! Mas mais uma vez, 2 sistemas, 2 resultados bem diferentes. Para não ser aborrecido, façamos uma comparação com imagens:

Berlim Leste:

1. Prateleiras Vazias – Quando o Preço é fixado muito abaixo do preço “real” de mercado, os consumidores têm incentivo para levar tudo e os produtores e distribuidores para não disponibilizarem nada. O resultado é o óbvio…

2. Muro de Berlim – Aparentemente o povo não queria viver no Paraíso Socialista e tinham de ser contidos sobre ameaça de serem mortos a tiro. Correr para o muro do lado Comunista era punível com execução sumária imediata. Do lado Capitalista, podiam até pintar o muro.

3. Trabi (Wiki) – Aparentemente a inovação não era o forte de um sistema pensado para manter os “direitos adquiridos” dos trabalhadores.

(adorei a matrícula…)

4. Blocos de apartamentos – Todos com direito à mesma habitação (excepto claro os membros do “Inner Party”…) (fonte da foto)

A única solução parecia mesmo ser rir (wiki) (Hammer&Tickle).

Enquanto isso, em Berlim Oeste:

1. Exemplos de pujança económica: Daimler, Opel, BMW & Audi. Campeões de Vendas dos anos 70:
 & 

2. Exemplos de Dinamismo Cultural (Love Parade):

3. Arquitectura Viva dos 1960 (fonte das fotos):
 & 

Por isso, quando o Capitalismo chegou a Potsdamer Platz (wiki):

Talvez por isso:

Referência adicional: Living Hell in photos.

Como diria Churchill,

“The inherent vice of capitalism is the unequal sharing of blessings. The inherent virtue of Socialism is the equal sharing of miseries.”

“O vício inerente do Capitalismo é a desigual partilha de bênçãos. A virtude inerente do Socialismo é a partilha equitativa de misérias.”

 
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Publicado por em 29 de Janeiro de 2012 in Citações, Comunismo, Europa, História, Política, Versus, Videos

 

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Coreia do Sul Vs Coreia do Norte: 1 Cultura, 2 Destinos

Há quem diga que comparações entre cidades não resultam. Há quem diga que comparações inter-culturais são injustas porque não incorporam muitos factores relevantes. Há quem diga que comparações inter-temporais não são válidas, pois as possibilidades de uma época são diferentes das de outra.

Felizmente, a história deu-nos 2 exemplos históricos que ultrapassam estas questões: Alemanha (tratada aqui) e Coreia. Países de alguma dimensão, com a mesma cultura, que foram partidos ao meio e nas décadas subsequentes (ao mesmo tempo…) se desenvolveram consoante as suas possibilidades. A questão Germânica já foi resolvida (spoiler: a capitalista anexou a socialista e pagou a renovação de todas as estruturas deterioradas da infortunada). A Coreana ainda hoje dura e os resultados podem ser facilmente visíveis do espaço (ver imagem geral aqui):

A Coreia do Sul cresce a bom ritmo e tem marcas de ponta como a Samsung (construtora do Burj Khalifa no Dubai, das Petronas Towers e do Taipei 101, por exemplo), Hyundai Kia e Daewoo (Economia Sul Coreana).
O desporto nacional é StarCraft (desporto impossível no Norte, pois requer super-ligações à internet) e, em 60 anos, é sinónimo de tecnologia, profissionalismo, e perfeição na execução. Conseguido com esforço.

A Coreia do Norte é uma triste relíquia do passado (sítio oficial) (Memorial Lim Il Sung). Morrem de fome (Wiki) (outra fonte) – muitas vezes em campos de morte (outra fonte), ou são assassinados (Amnistia) (exemplo), para agradar ao seu “Querido Líder” (morrendo para coisas simples como salvando retratos – um exemplo a condecorar!) que os usa como escravos e como fonte de sangue para satisfazer os seus caprichos. Quem sai só pensa em ajudar quem fica (exemplo). E face a tudo sito, esta foi a mensagem que o PCP teve aquando da morte do 2º líder da dinastia (piada (?) sobre PCP e monarquia) e este é um exemplo do que alguma média ainda escreve.

- Outras comparações interessantes -

Capitais respectivas (fonte da 2ª):

  

Liberdade Económica: Coreia do Sul (69.8) Vs Coreia do Norte (1.0)

CIA World Factbook: Coreia do Sul & Coreia do Norte.

Fugiu da Coreia do Sul para a Coreia do Norte: a história (em inglês) d’ O maior Totó do Século XX!

Vídeo sobre um sobrevivente da Coreia do Norte, a falar para a Google:

1 Nação, 1 Cultura, 2 Opções, 2 Resultados. Qual é a sociedade mais próspera? A que oferece maior liberdade económica. Qual a sociedade mais justa, em que todos têm as mesmas oportunidades? Qual a sociedade em que as pessoas podem seguir os seus sonhos? Aquela que garante liberdade de opinião, liberdade de imprensa, liberdade de associação, liberdade política e liberdade de acção?

Os resultados não são apenas económicos: tudo aquilo de que depende a minha felicidade – do ponto de vista não só económico, mas também inter-pessoal, motivacional, político, social, religioso, psicológico, … – é muito melhor na Coreia do Sul.

E isso vê-se nos pormenores mais diversos.

Fica um exemplo cultural de cada:
1. K-POP (kids react) (K-Pop Pt – Facebook) (Música em Inglês)

2. Ode to General Kim Il Sung (outro exemplo)

E vou mais longe: o facto de terem como desporto nacional um jogo de computador multi-jogador que necessita de acuidade mental elevada sugere o seu avanço face a, por exemplo, Portugal e Espanha, eternamente presos a um desporto de treinadores de bancada e de discussões eternas e insolúveis que não treina a mente mas antes a adormece. Confesso uma certa inveja da Coreia do Sul. Gostaria que o meu país aprendesse mais com eles e não com os discursos “equalitários” do Norte, que a Esquerda tanto aprecia.

Fica aqui um bom vídeo sobre a Coreia do Sul:

E aqui a mais recente visita do BBC Panorama à Coreia do Norte:

E outro exemplo.

E finalmente, uma imagem adicional sobre particularidades Norte-Coreanas (expandam para a ver aqui):

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Publicado por em 21 de Dezembro de 2011 in Ásia, Comunismo, Cultura, História, Política, Versus, Videos

 

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Hong Kong Vs Havana: 2 Cidades, 2 Opções, 2 Destinos

Como evoluem 2 cidades, se uma adoptar uma Economia Socialista e outra uma Economia Livre de Mercado?
É uma pergunta com resposta conhecida. Assim:

Havana era uma sociedade próspera em 1959. Sofria muita influência Americana? Verdade. Devia ser mais autónoma? Verdade. Agora, daí até congelar a Economia…

Hong Kong era uma sociedade pobre? Sim. Se não fosse John James Cowperthwaite (tributo) talvez o fosse até hoje. Mas graças a “paz, uma tolerável administração da justiça e impostos baixos” em 50 anos a paisagem de Hong Kong transformou-se completamente.

São lições fáceis de aprender, se bem que de quem tem tanta dificuldade em fazê-lo – como demonstrado pelo modo como o PCP reagiu à morte do líder Norte-Coreano – dificilmente se pode esperar outra coisa que não a repetição ad infinitum da mesma cassete gasta.

 
 

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Hayek Vs Keynes: Versão Rap

Quais são os vídeos que eu mais vi no YouTube? Sem dúvida, os Raps de Hayek Vs Keynes!

Para quem entenda Inglês – e Inglês falado depressa, se bem que com ajuda de legendas – aqui ficam os vídeos de ambos. Se quiserem ir mais fundo, visitem o site EconStories.


Fica no ouvido, não é?

Outros vídeos dos mesmos produtores…

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China Vs América

O que gostaria de propor com este artigo era testar uma hipótese: a Liberdade Económica (Wiki; Índice) é um dos mais importantes factores que determina a Produção Económica e, portanto, o Crescimento Económico.

Caso em Estudo: China Vs EUA

1. Vamos começar por apresentar o PIB Chinês:

Reparem no ponto onde começam as reformas económicas e onde a Economia dispara… (informações históricas; gráfico mais recente;  Wikipedia).

Facto 1: A China disparou desde que adoptou uma Economia de Mercado. Ou mais explicitamente: ter crianças a trabalhar e não respeitar normas ambientais, sociais e de trabalho infantil – como regimes socialistas fazem habitualmente na prática – não ajudou a China a crescer. Mas quando liberalizaram a posse das quintas, o resultado foi este. Curioso…

2. Vejamos agora o crescimento Americano (com outras economias para comparação)

Um ritmo muito menor de crescimento que o Chinês (como aqui incluí menos anos, é útil ter a China neste gráfico para comparação realista), mas ainda assim um PIB muito superior com apenas uma fracção da população (300M em vez dos 1300M Chineses). Estranho?

Facto 2: A partir do momento em que a Administração Americana começou a nacionalizar a Economia, entrou-se numa estagnação duradoura que, ao contrário da Depressão de 1920-1921 se prolongou no tempo.

(informações oficiais BLS; Números deprimentes SS; Discussão SS-BLS; Componentes da Dívida; Prod/Import de Petróleo; Optimistas; Wikipedia)

3. EUA e China no mesmo gráfico (na “The Economist”, segundo o blog China Mike)

Facto 3: A China tem uma moeda em valorização e mesmo assim está a crescer ao ponto de se acreditar que vá ultrapassar os EUA como maior Economia mundial em menos de 10 anos.

4. De acordo com o Ranking da Heritage, Os EUA têm uma Liberdade Económica de 78 – 9º posto, com uma variação de -0,2% face ao ano anterior -, enquanto que a China tem uma liberdade económica de 52 – mas mais 1.0% que no ano anterior.

Facto 4: A China é muito menos Livre que os EUA.
Mas a Liberdade Económica Chinesa está a aumentar a bom ritmo enquanto que os EUA estão a regular e a nacionalizar sectores importantes da Economia, o que torna a economia Americana cada vez mais e mais parecida com a descrita em Atlas Shrugged. Logo:
– China: num ponto mais baixo, mas está a crescer devido ao aumento da liberdade verificado nestes anos
– EUA: num ponto mais alto, mas tem estagnado devido ao enorme peso que prende a Economia.
(Dica: experimentem procurar por “Detroit abandoned buildings” e poderão ver vídeos como este ou este)

Ver artigo específico sobre Detroit aqui.

Afirmações minhas, baseado nas evidências apresentadas anteriormente:

I – Ponto actual: Os EUA são mais produtivos – e logo mais ricos – porque são Economicamente mais Livres do que a China.

II – Variação: A sociedade que se está a “Socializar” – ou seja, a diminuir a Liberdade Económica – está a ter dificuldades económicas, enquanto a que sociedade que se está a Liberalizar está a crescer a bom ritmo.

III – Encontro: A China pode até atingir os EUA em termos de PIB, pois tem mais população. Mas como não me parece que atinja o mesmo nível de Liberdade Económica, creio que nunca atingirá o nível de PIB per capita dos Americanos. Ao crescimento actual seguirá um crescimento menor e a ritmos decrescentes, conforme descrito pela função de Verhulst.

Claro que também há perigos na China. Afinal, também podem cair no Erro Keynesiano

Por fim, como diria Adam Smith:

“Little else is requisite to carry a state to the highest degree of opulence from the lowest barbarism but peace, easy taxes, and a tolerable administration of justice: all the rest being brought about by the natural course of things.”

“Pouco mais é necessário para levar ao mais elevado grau de opulência a partir do mais baixo barbarismo que paz, impostos leves, e uma tolerável administração da justiça: tudo o resto sendo trazido pelo curso natural das coisas.”

 

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