Muitos que vão para Direito vão por “falta de jeito para a Matemática”.
Mas nada justifica este disparate:
Fonte: Aventar!
Muitos que vão para Direito vão por “falta de jeito para a Matemática”.
Mas nada justifica este disparate:
Fonte: Aventar!
Um Tesseracto é um objecto a 4 Dimensões, equivalente a um quadrado (2D) ou a um cubo (3D).

Exemplo dinâmico

Para quem queira saber mais, pode ler – e ver mais representações – no Kuriositas.
Sigo à algum tempo o blog Math Fail.
Recomendo-o claramente a quem gosta tanto de matemática como eu, e para despertar o interesse deixo aqui algumas das piadas incluídas no blog, numa tradução livre para Português feita por mim.
- Uma pizza com altura “a” e raio “z” tem um volume de pi z z a.
- Eu costumava ser mau a geometria, mas depois dei uma volta de 360º…
- A tua mãe é tão gorda que a probabilidade de ela estar num qualquer ponto arbitrário da sala de aula durante uma visita é… 1.
- O teu pai é tão gordo que o rácio entre a sua circunferência e o seu diâmetro é 4.
- Um polícia pára Heisenberg numa auto-estrada. O polícia pergunta “Sabe a que velocidade ia?”. Ao que o condutor responde “Não, mas sei onde estou”.




Ligações recomendadas: Math Fail neste blog, Blog Math Fail.
Extras:
Há 3 situações comuns em que se somam percentagens. A saber:
Vou agora detalhar como resolver estas situações…
No meu blog, como regra, uso Biliões Americanos para falar de Dólares e Biliões Europeus para falar de Euros. E não, não são a mesma coisa.
Sistema Europeu:
103 ou 1.000 – Milhar
106 ou 1.000.000 – Milhão
109 ou 1.000.000.000 – Milhar de Milhão
1012 ou 1.000.000.000.000 – Bilião (1.000.0002)
1015 ou 1.000.000.000.000.000 – Milhar de Bilião
1018 ou 1.000.000.000.000.000.000 – Trilião (1.000.0003)
1021 ou 1.000.000.000.000.000.000.000 – Milhar de Trilião
1024 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000 – Quatrilião (1.000.0004)
1027 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Milhar de Quatrilião
1030 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Quintilião (1.000.0005)
1033 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Milhar de Quintilião
1036 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Sextilião (1.000.0006)
Mnemónica: Pegar no número de zeros (ex: 38), dividir por 6 retirando o resto (ex: 6, resto 2) e usar o resto antes e o resultado depois (ex: cem sextiliões).
Sistema Americano:
103 ou 1.000 – Milhar
106 ou 1.000.000 – Milhão
109 ou 1.000.000.000 – Bilião
1012 ou 1.000.000.000.000 – Trilião
1015 ou 1.000.000.000.000.000 – Quatrilião
1018 ou 1.000.000.000.000.000.000 – Quintilião
1021 ou 1.000.000.000.000.000.000.000 – Sextilião
1024 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000 – Septilião
1027 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Octilião
1030 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Nonilião
1033 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Decilião
1036 ou 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 – Undecilião
Mnemónica: Pegar no número de zeros (ex: 38), subtrai 3, dividir por 3 retirando o resto (ex: 11, resto 2) e usar o resto antes e o resultado depois (ex: cem undeciliões).
Podem ver mais números na Wikipedia. Atenção que os Brasileiros chamam o Bilião de “Bilhão” e o Trilião de “Trilhão” e na Wikipedia as 2 ocupam o mesmo espaço…
Querem mesmo ir mais longe (em Inglês)? Então visitem TEN POWER - 1010000 incluído!
Imaginem uma variável qualquer que existe há muiiiiiiito tempo. População mundial por exemplo.
Sobre esta mesma variável posso querer acalmar ou alarmar. É fácil fazer ambos, bastando para isso:
1. Acalmar - Mostrar apenas os últimos anos. Numa variável que cresça a uma taxa reduzida como 1%, o resultado é particularmente relaxante, mas mesmo com um crescimento de 5% se só se colocarem os últimos anos resulta bem. Numa variável trimestral como o PIB, pode interessar usar esta técnica (quando estiver a contrair, claro; se crescer convém enfatizar isso!). O essencial é poucos pontos e o menor período possível.
2. Alarmar – Mostrar o máximo número de anos possível. “Estimar” o número desde o ano 0 se possível. No meio usar aproximações com base nos poucos dados conhecidos (é sabido que a população mundial nunca passou dos 0,1 Biliões americanos até à modernidade). Obviamente o gráfico mostrará valores entre 0 e 0,1 durante quase todo o gráfico e explodirá no final para 7 Biliões americanos.
Quando em 2010 fiz algumas apresentações à JSD usava este truque para os alertar sobre o perigo da estatística nas mãos erradas usando o slide seguinte:
Com esta, ainda há pouco tempo enganei um professor de matemática:
Todos nós ouvimos palavras em inglês. Mesmo que não o saibamos, a globalização obriga-nos a isso.
Por isso mantenho este desafio na versão original:
“Há mais palavras acabadas em “i-n-g” ou em “i” e duas letras quaisquer?“
Pense um pouco…
Em “ing” todos nós ouvimos muitas vezes. Afinal, eles usam muito o gerúndio e depois ainda há toda uma colecção de palavras comuns que eles dizem acabadas assim. “Mas afinal, é número de palavras, ou utilizações?”, perguntará o leitor. É indiferente: a resposta é mesma. Afinal, palavras com “i” e mais duas letras deve ser difícil de encontrar.
Creio que é fácil dizer que há mais palavras acabadas em “ing” do que em “i”+2.
Certo? Errado. E pode ter a certeza disso.
Afinal, todas as palavras acabadas em “ing” pertencem ao conjunto de “i”+2, e além disso ainda há mais algumas que pertencem a esse conjunto. Como o 2º conjunto inclui o 1º e ainda mais algumas, é uma conclusão necessária que há mais palavras no 2º caso do que no 1º.
É um “túnel da mente” conhecido e muito útil. Consiste em falar de algo familiar e que fica no ouvido (logo, que se assume “comum”), por contraposição a algo mais geral mas de difícil valorização. Muito útil para comparações. Basta arranjar algo que tome o lugar das palavras terminadas em “ing” (“ing”) e depois dizer que o caso pretendido (“XD”) é ainda mais comum! Já outro menos pretendido (“=[“) é menos comum do que algo que seja tão frequente como “i”+2 (“i”+2). Reparem que dizer que “ing” < “XD” e que “=[” < “i”+2 nada prova sobre XD e =[. Mas se o público acreditar que “ing” é mais comum que “i”+2, então é claríssimo que XD é muito mais comum que =[.
Como usar? Basta arranjar algo familiar mas estatisticamente pouco comum (“ing”) e algo longe dos holofotes dos média mas muito mais relevante do ponto de vista real (“i”+2). Depois é uma brincadeira de crianças: Compara-se o que se quer valorizar com “ing” e o que se quer menosprezar com “i”+2. Mesmo que o que se queira valorizar seja mais comum, o resultado é o pretendido. Sem nunca ter mentido, claro!

Para ler mais sobre este e outros Túneis da Mente, ler “A Ilusão de Saber“, de Massimo Piattelli-Palmarini (Circulo de Leitores na Amazon) – Um livro que eu recomendo fortemente para quem quiser as partidas que o seu cérebro lhe prega.
Hoje deixo-vos com Mark Twain,
“Facts are stubborn, but statistics are more pliable.”
Imaginem que uma variável evoluiu de 100 para 80. Mas que vocês queriam que tivesse crescido!
Que chatice. O que fazer? Um método fácil é mudar a base. Como é que isso se faz?
Arranjem uma data intermédia em que a variável tenha estado abaixo do valor actual.
Quanto menos melhor, por isso o melhor era mesmo o mínimo do período!
Imaginemos que era 50: de 100 para 50, caiu 50%. De 50 para 80, subiu 60%. E 60 é maior que 50.
Com 40 só melhora: de 100 para 40, caiu 60%. De 40 para 80, subiu 100%. E 100 é maior que 60.
30 já era abuso: de 100 para 30, caiu 70%. De 30 para 80, subiu 167%. E 167 é maior que 70.
O truque é que a 1ª percentagem é calculada sobre 100, enquanto a 2ª é calculada sobre o mínimo.
Como utilizar na prática? Evitem números fáceis: usem valores altos e com casas decimais. Ajuda imenso usar 2 gráficos (convém separar, senão…), um até ao ponto mínimo e outro a partir daí. em ambos os gráficos deve haver uma seta com a percentagem da queda ou da variação. Se possível, usem escalas diferentes nos 2 gráficos (chamem-lhe “novo método de cálculo”). Melhor ainda: faças dois gráficos em que ambos comecem em 100: o 1º vai de 100 a 50 e o 2º… não de 50 a 80 mas de 100 a 160, “devido à nova metodologia de cálculo”. Criem um suporte multimédia apelativo e forcem o vosso multimédia. Façam em grande pois medo é coisa que não podem ter. E podem até dividir em mais do que 2 gráficos: convém fragmentar a informação e não a ter acessível de forma transparente. O truque é fácil, a apresentação é que é uma forma de arte.
Truques relacionados:
- Como no Desemprego, ao longo dos tempos foi-se diminuindo o número de pessoas que se consideram “desempregadas”. Hoje em dia, ou procurou emprego nas últimas 4 semanas, ou não é desempregado, é “desencorajado”. Este truque é diferente, pois o tema é o mesmo, mas a variável é diferente.
- Culpar a crise internacional e utilizar uma “correcção” para esses valores. Evitem depois focar rankings internacionais (por exemplo, culpem a subida do desemprego da crise, mas não digam que Portugal estava entre os países com menos desemprego e está agora em 4º com mais desemprego, pois isso estragaria este argumento – foquem no que interessa focar).
- Se foi só nos últimos meses, culpar a sazonalidade. Nem que tenha de se corrigir o gráfico para os anos anteriores também (usem poucos anos para facilitar).
- Em desespero, façam comparações: procurem um país que tenha evoluído de 100 para 60 e façam um índice sobre esse país (em que evoluímos de 100/100=1,00 para 80/60=1,33 – estão a ver como vos dizia que tinha sido um aumento!!!)
”If you torture the data long enough, it will confess.”
Este é o 1º de uma mini-série de posts sobre “Como mentir com Estatística?”. Estes textos não vão exigir conhecimentos prévios de estatística pois não é preciso: isto é fácil o suficiente para o comum dos mortais “fazer por si mesmo”.
Este texto é sobretudo dedicado a quem anda nos corredores da política, mas qualquer pessoa que numa divisão do mundo entre enganados e enganadores quiser estar no melhor lado (ou pelo menos não estar do lado errado) faz bem em ler estes artigos. Vou tentar ser leve e bem-disposto para facilitar (ainda mais) o tópico, até porque eu próprio acho isto divertido.
Por agora, esta mini-série de posts vai incluir textos sobre:
Deixo 2 imagens para ilustrar o post em links. Escolham conforme sejam realistas ou sonhadores:
Referências para pesquisa adicional:
Para quem quer aprender o que quer que seja, há um site muito interessante chamado Kahn Academy.
Qual é a ideia? A ideia é muito simples: Disponibilizar de forma gratuita o acesso ao conhecimento numa miríade de matérias na língua franca da actualidade.
Os tópicos incluem: Estatística, Matemática, História da Arte, História, Biologia, Física, Química, Computação, Astronomia, Economia e Banca, Jogos mentais, GMAT, SAT e muitos outros temas, num total de mais de 2700 vídeos. Para cada tema, dezenas de vídeos estão disponíveis que, com a ajuda de um quadro e de uma narrativa ajudam a entender o tópico, vídeo a vídeo, definição por definição.
Completo, confiável, gratuito, acessível. Um exemplo de como o ensino pode ser barato e de qualidade se houver interesse dos alunos, empreendedores empenhados, meios tecnológicos e um estado liberal. O futuro do ensino será multi-facetado e heterogéneo, mas esta será certamente uma das suas facetas.
Percorram o site, vejam os temas e assistam a um vídeo. E guardem o endereço.
Porque o saber não ocupa lugar.

Exemplo de um vídeo: