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Arquivo da Categoria: Pol. Fiscal

Un an après: la «Boîte à outils» de François Hollande détruit l’emploi

Um estudo em Francês sobre a FrançaApresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.
 
 

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Austeridade 2013 – Documentos essenciais

Tenho constatado quão difícil é encontrar os documentos essenciais sobre sobre a chamada “Austeridade” em Portugal. Fica aqui um pequeno esforço de reunião dos documentos relevantes sobre o tema em 2013:Governo de Portugal

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Contributos das Consultoras:
 

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“Qualquer solução para a crise será dolorosa “, por Carlos Guimarães Pinto

O autor de “A solução para a Crise” escreveu recentemente um artigo que fez furor nas redes sociais (mais de 1000 partilhas no Facebook!) chamado “O Zé não Empreende“, cuja leitura recomendo vivamente.

Carlos GP não paga impostos desde 2007

No seguimento desse artigo, foi convidado pelo Dinheiro Vivo a escrever sobre a sua visão para Portugal e as suas soluções para o país. O resultado foram os 2 artigos que aqui transcrevo na íntegra para registo futuro:

1 - O que o Estado tem de fazer para o Zé empreender:

O economista Carlos Guimarães Pinto, que não paga IRS desde 2007 e bloga desde 2004 em A Montanha de Sísifo (onde foi publicado o post O Zé não Empreende), Portugal Contemporâneo e O Insurgente, diz ao Dinheiro Vivo o que é preciso para ser empreendedor em Portugal. Lançou também o livro A Crise Resolvida. Ver aqui.

“Há uma grande tentação de encontrar soluções rápidas para a crise, impostas de cima para baixo. O que a história provou é que raramente soluções colectivistas tiveram sucesso. O instinto natural dos indivíduos é o de criar riqueza, tudo o que o estado tem que fazer é sair da frente, deixar os indivíduos fazerem aquilo que é a sua natureza. Tudo o que o Estado precisa de fazer é devolver a liberdade, e respectiva responsabilidade, aos indivíduos, às empresas e às comunidades. Numa expressão: sair da frente. Em poucos pontos, isto seria:

1 . Redução significativa da carga fiscal sobre o sector privado. E aqui não há melhores ou piores impostos para reduzir. Direta ou indiretamente, todos os impostos acabam por afetar empresários, trabalhadores e consumidores. O IVA, por exemplo, é, em teoria, pago pelo consumidor, mas a verdade é que o consumidor quando compra não faz a mínima ideia de quanto paga de IVA. Se o IVA baixasse, os consumidores pagariam menos, mas os empresários também receberiam mais, venderiam mais, podendo ainda empregar mais trabalhadores e pagar-lhes mais. Um imposto nunca afecta apenas os agente que em teoria pagam por ele.

2. Simplificação do sistema fiscal. O empresário médio português não conhece as suas obrigações fiscais. A proliferação de taxas e impostos faz com que muitos entrem em incumprimento sem o saberem. Muitos acabam por desistir do seu negócio quando são confrontados com dívidas fiscais que nunca planearam.

3. Redução das despesas do Estado. Para que a carga fiscal baixe é inevitável, e desejável, que a despesa também caia. Na medida em que a maior parte da despesa do estado é realizada na Educação, Saúde e Segurança Social, não há outra hipótese senão cortar aí. Ou seja, a redução de despesa terá que passar obrigatoriamente pela redefiniçao das funções do estado social. Claro que uma sociedade a viver há décadas à sombra do estado perdeu muitos dos seus mecanismos de defesa e o processo de transição será complicado. Mas é isto, ou o empobrecimento definitivo.

4. Descentralização do poder político. O aumento de eficiência do estado tem que passar por aqui. Grande parte das funções do estado seriam melhor geridas ao nível local do que ao nível central. Faz muito pouco sentido que a decisão de abrir e fechar escolas ou postos de saúde em Beja seja tomada em Lisboa. Da mesma forma, a rede de segurança social funcionaria muito melhor se fosse financiada e gerida a nível local. Uma gestão local, financiada pelos contribuintes locais, colocaria uma responsabilidade maior nos gestores públicos e respectivos beneficiários. Também garantiria métodos de gestão pública diferenciados, promovendo a competição e eficiência na gestão.

5. Privatização das empresas públicas. As empresas públicas têm sido, ao longo dos anos, um dos maiores sorvedores de capital. O capital que é constantemente enterrado nestas empresas é o mesmo capital que escasseia na economia privado. Por outro lado, estas empresas são também um factor de ineficiência e injustiça no mercado laboral. Como muito dos seus gestores não são escolhidos por mérito, mas por nomeação política, estas empresas aumentam a percepção de injustiça e ausência de meritocracia, dando a impressão (infelizmente correta) de que em Portugal é preferível investir numa carreira política do que a desenvolver conhecimentos e capacidades técnicas.

6. Desregulamentação profissional permitindo o acesso dos desempregados a empregos atualmente reservados a classes de trabalhadores protegidas. Para além da anterior, esta é outra fonte de injustiça no mercado de trabalho.

7. Liberalização do mercado de trabalho. Esta será outra alteração que causará problemas numa sociedade viciada na imobilidade. No entanto, num país com tantos desempregados faz cada vez menos sentido manter uma legislação laboral que proteja os trabalhadores mais improdutivos, deixando muitos dos que poderiam criar valor fora do circuito de emprego.

8. Reformar o sistema de segurança social, criando um mecanismo de incentivo à poupança e de responsabilização individual. O atual sistema de redistribuição, para além de se ter tornado insustentável, não cria incentivos à poupança. Sem poupança, não há acumulação de capital, criação de emprego e crescimento económico.

A resolução será dolorosa porque são precisas reformas estruturais profundas que inevitavelmente conduzirão a uma recessão no curto prazo. A única opção é saber se queremos uma queda grande e rápida, ou cair lentamente.

O problema das quedas lentas mas longas é o do desemprego. Um jovem suporta uma recessão profunda e curta que o mantenha no desemprego durante um ano. Mas uma recessão prolongada, mesmo que suave, pode atirar pessoas para o desemprego por 4-5 anos. E aí, não perdem apenas o emprego, perdem a profissão, podendo ficar para sempre incapacitadas para vida profissional.

2 – “Qualquer solução para a crise será dolorosa”:

Natural de Espinho, 30 anos, o economista de formação e consultor de profissão, trabalha há seis anos na área das telecomunicações no Dubai

O economista de formação e consultor de profissão, libertário assumido, que não paga IRS desde 2007 e bloga desde 2004 é também autor do livro A Crise Resolvida.

“Apesar da ironia da capa, não existem soluções fáceis para a crise. Qualquer solução será dolorosa, porque não se corrigem erros de décadas de forma fácil”, diz o autor do livro.

E citando Mark Twain, que dizia que “é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las que foram enganadas”, o economista frisa que o objetivo da obra feita com base  nos textos que foi escrevendo na blogosfera, é “informar, convencer as pessoas que de facto foram enganadas com as promessas de um Estado Social alimentado a dívida que destruiu o sector produtivo do país.” E aqui ficam alguns enganos, segundo Carlos Guimarães Pinto:

1. Sobre viver acima das possibilidades. Um dos argumentos mil vezes repetido é o de que os portugueses viveram acima das suas possibilidades nos últimos anos. É falso. Os portugueses viveram sempre bem abaixo das suas possibilidades. O grande problema é que, apesar de terem vivido abaixo das suas possibilidades, gastaram acima. Viveram abaixo e gastaram acima porque deixaram que fosse o estado a decidir por elas quanto e onde gastar.

2. Sobre a rutura da Segurança Social. Este é um problema que tem que ser encarado com seriedade mesmo por aqueles que, como eu, são ideologicamente contra a existência de sistemas do género. Todas as reformas do estado têm consequências injustas para pessoas que, legitimamente, orientaram a sua vida segundo certos pressupostos que se alteram violentamente. Mas, enquanto que um funcionário público de 30 anos que perca o emprego que julgou seguro, terá muitos anos produtivos pela frente para se recompôr, um idoso de 70 anos, que organizou a sua vida e as suas poupanças no pressuposto de que receberia uma reforma decente, já não terá esse tempo. O rebentar da segurança social será um momento histórico dramático, provavelmente mais grave socialmente do que o actual. A segurança social, como foi desenhada, não passa de um esquema em pirâmide, pouco diferente da Dona Branca ou do jogo da bolha, mas onde todos são obrigados pelo estado a participar.

3 . Sobre a Constituição. Esta salvaguarda o direito à educação, à saúde, à segurança, à habitação, ao emprego e à cultura, mas não gera a riqueza necessária para garantir esses direitos, nem ajuda a criar as condições necessárias para a gerar. Para prosperar economicamente é necessário trabalhar, investir e arriscar. Em vez de salvaguardar exaustivamente objectivos finais, deveria ser papel da constituição definir um enquadramento que crie as condições e os incentivos necessários a estas actividades. A garantia inequívoca da estabilidade das contas públicas e o estabelecimento de limites à carga fiscal seriam passos nesse sentido.

4. Precariedade laboral. Esta situação garante maior geração de riqueza e mais emprego. Se há algo que a esquerda ainda não percebeu, ou percebeu e não se importa, é que precariedade no emprego também é precariedade no desemprego. Dito de outra forma, rigidez no emprego tende a provocar rigidez no desemprego, beneficiando os trabalhadores actuais, mas prejudicando aqueles que estão desempregado.

Tornar o mercado laboral mais rígido pode beneficiar alguns, mas terá custos para o crescimento económico, para o emprego e para o nível de salários. Num país estagnado, sem empregos e com salários muito baixos é uma ideia assassina.

5. Emigração qualificada. A opção pela emigração permite que muitos indivíduos se mantenham no activo, desenvolvendo e rentabilizando o seu talento em países onde ele é mais valorizado. Defender a opção pela emigração em período de crise não é desistir do país, é aceitar que o país, paradoxalmente, desperdiçará mais talentos se os mantiver cá.

6. O Capital. Mas perante isto, coloca-se a pergunta: com tanta gente bem preparada no desemprego, como é que não se criam mais empresas que arrumem com estes patrões mal preparados do mercado? A resposta é simples: não há capital. “Não há capital”. Dito assim, ninguém entende exactamente qual é o problema. O predomínio da retórica de esquerda na política e nos media nos últimos anos fez com que o capital se tornasse numa entidade esotérica, cruel, que “explora o trabalhador” e empobrece o país. Nada que se queira ter por perto, portanto. Mas a economia não se compadece com esoterismos retóricos. A acumulação de capital, através da poupança e de uma alocação eficiente de recursos, é condição necessária para o crescimento económico sustentado.

7. Salários. Olhando para o posicionamento de Portugal na média de salários da Europa, só se pode concluir que é preciso que os salários subam em Portugal, e há duas formas de o atingir. A forma socialista é mais fácil politicamente, garantirá ganhos eleitorais de curto prazo, mas também atrasará ainda mais a economia, provocará desemprego e será possivelmente negativa para o nível salarial no médio prazo. O método de mercado é mais indirecto, será mais dificil de vender como uma conquista do governo, encontrará oposição das ruas, mas também será a única forma de subir salários sustentadamente, suportando o crescimento da economia. Aceitam-se apostas para qual das duas soluções este governo irá optar.

 

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Infografia sobre os cortes previstos no DEO

Ver esta infografia aquiVer mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.

Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.

 

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“Disparates Plausíveis”, por César das Neves

João César das Neves no DN – “Disparates Plausíveis”:

Numa crise económica seria de esperar um uso intenso de ciência económica. Foi o esquecimento dos seus princípios que nos trouxe à situação e só ela nos ajudará a sair dela. Até os que acham que a crise advém dos erros da teoria não têm nada melhor para pôr no seu lugar. Mas a economia tem princípios simples difíceis de usar, como mostram as discussões populares.

A nossa doença é clara, mas, obcecados com as dores da medicação, quase ninguém a refere. A esmagadora maioria dos disparates actuais advêm de não se lidar com a questão, resolvendo um problema que não temos. Omitindo a dureza da situação, tudo fica desfocado e confuso.

Portugal tem uma das dívidas externas mais elevadas do mundo. A história mostra que nunca se saiu de situações semelhantes sem fortíssima queda do consumo e redução do nível de vida. Gritar contra os sacrifícios ou, pior, fingir que seriam evitáveis pode ser compreensível, mas é tolice ou, pior, flagrante desonestidade. Por dolorosa que seja a quimioterapia, perante um cancro não há alternativa.

O nosso mal agrava-se porque, como a dívida foi acumulada ao longo de décadas, a estrutura económica ficou distorcida, adaptando-se a níveis de despesa insustentáveis. Isso significa que muitos empregos e capitais estão em actividades condenadas. Assim, além da perda conjuntural de empresas, devida ao aperto da austeridade, sofremos a eliminação definitiva de ocupações fictícias, que a dívida alimentou. Em cima das radiações, há que fazer dolorosa fisioterapia.

Logo, os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade da situação. Os caminhos fáceis que recomendam gerariam mais, não menos, sofrimento. Repudiar ou renegociar a dívida, sair do euro, rejeitar a troika são vias para o isolamento e alienação dos mercados, que nos afastariam de vez da estabilidade e de-senvolvimento. O Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes. E sabe quem mente.

Portugal está numa situação económica muito exigente e delicada, que implicará tratamento difícil e demorado. Se o cumprir, sairá mais forte e resistente. As experiências da Alemanha ou da América Latina, a quem a austeridade do início do século permitiu resistir com sucesso à crise seguinte, mostram bem como os sacrifícios valem a pena. Se os rejeitarmos, esperam-nos décadas de estagnação, como na Grécia actual ou em Portugal há cem anos.

A conclusão indiscutível é não existir outro caminho senão aperto e reforma. Só não sabemos a rapidez e a eficácia com que será seguido. Uma sociedade flexível e diligente consegue resultados mais rápidos. Neste campo, Portugal é um exemplo internacional. Apesar dos protestos compreensíveis, muitos portugueses têm resistido aos cantos de sereia da facilidade, mudando de vida enquanto suportam os brutais correctivos. Nesta vasta crise europeia, o País destaca-se pela positiva.

Se o quadro geral é simples, as miríades de opções diárias que o definem são complexas. Aí é fundamental um outro princípio económico, que a generalidade das análises mediáticas omite. A Economia lida com escolhas, comparando custos e benefícios, maximizando o ganho líquido. Esta é a sua abordagem lógica e pragmática, com resultados provados, mas, como todas, com limites.

A economia funciona mal no absoluto, pois face à transcendência não há escolhas. Ora um dos truques mais usados pelos que não querem mudar de vida é fingir que a questão em debate é metafísica. Por isso, boa parte das argumentações actuais parecem religiosas, invocando valores imperiosos, taxativos, que apenas admitem a solução inelutável que o arguente preconiza. Assim não há escolha e a discussão cessa.

Portugal sairá da crise, mas apenas se usar a economia. Esta é uma ciência estranha, com princípios elementares de aplicação complexa. A consequência é uma enorme quantidade de ideias falsas mesmo parecidas com a verdade. É muito fácil usar argumentos aparentemente sólidos para dizer grandes asneiras. Hoje, esses disparates plausíveis dominam as discussões.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

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“Os influentes estão a obrigar os pobres a pagar a crise”, por César das Neves

Jornal de Negócios sobre César das Neves e a factura da crise:

“Quem protesta não são os mais atingidos, mas os mais influentes”. São eles que forçam o Governo a cortar “não onde deve, mas onde pode”. “E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres”, escreve João César das Neves.

João César das Neves, professor na Faculdade de Economia da Universidade Católica, escreve sobre o recente relatório daCaritas Europa “The Impact of the European Crisis”, segundo o qual Portugal foi o único país onde (até meados de 2011) os mais pobres perderam consideravelmente mais rendimento do que os mais ricos, sendo os efeitos adversos nas crianças “particularmente marcado para as famílias com rendimentos baixos”.

No artigo que opinião que regularmente publica no “Diário de Notícias”, César das Neves questiona-se sobre como é possível compaginar estes resultados com o facto de todas as medidas, da subida de impostos aos cortes de benefícios, terem ressalvas para os rendimentos baixos, chegando à conclusão que são os mais influentes que estão a forçar os pobres a pagar uma factura desproporcionada do ajustamento em curso.

“O problema vem, não das opções políticas, imposições externas ou evolução conjuntural, mas da própria natureza do sistema sociopolítico que nos trouxe à crise e permanece”. Os grandes beneficiários da “dívida que nos estrangula” são também aqueles com “mais capacidade de se defender dos sofrimentos”. “São eles que protestam e isso agrava a situação, forçando o Governo a cortar, não onde deve, mas onde pode. E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres”, refere.

“As elites económicas, políticas e financeiras protegem-se mutuamente e acedem aos poucos negócios, apoios, créditos e influências que a recessão permite. Por outro lado serviços, funcionários, médicos, militares, professores, polícias, sindicatos, etc., têm formas de pressão e, apesar de muito atingidos, sempre amaciam o golpe. Estes todos são quem mais reclama, porque têm voz e influência”. Ao mesmo tempo, “dizem-se as grandes vítimas, garantindo que aquilo que os prejudica arruína Portugal”. E “entretanto os verdadeiros pobres, por o serem, nem abrem a boca.”

Um bom artigo sobre um tema difícil. Naturalmente, quando o Estado ocupa 50% da Economia é quem tem poder sobre este (médicos, professores, construtores, bancários, …) que se livra da factura, atirando-a para quem não tem poder (jovens, recibos verdes, privados em geral – os 82% que não protestam).
Como diria Reagan, o Estado é o problema, não a solução!

 

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Agora é que vão ser elas…

Do Facebook de Nogueira Leite: “Muita conversa por aí. Factos: salários + pensões pagas pelo estado sao mais de 90% do total dos impostos. Com os juros passam dos 105%. Para que Portugal tivesse uma despesa publica comportável sem hipotecar ainda mais o futuro, teriam de desaparecer entre 8 e 9 mil milhões. Esta é a realidade. O resto, de uma forma ou de outra, serão um montão de sacrifícios. Digam o que disserem os comentadores.”

Neste sentido, o Ministro das Finanças proibiu novas despesas sem autorização, uma decisão sábia enquanto o mininistro está em Bruxelas a negociar a dívida e que Oliveira Martins diz transitória (como aliás era óbvio para todos… que não os alucinados deputados da extrema-esquerda Portuguesa no parlamento).

As reacções não se fizeram esperar. Por exemplo o insubstituível Bastonário dos Advogados disse que era retaliatório e vingativo. Os partidos na Assembleia nem comento. Mas por todo o lado acordaram os sanguessugas da sociedade, pouco dispostos a abandonar a presa.

Na educação, Sampaio da Nóvoa – o mesmo que tem um gosto refinado para “investimentos” em exposições de “arte” em Moçambique – que não tem mais onde cortar que não em salários e custas judiciais… (via Rui Albuquerque). Já a UMinho “pode ficar sem batatas ou tomates“. Enfim, está lançada a chantagem habitual.

A área da saúde também não se calou. O cómico Bastonário da OM já veio dizer que considera que “não há mais espaço para cortes na saúde” porque “irá dificultar o acesso de muitos doentes aos cuidados de saúde” e “há outras alternativas para fazer face à decisão do Tribunal Constitucional” mas que tomou a decisão de não enumerar. Claro que nunca referiu a possibilidade da descida dos salários dos médicos, referindo-se apenas às taxas moderadoras como forma de diminuir o encargo no sector para o país. Entretanto surgiu a dizer que “espera bom senso” da parte do governo – como eu esperei dele, mas mais uma vez sem sucesso.
Recorde-se que este é o mesmo que já em 2011 acusava o governo de ir “longe demais“, previsões catastrofistas que entretanto não se consubstanciaram, apesar dos cortes que o sector sofreu entretanto.
Relembro também que os médicos, depois de serem parte do problema e respectivas consequências, em Março insurgiram-se contra cortes e ao respectivo aumento de “doenças mentais e suicídios“.
E Ana Jorge? Uma ministra ao nível do “a dívida pública não é para se pagar”, de facto.

Para não ficar atrás, os enfermeiros também “contestam mais cortes na saúde“, mesmo que sejam os que a Troika sugeriu (troca de médicos por enfermeiros em tarefas em que tal já acontece noutros países Europeus).

Opinião

O país precisa de saúde e realmente os hospitais já não são hoje a fonte de desperdício de materiais que foram no passado (embora ainda haja “desvios” de materiais em alguns lados). O problema hoje são os salários de muitos médicos. Conheço casos de milhares e milhares de Euros. Há neste país dezenas de milhares de médicos a ganharem pequenas fortunas (12.000 Euros, por alguns cirurgiões, por exemplo). E como dizia a Troika, há muitos médicos a fazerem funções que noutros países europeus são de enfermeiros.
Para já não falar das horas extraordinárias e do pagamento de horas de sono como extras, algo que o meu pai nunca recebeu quando fazia uma “operação stop” noturna – acordado, já agora.

Na educação, 90% da despesa do ministério são salários. Centenas de sindicalistas que já não sabem dar aulas, milhares de professores “de horário zero” – eufemismo para dizer que não fazem falta nenhuma. A haver cortes será nos salários (que subiram desproporcionalmente no tempo da Manuela Teixeira) e no número de professores. Lamento mas com os vossos salários pesados e com os impostos para os pagar, a carga tributária impediu os jovens de terem as crianças necessárias para vos empregar. E a educação não existe para pagar subsídios a inúteis.

Na justiça, mais uma vez a despesa é quase toda para salários, mais uma vez muitas vezes acima do salário médio nacional (777 Euros – e sim, é incrível quão pouco se ganha neste país por comparação com o resto da Europa… porque temos que pagar o Estado monstro que temos e já não aguentamos – ainda houve uma altura em que tínhamos pouco desemprego porque os salários no privado eram baixos mas agora já nem assim!). Juízes ganham milhares de Euros e dão-se ao luxo de se reformarem cedo e com 5.000 Euros de reforma, também muitas vezes acima da média nacional (409 Euros – mesmo com muitos casos inacreditáveis a puxar a média para cima). Há que descer um pouco à terra.

Este país é um país sem fraternidade: quem mama do Estado não aceita perder nada e quem não é privilegiado tem de viver na angústia da incerteza e do salário baixo. Quando se tenta cortar no exagero estatal, a reação está à vista. Mas eu não me preocupo. A realidade tem o hábito de se impor. Nem que seja à força. Porque não há mais e os cortes já não podem mais ser em “outros” (investimento, consumíveis, …) e vão mesmo ter que ser nos salários dos privilegiados do costume. Sorry guys.

 

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Economia Americana – o pior já passou?

State-Wrecked: The Corruption of Capitalism in America, no New York Times. Excerpto:

The Dow Jones and Standard & Poor’s 500 indexes reached record highs on Thursday, having completely erased the losses since the stock market’s last peak, in 2007. But instead of cheering, we should be very afraid.

Over the last 13 years, the stock market has twice crashed and touched off a recession: American households lost $5 trillion in the 2000 dot-com bust and more than $7 trillion in the 2007 housing crash. Sooner or later — within a few years, I predict — this latest Wall Street bubble, inflated by an egregious flood of phony money from the Federal Reserve rather than real economic gains, will explode, too.

Since the S.&P. 500 first reached its current level, in March 2000, the mad money printers at the Federal Reserve have expanded their balance sheet sixfold (to $3.2 trillion from $500 billion). Yet during that stretch, economic output has grown by an average of 1.7 percent a year (the slowest since the Civil War); real business investment has crawled forward at only 0.8 percent per year; and the payroll job count has crept up at a negligible 0.1 percent annually. Real median family income growth has dropped 8 percent, and the number of full-time middle class jobs, 6 percent. The real net worth of the “bottom” 90 percent has dropped by one-fourth. The number of food stamp and disability aid recipients has more than doubled, to 59 million, about one in five Americans. [acreditando now números da inflação...]

So the Main Street economy is failing while Washington is piling a soaring debt burden on our descendants, unable to rein in either the warfare state or the welfare state or raise the taxes needed to pay the nation’s bills. By default, the Fed has resorted to a radical, uncharted spree of money printing. But the flood of liquidity, instead of spurring banks to lend and corporations to spend, has stayed trapped in the canyons of Wall Street, where it is inflating yet another unsustainable bubble.

When it bursts, there will be no new round of bailouts like the ones the banks got in 2008. Instead, America will descend into an era of zero-sum austerity and virulent political conflict, extinguishing even today’s feeble remnants of economic growth.

THIS dyspeptic prospect results from the fact that we are now state-wrecked. With only brief interruptions, we’ve had eight decades of increasingly frenetic fiscal and monetary policy activism intended to counter the cyclical bumps and grinds of the free market and its purported tendency to underproduce jobs and economic output. The toll has been heavy.

As the federal government and its central-bank sidekick, the Fed, have groped for one goal after another — smoothing out the business cycle, minimizing inflation and unemployment at the same time, rolling out a giant social insurance blanket, promoting homeownership, subsidizing medical care, propping up old industries (agriculture, automobiles) and fostering new ones (“clean” energy, biotechnology) and, above all, bailing out Wall Street — they have now succumbed to overload, overreach and outside capture by powerful interests. The modern Keynesian state is broke, paralyzed and mired in empty ritual incantations about stimulating “demand,” even as it fosters a mutant crony capitalism that periodically lavishes the top 1 percent with speculative windfalls.

The culprits are bipartisan, though you’d never guess that from the blather that passes for political discourse these days. The state-wreck originated in 1933, when Franklin D. Roosevelt opted for fiat money (currency not fundamentally backed by gold), economic nationalism and capitalist cartels in agriculture and industry.

Under the exigencies of World War II (which did far more to end the Depression than the New Deal did), the state got hugely bloated, but remarkably, the bloat was put into brief remission during a midcentury golden era of sound money and fiscal rectitude with Dwight D. Eisenhower in the White House and William McChesney Martin Jr. at the Fed.

Then came Lyndon B. Johnson’s “guns and butter” excesses, which were intensified over one perfidious weekend at Camp David, Md., in 1971, when Richard M. Nixon essentially defaulted on the nation’s debt obligations by finally ending the convertibility of gold to the dollar. That one act — arguably a sin graver than Watergate — meant the end of national financial discipline and the start of a four-decade spree during which we have lived high on the hog, running a cumulative $8 trillion current-account deficit. In effect, America underwent an internal leveraged buyout, raising our ratio of total debt (public and private) to economic output to about 3.6 from its historic level of about 1.6. Hence the $30 trillion in excess debt (more than half the total debt, $56 trillion) that hangs over the American economy today.

This explosion of borrowing was the stepchild of the floating-money contraption deposited in the Nixon White House by Milton Friedman, the supposed hero of free-market economics who in fact sowed the seed for a never-ending expansion of the money supply. The Fed, which celebrates its centenary this year, fueled a roaring inflation in goods and commodities during the 1970s that was brought under control only by the iron resolve of Paul A. Volcker, its chairman from 1979 to 1987.

Under his successor, the lapsed hero Alan Greenspan, the Fed dropped Friedman’s penurious rules for monetary expansion, keeping interest rates too low for too long and flooding Wall Street with freshly minted cash. What became known as the “Greenspan put” — the implicit assumption that the Fed would step in if asset prices dropped, as they did after the 1987 stock-market crash — was reinforced by the Fed’s unforgivable 1998 bailout of the hedge fund Long-Term Capital Management.

That Mr. Greenspan’s loose monetary policies didn’t set off inflation was only because domestic prices for goods and labor were crushed by the huge flow of imports from the factories of Asia. By offshoring America’s tradable-goods sector, the Fed kept the Consumer Price Index contained, but also permitted the excess liquidity to foster a roaring inflation in financial assets. Mr. Greenspan’s pandering incited the greatest equity boom in history, with the stock market rising fivefold between the 1987 crash and the 2000 dot-com bust.

Soon Americans stopped saving and consumed everything they earned and all they could borrow. The Asians, burned by their own 1997 financial crisis, were happy to oblige us. They — China and Japan above all — accumulated huge dollar reserves, transforming their central banks into a string of monetary roach motels where sovereign debt goes in but never comes out. We’ve been living on borrowed time — and spending Asians’ borrowed dimes.

This dynamic reinforced the Reaganite shibboleth that “deficits don’t matter” and the fact that nearly $5 trillion of the nation’s $12 trillion in “publicly held” debt is actually sequestered in the vaults of central banks. The destruction of fiscal rectitude under Ronald Reagan — one reason I resigned as his budget chief in 1985 — was the greatest of his many dramatic acts. It created a template for the Republicans’ utter abandonment of the balanced-budget policies of Calvin Coolidge and allowed George W. Bush to dive into the deep end, bankrupting the nation through two misbegotten and unfinanced wars, a giant expansion of Medicare and a tax-cutting spree for the wealthy that turned K Street lobbyists into the de facto office of national tax policy. In effect, the G.O.P. embraced Keynesianism — for the wealthy.

The explosion of the housing market, abetted by phony credit ratings, securitization shenanigans and willful malpractice by mortgage lenders, originators and brokers, has been well documented. Less known is the balance-sheet explosion among the top 10 Wall Street banks during the eight years ending in 2008. Though their tiny sliver of equity capital hardly grew, their dependence on unstable “hot money” soared as the regulatory harness the Glass-Steagall Act had wisely imposed during the Depression was totally dismantled.

Within weeks of the Lehman Brothers bankruptcy in September 2008, Washington, with Wall Street’s gun to its head, propped up the remnants of this financial mess in a panic-stricken melee of bailouts and money-printing that is the single most shameful chapter in American financial history.

There was never a remote threat of a Great Depression 2.0 or of a financial nuclear winter, contrary to the dire warnings of Ben S. Bernanke, the Fed chairman since 2006. The Great Fear — manifested by the stock market plunge when the House voted down the TARP bailout before caving and passing it — was purely another Wall Street concoction. Had President Bush and his Goldman Sachs adviser (a k a Treasury Secretary) Henry M. Paulson Jr. stood firm, the crisis would have burned out on its own and meted out to speculators the losses they so richly deserved. The Main Street banking system was never in serious jeopardy, ATMs were not going dark and the money market industry was not imploding.

Instead, the White House, Congress and the Fed, under Mr. Bush and then President Obama, made a series of desperate, reckless maneuvers that were not only unnecessary but ruinous. The auto bailouts, for example, simply shifted jobs around — particularly to the aging, electorally vital Rust Belt — rather than saving them. The “green energy” component of Mr. Obama’s stimulus was mainly a nearly $1 billion giveaway to crony capitalists, like the venture capitalist John Doerr & the self-proclaimed outer-space visionary Elon Musk, to make new toys for the affluent.

Less than 5 percent of the $800 billion Obama stimulus went to the truly needy for food stamps, earned-income tax credits and other forms of poverty relief. The preponderant share ended up in money dumps to state and local governments, pork-barrel infrastructure projects, business tax loopholes and indiscriminate middle-class tax cuts. The Democratic Keynesians, as intellectually bankrupt as their Republican counterparts (though less hypocritical), had no solution beyond handing out borrowed money to consumers, hoping they would buy a lawn mower, a flat-screen TV or, at least, dinner at Red Lobster.

But even Mr. Obama’s hopelessly glib policies could not match the audacity of the Fed, which dropped interest rates to zero and then digitally printed new money at the astounding rate of $600 million per hour. Fast-money speculators have been “purchasing” giant piles of Treasury debt and mortgage-backed securities, almost entirely by using short-term overnight money borrowed at essentially zero cost, thanks to the Fed. Uncle Ben has lined their pockets.

If and when the Fed — which now promises to get unemployment below 6.5 percent as long as inflation doesn’t exceed 2.5 percent — even hints at shrinking its balance sheet, it will elicit a tidal wave of sell orders, because even a modest drop in bond prices would destroy the arbitrageurs’ profits. Notwithstanding Mr. Bernanke’s assurances about eventually, gradually making a smooth exit, the Fed is domiciled in a monetary prison of its own making.

While the Fed fiddles, Congress burns. Self-titled fiscal hawks like Paul D. Ryan, the chairman of the House Budget Committee, are terrified of telling the truth: that the 10-year deficit is actually $15 trillion to $20 trillion, far larger than the Congressional Budget Office’s estimate of $7 trillion. Its latest forecast, which imagines 16.4 million new jobs in the next decade, compared with only 2.5 million in the last 10 years, is only one of the more extreme examples of Washington’s delusions.

Even a supposedly “bold” measure — linking the cost-of-living adjustment for Social Security payments to a different kind of inflation index — would save just $200 billion over a decade, amounting to hardly 1 percent of the problem. Mr. Ryan’s latest budget shamelessly gives Social Security and Medicare a 10-year pass, notwithstanding that a fair portion of their nearly $19 trillion cost over that decade would go to the affluent elderly. At the same time, his proposal for draconian 30 percent cuts over a decade on the $7 trillion safety net — Medicaid, food stamps and the earned-income tax credit — is another front in the G.O.P.’s war against the 99 percent.

Without any changes, over the next decade or so, the gross federal debt, now nearly $17 trillion, will hurtle toward $30 trillion and soar to 150 percent of gross domestic product from around 105 percent today. Since our constitutional stasis rules out any prospect of a “grand bargain,” the nation’s fiscal collapse will play out incrementally, like a Greek/Cypriot tragedy, in carefully choreographed crises over debt ceilings, continuing resolutions and temporary budgetary patches.

The future is bleak. The greatest construction boom in recorded history — China’s money dump on infrastructure over the last 15 years — is slowing. Brazil, India, Russia, Turkey, South Africa and all the other growing middle-income nations cannot make up for the shortfall in demand. The American machinery of monetary and fiscal stimulus has reached its limits. Japan is sinking into old-age bankruptcy and Europe into welfare-state senescence. The new rulers enthroned in Beijing last year know that after two decades of wild lending, speculation and building, even they will face a day of reckoning, too.

THE state-wreck ahead is a far cry from the “Great Moderation” proclaimed in 2004 by Mr. Bernanke, who predicted that prosperity would be everlasting because the Fed had tamed the business cycle and, as late as March 2007, testified that the impact of the subprime meltdown “seems likely to be contained.” Instead of moderation, what’s at hand is a Great Deformation, arising from a rogue central bank that has abetted the Wall Street casino, crucified savers on a cross of zero interest rates and fueled a global commodity bubble that erodes Main Street living standards through rising food and energy prices — a form of inflation that the Fed fecklessly disregards in calculating inflation.

These policies have brought America to an end-stage metastasis. The way out would be so radical it can’t happen. It would necessitate a sweeping divorce of the state and the market economy. It would require a renunciation of crony capitalism and its first cousin: Keynesian economics in all its forms. The state would need to get out of the business of imperial hubris, economic uplift and social insurance and shift its focus to managing and financing an effective, affordable, means-tested safety net.

All this would require drastic deflation of the realm of politics and the abolition of incumbency itself, because the machinery of the state and the machinery of re-election have become conterminous. Prying them apart would entail sweeping constitutional surgery: amendments to give the president and members of Congress a single six-year term, with no re-election; providing 100 percent public financing for candidates; strictly limiting the duration of campaigns (say, to eight weeks); and prohibiting, for life, lobbying by anyone who has been on a legislative or executive payroll. It would also require overturning Citizens United and mandating that Congress pass a balanced budget, or face an automatic sequester of spending.

It would also require purging the corrosive financialization that has turned the economy into a giant casino since the 1970s. This would mean putting the great Wall Street banks out in the cold to compete as at-risk free enterprises, without access to cheap Fed loans or deposit insurance. Banks would be able to take deposits and make commercial loans, but be banned from trading, underwriting and money management in all its forms.

It would require, finally, benching the Fed’s central planners, and restoring the central bank’s original mission: to provide liquidity in times of crisis but never to buy government debt or try to micromanage the economy. Getting the Fed out of the financial markets is the only way to put free markets and genuine wealth creation back into capitalism.

That, of course, will never happen because there are trillions of dollars of assets, from Shanghai skyscrapers to Fortune 1000 stocks to the latest housing market “recovery,” artificially propped up by the Fed’s interest-rate repression. The United States is broke — fiscally, morally, intellectually — and the Fed has incited a global currency war (Japan just signed up, the Brazilians and Chinese are angry, and the German-dominated euro zone is crumbling) that will soon overwhelm it. When the latest bubble pops, there will be nothing to stop the collapse. If this sounds like advice to get out of the markets and hide out in cash, it is.

Um dia a malta vai entender a diferença entre um aumento do PIB devido à criação de valor e um devido à criação de uma bolha creditícia. Mas só um dia.

(clicar para ver em grande)

 

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Temos de bater no fundo, por Luís Rocha

Luís Rocha no Blasfémias, sobre o chumbo do Tribunal Constitucional a várias normas do Orçamento 2013:

Tudo aponta para que o TC venha a chumbar várias normas do OE 2013. E se forem rigorosos, chumbarão todas as alternativas posteriores que visem reduzir a despesa pública, porque fatalmente colidirão sempre com o Estado Social, constitucionalmente consagrado.

É importante que isto aconteça. Para conhecermos a provação máxima de um Estado insolvente, incapaz de satisfazer os compromissos imediatos, incluindo salários. Para que a iliteracia e inumeracia reinantes se consciencializem que não há Constituição que garanta o financiamento do Estado Social, mesmo que estupidamente o consagre.

Será portanto em situação de total falência que faremos a mãe de todas as reformas, uma nova Constituição. Já em 1977 Vítor Cunha Rego afirmou que a CRP era um absurdo. Passados 36 anos, o seu excessivo garantismo transformou-se num obstáculo ao imperioso emagrecimento do Estado, num tumor que urge ser removido. Mas temos decididamente de bater no fundo, para aprendermos por nós próprios que não há milagres. Chamem-se CRP ou PEC IV.

 

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Como o Oeste se afundou?

Um documentário de Robert Preston sobre a crise actual no Reino Unido (e na Europa) que olha para os países mais bem sucedidos (China, Alemanha…) e para os em crise (EUA, RU, PIIGS, …) e tira algumas conclusões sobre os melhores modelos de desenvolvimento nesta época de desequilíbrios no crescimento económico mundial.
Cada vídeo demora 1h e eu deixo alguns comentários no final deste artigo.


A produção foi para a Ásia. O consumo tem de ir também. Ou então estaríamos perante escravatura.
O Oeste conseguiu adiar esta situação com anos e anos de Crédito…
… mas essa é claramente uma solução temporária e de custos elevados.

Alguns economistas dizem que temos de “consumir mais” para “estimular” a Economia.
Não. Temos é de produzir mais se quisermos continuar a consumir à Europeia…
… e a manter o “Modelo Social Europeu” que actualmente gozamos na UE.
E não é uma questão de eu ser frio ou não: é uma questão de matemática.

O Investimento e a Produção, não o Consumo, são a solução para esta crise.

 

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O drama da Europa

Por Luciano Amaral:Italian Map and Flag

70% dos italianos seriam contra o regresso da Lira (incluindo os “grillini”, i.e. os apoiantes de Grillo). São os mesmos que votaram contra a austeridade há duas semanas. Isto significa, na Itália como cá, como em Espanha e na Grécia, que o programa político preferido da população é o velho programa siciliano, tão bem descrito por Tomasi di Lampedusa no Leopardo: alguém que pague o nosso modo caprichoso de viver. O nosso modo aristocrático de viver. Recusar simultaneamente a austeridade e a saída do euro corresponde a afirmar que só há um caminho válido, aquele que não implica sacrifícios, a não ser o dos que o financiam; corresponde a dizer: não queremos austeridade, não queremos as responsabilidades de voltar à moeda própria, queremos a Alemanha a pagar sem impor condições. O problema está na impossibilidade de tudo isto: a Alemanha não pode deixar de continuar a impor condições.

O leopardo Don Fabrizio, recusando um lugar no senado da recém-criada Itália, em resposta ao emissário piemontês Aimone di Chevalley,explicava-lhe: “o sono, caro Chevalley, o sono é aquilo que eu e os sicilianos queremos, e estes odiarão sempre quem os queira acordar”.

O Miguel Noronha resume aqui as alternativas em Portugal:

Até agora, as alternativas às reformas propostas pelo FMI podem-se dividir em quatro categorias:

1. Pedir uma mesada ao paizinho (versão Luís Nazaré)
2. No pasa nada (versão Pedro Lains)
3. Continuar a sacar receitas onde for possível (as “fontes de financimento” de António Costa)
4. Os cortes são sempre impopulares e eu ainda perco as eleições para a câmara. Demitam antes o Moedas (versão Carlos Carreiras)

Triste, patético e infantil.
Esperava isto em infantários, não na suposta elite intelectual da nação.

 

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Preparem-se: vem aí a… Austeridade de Esquerda!

Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda:

O presidente francês anunciou um plano de austeridade e reformas económicas com que pretende relançar o país para um novo ciclo de crescimento. Hollande quer poupar 33 mil milhões por ano e pediu aos sindicatos para flexibilizar as leis laborais.
De alguma forma, “I told you so” não é suficiente para transmitir o que eu sinto sobre isto. Hollande reconhece finalmente que as contas têm de ser equilibradas e que a alternativa implica unicórnio e fadas.
Noto ainda que Hollande quer:
  1. Fazer 2/3 do esforço em aumentos de impostos – ou seja, é tempo de a classe média ficar a pagar impostos sozinha pois quem tem dinheiro vai mudar o domicílio fiscal, se ainda não o fez;
  2. Ao mesmo tempo que aumenta impostos, dificultar o despedimento – ou seja, aumentar o risco de cada contratação, pois se uma pessoa não é a ideal para o lugar, depois o empresário terá de ficar com ela independentemente da sua adequação e, com o tempo, motivação… ao mesmo tempo que quer aumentar o emprego na economia.

Vai ser giro.

Pelo menos já reconhece que há que ter contas certas, enquanto que os socialistas em Portugal ainda estão a caçar gambuzinos.

 

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Filipe Pinhal só pode estar a brincar

Filipe de Jesus Pinhal, um dos responsáveis pelo erros que afundaram a banca, surgiu nestes dias a defender o Estado Social – o que sabendo qualquer Português que este é insustentável é logo à partida negativo.

Mas não defende todo o Estado Social. Ele e mais alguns vulneráveistambém eles injustiçadosjuntaram uns trocos e acusa: estes impostos são para pagar juros da dívida – deixando no ar a dúvida se defende que não se paguem esses juros ou se estes deverão ser pagos por outros elementos a designar da sociedade.

Podem ler Henrique Monteiro a criticá-lo. Podem ouvir como o Movimento se defende.
Mas sobretudo peço que considerem estes 2 dados essenciais:

  1. 94% dos Portugueses recebe reformas inferiores a 500€, valor próximo do salário mínimo.
  2. Em 2050, 1.7 contribuintes pagarão cada reforma, impossibilitando que a minha geração receba sequer uma “reforma digna”.

O Estado Social como está é insustentável e, com 100% de probabilidade, tem de ser adequado à produtividade do país.
Que alguém – ainda por cima alguém que ainda ganhe 14.000 Euros mês – ache que deve estar imune aos cortes, é… bem… prefiro nem comentar…

 

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Liberais a Sério

O blog PsicoLaranja e a JSD Maia organizaram ontem uma formação na Junta de Freguesia de Vermoim, concelho da Maia, a que chamaram “Liberais a Sério analisam 14544 horas de governo“, tendo como oradores o André Azevedo Alves e eu próprio. Podem ver o artigo após o evento aqui no PsicoLaranja.

Em resumo, eu foquei em ideias como:

  • Liberalismo Pessoal e Económico (por exemplo…)
  • Tipos de Liberalismo (como descrito aqui)
  • Incentivos ao crescimento do Estado (“Free-Riding”)
  • O PSD não é Liberal nas suas acções (apesar do discurso)
  • Descer défice de -9% para -5% não é “Austeridade”
  • Aumento da Carga Fiscal é contra-producente
  • Países Nórdicos são mais Liberais que Portugal

O André Azevedo Alves, baseado nos gráficos do Jorge Costa, focou:

  • Evolução do PIB
  • Evolução do deflator do PIB
  • Evolução de dívida e défice
  • Relação Taxa de Juro – Défice
  • Evolução das Exportações
  • Evolução da Taxa de Câmbio
  • Cenários de evolução da União Europeia
  • Cenários possíveis para Portugal

Aqui ficam algumas imagens do evento (clicar para aumentar):

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E o Relatório do Heritage que usei na apresentação:
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Bastiat!

Bastiat

De acordo com a Wikipedia:

Claude Frédéric Bastiat (Baiona, 30 de junho de 1801 — Roma, 24 de dezembro de 1850) foi um economista e jornalista francês. A maior parte de sua obra foi escrita durante os anos que antecederam e que imediatamente sucederam a Revolução de 1848. Nessa época, eram grandes as discussões em torno do socialismo, para o qual a França pendia fortemente. Como deputado, teve a oportunidade de se opor vivamente às idéias socialistas, fazendo-o através de seus escritos, vazados em estilo cheio de humor e sátira e de muito agradável leitura.

Entre os economistas franceses, Frédéric Bastiat ocupa um lugar de destaque. Sua obra completa se compõe de sete volumes. Um princípio domina sua obra: A lei deve proteger o indivíduo, a liberdade e a propriedade privada. Infelizmente, ela pode ser pervertida e posta a serviço de interesses particulares, tornando-se, então, um instrumento de espoliação. É desta forma que Bastiat analisa o funcionamento do Estado, esta “grande ficção através da qual todos se esforçam para viver às custas dos demais”. Para ele, protecionismo, intervencionismo e socialismo são as três forças de perversão da lei.

Ao tomar conhecimento da campanha desenvolvida por Cobden e sua liga na Inglaterra, escreve um artigo, publicado no Journal des Économistes, no qual elogia os méritos do livre mercado. O sucesso é imediato. Bastiat vai a Paris e durante os sete anos que lhe restaram de vida se consagra incansavelmente a defender a causa que abraçara. Em 1848, é eleito para a Assembléia Constituinte e, depois, para a Assembléia Legislativa.

Principais Obras (site com todas em Francês, Inglês e Espanhol):

O que é visto e o que não é visto – Obra obrigatória: pequena, de fácil compreensão e destruidora de mitos.
Capítulos:

Economic Harmonies & Economic Sophisms - As duas obras gémeas sobre Economia Política.

The Law – Conceitos básicos sobre a lei e a sua aplicação.

Government – Uma pequena obra sobre a sua definição. Inclui a tirada (que liga muito bem com a de Hayek):

“I have not the pleasure of knowing my reader but I would stake ten to one that for six months he has been making Utopias, and if so, that he is looking to Government for the realization of them.”

Candlestick Petition – Humor negro. Os produtores de velas pedem que o sol seja tapado para criar mais emprego. em toda a economia. Até Portugal é estimulado!

 

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Portuguese Dubai Agency

Para quem quer “Ser John Galt“, o Dubai nunca esteve melhor.
Assim, um dos nossos emigrantes mais famosos e bem colocados, o Carlos Guimarães Pinto,
criou o grupo de Facebook “Empregos no Dubai” que recomendo vivamente.
Farto de pagar IRS? No Dubai “paga-se” 0%. Adiram e estejam atentos.

Para quem quiser empregos por outras paragens, pode também consultar: Empregos pelo Mundo.

 

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A direcção do Modelo Sueco

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A Suécia é muitas vezes apontada como um bom exemplo do socialismo. Este artigo “Northern Lights” da revista  The Economist  descreve o caminho em direccção oposta que a Suécia tem feito nos últimos anos e que merece ser analisado.

  • A despesa pública baixou de 67% do PIB em 1993 para 49% hoje.
  • O imposto marginal máximo de IRS baixou 27 pontos desde 1983 para 57% hoje.
  • O IRC vai baixar em 2013 de 26,3% para 22%.
  • Foram eliminados uma série de impostos relacionados com: propriedade, riqueza, prendas e heranças.
  • A dívida pública baixou de 70% do PIB em 1993 para 37% em 2010 e para 33% em 2011 (Wikipédia).
  • De um défice orçamental de 11% em 1993 passou para um superávit de 0,3% em 2010.
  • O sistema de pensões foi reformado passando de um sistema de defined-benefits para defined-contributions e fazendo ajustes automáticos com base na esperança de vida.
  • Foi introduzido um sistema de vouchers no ensino que permite a liberdade de escolha dos alunos e que permite que escolas privadas compitam com escolas públicas.

O artigo refere que estas medidas permitiram à Suécia recuperar rapidamente da crise financeira de 2007 – 2008. Estas medidas também contribuiram para que  a Suécia, que em 1993 era em média mais pobre que os Britânicos ou os Italianos, tenha tido um crescimento médio do PIB entre 1993 e 2010  de 2,7% e um crescimento médio da produtividade no mesmo período de 2,1%. Nesse mesmo período a União Europeia teve uma média de crescimento do PIB de 1,9% e de produtividade de 1%.

Fico à espera de ver os nossos políticos, jornalistas e comentadores a referirem-se à Suécia como aquele país liberal, neoliberal e ultraliberal.

Este artigo foi publicado originalmente pelo João Cortez n’O Insurgente. Mais artigos sobre o Modelo Sueco.

 

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Medidas PCP para a Crise

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O PCP decidiu parar de se esconder atrás de discursos generalistas e lançou 12 medidas concretas para Portugal neste momento de crise.

Aqui estão elas:

  1. Aumento dos salários – incluindo aumento do salário mínimo nacional no imediato para 515 euros, reposição efetiva dos cortes salariais e dos subsídios de férias e de Natal na administração pública.
  2. Aumento das pensões, através de uma atualização extraordinária, com particular incidência nas pensões mais baixas, aumento este que não pode ser inferior a 25 euros.
  3. Alargamento do acesso ao subsídio de desemprego, aumento da sua duração e dos seus montantes.
  4. Reposição do abono de família retirado às crianças pelas alterações efetuadas pelo anterior e pelo atual Governo, repondo a totalidade dos escalões para efeitos de atribuição do abono de família e a majoração em 25% nos 1º e 2º escalões, avançando no sentido de garantir a sua universalidade;
  5. Congelamento do preço dos transportes e anulação dos aumentos verificados em 2012 e 2013.
  6. Retoma do processo de preços regulados, visando a diminuição do preço dos combustíveis para valores compatíveis com as necessidades das famílias e da economia.
  7. Estabelecimento de um preço máximo para 2013 num conjunto de bens essenciais básicos alimentares e de higiene, designadamente anulando os aumentos de IVA que sobre eles tenham incidido.
  8. Congelamento dos preços e anulação dos aumentos processados em 2013 de serviços essenciais, incluindo designadamente a eletricidade, o gás e as telecomunicações básicas.
  9. Congelamento dos aumentos das portagens e anulação dos aumentos já verificados em 2013 e eliminação das portagens nas ex-SCUT.
  10. Anulação do aumento anual das rendas e revogação da nova lei do arrendamento.
  11. Anulação dos aumentos das taxas moderadoras nos últimos dois anos.
  12. Reforço dos meios de ação social direta e indireta, para garantir a frequência e o sucesso escolares aos estudantes do ensino superior.

Assembleia da República, em 17 de janeiro de 2013

Mas descansem, pois…

O PCP propõe assim 12 medidas, de entre muitas outras que seriam justas e são necessárias, no sentido de garantir um alívio mínimo na vida de milhões de portugueses, de portugueses, de reformados e das suas famílias.

Estas medidas imediatas são inteiramente viáveis. São-no no que toca à despesa pública uma vez que o seu volume é incomparavelmente inferior ao que o Governo entrega de bandeja ao setor financeiro e aos grupos económicos. E são-no também no que toca ao setor privado onde uma redução dos escandalosos lucros acumulados à custa da vida das pessoas e da economia nacional é uma medida da mais elementar decência.

Vamos lá resumir a história:

  1. Esquerda leva Estado a ter despesas incomportáveis e com retorno financeiro inexistente;
  2. Esses gastos não apresentam qualquer retorno (“estímulo”) e a dívida cresce;
  3. Dívida cresce durante 15 anos (1993-2008);
  4. Juros começam a crescer e tornam-se incomportáveis (travão automático ao endividamento);
  5. Juros devem-se a dívidas, dívidas devem-se a exigências da esquerda – logo, é injusta;
  6. Juros não devem ser pagos, entregue-se mais a reformados e outros eleitorados PCP.

Faz sentido…

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Quem está disposto a pagar a factura verde?

Não quem esteve a assistir à tomada de posse do Obama.

Ficam 2 perguntas?
1. Acham que os mais ricos estão dispostos a pagar?
2. Quando forem atrás dos contribuintes para pagar…
… quem vai conseguir escapar e quem vai ter que pagar?

Fica uma dica: os mesmos que estão a pagar os bailouts à banca.

 

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