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Arquivo da Categoria: Política

“Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia”

“Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia”, afirmou António José Seguro, na sua intervenção no Fórum dos Progressistas Europeus, que juntou na capital francesa líderes dos partidos socialistas de países do sul da Europa.

Fonte: Site oficial do PS (2º parágrafo)

Vão haver mil e uma desculpas que os “spin doctors” habituais vão tentar fazer, mas para mim esta é a anedota do ano político. O que me preocupa é mais a falta de reacção e o à-vontade com que o PS publicou isto na sua página oficial com a maior das naturalidades…

Para o caso de a notícia entretanto desaparecer, fica aqui a imagem que comprova a sua existência:
António José Seguro e a Média

 
 

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Como o governo Brasileiro encara o ensino da Física?

Com este livro, esperamos que você possa se apropriar do conhecimento físico, e compreender que ele é e foi historicamente e socialmente construído, bem como, perceber as relações desse conhecimento com as estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais da sociedade capitalista. Mas, acima de tudo, que perceba sua beleza filosófica e artística revelada nos grandes princípios e nos conceitos científicos.

Fonte (parágrafo inteiro na página 11, negritos meus)

A revolução francesa não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado, no sentido moderno, nem por homens que estivessem tentando levar a cabo um programa estruturado. Nem mes- mo chegou a ter “líderes” do tipo que as revoluções do séc. XX nos tem apresentado, até o surgimen- to da figura pós-revolucionária de Napoleão. Não obstante, um surpreendente consenso de idéias ge- rais entre um grupo social bastante coerente deu ao movimento revolucionário uma unidade efetiva. O Grupo era a “burguesia”; suas idéias eram o liberalismo clássico, conforme formuladas pelos “filósofos” e “economistas” e difundidas pela maçonaria e associações informais.

Mais especificamente, as exigências do burguês foram delineadas na famosa Declaração dos Di- reitos do Homem e Cidadão, de 1789. Este documento é um manifesto contra a sociedade hierár- quica de privilégios nobres, mas não a favor de uma sociedade democrática e igualitária. Os homens eram iguais perante a lei e as profissões estavam igualmente abertas ao talento; mas se a corrida co- meçasse sem handicaps, era igualmente entendido como fato consumado que os corredores não terminariam juntos. (HOBSBAWM, 2005, p.90-91)

Fonte (Caixa na página 97 do livro de Física – página sobre Vapor e Movimento)
Podem confirmar na ligação…

O argumento social da economia política de Adam Smith era tanto elegante quanto confortador. É verdade que a humanidade consistia essencialmente de indivíduos soberanos de certa constituição psicológica, que buscavam seus próprios interesses através da competição entre uns e outros. Mas poderia ser demonstrado que estas atividades, quando deixadas tanto quanto possível fora de controle, produziam não só uma ordem social “natural”, mas também o mais rápido aumento possível da “rique- za das nações”. A base desta ordem natural era a divisão social do trabalho. Podia ser cientificamente provado que a existência de uma classe de capitalistas donos dos meios de produção beneficiava a to- dos, inclusive aos trabalhadores. O aumento da riqueza das nações continuava com as operações das empresas privadas e a acumulação de capital, e poderia ser demonstrado que qualquer outro método de assegurá-lo iria desacelerá-lo ou mesmo estancá-lo. Essa sociedade não era incompatível com a igualdade natural de todos os homens com a justiça, pois, além de assegurar inclusive aos mais pobres condições de vida melhores, ela se baseava na mais eqüitativa de todas as relações: o intercâmbio de valores, ou mercadorias, equivalentes no mercado. O progresso era, portanto, tão “natural” quanto o capitalismo. (Adaptado de Hobsbawm, 2005, p. 330)

Fonte (Caixa na página 162 do livro de Física - página sobre Electromagnetismo)
Nem quero imaginar o que o professor de física treinado pelo governo Brasileiro dirá nesta aula…

  1. O historiador Hobsbawm (2005) coloca que os homens desta época, entre eles Adam Smith, realmente acreditavam no progresso da sociedade capitalista e nos benefícios que ela traria para a humanidade de uma maneira geral.
  2. Adam Smith acreditava que a origem da divisão social do trabalho estava na própria natureza huma- na, naturalmente propensa à troca.
  3. Podemos dizer que Thomas Edison foi um cientista com tino comercial, pois suas pesquisas cientí- ficas eram direcionadas para aquilo que lhe desse lucro.E você, o que pensa sobre isso? Discuta com seus colegas. Em seguida, escreva um texto procurando relacionar o desenvolvimento capitalista com o científico, suas relações, seus benefícios e/ ou malefícios à sociedade contemporânea.

Fonte (Caixa na página 163 do livro de Física - Actividade da página seguinte, negritos meus)
No Século XVIII acreditavam no progresso capitalista? Tansos, só pode…

Já chega. O livro tem mais pérolas mas ficam estas para exemplo.

Este é o livro de Física. Como gosto de ser uma pessoa agradável para os meus familiares ao fim-de-semana, nem vou procurar o de História ou de Economia para não ter azia.

Agora, com uma educação assim não admira que o Brasil nunca atinja os níveis de Israel ou da Suíça.

 

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Inês Gonçalves e o Síndrome de Estocolmo

Ora vamos lá a um pequeno exercício de argumentação, com um pouco de humor para estimular a leitura. Original a negrito.

Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública. – Não. O teu futuro vai ser decidido por ti. Dentro de algumas semanas, frente a várias folhas de exame. Isso que estás a tentar fazer chama-se “desresponsabilização” e apesar de provavelmente estares rodeada por uma miríade de pessoas que te incutem esse espírito também é tua responsabilidade aprenderes a assumires que o teu destino está nas tuas mãos. Chama-se a isso “crescimento”. Um dia compreenderás. Espero.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar… – Qualquer pessoa que te reduza as tuas opções te está a prejudicar. Mas a questão aqui é que é intencional. Basicamente, tu perdes para eles poderem fazer chantagem com outros num processo em que eles têm muito a ganhar (ou a não perder) e tu és apenas um objecto de arremesso. Vou elaborando mais ao longo do texto.

Ando há 12 anos na escola, na escola pública. – Os processadores de texto modernos permitem apagar repetições. Estou certo que um rapaz que perceba de computadores te pode explicar como o fazer.

Durante estes 12 anos aprendi. – Aprenderias mesmo que não estivesses na escola. Se tiveste filosofia como eu, podes concluir que esta minha chamada de atenção torna o teu argumento logicamente inútil.

Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. – Na verdade, teria sido melhor se essas decisões fossem descentralizadas. Para que percebas vou só dar um exemplo: se todos tivessem que ter o mesmo telemóvel ou a mesma roupa não achas que, mesmo que esse alguém fosse o mais sapiente do mundo, nunca acertaria no mais acertado para todos os teus colegas simultaneamente? Decisões centralizadas nunca serão as óptimas para todos.

Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. – Quem te disse isso? As pessoas movem-se por outros motivos. Repara: o que as pessoas querem é ter as suas necessidades satisfeitas. De amor, de sexo, de saúde, de serviços dos mais diversos. Algumas dessas coisas obtém-se por interacção livre e espontânea com outras pessoas. Outras delas exigem dinheiro. As pessoas que se “preocupam” (na verdade, os teus pais é que se preocupam) contigo fazem-no por 2 motivos: brio profissional e salário. Portanto cuidado com esse sentimento de que podes confiar em estranhos: só no dia em que realmente precisares de ajuda vais descobrir quem realmente se preocupa contigo. Espero que nunca venhas a estar nessa situação, pois garanto-te que não é uma sensação agradável.

Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam. – Da minha experiência, os professores gostam de ensinar. Mas com alunos atentos e que aprendem o que eles ensinam. E de preferência que se mostrem interessados e cooperantes. Como não conheço o teu caso, vou-te dar o meu. Em matemática eu tirava sempre excelente nos testes, do ciclo ao 12º. Mas com a idade desenvolvi um gosto – de reguila confesso – de corrigir os erros que os professores de matemática davam de modo um pouco gozão. Quando me apercebia do erro, não o dizia logo. Constatava a minha surpresa com o resultado final e obrigava o professor a fazer muitas contas antes de corrigir o erro. No teu ano – 12º – como eu sabia que tinha a entrada na faculdade mais ou menos garantida pelo lado das notas da secundária (claro que faltavam os exames, que era outra história), era um bocado sarcástico e fiquei só com 17 a matemática. Acho que a professora questionou um pouco a sua vocação com a nossa turma… Mas sim, genericamente concordo que o professores gostam do que fazem.

As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica. – Tiveste mais sorte que eu quanto aos professores. No meu caso foram os meus pais.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! – Uma das inúmeras vantagens do século em que vives.

Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores! – Que bom. Não é sempre assim.

Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. – Outra vez: quem se preocupa com o teu futuro és tu e muito poucos mais. Olha eu por exemplo: eu não estou preocupado contigo. O que me motiva a mim é o bem-estar de mim e dos que me estão próximos. Claro que o nosso bem-estar – como dizia Mises, e eu sou um Misesiano – depende do bem-estar da sociedade como um todo e é daí que surge esta resposta. Com o objectivo de que pelo menos te leve a pensar que talvez os professores que fazem greve – e falo desses e não dos outros – tenham outros interesses em mente que não uma “preocupação”… “cívica” contigo e com os teus colegas.

Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro! – Se fosse isso que estivesse em causa…

Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem? – Tu.

Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas? – ‘Tás a ver as más decisões tomadas por decisores centrais?

Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos? – Mais um bom exemplo.

Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar? – Ui, os decisores centrais só pensam em ti… mais um exemplo.

Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso? – “Posses” parece um termo marxista… Essas tuas aulas de civismo foram dadas por professores formados onde?

Não somos reféns nessa altura? – Não.

E  a preocupação com o futuro dos meus professores? – A tua crença nos órgãos centrais do estado é comovente.

Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado? – Portugal é dos países com mais professores por números de alunos…

Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este! – Sobre como aumentar a qualidade do ensino, já que mudas completamente de assunto, também te posso recomendar algumas boas leituras. Repara que esta pergunta nada tem a ver com o teu pedido para mais condições para os teus professores – qual Síndrome de Estocolmo – ou da tua confiança total nos decisores políticos, que é aceitável na tua idade mas que com algumas leituras poderias trabalhar em ultrapassar.

Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro! – Já tinhas dado indícios do Síndrome de Estocolmo antes, não precisavas de repisar o conceito.

De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador! – Quem fala…

E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados… Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a “porra” de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas! – Uma orgia sem um palavrão não ficaria completa.

Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco* – Lindo. Sequestrada e sequestradores, lado a lado. Norrmalmstorg não assistiu a melhor demonstração. Bravo! Bravo!

Inês Gonçalves (ligação para o texto oficial)

Bloco de Esquerda - Inconformacao 2011 (com Ines Gonçalves)

E quem é a Inês Gonçalves? De acordo com o Público, apesar dos seus tenros 18 anos, é militante do Bloco de Esquerda. E já o era em 2011, como podem ver no cartaz ao lado – cliquem para alargar, o nome dela está na sessão de encerramento.

Independente não é.

Comparável com o Martim – um rapaz de 16 anos sem experiência política – também não.

É simplesmente uma operacional do Bloco de Esquerda a apoiar uma greve.

Não se pode dizer que seja exactamente algo muito inovador…

 

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Obama perde a Aureola

Os humoristas da América são ideologicamente de Esquerda.
Talvez por saberem tanto de como funciona a economia como humoristas portugueses como a Raquel Varela ou o Ricardo dos Gato Fedorento, o que é certo é que acreditam no Pai Natal Estado e na omni-potência do Estado – e portanto de Obama – para fazer tudo e mais alguma coisa.
Claro que Obama não cumpriu as expectativas (nem que realmente o quisesse o conseguiria…) e portanto Obama está finalmente a perder o apoio daquele importante grupo de defensores públicos.
Para o demonstrar, e para nos rirmos um bocado neste ano complicado, aqui vão as 25 melhores sátiras do último mês:

  1. Jon Stewart: “I wouldn’t be surprised if President Obama learned Osama bin Laden had been killed when he saw himself announce it on television.”
  2. Jay Leno: “President Obama says he is renewing his efforts to close Guantanamo Bay. How about closing the IRS? Why don’t we do that? How about shipping the IRS to Guantanamo Bay?”
  3. Jimmy Fallon: “During his trip to Brazil on Friday, Joe Biden said he was having such a good time that he didn’t want to go home. And that was just while he was riding on the baggage carousel at the airport.”
  4. Dennis Miller: “Nobody in the press is going to bear in on this. Let’s face facts: the American media is in an abusive relationship with Obama. They don’t quite know what to do. If you take the New York Times, you could refer to it as ‘Fifty Shades of Grey Lady.’”
  5. Conan O’Brien: “During a Senate hearing yesterday, Senator John McCain said it was too hard to always have to update apps on his iPhone. No one has the heart to tell him the device he was holding was a garage door opener.”
  6. Stephen Colbert: “It seems like lately, President Obama cannot swing a dead cat without hitting some sort of scandal. Which reminds me, what’s he doing with all of these dead cats?”
  7. David Letterman: “People always say this to me: ‘Hey, Letterman,’ they say. ‘Why don’t you make jokes about Obama?’ All right, I’ll tell you why. I don’t make jokes about him because I don’t want the FBI tapping my phone, that’s why.”
  8. Jon Stewart: Stewart slammed the IRS director who not only thought an apology was good enough for an IRS-related matter, but admitted she’s not good at math. Stewart snarkily replied, “That’s a good one, lady who works at the place that calculate people’s taxes!”
  9. Jay Leno: “As for how much tax she’s gonna have to pay on that $590 million, the IRS said it’s too soon to tell, ‘cause they don’t know if she’s a Republican or a Democrat. So, it’s going to take a while to figure that out.”
  10. Conan O’Brien: “A new report just came out. It says someone close to the president knew about the IRS scandal and kept his mouth shut. In other words, we can rule out Joe Biden.”
  11. Dennis Miller: “Never has a guy been more out of the loop who I’m told is the center of it all,” the comedian said of the president.
  12. Conan O’Brien: “President Obama is in a lot of hot water lately. Despite the scandals, 53 percent of Americans say they approve of the job he’s doing. The other 47 percent are being audited.”
  13. David Letterman: “I feel bad for Barack Obama. He’s got the Benghazi scandal, the IRS scandal, and the FBI wiretapping phones. The president is in so much trouble politically, he’s thinking about killing bin Laden again.”
  14. Jay Leno: “President Obama gave the commencement address at Morehouse College over the weekend. Great speech, very inspiring. He told the young graduates their future is bright – unless, of course, they want jobs.”
  15. Bill Maher: “Someone again sent the deadly poison Ricin to President Obama through the mail. These dumbasses, do they really think Obama opens his own mail? He doesn’t’ even know what the IRS and the Justice Departments are doing.”
  16. Dennis Miller: “Holder is shakier than a jackhammer operator playing Jenga on his lunch break. And what about Jay Carney over there? He’s got a worse bluff than Marty Feldman holding pocket aces. That cat blows more smoke than a Rastafarian’s death rattle. Couple more weeks like this and Obama’s gonna be claimin’ he’s Kenyan, claimin’ he’s Kenyan.”
  17. Jimmy Fallon: “It was just revealed that the Department of Justice secretly recorded the phone calls of AP journalists for two months. Obama promised reporters that the incident will be immediately investigated – by the Department of Justice.”
  18. Jay Leno: “White House officials insist that President Obama knew nothing about the IRS scandal until we all heard about it in the news last week. They said because there was an investigation under way, it would have been inappropriate to tell him. And besides, he was too busy not knowing anything about Benghazi.”
  19. Conan O’Brien: “Since President Obama took office, the Democratic Party has lost nine governorships, 56 members of Congress, and two Senate seats. In his defense, Obama said, ‘Well, I did promise change.”
  20. Seth Myers: “IRS: No one needs to avoid scandals more than you. You’re less popular with Americans than exercise.”
  21. Jimmy Fallon: “Anthony Weiner is running for mayor of New York City and he had to change his campaign website yesterday because it accidentally showed a picture of the Pittsburgh skyline instead of Manhattan. Or as Weiner calls it, ‘an embarrassing photo I can live with.’”
  22. Jay Leno: “It is not looking good for President Obama. Today, his teleprompter took the fifth. In fact, the White House has changed their slogan from, ‘Yes, we can’ to ‘No, I can’t remember.’”
  23. Jon Stewart: Recently, Stewart expressed mock sympathy for the IRS and indulged in a little schadenfraude, asking “Where’s your receipts, ***holes?” Stewart wryly remarked, “Sucks to get audited, doesn’t it?”
  24. Charles Krauthammer: “I think that Issa should not be making personal attacks or hurling epithets. Leave that to me, and to Steve [Hayes]. Mara [Liasson] I’m afraid won’t participate. But Steve and I will take care of it. And I think he’s wrong about saying that Carney’s a paid liar. I’ve argued here for months that Carney is majorly underpaid, and I think that really is the problem.”
  25. Jay Leno: “This week marks the 40th anniversary of the Watergate hearings. For those of you too young to remember, back then the administration had an enemies list. They were spying on reporters, and they used the IRS to harass groups they didn’t like. Thank God those days are gone forever.”
 

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Bilderberg 2013 – Lista completa

Bilderberg delegates in full

  • Chairman: Henri de Castries, Chairman and CEO, AXA Group
  • Paul M. Achleitner, Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG
  • Josef Ackermann, Chairman of the Board, Zurich Insurance Group Ltd
  • Marcus Agius, Former Chairman, Barclays plc
  • Helen Alexander, Chairman, UBM plc
  • Roger C. Altman, Executive Chairman, Evercore Partners
  • Matti Apunen, Director, Finnish Business and Policy Forum EVA
  • Susan Athey, Professor of Economics, Stanford Graduate School of Business
  • Asli Aydintasbas, Columnist, Milliyet Newspaper
  • Ali Babacan, Turkish Deputy Prime Minister for Economic and Financial Affairs
  • Ed Balls, Shadow Chancellor of the Exchequer
  • Francisco Pinto Balsemão, Chairman and CEO, IMPRESA
  • Nicolas Barré, Managing Editor, Les Echos
  • José Manuel Barroso, President, European Commission
  • Nicolas Baverez, Partner, Gibson, Dunn & Crutcher LLP
  • Olivier de Bavinchove, Commander, Eurocorps
  • John Bell, Regius Professor of Medicine, University of Oxford
  • Franco Bernabè, Chairman and CEO, Telecom Italia S.p.A.
  • Jeff Bezos, Founder and CEO, Amazon.com
  • Carl Bildt, Swedish Minister for Foreign Affairs
  • Anders Borg, Swedish Minister for Finance
  • Jean François van Boxmeer, CEO, Heineken
  • Svein Richard Brandtzæg, President and CEO, Norsk Hydro ASA
  • Oscar Bronner, Publisher, Der Standard Medienwelt
  • Peter Carrington, Former Honorary Chairman, Bilderberg Meetings
  • Juan Luis Cebrián, Executive Chairman, Grupo PRISA
  • Edmund Clark, President and CEO, TD Bank Group
  • Kenneth Clarke, Cabinet Minister
  • Bjarne Corydon, Danish Minister of Finance
  • Sherard Cowper-Coles, Business Development Director, International, BAE Systems plc
  • Enrico Cucchiani, CEO, Intesa Sanpaolo SpA
  • Etienne Davignon, Belgian Minister of State; Former Chairman, Bilderberg Meetings
  • Ian Davis, Senior Partner Emeritus, McKinsey & Company
  • Robbert H. Dijkgraaf, Director and Leon Levy Professor, Institute for Advanced Study
  • Haluk Dinçer, President, Retail and Insurance Group, Sabanci Holding A.S.
  • Robert Dudley, Group Chief Executive, BP plc
  • Nicholas N. Eberstadt, Henry Wendt Chair in Political Economy, American Enterprise Institute
  • Espen Barth Eide, Norwegian Minister of Foreign Affairs
  • Börje Ekholm, President and CEO, Investor AB
  • Thomas Enders, CEO, EADS
  • J. Michael Evans, Vice Chairman, Goldman Sachs & Co.
  • Ulrik Federspiel, Executive Vice President, Haldor Topsøe A/S
  • Martin S.Feldstein, Professor of Economics, Harvard University; President Emeritus, NBER
  • François Fillon, Former French Prime Minister
  • Mark C. Fishman, President, Novartis Institutes for BioMedical Research
  • Douglas J. Flint, Group Chairman, HSBC Holdings plc
  • Paul Gallagher, Senior Counsel
  • Timothy F Geithner, Former Secretary of the Treasury
  • Michael Gfoeller, US Political Consultant
  • Donald E. Graham, Chairman and CEO, The Washington Post Company
  • Ulrich Grillo, CEO, Grillo-Werke AG
  • Lilli Gruber, Journalist – Anchorwoman, La 7 TV
  • Luis de Guindos, Spanish Minister of Economy and Competitiveness
  • Stuart Gulliver, Group Chief Executive, HSBC Holdings plc
  • Felix Gutzwiller, Member of the Swiss Council of States
  • Victor Halberstadt, Professor of Economics, Leiden University; Former Honorary Secretary General of Bilderberg Meetings
  • Olli Heinonen, Senior Fellow, Belfer Center for Science and International Affairs, Harvard Kennedy School of Government
  • Simon Henry, CFO, Royal Dutch Shell plc
  • Paul Hermelin, Chairman and CEO, Capgemini Group
  • Pablo Isla, Chairman and CEO, Inditex Group
  • Kenneth M. Jacobs, Chairman and CEO, Lazard
  • James A. Johnson, Chairman, Johnson Capital Partners
  • Thomas J. Jordan, Chairman of the Governing Board, Swiss National Bank
  • Vernon E. Jordan, Jr., Managing Director, Lazard Freres & Co. LLC
  • Robert D. Kaplan, Chief Geopolitical Analyst, Stratfor
  • Alex Karp, Founder and CEO, Palantir Technologies
  • John Kerr, Independent Member, House of Lords
  • Henry A. Kissinger, Chairman, Kissinger Associates, Inc.
  • Klaus Kleinfeld, Chairman and CEO, Alcoa
  • Klaas H.W. Knot, President, De Nederlandsche Bank
  • Mustafa V Koç,. Chairman, Koç Holding A.S.
  • Roland Koch, CEO, Bilfinger SE
  • Henry R. Kravis, Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
  • Marie-Josée Kravis, Senior Fellow and Vice Chair, Hudson Institute
  • André Kudelski, Chairman and CEO, Kudelski Group
  • Ulysses Kyriacopoulos, Chairman, S&B Industrial Minerals S.A.
  • Christine Lagarde, Managing Director, International Monetary Fund
  • J. Kurt Lauk, Chairman of the Economic Council to the CDU, Berlin
  • Lawrence Lessig, Roy L. Furman Professor of Law and Leadership, Harvard Law School
  • Thomas Leysen, Chairman of the Board of Directors, KBC Group
  • Christian Lindner, Party Leader, Free Democratic Party (FDP NRW)
  • Stefan Löfven, Party Leader, Social Democratic Party (SAP)
  • Peter Löscher, President and CEO, Siemens AG
  • Peter Mandelson, Chairman, Global Counsel; Chairman, Lazard International
  • Jessica T. Mathews, President, Carnegie Endowment for International Peace
  • Frank McKenna, Chair, Brookfield Asset Management
  • John Micklethwait, Editor-in-Chief, The Economist
  • Thierry de Montbrial, President, French Institute for International Relations
  • Mario Monti, Former Italian Prime Minister
  • Craig J. Mundie, Senior Advisor to the CEO, Microsoft Corporation
  • Alberto Nagel, CEO, Mediobanca
  • H.R.H. Princess Beatrix of The Netherlands
  • Andrew Y.Ng, Co-Founder, Coursera
  • Jorma Ollila, Chairman, Royal Dutch Shell, plc
  • David Omand, Visiting Professor, King’s College London
  • George Osborne, Chancellor of the Exchequer
  • Emanuele Ottolenghi, Senior Fellow, Foundation for Defense of Democracies
  • Soli Özel, Senior Lecturer, Kadir Has University; Columnist, Habertürk Newspaper
  • Alexis Papahelas, Executive Editor, Kathimerini Newspaper
  • Safak Pavey, Turkish MP
  • Valérie Pécresse, French MP
  • Richard N. Perle, Resident Fellow, American Enterprise Institute
  • David H. Petraeus, General, U.S. Army (Retired)
  • Paulo Portas, Portugal Minister of State and Foreign Affairs
  • J. Robert S Prichard, Chair, Torys LLP
  • Viviane Reding, Vice President and Commissioner for Justice, Fundamental Rights and Citizenship, European Commission
  • Heather M. Reisman, CEO, Indigo Books & Music Inc.
  • Hélène Rey, Professor of Economics, London Business School
  • Simon Robertson, Partner, Robertson Robey Associates LLP; Deputy Chairman, HSBC Holdings
  • Gianfelice Rocca, Chairman,Techint Group
  • Jacek Rostowski, Minister of Finance and Deputy Prime Minister
  • Robert E. Rubin, Co-Chairman, Council on Foreign Relations; Former Secretary of the Treasury
  • Mark Rutte, Dutch Prime Minister
  • Andreas Schieder, Austrian State Secretary of Finance
  • Eric E. Schmidt, Executive Chairman, Google Inc.
  • Rudolf Scholten, Member of the Board of Executive Directors, Oesterreichische Kontrollbank AG
  • António José Seguro, Secretary General, Portuguese Socialist Party
  • Jean-Dominique Senard, CEO, Michelin Group
  • Kristin Skogen Lund, Director General, Confederation of Norwegian Enterprise
  • Anne-Marie Slaughter, Bert G. Kerstetter ’66 University Professor of Politics and International Affairs, Princeton University
  • Peter D. Sutherland, Chairman, Goldman Sachs International
  • Martin Taylor, Former Chairman, Syngenta AG
  • Tidjane Thiam, Group CEO, Prudential plc
  • Peter A. Thiel, President, Thiel Capital
  • Craig B. Thompson, President and CEO, Memorial Sloan-Kettering Cancer Center
  • Jakob Haldor Topsøe, Partner, AMBROX Capital A/S
  • Jutta Urpilainen, Finnish Minister of Finance
  • Daniel L. Vasella, Honorary Chairman, Novartis AG
  • Peter R. Voser, CEO, Royal Dutch Shell plc
  • Brad Wall, Premier of Saskatchewan Province, Canada
  • Jacob Wallenberg, Chairman, Investor AB
  • Kevin Warsh, Distinguished Visiting Fellow, The Hoover Institution, Stanford University
  • Galen G.Weston, Executive Chairman, Loblaw Companies Limited
  • Baroness Williams of Crosby, Member, House of Lords
  • Martin H. Wolf, Chief Economics Commentator, The Financial Times
  • James D. Wolfensohn, Chairman and CEO, Wolfensohn and Company
  • David Wright, Vice Chairman, Barclays plc
  • Robert B. Zoellick, Distinguished Visiting Fellow, Peterson Institute for International Economics

Fonte: Site oficial, via Telegraph & Zero Hedge, Portugueses destacados por mim.

Portugal mete 4 – nada mau para o país que é. Se bem que um é por ser já um “house name” e outro vai pela quota  da Comissão Europeia. Assim, da direita vai Paulo Portas – um amigo de longa data de Rumsfeld e outros neocon – e da esquerda vai Seguro – pois pode vir a ser primeiro ministro e este grupo costuma gostar de conhecer quem se segue a priori. Passos Coelho, Sócrates e Constâncio ficaram de fora.

Lista por nome de família. Petraeus surpreende um bocado pela presença e Draghi pela ausência (aliás, todo o ECB), mas não vou comentar todos, pois senão não ia dormir dado o volume de comentários a fazer.

 
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Publicado por em 4 de Junho de 2013 in Política

 

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O que têm um Criacionista e um Esquerdista em comum?

Um excelente artigo de Miguel Nunes Silva no PsicoLaranja:

Hipocrisia.

Como seres vivos, conscientes e dotados de espírito crítico, todos nós temos ideias sobre o mundo que nos rodeia. No entanto, a coisa torna-se problemática quando alguns de nós se recusam a aceitar factos. A interpretação desses factos pode ser diferente mas os factos não podem.

Os criacionistas teimam em negar que existem provas para a teoria da evolução e para a selecção natural. Isto é problemático porque isso significa negar não apenas uma teoria, não só um ramo da ciência, mas toda a ciência; porque mais nenhuma teoria satisfaz as exigências de ramos científicos relacionados.

Mas ainda mais problemático para mim pessoalmente é o facto de que as mesmas pessoas que negam o criacionismo, não vêem nenhuma contradição em usufruir do labor das ciências que se apoiam na teoria da evolução.

Igualmente, os esquerdistas recusam-se a reconhecer o simples facto de que não existe dinheiro suficiente para conceder a todos os seres humanos de um estado providencial, todos os direitos adquiridos que a esquerda reivindica.

Não existe nenhum estado no mundo que seja capaz de doar educação gratuita e universal, saúde gratuita e universal, sustento gratuito e universal, etc; porque nenhum estado no mundo tem a proporcional quantidade de dinheiro para o concretizar – excepções notáveis sendo alguns petro-estados.

Longe de tal utopia aliás, muitos dos estados europeus agora em crise, foram levados até a falência pela mesma esquerda que vem defendendo tais ideais.

Mas nem agora, com esses mesmos estados expulsos dos mercados internacionais de financiamento, em severa austeridade, e renegando compromissos sociais assumidos pelos que agora lançam maldições a Angela Merkel…

… nem agora estas pessoas são capazes de reconhecer que estavam erradas. Longe disso, continuam a reclamar que se gaste mais dinheiro no sector social. O facto de que tal no passado não levou ao crescimento económico, ou que não existe quem empreste tal quantidade de dinheiro agora, isso não é pertinente, FACTOS não são relevantes, REALIDADE não interessa. E porquê? Porque aquilo que verdadeiramente está em questão é fé…

Mas o que é mais asqueroso nestas pessoas de fé, é que não têm a coragem de viver como apregoam que os outros o façam. Alguém já viu Mário Soares ou José Sócrates ou Seguro, ou Costa, endividarem-se ultrapassando todos os limites?
Alguém já os viu quererem viver em países que o fazem?

Certamente que os ‘movimentos’ de protesto e as pessoas que os lideram teriam exemplos a dar aos Portugueses… Mas para onde imigram estas pessoas que acreditam que despesa social ilimitada é algo viável? Para a Argentina? Cuba? Coreia do Norte talvez?

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Não, para a Alemanha……………………….

 

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O que dirá Cavaco em privado?

Isto é o que ele diz em público no Público:

Cavaco: Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

Uranio EnriquecidoMas para mim a verdadeira questão não é essa. É o que dirá ele em privado sobre a situação do país. À Maria, ao staff e aos que privam com ele. Face ao que diz publicamente, gostaria de deixar algumas hipóteses:

  1. A culpa é dos gafanhotos. Devíamos fazer como a ONU!
  2. Se Portugal for atingido por um meteoro estamos safos…
  3. Se Sócrates ainda fosse PM, ele estimularia a economia.
  4. A Nelinha que me salve a pensão!
  5. A culpa não é de Nossa Senhora, é do Jesus.

Para mim, o Palácio de Belém deverá ter Urânio enriquecido. Só assim se explicam os comportamentos dos 3 últimos ocupantes. E que quem tenha resistido melhor e ainda hoje apresente um discurso coerente com as suas ideias seja um general. Ou é isto, ou nada bate certo com nada!

Ligações: 10 Pragas do Egipto, Fonte da foto – diz que podem encomendar!

 
 

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Como se financiam campanhas?

Tiago Azevedo Fernandes n”A Baixa do Porto, referido por Miguel Noronha:

Gaianima

Leio hoje no Público“Em vésperas de extinção Gaianima faz ajustes directos de 130 mil euros.” ”Os contratos foram feitos com as empresas NextPower Comunicação Lda e com a Boston Media Comunicação Imagem SA”.

Conheço relativamente pouco as máquinas partidárias, mesmo a do PSD, mas nesta notícia (além do relato preocupante de um ajuste directo numa empresa municipal) o nome da empresa “NextPower” soou-me familiar e fui investigar. Confirmou-se. Segundo o seu perfil do LinkedInFernando Moreira de Sá (julgo que militante do PSD), um activo apoiante de Luís Filipe Menezes e de Carlos Abreu Amorim, é CEO da NextPower e de outra empresa chamada Comunicatessen. Constatei também que os domínios oficiais na Internet das campanhas para o Porto e para Gaia foram registados em nome da Comunicatessen. Daí que surja naturalmente a pergunta: é afinal a Gaianima (empresa municipal de Gaia presidida por Ricardo Almeida, também presidente da Concelhia do PSD/Porto) que está a pagar as campanhas de Menezes e de Amorim?

Dada a relevância d’O Insurgente, os comentários não faltaram. Ficam os mais relevantes:

Fernando Moreira de Sá:

Boa noite Miguel,

A notícia do Público já foi desmentida através de um direito de resposta (estranhamente ainda não publicado) enviado no próprio dia para o jornal. Desmentida em coisas simples e de fácil verificação se a jornalista se tivesse dado a esse trabalho, nomeadamente no ponto 1. Assim, aqui vai:

1. A Nextpower é a empresa de comunicação das 24 horas de karting de Gaia desde a sua edição de 2011 e do Porto Wine Fest desde a sua primeira edição (em 2012). Sendo completamente falso quando esta afirma que é a primeira vez…

2. A Nextpower não trabalha para a campanha de LFM. Aliás, quem conhece o mercado das agências de comunicação e sabendo quem é a agência de comunicação contratada por LFM certamente que nem teria dúvidas…

3. A Nextpower não trabalha a campanha de Carlos Amorim que, aliás, nem tem nenhuma empresa de comunicação a trabalhar com ele mas sim um assessor de imprensa que nunca trabalhou em agências…

4. A minha empresa, a Comunicatessen, nunca trabalhou em Gaia nem nunca trabalhou com LFM. Nem com a CMPorto, verdade seja dita.

5. Eu sou amigo pessoal do Carlos (como é público e notório), sou militante do PSD (idem) e, a exemplo do TAF, colaborei nas directas e nas legislativas da mesma forma que dei, dou e darei todo o meu apoio e conhecimentos técnicos aos amigos e candidatos do meu partido.

6. O registo web do Porto Forte foi feito por mim e pago (os 75 euros) integralmente pelo PSD Cidade do Porto. Nem sendo a minha empresa nem empresa minha fornecedora quem está a produzir e gerir o respectivo site.

7. Publicitarei nas minhas redes, como sempre o fiz em relação ao meu partido, tudo e mais alguma coisa e desde que concorde. Quanto mais não fosse por, na esmagadora maioria dos casos, serem pessoas das minhas relações pessoais.

8. Nas campanhas onde a minha empresa está presente, tudo é facturado e dentro das verbas da subvenção estatal.

9. Percebo bem as motivações de quem pretendeu, com sucesso, “plantar” esta notícia. Espero, em nome da igualdade de tratamento, que o Público vá verificar e, posteriormente, publicar todos os ajustes directos feitos pelas câmaras, empresas municipais e outros entes públicos a agências de comunicação e, pelo caminho, verificar se coincidem ou não com as que estão a trabalhar inúmeras campanhas autárquicas por esse país.

10. Não sou e penso que isso é público e até conhecido do Insurgente CEO da Nextpower – quem o é e com elevado profissionalismo é um conhecido blogger. E a Nextpower Norte não existe como empresa – até por isso, tudo o que afirmei antes para a Nextpower é válido para a marca Nextpower Norte.

10. Continuarei, com todo o gosto a publicitar e a produzir conteúdos para candidatos do meu partido e a utilizar a minha rede para os publicitar. A minha empresa e as minhas colaborações são públicas, sempre o foram e tenho muito orgulho por tudo o que fiz e tenho feito no mundo da comunicação.

11. Por último, deixo uma pergunta: acham que seria assim tão estúpido para fazer tudo às claras se existisse alguma coisa a esconder? Não acham, no mínimo, estranho?

Cumprimentos a todos.

ACV7368764:

Senhor Fernando Moreira de Sá. A ver se entendemos aqui qualquer coisinha. Quando diz que a Nextpower Norte não existe está a “esquecer-se”, digamos assim, que a NEXTPOWER ACABA DE SE MUDAR PARA GAIA?

Publica-se que em relação à entidade:
Nº de Matrícula/NIPC: 509022227
Firma: NEXTPOWER – COMUNICAÇÃO, LDA
Natureza Jurídica: SOCIEDADE POR QUOTAS
Sede: Edifício Tower Plaza, Via Engº Edgar Cardoso, nº 23, 12º- A
Distrito: Porto Concelho: Vila Nova de Gaia Freguesia: Vila Nova de Gaia (Santa Marinha)
4400 – 676 Vila Nova de Gaia

pela Apresentação AP. 62/20121231, referente à inscrição 3,
foi efectuado o seguinte acto de registo:

Insc. 3 – AP. 62/20121231 16:55:16 UTC – ALTERAÇÕES AO CONTRATO DE SOCIEDADE(ONLINE)

Artigo(s) alterado(s): 1º nº2

SEDE: Edifício Tower Plaza, Via Engº Edgar Cardoso, nº 23, 12º- A
Distrito: Porto Concelho: Vila Nova de Gaia Freguesia: Vila Nova de Gaia (Santa Marinha)
4400 – 676 Vila Nova de Gaia

ACV7368764 (II):

Senhor Moreira de Sá. E se a Nextpower é tudo isso tão limpinho limpinho limpinho, então veja lá que a Boston e a Nexpower são, afinal… a mesma coisa, (Boston é dona da Nexpower e ambas são da LPM) o que torna estes ajustes ILEGAIS, já que se trata de um ajuste que foi divido em dois e, assim, ultrapassando o valor legal. CERTO?

Publica-se que em relação à entidade:
Nº de Matrícula/NIPC: 509022227
Firma: NEXTPOWER – COMUNICAÇÃO, LDA
Natureza Jurídica: SOCIEDADE POR QUOTAS
Sede: Avenida Infante Dom Henrique 333H 4 35 Edifício Lisboa Oriente
Distrito: Lisboa Concelho: Lisboa Freguesia: Santa Maria dos Olivais
1800 LISBOA

Matriculada na: Conservatória do Registo Comercial de Lisboa

pela Apresentação AP. 8/20091030, referente à inscrição 2,
foi efectuado o seguinte acto de registo:

Insc. 2 – AP. 8/20091030 0:57:37 UTC – TRANSFORMAÇÃO DE UNIPESSOAL POR QUOTAS EM SOCIEDADE POR QUOTAS(ONLINE)

FIRMA: NEXTPOWER – COMUNICAÇÃO, LDA

SÓCIOS E QUOTAS:

QUOTA : 4.500,00 Euros

TITULAR: BOSTON MEDIA – COMUNICAÇÃO E IMAGEM, SA
NIPC: 506871711
Sede: Avenida Infante D. Henrique, Edifício Oriente, nº 333H, esc. 37
1800 – 282 Lisboa

QUOTA : 500,00 Euros

TITULAR: RODRIGO MANUEL BOTELHO MONIZ MOITA DE DEUS
NIF: 210512156
Estado civil : Casado(a)
Nome do cônjuge: Maria da Piedade Torres do Vale de Melo Guimarães Moita de Deus
Regime de bens : Separação de bens
Residência: Rua 1º de Dezembro, nº 14
2710 – 497 Sintra

Data da deliberação: 2009-10-29

CONSERVATÓRIA DA SEDE:

Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Conservatoria: CRComercial Lisboa

ALTERAÇÃO PARCIAL DO CONTRATO.

TAF:

“A Nextpower não trabalha a campanha de Carlos Amorim”

“Aqui está a time-lapse final da apresentação do candidato Carlos Abreu Amorim (Gaia não pode Parar). Um trabalho que nos orgulha.” – NextPower Norte
https://www.facebook.com/nextpowernorte/posts/517872931583056.

Luís Castro:

Algumas coisas aqui não batem certo. A campanha de Menezes, foi notícia de jornal nunca desmentida, é feita pela Cunha Vaz e pela F5C e não pela Nextpower. Outra coisa, a Nextpower é aqui em Lisboa, não me parece que se tenham mudado para norte. Se o fizeram então não percebo como andam todos aqui???? E pela notícia do publico, o outro contrato é com o Porto Canal. Parece que ambos falam verdade só estão é a falar de coisas diferentes. Ou estou a ver mal?

e no comentário de ACV verifico que o outro elemento de que se fala, o FMS (é o mesmo dos blogues, não é?) não consta como sócio em nenhuma delas. Já procurei na net e realmente não encontro nos registos nenhuma empresa chamada Nextpower Norte, apenas no facebook e vimeo. E ando à procura da fonte da timelapse pois recordo que na altura a vi noutro site, de uma empresa de vídeos.

ACV7368764:

Luis Castro. Eu explico. Se vir os documentos acima, conclui que a nextpower é uma empresa propriedade da Boston e do senhor Moita de Deus. A Boston é de outra empresa que é de outra empresa que é de outra empresa. Todas são da LPM, ou seja, do senhor Luís Paixão Martins ou do seu filho. A F5 Consulting é a empresa de um conhecido comunicador chamado Tocha (pode ler melhor aqui no Público quem é)http://www.scribd.com/doc/38998664/Pagina-Tocha. Por fim, a Cunha Vaz é outra empresa de um senhor chamado Cunha VAZ. São todas de Lisboa e as três maiores agências do país. Todas estão a trabalhar para Menezes. É público e notório. Quem paga é a Câmara de Gaia através das mais diversas empresas. A Nextpower mudou-se recentemente (ver documento acima nos comentários) para Gaia (vá-se lá saber porquê!!!). Se procurarem bem, vão achar inúmeros ajustes directos (qq pessoa o pode fazer, é público) destas empresas nas empresas e câmara de gaia. Não são milhares, são centenas de milhares de euros, no seu conjunto. Além do mais, os ajustes da Nextpower e da Boston são ilegais, uma vez que a Boston é dona da Nextpower (ver acima outra vez), o que a deveria impedir de ser adjudicada pelo mesmo serviço. Outra coisa, eu que não percebo nada de jornalismo, vejam o que foi adjudicado: “A execução do plano de comunicação de 2013 inclui: a) Cobertura de, pelo menos, uma actividade por semana do Município; b) Cobertura de todas as conferências de imprensa do município; c) Cobertura do Porto Wine Fest; d) Cobertura das 24 horas de Karts; e) Colocação de um elemento a indicar pela Gaianima no painel de comentadores do Porto Canal, no mínimo, uma vez por mês; f) Presença do município no programa Porto Alive, de 15 em 15 dias; g) Presença no programa territórios, uma vez por semana; h) Cedência de todas as cópias de todas as transmissões acima referidas.” Ou seja, qual o papel do Portocanal no meio de tudo isto? O Portocanal vende lugares nos seus programas a troco de quê? Jornalistas, INVESTIGUEM! ISTO É UMA VERGONHA!

Portuense:

Uma última nota: sabem quem é o diretor de relações públicas do Porto Canal? O mesmo canal que é “vendido” pela Nexpower? Chama-se Fernando Moreira de Sá. Ele há coincidências…

 
 

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Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor

Mais de 50 mil pessoas na ex-RDA foram cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais:

escudo RDA comunista

Mais de 50 mil pessoas da antiga República Democrática Alemã (RDA) serviram de cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais, muitas vezes sem o saberem e algumas perderam a vida. A notícia é avançada pelo semanário alemão Der Spiegel deste domingo.

No total, foram levados a cabo mais de 600 estudos em 50 clínicas, até à queda do muro de Berlim em 1989, especifica a revista, que se baseia em documentos inéditos do Ministério da Saúde da Alemanha de Leste e do instituto alemão dos medicamentos.

Nesses dossiers, aparecem dois mortos em Berlim-Leste na sequência de testes relacionados com o Trental, um produto que melhora a circulação sanguínea, desenvolvido pelo grupo Hoescht (que entretanto se fundiu com a Sanofi), da então República Federal da Alemanha; ou ainda dois mortos perto de Magdebourg durante ensaios de um medicamento para a tensão para o laboratório alemão Sandoz, entretanto comprado pelo grupo suíço Novartis.

(…)

Se o PCP tomasse conta de Portugal (e não digo em coligação, digo se o Jerónimo de Sousa se tornasse o ditador Português), com a sua política de altas despesas e baixos impostos (já agora), o que faria passados 20 anos de crise económica e face a uma fome à norte-coreana (um regime que eles ainda hoje defendem publicamenteapesar das evidências)?

Fica a pergunta e uma ou outra possíveis respostas.

 

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Tratado fundador do Hamas

Quando fui visitar a Embaixada de Israel em Lisboa, o Conselheiro Político da embaixada – em resposta a questões sobre a actuação de Israel face aos ataques dos seus vizinhos – fez uma pergunta curiosa sobre a relação entre Israel e os seus vizinhos: “O que é que queriam que nós fizéssemos?”. Ou seja, se o nosso país fosse atacado com 13.000 “rockets” desde a assinatura do “cesar-fogo”, qual seria a nossa resposta. Negociar, diriam muitos dos meus leitores. Para esses, para que fique bem clara a dificuldade de negociar com o Hamas, aqui ficam excertos do documento fundador do mesmo, para conhecimento dos meus conterrâneos Portugueses. Fonte: Facebook da Embaixada de Israel em Portugal - Nota. Aceito discutir disputas na tradução, dada a fonte. Se bem que não me parece que esse problema se coloque.

The Hamas Covenant - Selected Excerpts

1. Calls for the Destruction of Israel

Introduction: “Israel will exist and will continue to exist until Islam will obliterate it, just as it obliterated others before it” (The Martyr, Imam Hassan al-Banna, of blessed memory).” [Page 1]

Article 6: “The Islamic Resistance Movement is a distinguished Palestinian movement, whose allegiance is to Allah, and whose way of life is Islam. It strives to raise the banner of Allah over every inch of Palestine…” [Page 3]

2. Calls for Jihad

Article 13: ” There is no solution for the Palestinian question except through Jihad.” [Page 7]

“Article Eight: The Slogan of the Islamic Resistance Movement:  Allah is its target, the Prophet is its model, the Koran its constitution: Jihad is its path and death for the sake of Allah is the loftiest of its wishes.” [Page 5]

Article 15: ” In face of the Jews’ usurpation of Palestine, it is compulsory that the banner of Jihad be raised.” [Page 8]

Article 15: “The Jihad for the Liberation of Palestine is an Individual Duty: ” “The day that enemies usurp part of Moslem land, Jihad becomes the individual duty of every Moslem. In face of the Jews’ usurpation of Palestine, it is compulsory that the banner of Jihad be raised.” [Page 8]

Article 3: “The basic structure of the Islamic Resistance Movement consists of Moslems who have given their allegiance to Allah whom they truly worship, – “I have created the jinn and humans only for the purpose of worshipping” – who know their duty towards themselves, their families and country. In all that, they fear Allah and raise the banner of Jihad in the face of the oppressors, so that they would rid the land and the people of their uncleanliness, vileness and evils.” [Page 3]

3. Rejection of Peace Negotiations

Article 32: “Leaving the circle of struggle with Zionism is high treason” [Page 18]

Article 11: “The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Moslem generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. Neither a single Arab country nor all Arab countries, neither any king or president, nor all the kings and presidents, neither any organization nor all of them, be they Palestinian or Arab, possess the right to do that. [Page 5]

Article 13: ” Now and then the call goes out for the convening of an international conference to look for ways of solving the (Palestinian) question… These conferences are only ways of setting the infidels in the land of the Moslems as arbitraters.” [Page 7]

4. Antisemitism and Conspiracy Theories

Article 7: “The Prophet, Allah bless him and grant him salvation, has said: “The Day of Judgement will not come about until Moslems fight the Jews (killing the Jews), when the Jew will hide behind stones and trees. The stones and trees will say O Moslems, O Abdulla, there is a Jew behind me, come and kill him.”" [Page 4]

Article 32: ” The Zionist plan is limitless. After Palestine, the Zionists aspire to expand from the Nile to the Euphrates. When they will have digested the region they overtook, they will aspire to further expansion, and so on. Their plan is embodied in the “Protocols of the Elders of Zion”, and their present conduct is the best proof of what we are saying.” [Page 17]

Article 20: ” In their Nazi treatment, the Jews made no exception for women or children. Their policy of striking fear in the heart is meant for all. They attack people where their breadwinning is concerned, extorting their money and threatening their honour.” [Page 11]

Article 32: ” Peoples should augment by further steps on their part; Islamic groupings all over the Arab world should also do the same, since all of these are the best-equipped for the future role in the fight with the warmongering Jews.” [Page 18]

Article 22: ” For a long time, the enemies have been planning, skillfully and with precision, for the achievement of what they have attained. They took into consideration the causes affecting the current of events. They strived to amass great and substantive material wealth which they devoted to the realisation of their dream. With their money, they took control of the world media, news agencies, the press, publishing houses, broadcasting stations, and others. With their money they stirred revolutions in various parts of the world with the purpose of achieving their interests and reaping the fruit therein. They were behind the French Revolution, the Communist revolution and most of the revolutions we heard and hear about, here and there. With their money they formed secret societies, such as Freemasons, Rotary Clubs, the Lions and others in different parts of the world for the purpose of sabotaging societies and achieving Zionist interests. With their money they were able to control imperialistic countries and instigate them to colonize many countries in order to enable them to exploit their resources and spread corruption there.  You may speak as much as you want about regional and world wars. They were behind World War I, when they were able to destroy the Islamic Caliphate, making financial gains and controlling resources.” [Page 12]

Article 28: ” The Zionist invasion is a vicious invasion. It does not refrain from resorting to all methods, using all evil and contemptible ways to achieve its end. It relies greatly in its infiltration and espionage operations on the secret organizations it gave rise to, such as the Freemasons, The Rotary and Lions clubs, and other sabotage groups. All these organizations, whether secret or open, work in the interest of Zionism and according to its instructions. They aim at undermining societies, destroying values, corrupting consciences, deteriorating character and annihilating Islam. It is behind the drug trade and alcoholism in all its kinds so as to facilitate its control and expansion. ” [Page 15]

Introduction: “Our struggle against the Jews is very great and very serious.” [Page 2]

5. The Conflict with Israel as a Religious Struggle

Article 1: “The Movement’s programme is Islam” [Page 2]

Article 15: “It is necessary to instill in the minds of the Moslem generations that the Palestinian problem is a religious problem, and should be dealt with on this basis.” [Page 8]

“The Islamic Resistance Movement is one of the wings of Moslem Brotherhood in Palestine. Moslem Brotherhood Movement is a universal organization which constitutes the largest Islamic movement in modern times.” [Page 2]

Article 11: Palestine is an Islamic Waqf land consecrated for Moslem generations until Judgement Day. This being so, who could claim to have the right to represent Moslem generations till Judgement Day?” [Page 5]

 
 

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Austeridade 2013 – Documentos essenciais

Tenho constatado quão difícil é encontrar os documentos essenciais sobre sobre a chamada “Austeridade” em Portugal. Fica aqui um pequeno esforço de reunião dos documentos relevantes sobre o tema em 2013:Governo de Portugal

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“Qualquer solução para a crise será dolorosa “, por Carlos Guimarães Pinto

O autor de “A solução para a Crise” escreveu recentemente um artigo que fez furor nas redes sociais (mais de 1000 partilhas no Facebook!) chamado “O Zé não Empreende“, cuja leitura recomendo vivamente.

Carlos GP não paga impostos desde 2007

No seguimento desse artigo, foi convidado pelo Dinheiro Vivo a escrever sobre a sua visão para Portugal e as suas soluções para o país. O resultado foram os 2 artigos que aqui transcrevo na íntegra para registo futuro:

1 - O que o Estado tem de fazer para o Zé empreender:

O economista Carlos Guimarães Pinto, que não paga IRS desde 2007 e bloga desde 2004 em A Montanha de Sísifo (onde foi publicado o post O Zé não Empreende), Portugal Contemporâneo e O Insurgente, diz ao Dinheiro Vivo o que é preciso para ser empreendedor em Portugal. Lançou também o livro A Crise Resolvida. Ver aqui.

“Há uma grande tentação de encontrar soluções rápidas para a crise, impostas de cima para baixo. O que a história provou é que raramente soluções colectivistas tiveram sucesso. O instinto natural dos indivíduos é o de criar riqueza, tudo o que o estado tem que fazer é sair da frente, deixar os indivíduos fazerem aquilo que é a sua natureza. Tudo o que o Estado precisa de fazer é devolver a liberdade, e respectiva responsabilidade, aos indivíduos, às empresas e às comunidades. Numa expressão: sair da frente. Em poucos pontos, isto seria:

1 . Redução significativa da carga fiscal sobre o sector privado. E aqui não há melhores ou piores impostos para reduzir. Direta ou indiretamente, todos os impostos acabam por afetar empresários, trabalhadores e consumidores. O IVA, por exemplo, é, em teoria, pago pelo consumidor, mas a verdade é que o consumidor quando compra não faz a mínima ideia de quanto paga de IVA. Se o IVA baixasse, os consumidores pagariam menos, mas os empresários também receberiam mais, venderiam mais, podendo ainda empregar mais trabalhadores e pagar-lhes mais. Um imposto nunca afecta apenas os agente que em teoria pagam por ele.

2. Simplificação do sistema fiscal. O empresário médio português não conhece as suas obrigações fiscais. A proliferação de taxas e impostos faz com que muitos entrem em incumprimento sem o saberem. Muitos acabam por desistir do seu negócio quando são confrontados com dívidas fiscais que nunca planearam.

3. Redução das despesas do Estado. Para que a carga fiscal baixe é inevitável, e desejável, que a despesa também caia. Na medida em que a maior parte da despesa do estado é realizada na Educação, Saúde e Segurança Social, não há outra hipótese senão cortar aí. Ou seja, a redução de despesa terá que passar obrigatoriamente pela redefiniçao das funções do estado social. Claro que uma sociedade a viver há décadas à sombra do estado perdeu muitos dos seus mecanismos de defesa e o processo de transição será complicado. Mas é isto, ou o empobrecimento definitivo.

4. Descentralização do poder político. O aumento de eficiência do estado tem que passar por aqui. Grande parte das funções do estado seriam melhor geridas ao nível local do que ao nível central. Faz muito pouco sentido que a decisão de abrir e fechar escolas ou postos de saúde em Beja seja tomada em Lisboa. Da mesma forma, a rede de segurança social funcionaria muito melhor se fosse financiada e gerida a nível local. Uma gestão local, financiada pelos contribuintes locais, colocaria uma responsabilidade maior nos gestores públicos e respectivos beneficiários. Também garantiria métodos de gestão pública diferenciados, promovendo a competição e eficiência na gestão.

5. Privatização das empresas públicas. As empresas públicas têm sido, ao longo dos anos, um dos maiores sorvedores de capital. O capital que é constantemente enterrado nestas empresas é o mesmo capital que escasseia na economia privado. Por outro lado, estas empresas são também um factor de ineficiência e injustiça no mercado laboral. Como muito dos seus gestores não são escolhidos por mérito, mas por nomeação política, estas empresas aumentam a percepção de injustiça e ausência de meritocracia, dando a impressão (infelizmente correta) de que em Portugal é preferível investir numa carreira política do que a desenvolver conhecimentos e capacidades técnicas.

6. Desregulamentação profissional permitindo o acesso dos desempregados a empregos atualmente reservados a classes de trabalhadores protegidas. Para além da anterior, esta é outra fonte de injustiça no mercado de trabalho.

7. Liberalização do mercado de trabalho. Esta será outra alteração que causará problemas numa sociedade viciada na imobilidade. No entanto, num país com tantos desempregados faz cada vez menos sentido manter uma legislação laboral que proteja os trabalhadores mais improdutivos, deixando muitos dos que poderiam criar valor fora do circuito de emprego.

8. Reformar o sistema de segurança social, criando um mecanismo de incentivo à poupança e de responsabilização individual. O atual sistema de redistribuição, para além de se ter tornado insustentável, não cria incentivos à poupança. Sem poupança, não há acumulação de capital, criação de emprego e crescimento económico.

A resolução será dolorosa porque são precisas reformas estruturais profundas que inevitavelmente conduzirão a uma recessão no curto prazo. A única opção é saber se queremos uma queda grande e rápida, ou cair lentamente.

O problema das quedas lentas mas longas é o do desemprego. Um jovem suporta uma recessão profunda e curta que o mantenha no desemprego durante um ano. Mas uma recessão prolongada, mesmo que suave, pode atirar pessoas para o desemprego por 4-5 anos. E aí, não perdem apenas o emprego, perdem a profissão, podendo ficar para sempre incapacitadas para vida profissional.

2 – “Qualquer solução para a crise será dolorosa”:

Natural de Espinho, 30 anos, o economista de formação e consultor de profissão, trabalha há seis anos na área das telecomunicações no Dubai

O economista de formação e consultor de profissão, libertário assumido, que não paga IRS desde 2007 e bloga desde 2004 é também autor do livro A Crise Resolvida.

“Apesar da ironia da capa, não existem soluções fáceis para a crise. Qualquer solução será dolorosa, porque não se corrigem erros de décadas de forma fácil”, diz o autor do livro.

E citando Mark Twain, que dizia que “é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las que foram enganadas”, o economista frisa que o objetivo da obra feita com base  nos textos que foi escrevendo na blogosfera, é “informar, convencer as pessoas que de facto foram enganadas com as promessas de um Estado Social alimentado a dívida que destruiu o sector produtivo do país.” E aqui ficam alguns enganos, segundo Carlos Guimarães Pinto:

1. Sobre viver acima das possibilidades. Um dos argumentos mil vezes repetido é o de que os portugueses viveram acima das suas possibilidades nos últimos anos. É falso. Os portugueses viveram sempre bem abaixo das suas possibilidades. O grande problema é que, apesar de terem vivido abaixo das suas possibilidades, gastaram acima. Viveram abaixo e gastaram acima porque deixaram que fosse o estado a decidir por elas quanto e onde gastar.

2. Sobre a rutura da Segurança Social. Este é um problema que tem que ser encarado com seriedade mesmo por aqueles que, como eu, são ideologicamente contra a existência de sistemas do género. Todas as reformas do estado têm consequências injustas para pessoas que, legitimamente, orientaram a sua vida segundo certos pressupostos que se alteram violentamente. Mas, enquanto que um funcionário público de 30 anos que perca o emprego que julgou seguro, terá muitos anos produtivos pela frente para se recompôr, um idoso de 70 anos, que organizou a sua vida e as suas poupanças no pressuposto de que receberia uma reforma decente, já não terá esse tempo. O rebentar da segurança social será um momento histórico dramático, provavelmente mais grave socialmente do que o actual. A segurança social, como foi desenhada, não passa de um esquema em pirâmide, pouco diferente da Dona Branca ou do jogo da bolha, mas onde todos são obrigados pelo estado a participar.

3 . Sobre a Constituição. Esta salvaguarda o direito à educação, à saúde, à segurança, à habitação, ao emprego e à cultura, mas não gera a riqueza necessária para garantir esses direitos, nem ajuda a criar as condições necessárias para a gerar. Para prosperar economicamente é necessário trabalhar, investir e arriscar. Em vez de salvaguardar exaustivamente objectivos finais, deveria ser papel da constituição definir um enquadramento que crie as condições e os incentivos necessários a estas actividades. A garantia inequívoca da estabilidade das contas públicas e o estabelecimento de limites à carga fiscal seriam passos nesse sentido.

4. Precariedade laboral. Esta situação garante maior geração de riqueza e mais emprego. Se há algo que a esquerda ainda não percebeu, ou percebeu e não se importa, é que precariedade no emprego também é precariedade no desemprego. Dito de outra forma, rigidez no emprego tende a provocar rigidez no desemprego, beneficiando os trabalhadores actuais, mas prejudicando aqueles que estão desempregado.

Tornar o mercado laboral mais rígido pode beneficiar alguns, mas terá custos para o crescimento económico, para o emprego e para o nível de salários. Num país estagnado, sem empregos e com salários muito baixos é uma ideia assassina.

5. Emigração qualificada. A opção pela emigração permite que muitos indivíduos se mantenham no activo, desenvolvendo e rentabilizando o seu talento em países onde ele é mais valorizado. Defender a opção pela emigração em período de crise não é desistir do país, é aceitar que o país, paradoxalmente, desperdiçará mais talentos se os mantiver cá.

6. O Capital. Mas perante isto, coloca-se a pergunta: com tanta gente bem preparada no desemprego, como é que não se criam mais empresas que arrumem com estes patrões mal preparados do mercado? A resposta é simples: não há capital. “Não há capital”. Dito assim, ninguém entende exactamente qual é o problema. O predomínio da retórica de esquerda na política e nos media nos últimos anos fez com que o capital se tornasse numa entidade esotérica, cruel, que “explora o trabalhador” e empobrece o país. Nada que se queira ter por perto, portanto. Mas a economia não se compadece com esoterismos retóricos. A acumulação de capital, através da poupança e de uma alocação eficiente de recursos, é condição necessária para o crescimento económico sustentado.

7. Salários. Olhando para o posicionamento de Portugal na média de salários da Europa, só se pode concluir que é preciso que os salários subam em Portugal, e há duas formas de o atingir. A forma socialista é mais fácil politicamente, garantirá ganhos eleitorais de curto prazo, mas também atrasará ainda mais a economia, provocará desemprego e será possivelmente negativa para o nível salarial no médio prazo. O método de mercado é mais indirecto, será mais dificil de vender como uma conquista do governo, encontrará oposição das ruas, mas também será a única forma de subir salários sustentadamente, suportando o crescimento da economia. Aceitam-se apostas para qual das duas soluções este governo irá optar.

 

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Infografia sobre os cortes previstos no DEO

Ver esta infografia aquiVer mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.

Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.

 

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“Disparates Plausíveis”, por César das Neves

João César das Neves no DN – “Disparates Plausíveis”:

Numa crise económica seria de esperar um uso intenso de ciência económica. Foi o esquecimento dos seus princípios que nos trouxe à situação e só ela nos ajudará a sair dela. Até os que acham que a crise advém dos erros da teoria não têm nada melhor para pôr no seu lugar. Mas a economia tem princípios simples difíceis de usar, como mostram as discussões populares.

A nossa doença é clara, mas, obcecados com as dores da medicação, quase ninguém a refere. A esmagadora maioria dos disparates actuais advêm de não se lidar com a questão, resolvendo um problema que não temos. Omitindo a dureza da situação, tudo fica desfocado e confuso.

Portugal tem uma das dívidas externas mais elevadas do mundo. A história mostra que nunca se saiu de situações semelhantes sem fortíssima queda do consumo e redução do nível de vida. Gritar contra os sacrifícios ou, pior, fingir que seriam evitáveis pode ser compreensível, mas é tolice ou, pior, flagrante desonestidade. Por dolorosa que seja a quimioterapia, perante um cancro não há alternativa.

O nosso mal agrava-se porque, como a dívida foi acumulada ao longo de décadas, a estrutura económica ficou distorcida, adaptando-se a níveis de despesa insustentáveis. Isso significa que muitos empregos e capitais estão em actividades condenadas. Assim, além da perda conjuntural de empresas, devida ao aperto da austeridade, sofremos a eliminação definitiva de ocupações fictícias, que a dívida alimentou. Em cima das radiações, há que fazer dolorosa fisioterapia.

Logo, os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade da situação. Os caminhos fáceis que recomendam gerariam mais, não menos, sofrimento. Repudiar ou renegociar a dívida, sair do euro, rejeitar a troika são vias para o isolamento e alienação dos mercados, que nos afastariam de vez da estabilidade e de-senvolvimento. O Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes. E sabe quem mente.

Portugal está numa situação económica muito exigente e delicada, que implicará tratamento difícil e demorado. Se o cumprir, sairá mais forte e resistente. As experiências da Alemanha ou da América Latina, a quem a austeridade do início do século permitiu resistir com sucesso à crise seguinte, mostram bem como os sacrifícios valem a pena. Se os rejeitarmos, esperam-nos décadas de estagnação, como na Grécia actual ou em Portugal há cem anos.

A conclusão indiscutível é não existir outro caminho senão aperto e reforma. Só não sabemos a rapidez e a eficácia com que será seguido. Uma sociedade flexível e diligente consegue resultados mais rápidos. Neste campo, Portugal é um exemplo internacional. Apesar dos protestos compreensíveis, muitos portugueses têm resistido aos cantos de sereia da facilidade, mudando de vida enquanto suportam os brutais correctivos. Nesta vasta crise europeia, o País destaca-se pela positiva.

Se o quadro geral é simples, as miríades de opções diárias que o definem são complexas. Aí é fundamental um outro princípio económico, que a generalidade das análises mediáticas omite. A Economia lida com escolhas, comparando custos e benefícios, maximizando o ganho líquido. Esta é a sua abordagem lógica e pragmática, com resultados provados, mas, como todas, com limites.

A economia funciona mal no absoluto, pois face à transcendência não há escolhas. Ora um dos truques mais usados pelos que não querem mudar de vida é fingir que a questão em debate é metafísica. Por isso, boa parte das argumentações actuais parecem religiosas, invocando valores imperiosos, taxativos, que apenas admitem a solução inelutável que o arguente preconiza. Assim não há escolha e a discussão cessa.

Portugal sairá da crise, mas apenas se usar a economia. Esta é uma ciência estranha, com princípios elementares de aplicação complexa. A consequência é uma enorme quantidade de ideias falsas mesmo parecidas com a verdade. É muito fácil usar argumentos aparentemente sólidos para dizer grandes asneiras. Hoje, esses disparates plausíveis dominam as discussões.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

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“Os influentes estão a obrigar os pobres a pagar a crise”, por César das Neves

Jornal de Negócios sobre César das Neves e a factura da crise:

“Quem protesta não são os mais atingidos, mas os mais influentes”. São eles que forçam o Governo a cortar “não onde deve, mas onde pode”. “E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres”, escreve João César das Neves.

João César das Neves, professor na Faculdade de Economia da Universidade Católica, escreve sobre o recente relatório daCaritas Europa “The Impact of the European Crisis”, segundo o qual Portugal foi o único país onde (até meados de 2011) os mais pobres perderam consideravelmente mais rendimento do que os mais ricos, sendo os efeitos adversos nas crianças “particularmente marcado para as famílias com rendimentos baixos”.

No artigo que opinião que regularmente publica no “Diário de Notícias”, César das Neves questiona-se sobre como é possível compaginar estes resultados com o facto de todas as medidas, da subida de impostos aos cortes de benefícios, terem ressalvas para os rendimentos baixos, chegando à conclusão que são os mais influentes que estão a forçar os pobres a pagar uma factura desproporcionada do ajustamento em curso.

“O problema vem, não das opções políticas, imposições externas ou evolução conjuntural, mas da própria natureza do sistema sociopolítico que nos trouxe à crise e permanece”. Os grandes beneficiários da “dívida que nos estrangula” são também aqueles com “mais capacidade de se defender dos sofrimentos”. “São eles que protestam e isso agrava a situação, forçando o Governo a cortar, não onde deve, mas onde pode. E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres”, refere.

“As elites económicas, políticas e financeiras protegem-se mutuamente e acedem aos poucos negócios, apoios, créditos e influências que a recessão permite. Por outro lado serviços, funcionários, médicos, militares, professores, polícias, sindicatos, etc., têm formas de pressão e, apesar de muito atingidos, sempre amaciam o golpe. Estes todos são quem mais reclama, porque têm voz e influência”. Ao mesmo tempo, “dizem-se as grandes vítimas, garantindo que aquilo que os prejudica arruína Portugal”. E “entretanto os verdadeiros pobres, por o serem, nem abrem a boca.”

Um bom artigo sobre um tema difícil. Naturalmente, quando o Estado ocupa 50% da Economia é quem tem poder sobre este (médicos, professores, construtores, bancários, …) que se livra da factura, atirando-a para quem não tem poder (jovens, recibos verdes, privados em geral – os 82% que não protestam).
Como diria Reagan, o Estado é o problema, não a solução!

 

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Hungria

A Hungria é um país que nos últimos tempos tem sido notícia pelos piores motivos. Não só tem um nível de intervencionismo estatal enorme, como agora os líderes locais decidiram fazer um conjunto de reformas políticas para diminuírem fortemente as liberdades políticas que qualquer país da UE é suposto gozar. Para se perceber como um estatista pode acabar com a democracia no seu país, ficam aqui algumas ligações relevantes para ver o que está a acontecer no terreno (lista retirada daqui):

 
 

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A questão dos SWAP no SPE

Um especialista fez chegar a um colega d’O Insurgente esta mensagem sobre a questão.
Como eu sou financeiro mas não estou por dentro da temática, deixo aqui a carta na íntegra sem alterações:

Muito se tem escrito sobre derivados na imprensa dos últimos dias, sobretudo sobre swaps de taxa de juros e sobre eventuais responsabilidades dos gestores que as contrataram. Como a memória é tendencialmente curta, convém relembrar alguns factores que contribuíram para o aparecimento de mais este buraco.

1. O contexto de taxas de juro em 2007 e 2008 era de taxas relativamente elevadas entre os 4% e os 5.40% em Outubro de 2008 e as expectativas não eram de redução (pelo menos até pouco antes da falência do Lehman Brothers);

2. As empresas de transporte público eram (e ainda são) operacionalmente deficitárias, quer por via de ineficiência operacional quer por terem os preços das tarifas determinados pelos sucessivos governos que não se ajustaram aos custos dos serviços que as empresas prestavam por questões sociais ou de popularidade;

3. Como consequência do ponto 2 e de indemnizações compensatórias insuficientes, as empresas de transportes públicos do Sector Público Empresarial (sobretudo dos Metros de Lisboa e Porto) foram acumulando dívida, num ciclo vicioso já que todos os anos era necessária mais dívida para pagar os prejuízos do ano corrente ainda os juros da dívida dos anos anteriores.

Tendo em conta os três pontos acima, contrair empréstimos com taxas entre 4.5% e 5.4% acrescidas de um spread de crédito (que na altura seria relativamente baixo, mas não 0) revelava-se problemático dado que os encargos com juros cresciam significativamente e seria necessária cada vez mais dívida. Isto implica que no contexto em que estas empresas operavam (com a sua falta de eficiência operacional e com o investimento que foram fazendo que não gerava receitas suficientes) qualquer solução que permitisse reduzir o custo da dívida era vista com muito interesse por parte das empresas de transporte do SPE.

É precisamente neste contexto que entram os bancos de investimento, que poucos anos antes (em 2004 e 2005) numa envolvente de taxas baixas fruto da crise das dot.com no início dos anos 2000, tinham desenvolvido produtos de investimento que através da venda de opções bonificavam a taxa paga. Esta experiência de desenvolvimento de produtos exóticos foi usada posteriormente num contexto de taxas de juros (relativamente) elevadas, para através da venda de opções usar o prémio da venda para financiar taxas de juro abaixo da taxa de mercado.

Estes swaps exóticos tipicamente tinham cupões fixos por um período limitado (cerca de 3, 4 ou 5 anos, tipicamente o prazo do mandato da administração em curso) com taxas significativamente abaixo das taxas de mercado (cerca de 2 a 3 pontos percentuais). Passado este período inicial de taxas fixas baixas normalmente o cupão pago pelas empresas do SPE dependeria da evolução de um ou mais indexantes, tipicamente a Euribor ou a USD Libor, muitas vezes com um factor de alavancagem e sobretudo com memória, i.e. os cupões futuros dependem dos cupões passados, evoluindo como uma bola de neve no caso de as opções estarem in-the-money. Os strikes das opções contidas nestes swaps foram tipicamente escolhidos de uma forma conservadora dado o contexto da altura (provavelmente à volta de 1.50% ou 2% nas barreiras inferiores e à volta de 6% nas barreiras superiores, quando as taxas estavam a 4.5% ou 5%), o problema é que para além da alvancagem estas vendas de opções foram feitas por períodos muito longos em que é virtualmente impossível prever a evolução das taxas de juro e consequentemente que a estrutura não corra mal, sendo que basta que a estrutura corra mal uma vez, para esse efeito se ver repetido até ao vencimento.

As administrações das empresas do SPE contrataram estes derivados com objectivos muito claros de minimizar os encargos financeiros durante a vigência do seu mandato fruto do contexto em que operavam, empurrando com a barriga um problema que os sucessivos governos não quiseram resolver. Obviamente não as desculpa, sobretudo porque fizeram contratos que as beneficiavam no curto prazo, sem saber avaliar correctamente os encargos futuros que podiam advir destas operações deixando esse problema para quem viesse a seguir.

Hoje em dia fala-se num buraco de cerca de 3 mil milhões de Euros fruto destes contratos (para uma avaliação cabal seria necessário incluir o saldo dos cupões já pagos e recebidos), mas se não forem renegociados dado o contexto actual de taxas de juro é bastante provável que continue a subir, estando o dossier nas mãos do IGCP é de esperar que algo seja feito com urgência.

Para concluir e porque a memória é curta, estes contratos foram celebrados num contexto adverso para as empresas de transportes do SPE, por administrações com um objectivo claro de minimizar os encargos financeiros de curto-prazo (obviamente colocando em risco o futuro), sem capacidade para avaliar correctamente os riscos dos swaps que estavam a contratar, mas sem o fazer com má fé, como parece ser o tom de alguma critica. Por fim é importante saber que não existe em Portugal hoje em dia conhecimento e capacidade para avaliar com exactidão este tipo de contratos (excepção feita aos bancos estrangeiros presentes em território nacional).

PC

Não vou colocar aqui links para o que “especialistas” e demagogos têm dito na imprensa sobre este assunto nestes dias porque este não é um post humorístico.

 

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