RSS

Arquivo da Categoria: Saúde

Agora é que vão ser elas…

Do Facebook de Nogueira Leite: “Muita conversa por aí. Factos: salários + pensões pagas pelo estado sao mais de 90% do total dos impostos. Com os juros passam dos 105%. Para que Portugal tivesse uma despesa publica comportável sem hipotecar ainda mais o futuro, teriam de desaparecer entre 8 e 9 mil milhões. Esta é a realidade. O resto, de uma forma ou de outra, serão um montão de sacrifícios. Digam o que disserem os comentadores.”

Neste sentido, o Ministro das Finanças proibiu novas despesas sem autorização, uma decisão sábia enquanto o mininistro está em Bruxelas a negociar a dívida e que Oliveira Martins diz transitória (como aliás era óbvio para todos… que não os alucinados deputados da extrema-esquerda Portuguesa no parlamento).

As reacções não se fizeram esperar. Por exemplo o insubstituível Bastonário dos Advogados disse que era retaliatório e vingativo. Os partidos na Assembleia nem comento. Mas por todo o lado acordaram os sanguessugas da sociedade, pouco dispostos a abandonar a presa.

Na educação, Sampaio da Nóvoa – o mesmo que tem um gosto refinado para “investimentos” em exposições de “arte” em Moçambique – que não tem mais onde cortar que não em salários e custas judiciais… (via Rui Albuquerque). Já a UMinho “pode ficar sem batatas ou tomates“. Enfim, está lançada a chantagem habitual.

A área da saúde também não se calou. O cómico Bastonário da OM já veio dizer que considera que “não há mais espaço para cortes na saúde” porque “irá dificultar o acesso de muitos doentes aos cuidados de saúde” e “há outras alternativas para fazer face à decisão do Tribunal Constitucional” mas que tomou a decisão de não enumerar. Claro que nunca referiu a possibilidade da descida dos salários dos médicos, referindo-se apenas às taxas moderadoras como forma de diminuir o encargo no sector para o país. Entretanto surgiu a dizer que “espera bom senso” da parte do governo – como eu esperei dele, mas mais uma vez sem sucesso.
Recorde-se que este é o mesmo que já em 2011 acusava o governo de ir “longe demais“, previsões catastrofistas que entretanto não se consubstanciaram, apesar dos cortes que o sector sofreu entretanto.
Relembro também que os médicos, depois de serem parte do problema e respectivas consequências, em Março insurgiram-se contra cortes e ao respectivo aumento de “doenças mentais e suicídios“.
E Ana Jorge? Uma ministra ao nível do “a dívida pública não é para se pagar”, de facto.

Para não ficar atrás, os enfermeiros também “contestam mais cortes na saúde“, mesmo que sejam os que a Troika sugeriu (troca de médicos por enfermeiros em tarefas em que tal já acontece noutros países Europeus).

Opinião

O país precisa de saúde e realmente os hospitais já não são hoje a fonte de desperdício de materiais que foram no passado (embora ainda haja “desvios” de materiais em alguns lados). O problema hoje são os salários de muitos médicos. Conheço casos de milhares e milhares de Euros. Há neste país dezenas de milhares de médicos a ganharem pequenas fortunas (12.000 Euros, por alguns cirurgiões, por exemplo). E como dizia a Troika, há muitos médicos a fazerem funções que noutros países europeus são de enfermeiros.
Para já não falar das horas extraordinárias e do pagamento de horas de sono como extras, algo que o meu pai nunca recebeu quando fazia uma “operação stop” noturna – acordado, já agora.

Na educação, 90% da despesa do ministério são salários. Centenas de sindicalistas que já não sabem dar aulas, milhares de professores “de horário zero” – eufemismo para dizer que não fazem falta nenhuma. A haver cortes será nos salários (que subiram desproporcionalmente no tempo da Manuela Teixeira) e no número de professores. Lamento mas com os vossos salários pesados e com os impostos para os pagar, a carga tributária impediu os jovens de terem as crianças necessárias para vos empregar. E a educação não existe para pagar subsídios a inúteis.

Na justiça, mais uma vez a despesa é quase toda para salários, mais uma vez muitas vezes acima do salário médio nacional (777 Euros – e sim, é incrível quão pouco se ganha neste país por comparação com o resto da Europa… porque temos que pagar o Estado monstro que temos e já não aguentamos – ainda houve uma altura em que tínhamos pouco desemprego porque os salários no privado eram baixos mas agora já nem assim!). Juízes ganham milhares de Euros e dão-se ao luxo de se reformarem cedo e com 5.000 Euros de reforma, também muitas vezes acima da média nacional (409 Euros – mesmo com muitos casos inacreditáveis a puxar a média para cima). Há que descer um pouco à terra.

Este país é um país sem fraternidade: quem mama do Estado não aceita perder nada e quem não é privilegiado tem de viver na angústia da incerteza e do salário baixo. Quando se tenta cortar no exagero estatal, a reação está à vista. Mas eu não me preocupo. A realidade tem o hábito de se impor. Nem que seja à força. Porque não há mais e os cortes já não podem mais ser em “outros” (investimento, consumíveis, …) e vão mesmo ter que ser nos salários dos privilegiados do costume. Sorry guys.

 

Tags: , ,

Castas Portuguesas

Maria João Marques, empresária, no Diário Económico, sobre a Equidade em Portugal:

Disse em 2012 o Tribunal Constitucional que a falta de equidade entre funcionários do Estado e funcionários do sector privado é inconstitucional.
Algo curioso, visto que o TC conviveu pacificamente anos a fio com várias inconstitucionalidades evidentes nas várias regalias à disposição dos funcionários públicos que estão vedadas aos comuns mortais das empresas privadas.

Uma desigualdade óbvia: o subsistema de Saúde da ADSE da maioria dos funcionários públicos, pensionistas e familiares, que permite escolher livremente o prestador de cuidados de Saúde com reembolso ou comparticipação da ADSE.
Fora do oásis estatal, os meros mortais têm o SNS e os mais afortunados compram um seguro de Saúde. Ao contrário do tão repetido, a ADSE não vive só dos descontos mensais dos funcionários públicos e pensionistas.

Em 2012 as despesas directas totais com a ADSE foram cerca de500M€ (quase 1000M€ em 2009); os descontos dos funcionários públicos totalizaram menos de metade; a fatia de leão pagou o contribuinte. Extinguir a ADSE é necessário por todas as razões. No momento em que não se pode mais fugir da urgência de reduzir a despesa pública, manter um sistema de saúde para poucos (1,3 milhões) em que a maior parte do financiamento vem dos contribuintes é indefensável. Mais importantes são as razões de moral e de justiça.

É injusto e imoral um contribuinte, que só conta com um SNS em emagrecimento, ter de sustentar um sistema de Saúde de elite ao qual não tem acesso. Assim tão simples. Curiosamente, argumentos favoráveis à extinção da ADSE vêm até do PS. O coordenador da área da Saúde considera-a “acabar com a injustiça“.

O ex-ministro Correia de Campos chama à ADSE sistema ‘mau’, ‘naturalmente injusto’ e ‘irracional’. António Arnaut clama pela integração no SNS. Está então o PS disponível para extinguir o que vários socialistas repudiam? Claro que não. Como José Lello candidamente explicou, “a maioria dos funcionários públicos são eleitores do PS“. Legenda: o PS cuida dos privilégios das suas clientelas eleitorais.

Mas quem não aprecia sociedades com castas privilegiadas só pode pedir o fim da ADSE. Ou as castas afinal serão constitucionais?

Uma violação clara do princípio da Igualdade, paga por todos, beneficiada por uns privilegiados.
Se o Tribunal Constitucional levasse a sério o seu mandato…

 

Tags: , , , ,

O Partido Socialista sobre a ADSE

Álvaro Beleza, coordenador do PS para a Saúde, sobre a ASDE ao DN:

O coordenador para a área da saúde do PS, Álvaro Beleza,
considera que ainda há gorduras no Serviço Nacional de Saúde e promete eliminá-las quando os socialistas voltarem ao poder.

O Partido Socialista quer acabar com a ADSE, subsistema que considera injusto. “Beneficia um milhão e trezentos mil portugueses, e faz com que o acesso à saúde não seja igual para todos“, afirma o secretário nacional do PS na edição de hoje do Jornal de Notícias.

Em entrevista, antes de conhecido o relatório do FMI, o responsável pela saúde na direção socialista antecipou as linhas essenciais do que diz ser o futuro programa de Governo. As propostas serão apresentadas num fórum no Porto, no próximo dia 25.

Miguel Noronha, blogger liberal, sobre a força ideológica do PS a’O Insurgente:

Carlos Zorrinho desmente coordenador do partido para a Saúde, que defendeu fim de subsistema para funcionários públicos. Socialistas debatem Estado Social em Viseu.

Álvaro Beleza dizia que o PS ia “acabar com a ADSE para acabar com a injustiça“. Mas pelos vistos era mentira. Felizmente Zorrinho interveio a tempo desautorizando Beleza e impedindo o PS de tomar qualquer tipo de posição potencialmente impopular e que não passe pela mera manutenção do status quo.

Uma das virtudes Cristãs é a Fortaleza. Este Zorrinho é um poço dessa virtude…

PS1: Correia de Campos e Sócrates em 2009 já defendiam o fim da ADSE.
PS2: Nem está aqui em causa o SNS, sublinhe-se…

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 15 de Janeiro de 2013 in Política, Portugal, Saúde

 

Tags: , , , , , , , , ,

Chávez escolhe uma vida mais curta

Hugo Chavez Hit By Cuba’s Surgical Strike:

Americas: Venezuela’s Hugo Chavez is dying of cancer in Havana, in a live demonstration of Cuba’s vaunted socialized medical care. He went there instead of Brazil because he wanted to make a political statement. What irony.

As party cronies hover at his bedside, Cuban officials bark orders to the government in Caracas, and red-shirted Chavistas hold vigils, all signs are pointing to an imminent exit for the Venezuelan leader who controls a huge part of the world’s oil.

He’s going out exactly as he wouldn’t have liked — helpless and at the mercy of doctors, a far cry from the blaze of heroic socialist glory he might have preferred.

Most galling for him: It didn’t have to happen this way.

His expected demise will be entirely due to his gullibility to leftist propaganda and bad choices that came of it.

“In July 2011, during (a)… summit in Caracas, Brazil’s President, Dilma Rousseff, told a few of her colleagues — in private — that Chavez was likely to die as a result of ‘his excessive paranoia rather than as a consequence of his serious — yet treatable — cancer,’” wrote Venezuelan consultant Pedro Burelli in a newsletter.

“What she meant to say,” Burelli added, “was that by choosing secrecy in Cuba over medical competence at the Sirio-Libanese Hospital in Sao Paulo (where she had been treated successfully for lymphatic cancer) Chavez had condemned himself to a shorter life.”

Burelli noted that it corresponded to his own sources, who told him that Chavez’s chosen successor, Foreign Minister Nicolas Maduro, flew to Brasilia to meet with Rousseff and her oncologist.

He presented the diagnoses from Caracas and Havana and the Brazilian specialist “considered it treatable under world-class protocols available in his center.”

Maduro signaled interest. But the Chavista regime then demanded to pretty much take over the 400-bed hospital, which the Brazilians rejected. “From that moment on the patient was doomed,” Burelli wrote.

According to a 2011 report in the Wall Street Journal, Chavez chose Cuban medical care over the world-class treatment in Brazil for “political” reasons.

“While Mr. Chavez often lauds Cuban doctors, switching from Cuban to Brazilian care would have suggested the Cubans aren’t capable of world class care.”

And that’s pretty much the nub of it, the incredible desire of Chavez, common to all the left, to defend the myth of Cuba’s top-down health care system as superior to health care in free markets.

Praising CastroCare was a prominent feature of Michael Moore’s 2008 phony “documentary,” “Sicko,” which provided a shot in the arm for efforts to set up a socialized health care system in the U.S. — including the costly monstrosity known as ObamaCare.

President Obama’s campaign website continues to feature events that were held “to provide us with the motivation to continue the fight for health insurance reform.”

As Chavez suffers through four surgeries in Cuba, it’s instructive to note it was the Brazilian hospital — a teaching institution with top-of-the-line tomotherapy equipment, 2,000 doctors, and a record of success for beating cancer — that cured Rousseff as well as then-President Fernando Lugo of Paraguay. But it gets no recognition from the likes of Moore, who still promotes CastroCare on his Web site, while ignoring the private U.S. hospitals the Brazilians model themselves after.

Who knows, had he done so, Chavez might have lived.

Cuba by contrast, remains substandard, with average Cubans forced to bring their own bandages, water and sheets to hospitals that haven’t seen repairs in years.

Recent reports say Cuba cut medical spending from $209 million in 2009 to $190 million last year — “bending the cost curve” by giving less care. Sound familiar?

For wealthy foreigners like Chavez, Cuban officials often misstate their abilities to cure, according to Cuban dissident and top neurosurgeon Dr. Hilda Molina, while left-wing sites such as MRZine praise CastroCare because it doesn’t invest in fancy equipment.

As Chavez dies, Cuba itself may go down too if Venezuela’s energy subsidies end. Cuba’s regime, ironically, might be the last victim of its own foul health system.

A generalidade dos estatistas mundiais quando a situação aperta vão a instituições privadas de qualidade, como a Clínica de Cleveland (vejam bem a lista de pacientes que foram chefes de estado). A própria Dilma tratou-se no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. Foram espertos.

Chávez quis passar uma mensagem política e foi a Cuba. Já sabemos como são as condições do hospitais Cubanos para o povo. Mas também se sabe que há sectores em que são melhores… para quem paga ou tem favores. Mas cada vez menos, como Chá vez agora descobriu. Quando falta dinheiro – essa maldição capitalista – toda a sociedade sofre e este episódio providencia mais um sinal disso.

Chávez pode agora ser admirado pela sua coerência. E pela sua férrea força de vontade. Uma figura que sempre foi pouco esperta e que assim permaneceu até ao fim. Mas, pelo menos, coerente.

Libertad o Muerte - Cuba

 
 

Tags: , , , ,

Sociedade B – Igualdade para Noctívagos

Muitas Suecas sofrem de apnéia de sono. Decidiram então lançar a sociedade B:

Suecos criam horários especiais para noctívagos

A Suécia começa neste mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada “Sociedade B” –uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.

A primeira instituição sueca a implementar o esquema é uma escola secundária de Gotemburgo, que a partir de setembro vai oferecer turnos opcionais entre 20h e 8h.

Por que precisamos trabalhar todos no mesmo horário e enfrentar os mesmos engarrafamentos?“, pergunta o manifesto do movimento B-Samfundet (“Sociedade B”). “Por que temos de correr ao mesmo tempo para pegar as crianças na escola antes que elas fechem? Por que tudo tem de funcionar nos mesmos ritmos e horários se isso causa problemas gigantescos na infra-estrutura da sociedade?”

O B-Samfundet tem origem na Dinamarca, onde foi criado no ano passado. Ainda neste outono europeu, a Sociedade B será introduzida na Noruega e na Finlândia, e para outubro está previsto o lançamento no Reino Unido.

A Sociedade B se baseia em pesquisas científicas que indicam que cada indivíduo tem seu próprio ritmo biológico, uma espécie de “relógio interno” que é geneticamente determinado.

Segundo essas pesquisas, uma “pessoa B” possui um ritmo interno de 25 a 27 horas, enquanto o de uma “pessoa A” tem um ciclo de 23 horas. As “pessoas B” são mais produtivas no final do dia e têm dificuldades de despertar de manhã cedo, que é quando as “pessoas A” são mais ativas.

Segundo os criadores, esse é um movimento contra a tirania do despertador, que ao mesmo tempo se encaixa no debate sobre a criação de uma sociedade de horários mais flexíveis, com maior equilíbrio entre trabalho e lazer –e melhor qualidade de vida.

“Nosso objetivo é acabar com as rígidas disciplinas de horário da sociedade industrial, em que todos chegam ao mesmo tempo e saem na mesma hora”, disse em entrevista à BBC Brasil Erika Augustinsson, vice-presidente do B-Samfundet. “Vivemos em uma nova sociedade e queremos criar um novo jeito de viver, que respeite também os diferentes ritmos internos das pessoas”, acrescentou.

Escolas

Erika destaca que esses diferentes ritmos biológicos também são uma realidade nas escolas, onde um grande número de crianças e adolescentes tem dificuldades de concentração pela manhã. Ou seja, esses alunos não têm exatamente preguiça de levantar para ir à escola – eles são apenas “pessoas B”.

Na escola Vasa Lärcentrum, na cidade de Gotemburgo, o turno da tarde/noite está sendo introduzido depois de uma pesquisa realizada com os 150 alunos da instituição.

“A pesquisa mostrou que muitos estudantes consideraram a idéia bastante positiva”, contou à BBC Brasil Ingela Welther, gerente de planejamento do Departamento de Educação do governo de Gotemburgo.

Segundo ela, a extensão do horário de funcionamento da Vasa Lärcentrum é uma experiência inicial que poderá ser levada às outras escolas da rede pública. “O objetivo é fornecer alternativas que ajudem os alunos a lidar melhor com seus estudos e a completar sua educação com êxito.”

Ingela Welther destacou ainda que a introdução do cronograma alternativo possibilita também o melhor aproveitamento das instalações da escola, que poderá absorver mais alunos.

Em outubro, o movimento “Sociedade B” lançará o primeiro website do mundo direcionado a oferta e busca de empregos para “pessoas B”.

 
 

Tags: , , ,

Why ObamaCare Will Fail: A Reading List

Em Inglês, com base nesta ligação:

The Supreme Court today upheld “Obamacare,” a massive economic intervention ostensibly designed to cure the ills of American healthcare. Of course those ills were themselves caused by intervention, and this “cure” will only make the situation even worse. The “cycle of interventionism” Mises warned us about continues to intensify.

As Murray Rothbard wrote,

Our very real medical crisis has been the product of massive government intervention, state and federal, throughout the century; in particular, an artificial boosting of demand coupled with an artificial restriction of supply. The result has been accelerating high prices and deterioration of patient care. And next, socialized medicine could easily bring us to the vaunted medical status of the Soviet Union: everyone has the right to free medical care, but there is, in effect, no medicine and no care.

We have put together this healthcare reading list so as to help the concerned citizen understand how we got where we are, and where we are likely headed if we continue on this path.

Articles

Journals

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Sistema Americano de Saúde é “Liberal”?

Não, não é. É um sistema muito regulado, com muitas obrigações para as companhias, de tal modo altas que as companhias – que gostariam de lucrar com o consumo de cuidados de saúde de todos – são obrigadas a elevar prémios nos seus seguros e a não lançar seguros low-cost (dados os requisitos mínimos serem altíssimos).
Perdem Cuidados de saúde os cidadãos, Lucros as companhias e até Impostos o estado. Para satisfação de quem ganha com a regulação: alguns médicos e, claro, os legisladores.
Mas podia ser, como mostra este vídeo:

E recomendo também:

E finalmente um caso prático em:

O mercado dos Cuidados de Saúde é como qualquer outro.

1. Quando Pr no Consumidor = 0, Procura dispara. Logo, assistimos a seniores que vão a hospitais e centros de saúde porque estão sozinhos, ou não tem mais que fazer e ali sempre estão mais seguros.

2. Quando o  Estado paga as despesas, não há incentivo para a poupança e todo o tipo de desperdício se multiplica. Médicos em pausas “porque têm estatuto para isso”, múltiplos médicos a ver 1 doente, exames a mais, material “desviado”… são muitas as causas de desperdício.

Com a procura sempre a esticar-se, o Estado tem 3 opções:
1. Aceita o défice e deixa as contas descontrolarem-se;
2. Não aceita o défice e deixa as filas descontrolarem-se;
3. Aceita o défice e deixa as contas e as filas de espera descontrolarem-se (Opção Portuguesa).

 

Tags: ,

Esquerdas Coerentes: Aborto Pós-Natal

Na reputada revista científica Journal of Medical Ethics, especialistas na área defendem o Aborto Pós-Natal (actualização: foi retirado…), ou seja, após o nascimento do feto, como noticiado aqui no Telegraph.
Podem ver detalhes uma análise detalhada aqui, uma opinião aqui, e uma outra opinião aqui.
Actualização: Artigo foi removido devido ao escândalo na Austrália, de que podem ler uma descrição aqui.

Se bem que não é um assunto económico, deixo aqui algumas notas sobre o tema:
1. Discordo em absoluto do Aborto, Pré-Natal ou Pós-Natal.
Na verdade acho mesmo execrável a ideia. E não tenho como humanista quem a defenda…
2. Aceito que uma certa esquerda defenda também esta opção, em coerência com o que disse anteriormente.
Obviamente, a minha opinião sobre esta esquerda que concorde com esta medida não vai melhorar…
3. Aceito que alguns se comovam e achem isto demais, havendo uma cisão no movimento pró-infanticídio.
Neste caso, estarão a ser incoerentes, mas ao menos terão um mínimo de dignidade…
4. Como Minarquista, acho que uma das poucas atribuições do Estado é defender a vida dos cidadãos. Todos.
E sim, a vida começa na concepção pelo que, como Ron Paul, sou a favor da intervenção do Estado aqui!
5. Acho deplorável que “cientistas” escrevam o que aqui foi escrito. É de facto uma profissão em crise.
O relativismo instalado está a atingir um ponto que eu penso que terá consequências num futuro próximo.

 

Tags: , , ,

Liberdade! Igualdade! Fraternidade!

Em tempos, num país próximo do nosso, revolucionários que lutavam contra o status quo, tinham um lema.
Ontem como hoje esse mela é actual pois este “princípios fundamentais” são atacados todos os dias:

1. Liberdade.
Conquistadas as Liberdades “Fundamentais” (na Europa…), há hoje 2 grandes barreiras a este valor:
- A 1ª, é uma “elite” mundial que se auto-proclamou como “defensora da democracia” (e dos seus ditadores favoritos), que nos impõe um outro valor “superior” – a Segurança – a que tudo deve ser sacrificado. Quem tenha dúvidas, experimente viajar de avião ou viajar numa grande cidade evitando ser gravado em múltiplas câmaras de segurança. É a Segurança Militar a que todos se devem submeter.
- A 2ª, é uma esquerda mundial que se auto-proclamou como “defensora dos humildes” e que, para além de obrigar o resto da população a uma contra-produtiva caridade forçada (a que eles naturalmente pretendem escapar), é também contra todo o tipo de Liberdades Económicas (Liberdade de Celebração de Contrato, Liberdade de Escolha de Escola/Hospital, Liberdade de Trabalho, Liberdade de Circulação, …). Tudo para prejudicar os Consumidores (i.e., alunos, pacientes, …) e beneficiar os prestadores desses serviços. É a Segurança Social a que todos somos obrigados a nos submeter.

2. Igualdade.
Gerações e gerações passaram lutando pela Igualdade. Mas a qual Igualdade?
- Igualdade de Tratamento, Desigualdade de Resultados – Todos são iguais perante a lei e todos têm as mesmas oportunidades. Naturalmente quem for mais capaz, tiver mais meios e mostrar mais empenho chegará mais longe. Haverá alguns recursos para amparar os azarados da vida, mas há princípios invioláveis, como o Louvor dos que fazem a sociedade avançar e a maior Recompensa para quem mais contribua para a satisfação dos demais elementos da sociedade.
- Desigualdade de Tratamento, Igualdade de Resultados - Todos deverão ter aproximadamente os mesmos meios, aplicando-se a máxima “de cada um conforme as suas capacidades, para cada um conforme as suas necessidades” o que, tendo em consideração a psique humana, levará à “igual distribuição de misérias”. Quem mais longe chegar, mais será taxado, desrespeitado e atacado, sendo todos os seus recursos “excedentários” recolhidos para amparar os azarados e os “azarados” da vida. Assim, quem insistir em tentar chegar longe passará a cidadão de 2ª (ver filme) e quem “provar” necessitar de ajuda (ou tiver favores dos que julgam estas questões) serão cidadãos de 1ª.

3. Fraternidade.
Uma sociedade fortemente estatizada como a Portuguesa apresentará ao fim de algum tempo 2 classes:
- A dos Direitos Adquiridos, que no caso Português são representados pelos trabalhadores “pertencentes ao quadro”, geralmente mais velhos e sobretudo na função pública. Beneficiaram de ser a geração beneficiária da “Segurança Social” (este nome é demais: Bismark criou este sistema para o proteger dos pobres e é um humorista ainda hoje pouco respeitado) em Portugal e de ser a última a ser Beneficiária Líquida da mesma!
- A dos Precários, que no caso Português são representados pelo trabalhadores a receber por recibos verdes, geralmente mais jovens e que estão a destruir a demografia por não poderem suportar uma família. Estes 2º, os direitos que têm devem-nos à Troika, pois os políticos cá do burgo (incluindo os da esquerda) sempre acharam que como estes trabalhadores têm um vínculo mais precário, então precisam de menos protecção da “Segurança Social” (o que faz alguns questionar qual é mesmo a função daquela entidade), aumentando a desigualdade desde 1975. Esta geração paga uma “Segurança Social” de luxo e beneficiará de uma Reforma de Subsistência, pelo que tem de pagar 2x: as reformas dos pais e poupar no privado para a Sua!

A luta continua. Mas não é mais a esquerda que a protagonizará. A Luta pela Liberdade é hoje uma luta de jovens cansados de suportar os idealistas da geração anterior, que persistem num modelo de estado omnipresente que esmaga a classe média com impostos (não taxando os ricos porque estes escapam e os pobres porque estes não podem pagar) e, assim, destrói a base de sustentação do modelo, quer moral quer económica. Insistir no erro levará certamente a uma sociedade dual. Pelo contrário, dando mais liberdade às pessoas, permitir-se-á o ressurgimento de uma classe média mais jovem, diversa (liberdade tem destas coisas…) e empreendedora.

Quem vencerá: a miragem da manutenção do modelo passado, ou a necessidade de regeneração?

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

Cuba, a terra da Medicina Gratuita e de Qualidade?

Se acreditarmos em fontes oficiais, talvez.

Mas um sítio de opositores do regime conta outra história.

Pontos altos do artigo:

1. O que acontece aos 10.000 Dólares que Angola paga por um médico Cubano?
Letter from a slave doctor in Angola
A relative of a Cuban slave doctor, who was sent by the Castro regime to work in Angola, have sent me copy of a recent e-mail he received where the doctor explains how the Castro brothers exploit those who are forced to abandon their families and go work in foreign countries.
The name of the doctor has been omitted for obvious reasons. Here is a translation of what he said:
“Let me explain how the contract works. The Angolan government pays Cuba US$10,000 monthly for each doctor, but from that total, the Cuban government pays Angola’s Ministry of Health US$6,000 per month to guarantee our housing and transportation. We have to pay for our own food. Of the US$4,000 left we only receive US$600, but 30% of the $600 is paid to an account in Cuba. I spend about US$150 buying food that I have to cook myself and if you check the phone bill, it cost around US$40 to call Cuba. As you can see, it is not easy.”
Note – According to the relatives, the 30% that is paid in Cuba is in CUC Convertible Cuban Pesos that are worthless outside of Cuba.

2. E a culpa de faltarem equipamentos não é do Embargo?
Those who still are trying to defend the indefensible claim that the reason why Cuba’s hospital lack the necessary equipment and supplies to treat regular Cubans is because of the US embargo. But that is another lie perpetrated by Castro’s propaganda machine. Have you ever heard of “Combiomed”?
The headquarters for Combiomed are located at what the Castro regime refers to as “the scientific pole of East Havana.” According to its website, more than 12,000 medical equipment manufactured by Combiomed is being used in many countries around the world “and this number increases by several hundred each month.” And what type of medical equipment are we talking about? Equipment that is not available at the hospitals that treat regular Cubans.

 3. Sobre o filme de Michael Moore
Those of you who saw Michael Moore’s documentary “Sicko,” would remember the scene where Moore and his guests walked into a Cuban pharmacy and asked for an asthma medication, Salbutemol, and immediately the clerk opens a drawer and gives it to one of the guests, a woman from New York, who then begins to cry when she learns that in Cuba that medicine costs only a fraction of what it costs in New York. According to Moore, his guests received the “the same care” that any regular Cuban would receive, “no more, no less.”
But the scene at the Cuban pharmacy, as the whole portion of Sicko filmed in Cuba, was a fallacy conceived, scripted, staged and rehearsed by the Cuban regime with Moore’s acting the part of the useful idiot.
In an article titled “Catching a cold in Cuba,” Sally Melcher Jarvis, a correspondent for a Pennsylvanian newspaper who went to Cuba in November of 2007 accompanying a humanitarian mission organized by a local museum, found out about the apartheid that regular Cubans are suffering since Castro turned them into second class citizens in their own country.
Here is part of what she wrote: “It wasn’t much of a cold; just the kind that would get better by itself in a week. In the meantime it was a nuisance with a cough and stuffy nose. A little over-the-counter remedy would help…..There were no over-the-counter remedies to be had. I asked the guide what Cubans did if they had a cold. The guide said that a Cuban would go to the doctor — a visit free of charge — who would write a prescription for aspirin. However, there would be no way to fill the prescription. We visited a pharmacy later in the trip. Behind the counter five well-dressed Cuban women waited to serve, but the shelves were empty. The only items in sight were the monthly ration of sanitary napkins, 10 permitted per Cuban woman per month.
It was like being in a dream where two different things can happen at the same time. We were in a two-tier system: one for the privileged (tourists, for example) and the other for those who lived and worked in socialist Cuba. Our luxurious state-owned hotel was closed to Cubans, except for those who worked there. A Cuban could not even come in for a meal.
It was depressing to see attractive and intelligent people restricted and denied opportunity in such an appealing land only 90 miles away from our country. The accident of birth has put me in a free country and I have never been so grateful.” Click here to read the entire article.

O sítio tem imensas fotos. Coloco aqui algumas para exemplo depois do vídeo.

O vídeo de 1 hora sobre Medicina nos EUA e em países ainda mas socialistas.

Verem todas as do sítio pode ser chocante. Estas não são as piores.

Sala de raios X

Salas de revelação dos Raios X

Casas de banho do Hospital

Read the rest of this entry »

 
10 Comentários

Publicado por em 9 de Fevereiro de 2012 in Américas, Comunismo, Cultura, Evento, Saúde

 

Tags: , , , , , , , ,

Obamacare: Obama salvou Milhões de morrerem na rua?

Antes de mais, Quem não tinha seguro nos EUA antes de Obama criar o Obamacare?

Fonte da imagem. Sobre isto, gostaria apenas de fazer os seguintes comentários:

  1. Casos Graves. Sem um sistema público (estatal, na verdade) ou um seguro de saúde, as pessoas não morriam na rua: eram levadas para o hospital, salvas, e depois faziam-se as contas.
  2. Quem paga? Se tivesse seguro de saúde, este paga. Se não, paga a pessoa. Se esta não tivesse possibilidades, esta tem de contar com a sociedade, nomeadamente com doações, muito comuns antes do Estado tomar conta do sector da saúde e fazer de tudo para o monopolizar.
  3. Exemplo Americano. O sistema que existe nos EUA não é o que seria ditado por Liberais e certamente não é o exemplo de um bom sistema privado, dadas todas as intervenções a que é constantemente sujeito. O facto de as seguradoras terem aprendido a usar lobistas e a escrever a sua própria legislação é obviamente uma prática anti-liberal e anti-consumidores indefensável por qualquer pessoa que não os próprios (afinal, “a concorrência é a melhor forma para se organizar qualquer mercado, excepto o meu”).
  4. O que é 1 Seguro? Ninguém segura contra incêndio uma casa que está a arder. Pelo menos até o Obamacare estar em vigor, altura em que se vão segurar contra doenças pessoas doentes…
  5. Quem beneficia? Mas o que eu acho mais curioso é mesmo o seguinte: O Obamacare não veio segurar os que poder-se-iam segurar mas não queriam (compensa pagar multas e só fazer um seguro quando se estiver doente). O Obamacare não veio segurar os jovens que se julgam super-heróis a quem nada ataca (mesmo motivo). O Obamacare não veio segurar os ilegais (afinal, ninguém sabe que eles não estão ali…). O Obamacare não veio segurar os miúdos que usam os seguros dos pais. O Obamacare não veio segurar os pobres que já eram elegíveis para os programas anteriores mas que por algum motivo não os usavam (necessidade de registo…). O Obamacare não veio ajudar muita gente…
  6. Os Burocratas. O Obamacare veio ajudar burocratas (toda aquela papelada…), fiscais (há muita multa para passar), e médicos com mais vontade de preencher papelada do que de ver doentes.
    Afinal, “The bureaucracy is expanding to meet the needs of the expanding bureaucracy.

Read the rest of this entry »

 

Tags: , , , , , , , , , , ,

AAPS – A associação liberal dos médicos Americanos

Nos EUA há diversas associações de Médicos. Mas há uma que é verdadeiramente liberal (no sentido Europeu) e promove o Liberalismo na Medicina, tendo inúmeros materiais sobre Obamacare, Medicare, Medicaid e como seria um mundo com Medicina Privada (se essa fosse realmente a opção nos EUA, como se ouve dizer que é o caso a toda a hora em Portugal).

O seu nome é AAPS. Recomendo a secção Issues e todos os vídeos, como por exemplo este:

Ver também: Medicine & Liberty (CH), Civitas (UK), Patients United Now (arquivo)Americans for Free Choice in Medicine, Policy Network, Center for Medicine in the Public Interest, Competitive Enterprise Institute, Galen InstituteMediBid – where needs meet solutions.

Read the rest of this entry »

 

Tags: , ,