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Bastiat!

Bastiat

De acordo com a Wikipedia:

Claude Frédéric Bastiat (Baiona, 30 de junho de 1801 — Roma, 24 de dezembro de 1850) foi um economista e jornalista francês. A maior parte de sua obra foi escrita durante os anos que antecederam e que imediatamente sucederam a Revolução de 1848. Nessa época, eram grandes as discussões em torno do socialismo, para o qual a França pendia fortemente. Como deputado, teve a oportunidade de se opor vivamente às idéias socialistas, fazendo-o através de seus escritos, vazados em estilo cheio de humor e sátira e de muito agradável leitura.

Entre os economistas franceses, Frédéric Bastiat ocupa um lugar de destaque. Sua obra completa se compõe de sete volumes. Um princípio domina sua obra: A lei deve proteger o indivíduo, a liberdade e a propriedade privada. Infelizmente, ela pode ser pervertida e posta a serviço de interesses particulares, tornando-se, então, um instrumento de espoliação. É desta forma que Bastiat analisa o funcionamento do Estado, esta “grande ficção através da qual todos se esforçam para viver às custas dos demais”. Para ele, protecionismo, intervencionismo e socialismo são as três forças de perversão da lei.

Ao tomar conhecimento da campanha desenvolvida por Cobden e sua liga na Inglaterra, escreve um artigo, publicado no Journal des Économistes, no qual elogia os méritos do livre mercado. O sucesso é imediato. Bastiat vai a Paris e durante os sete anos que lhe restaram de vida se consagra incansavelmente a defender a causa que abraçara. Em 1848, é eleito para a Assembléia Constituinte e, depois, para a Assembléia Legislativa.

Principais Obras (site com todas em Francês, Inglês e Espanhol):

O que é visto e o que não é visto – Obra obrigatória: pequena, de fácil compreensão e destruidora de mitos.
Capítulos:

Economic Harmonies & Economic Sophisms - As duas obras gémeas sobre Economia Política.

The Law – Conceitos básicos sobre a lei e a sua aplicação.

Government – Uma pequena obra sobre a sua definição. Inclui a tirada (que liga muito bem com a de Hayek):

“I have not the pleasure of knowing my reader but I would stake ten to one that for six months he has been making Utopias, and if so, that he is looking to Government for the realization of them.”

Candlestick Petition – Humor negro. Os produtores de velas pedem que o sol seja tapado para criar mais emprego. em toda a economia. Até Portugal é estimulado!

 

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PS e o “Estímulo”

Seguro representou uma correcção do estilo de Sócrates. Mas a correcção de forma não trouxe consigo uma também desejável correcção de conteúdo, que mantém os tiques socialistas.

Senão vejamos: Seguro veio a público defender Sanções para os países com excedente orçamental. Sim, não é erro: é mesmo excedente. Ou seja, quem não consome avidamente deve ser reprovado pois não está a “estimular a economia”. Isto é tão ridículo que até o Inimigo Público pegou no tema e trouxe para a sua capa que Seguro defende a eliminação da Liga dos Campeões do vencedor do jogo FC Porto – Zenit.

Vamos 1º ao argumento prático, no caso Português: Se os estímulos funcionassem, então Portugal teria tido uma década a crescer a 10% ao ano e não a uns míseros 0,5% – crescendo assim menos que a UE, numa inversão do cenário da década anterior – depois de Sócrates ter estimulado o país de inúmeras formas:

  1. Plano Tecnológico (já agora…)
  2. Investimento nas Renováveis.
  3. Plano Estratégico do Sector Textil para 2007-2013.
  4. PIO – Programa de Intervenção em Oftalmologia.
  5. Plano Tecnológico da Educação.
  6. Programa de grandes investimentos em infra-estruturas 2005-2009.
  7. PENT – Plano Estratégico Nacional de Turismo.
  8. Plano Estratégico para a Indústria de Moldes e Ferramentas Especiais.
  9. Plano para o Oeste.
  10. Um Mail para cada Português (Ok, apenas 2,5M…).
  11. E claro, o investimento em cada vez mais estradas.
Outros Planos:
Outros Estímulos:
  1. Plataforma Logística Lisboa-Norte (Pois…)
  2. Parque de Energia das Ondas da Aguçadoura (Pois…)
  3. Plataforma Logística do Poceirão
  4. Aeroporto de Beja (164? Mais do que eu esperava!) (Em liquidação!) (Sem ter facturado!)

Obviamente podia estar aqui a colocar muitos mais exemplos: afinal todas as dívidas contraídas por empresas públicas – na ordem dos milhares de milhões – e todo o dinheiro “investido” (investimento implica retorno…) na construção de estradas via PPP no fundo podem ser consideradas como estímulo.

O resultado? O estímulo parece não ter resultado a não ser num aumento de dívida.

Mas porquê? Má execução? Ou nunca seria possível que desse certo?

Bem, é claro que também houve má execução. Mas era impossível que desse certo. Senão vejamos:

1. A Equivalência Ricardiana afirma que défices públicos levarão a poupança privada equivalente por os segundos perceberem que os primeiros não têm outra opção senão taxá-los mais tarde, e portanto constituem provisões para o efeito;

2. Conforme disse Bastiat, o Estado entrega a algumas empresas dinheiro na troca de alguns bens, “estimulando a economia”… levando a que das duas uma: ou pede emprestado à banca, que assim não tem dinheiro para financiar a Economia, nem mesmo em projectos economicamente viáveis (o efeito “crowding out” que o João Galamba conheceu recentemente), ou então simplesmente taxa a umas para dar a outras (ver a este propósito este excelente vídeo em inglês sobre o assunto)

3. De acordo com as suas próprias premissas, o objectivo do PS é estimular a actividade económica. Portanto, aquilo a que ele se propõe é retirar financiamento à economia, para impedir investimento, para levar a uma diminuição de produção (e, portanto, de emprego), enquanto aumenta o consumo agregado, que como não pode ser de bens produzidos em Portugal (a diminuir, neste cenário), têm de ser comprados no exterior, fomentando assim a Economia… Chinesa?

Meus caros, creio que que só mesmo um socialista sem noção da realidade pode perceber tudo isto (ouçam aqui como se formam este tipo de Socialistas). Afinal, até já Freitas do Amaral vê o disparate em que esteve envolvido!

Adenda: Como esperado, só depois da saída de Sócrates o Tribunal de Contas e a Comunicação Social estão a apresentar o descalabro em todo o seu esplendor. Ficam aqui alguns casos:

Podem também ver no site “Tretas.org“, perfis como Paulo Campos ou o Aeroporto de Beja.

E para finalizar: “E se o PS tivesse ganho as eleições em 2011?”

 

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