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Arquivo de etiquetas: Desemprego

Mapas da União Europeia 2008

PIB, por habitante (pc) e corrigido pela Paridade do Poder de Compra (PPP):

População empregue em percentagem da Total (retirando inactivos e desempregados).
Incrível como ter uma cultura de trabalho influencia o PIB. Ou então não é assim tão incrível…

Densidade da População:

Localização dos Centros Urbanos:

Distribuição do emprego por sectores:

Fluxos Migratórios na Europa:

Desemprego I – Taxas de Desemprego no início da crise:

Desemprego II – Parte do Desemprego que é de Longa Duração, antes da crise:

Desemprego III – Taxa de Desemprego entre os jovens, antes da crise:

Curioso não terem actualizado estes mapas. Não actualizam desde Março de 2011, e na altura só colocaram dados de 2008/2009.

Seja como for, fica uma descrição do panorama Europeu antes da crise e um bom apoio na interpretação da actualidade informativa.

Vejam também uma versão animada do mapa da Europa desde o Ano 1000 DC (preferencialmente em HD).

 
2 Comentários

Publicado por em 19 de Maio de 2012 in Dados, Desemprego, Europa, Portugal

 

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O Salário Mínimo Cria Desemprego?

Obviamente que Sim.

Como em qualquer mercado, se no Mercado de Trabalho for imposto por lei um limite mínimo acima do preço de equilíbrio no mercado, então, a oferta será superior à situação de equilíbrio (pessoas que ficariam em casa desejam trabalhar) e a procura de trabalho será inferior (as empresas irão expandir-se menos e quando se expandirem será mais à custa de aquisição de maquinaria). Naturalmente o 2º efeito é maior que o 1º (devido à “elasticidade”), mas como podem ver no gráfico abaixo a criação de desemprego é inevitável, como facilmente se poderá constatar na Espanha, onde mesmo em altura de BOOM económico o desemprego era elevado.

Quem perde:
- Empresários, que terão de contratar menos empregados
- Empregados com pouca produtividade, pois assim em vez de ganhar 400 Euros ficam desempregados
- Contribuintes, pois vão ter que financiar pessoas que de outro modo trabalhariam.

Quem ganha:
- Ninguém, pois obviamente só são contratados trabalhadores com produtividade acima do salário mínimo e que receberiam aquele salário de qualquer das formas. Acham mesmo que os empresários vão contratar quem só dê 500 de produção e vai custar 700 (salário mínimo mais outros custos associados a cada trabalhador)?!?

Se duvidam, pensem nestas profissões que com o tempo foram desaparecendo:
- Ascensorista – Para ajudar nos elevadores. Substituído por nada (self-service).
- Bombista – Para ajudar a atestar o depósito. Substituído por nada (self-service).
- Auxiliar de Caixa de Supermercado – Para encher os sacos. Substituído por nada (self-service).
- Caixas de Supermercado – Já está a chegar a eles. Estejam atentos. Substituído por nada (self-service).
- Polícia Sinaleiro – Para regular cruzamentos. Substituídos por semáforos electrónicos.

Podem ser a favor do Desemprego, mas ao menos tenham noção disso.

E finalmente o vídeo sobre o tema do Projecto Learn Liberty:

Referências adicionais: Walter Williams, Desemprego no Ocidente, Exemplo recente.

 

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Como criar Emprego

Econfree: Economic Freedom and Quality of LifeHow to Create a JobEconomic Freedom and US.

Quando era miúdo, pensei que isto era óbvio para todos. Ai, aqueles dias de ingenuidade…

 

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O Desemprego na Europa e nos EUA é baixo

Criar empregos depende de 2 factores:
  1. Capital (Capacidade para investir)
  2. Lucro (Motivo para investir)

Considerem o que se faz nestas Economias Keynesianas. Considerem o estímulo ao consumo. O modo como este consumo adicional destrói as poupanças e consome capital. Se alguém não tem dinheiro, tem de pedir emprestado, mas… a quem? Devedores são ajudados, credores são taxados: qual é o incentivo? Não admira que não haja capital para investir.

E quanto ao lucro. Têm mais risco que salário (cerca de 99,9% de meses que uma pessoa trabalha, o salário é pago), renda (cerca de 99,9% de meses em que uma casa é arrendada, a renda é paga) ou juros (mesmo no ambiente actual, cerca de 99,9% das vezes que depositamos uma poupança, o juro é pago). Logo, a rentabilidade tem que ser maior para valer a pena. E se houver lucro? É não só taxado, como perseguido: as empresas realizam contabilidade criativa para o esconder, quer do Estado quer do público.

Claro que depois de destruir estes 2 factores, os Estados criam barreiras:
  • Exige o pagamento de um salário mínimo, eliminando todos os empregos cuja rentabilidade seja abaixo daquela (sobretudo na Espanha)
  • Para agravar o ponto anterior, exige diversos pagamentos adicionais, mesmo nos empregos menos bem pagos (nos recibos verdes, há enfermeiras que ganham menos de €1.000 Brutos e que descontam metade!)
  • Para agravar o ponto anterior, oferece (de borla…) às pessoas que aceitem não trabalhar um rendimento  não muito inferior ao que receberiam (líquido) se trabalhassem! – Tenho um tio que no Alentejo não arranja um par de pessoas para trabalhar nos seus terrenos pois preferem estar todos no chaparro a colectar o RSI!
  • Se ainda assim as pessoas forem trabalhar, dá todo o tipo de incentivos à ineficiência (direitos superiores ao de outros países do OCDE, pagamento superior aos funcionários públicos que aos privados, exemplo dado pela promoção por idade e não por mérito, seguimento da regra “quem chora, mama” como demonstram os salários dos professores de 10º escalão e dos motoristas da CP, diabolização de diversos grupos de bem-sucedidos…)

O que me espanta? Que 90% ainda trabalhem, o que se pensarmos bem é um número bastante elevado. E só possível porque o Estado afasta muitos das estatísticas classificando-os como “inactivos” porque “nas últimas 4 semanas não procuraram emprego”.
Sinto-me melhor. Receio que quem ler este artigo não. Sorry.

Já agora, ficam com a evolução do desemprego Americano nas últimas recessões:

 

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A Depressão Esquecida de 1920-1921

Todos conhecem a “Grande Depressão” de 1929-1933. Quantos conhecerão a “Depressão Esquecida” de 1920-1921?

Assim, este texto sobre a que não conhecem. Como preciso de ser resumido, vamos focar em alguns pontos base e deixo ligações no fim para obterem informações mais completas se eu vos conseguir interessar no tema.

1. Porque é que não é conhecida? Porque foi uma contracção forte da produção dos EUA que se corrigiu rapidamente. Em 1920 foi duro, mas em Julho de 1921 terminou rapidamente e permitiu os “Roaring 20s“. Além disso, para os historiadores tradicionais é inexplicável de acordo com as suas teorias, pelo que foi um acontecimento único do qual não se podem tirar conclusões…

2. O que é que aconteceu? Basicamente o Dow caiu para quase Metade (de Nov. de 1919 a Agosto de 1921) e o Desemprego disparou para cerca do Dobro. Tudo isto enquanto os preços desceram 18% e o PIB contraiu 6,9% (de acordo com os números do Governo Americano).

3. Qual foi a Reacção do Governo Federal? A Administração cortou o Orçamento em Metade. As taxas do IRS foram cortadas para todos os escalões. A dívida estatal (não o défice, note-se!) foi cortada em 1/3! E a Reserva Federal, criada pouco tempo antes, não expandiu a base monetária nem de outro modo pôs em perigo o padrão-ouro.

4. Que conclusões tirar? Para muitos, nenhuma: foi um episódio. Para alguns contudo, a comparação entre esta crise e a seguinte, com respostas diametralmente opostas e resultados também diametralmente opostos, fica a lição da História, para que não estejamos condenados a repetir os erros do passado.

Evolução do Dow Jones na época:

Citação do Presidente Harding ao aceitar a nomeação do Partido Republicano em 1920:

“We will attempt intelligent and courageous deflation, and strike at government borrowing which enlarges the evil, and we will attack high cost of government with every energy and facility which attend Republican capacity. We promise that relief which will attend the halting of waste and extravagance, and the renewal of the practice of public economy, not alone because it will relieve tax burdens but because it will be an example to stimulate thrift and economy in private life.

Let us call to all the people for thrift and economy, for denial and sacrifice if need be, for a nationwide drive against extravagance and luxury, to a recommittal to simplicity of living, to that prudent and normal plan of life which is the health of the republic. There hasn’t been a recovery from the waste and abnormalities of war since the story of mankind was first written, except through work and saving, through industry and denial, while needless spending and heedless extravagance have marked every decay in the history of nations”

Ficam algumas referências úteis:

  1. Wikipedia
  2. The Depression You’ve Never Heard Of: 1920-1921, pro Rober P. Murphy para The Freeman
  3. Warren Harding and the Forgotten Depression of 1920, por Tom Woods para Lew Rockwell.com
  4. The Forgotten Depression from 1920 to 1921, por Daniel Snyder no site Factoidz
  5. THE FORGOTTEN DEPRESSION, 1920-1921, por Michael S. Coffman, Ph.D. and Kristie Pelletier para NewsWithViews.com

Tom Woods tem um excelente vídeo sobre o assunto e podem vê-lo aqui:

Glenn Beck (eu sei, sempre uma escolha arriscada, mas às vezes tem bons vídeos…):
Vídeo aqui. Dadas as posições passadas do Bleck pelo que deixo só a ligação, não o vídeo…

 

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