Em tempos, num país próximo do nosso, revolucionários que lutavam contra o status quo, tinham um lema.
Ontem como hoje esse mela é actual pois este “princípios fundamentais” são atacados todos os dias:
1. Liberdade.
Conquistadas as Liberdades “Fundamentais” (na Europa…), há hoje 2 grandes barreiras a este valor:
- A 1ª, é uma “elite” mundial que se auto-proclamou como “defensora da democracia” (e dos seus ditadores favoritos), que nos impõe um outro valor “superior” – a Segurança – a que tudo deve ser sacrificado. Quem tenha dúvidas, experimente viajar de avião ou viajar numa grande cidade evitando ser gravado em múltiplas câmaras de segurança. É a Segurança Militar a que todos se devem submeter.
- A 2ª, é uma esquerda mundial que se auto-proclamou como “defensora dos humildes” e que, para além de obrigar o resto da população a uma contra-produtiva caridade forçada (a que eles naturalmente pretendem escapar), é também contra todo o tipo de Liberdades Económicas (Liberdade de Celebração de Contrato, Liberdade de Escolha de Escola/Hospital, Liberdade de Trabalho, Liberdade de Circulação, …). Tudo para prejudicar os Consumidores (i.e., alunos, pacientes, …) e beneficiar os prestadores desses serviços. É a Segurança Social a que todos somos obrigados a nos submeter.
2. Igualdade.
Gerações e gerações passaram lutando pela Igualdade. Mas a qual Igualdade?
- Igualdade de Tratamento, Desigualdade de Resultados – Todos são iguais perante a lei e todos têm as mesmas oportunidades. Naturalmente quem for mais capaz, tiver mais meios e mostrar mais empenho chegará mais longe. Haverá alguns recursos para amparar os azarados da vida, mas há princípios invioláveis, como o Louvor dos que fazem a sociedade avançar e a maior Recompensa para quem mais contribua para a satisfação dos demais elementos da sociedade.
- Desigualdade de Tratamento, Igualdade de Resultados - Todos deverão ter aproximadamente os mesmos meios, aplicando-se a máxima “de cada um conforme as suas capacidades, para cada um conforme as suas necessidades” o que, tendo em consideração a psique humana, levará à “igual distribuição de misérias”. Quem mais longe chegar, mais será taxado, desrespeitado e atacado, sendo todos os seus recursos “excedentários” recolhidos para amparar os azarados e os “azarados” da vida. Assim, quem insistir em tentar chegar longe passará a cidadão de 2ª (ver filme) e quem “provar” necessitar de ajuda (ou tiver favores dos que julgam estas questões) serão cidadãos de 1ª.
3. Fraternidade.
Uma sociedade fortemente estatizada como a Portuguesa apresentará ao fim de algum tempo 2 classes:
- A dos Direitos Adquiridos, que no caso Português são representados pelos trabalhadores “pertencentes ao quadro”, geralmente mais velhos e sobretudo na função pública. Beneficiaram de ser a 1ª geração beneficiária da “Segurança Social” (este nome é demais: Bismark criou este sistema para o proteger dos pobres e é um humorista ainda hoje pouco respeitado) em Portugal e de ser a última a ser Beneficiária Líquida da mesma!
- A dos Precários, que no caso Português são representados pelo trabalhadores a receber por recibos verdes, geralmente mais jovens e que estão a destruir a demografia por não poderem suportar uma família. Estes 2º, os direitos que têm devem-nos à Troika, pois os políticos cá do burgo (incluindo os da esquerda) sempre acharam que como estes trabalhadores têm um vínculo mais precário, então precisam de menos protecção da “Segurança Social” (o que faz alguns questionar qual é mesmo a função daquela entidade), aumentando a desigualdade desde 1975. Esta geração paga uma “Segurança Social” de luxo e beneficiará de uma Reforma de Subsistência, pelo que tem de pagar 2x: as reformas dos pais e poupar no privado para a Sua!

A luta continua. Mas não é mais a esquerda que a protagonizará. A Luta pela Liberdade é hoje uma luta de jovens cansados de suportar os idealistas da geração anterior, que persistem num modelo de estado omnipresente que esmaga a classe média com impostos (não taxando os ricos porque estes escapam e os pobres porque estes não podem pagar) e, assim, destrói a base de sustentação do modelo, quer moral quer económica. Insistir no erro levará certamente a uma sociedade dual. Pelo contrário, dando mais liberdade às pessoas, permitir-se-á o ressurgimento de uma classe média mais jovem, diversa (liberdade tem destas coisas…) e empreendedora.
Quem vencerá: a miragem da manutenção do modelo passado, ou a necessidade de regeneração?