Como hoje é sexta, vai mais uma música. É fraquita comparada com outras, mas os miúdos esforçaram-se:
Keynes Vs Friedman Vs Hayek. Já só falta tirar o Keynes da equação!
Como hoje é sexta, vai mais uma música. É fraquita comparada com outras, mas os miúdos esforçaram-se:
Keynes Vs Friedman Vs Hayek. Já só falta tirar o Keynes da equação!
Gostei muito deste artigo, mencionado pelo AA n’O Insurgente. Excerto, em tradução minha:
Olhando para os últimos anos, temos que nos perguntar como pessoas inteligentes, examinando as provas, conseguem ainda escolher Keynes em relação a Hayek. Tanto no Reino Unido como na América tivemos políticas monetárias focadas em manter custos de financiamento baixos devido a baixas taxas de juro. Tivemos governos a incorrer em défices orçamentais e a aplicar estímulos fiscais a economias que estavam em crescimento. Seguimos a receita Keynesiana para a prosperidade e ainda assim acabamos com uma recessão – uma recessão que os Hayekianos, com o seu modelo superior, previram.
A resposta reside nas prescrições. Keynes, com o seu crédito fácil e a torrente de dinheiro emprestado, oferece uma perspectiva agradável. De facto, Paul Krugman, um dos Keynesianos modernos mais intransigentes, acredita que “Acabar com a depressão deveria ser inacreditavelmente fácil“, requerendo apenas crédito fácil e mais empréstimos. Na verdade, o que nós tínhamos no início da crise.
Hayek, por outro lado, oferece uma perspectiva mais dolorosa. Como disse o seu mentor Ludwig von Mises:
“É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito. A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia, ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.”
Qual destas perspectivas é que você prefere para contemplar?
Mas estas teorias não deveriam ser julgadas com base em quão quentes e acolhedoras elas nos fazem sentir, mas sim em quão adequadas elas são. Nesse critério, Hayek vence em toda a linha, mas alguns ainda se agarram obstinadamente a Keynes. Pelo mesmo motivo que a tia que dá chocolates é preferida em relação à que obriga a fazer os trabalhos de casa.

John Maynard Keynes (WikiPT, WikiEN) nasceu a 5 de Junho de 1883 em Cambridge numa família de classe média alta, onde o seu pai – John Neville Keynes, também ele um Economista – era professor de Religião Moral e secretário da universidade local, onde Keynes acabaria por se formar em 1904. Cerca de 1900, em Eton, Keynes conheceu o “1º Amor da sua vida”, Dan Macmillan, irmão mais velho do futuro 1º ministro Harold Macmillan.
Aí, Keynes foi membro dos “Cambridge Student Liberal Democrats”. Aliás, como li um dia, poucos adversários disseram tão mal das políticas de Keynes “velho” como Keynes “novo” – referindo-se à inversão de opinião que Keynes teve entre a sua juventude em Cambridge e os seus livros mais conhecidos. Em 1914 chegou mesmo a ajudar o Ministro das Finanças a evitar a suspensão da conversão da Libra em Ouro – como pedido pelos bancos – até ao último momento possível (ou seja, até a Grande Guerra já se ter iniciado e tornar a medida inevitável) para manter a reputação do sistema bancário Inglês!
Keynes era também um investidor, leitor ávido dos jornais financeiros da manhã, tendo ganho muito dinheiro no mercado de capitais, por vezes em não mais do que uma horas. Curiosamente, perdeu toda a sua fortuna (e foi salvo pelo pai da bancarrota) quando, como economista, deveria ser óbvio para ele que o mercado estava “sobre-aquecido” no crash de 1929. Mais tarde veio a recuperar as perdas e até 1946 constituiu uma fortuna considerável.
Depois de estudar em Eton and Kings College em Cambridge, els tornou-se professor em Cambridge, financiado pessoalmente pelo seu professor Alfred Marshall, patrocínio que ajudou Maynard a estabelecer uma certa reputação entre os Economistas Britânicos. E então surgiu a 1ª Guerra Mundial.
Durante a guerra, Keynes foi incumbido de comprar moedas “raras”, como Pesetas, para ajudar a aquisição de material de guerra necessário, algo em que ele se saiu particularmente bem.
(…)
Keynes morreu a 21 de Abril de 1946, faz hoje 66 anos.
Frases famosas sobre Keynes:
“If you put two economists in a room, you get two opinions, unless one of them is Lord Keynes, in which case you get three opinions.”
Sobre o famoso livro General Theory:
“It is a badly written book, poorly organized… it is arrogant, bad-tempered, polemical… it abounds in mare’s nests and confusions: involuntary unemployment, wage units, the equality of savings and investments, the timing of the multiplier, interactions of marginal efficiency upon the rate of interest and many others… flashes of insight and intuition intersperse tedious algebra. An awkward definition suddenly gives way to unforgettable cadenza. When it is finally mastered, we find its analysis to be obvious and at the same time new. In short, it is a work of genius.”
Nobel economist Paul Samuelson
Quoted in Peter Pugh and Chris Garratt, Introducing Keynes (Cambridge, England: Totem Books, 1994), p. 64.
Vídeos recomendados:
Gary North, Milton Friedman & F. A. Hayek (1978).
Keynes celebrates the end of the Gold Standard (adoro o sotaque!).
Críticas:
Keynesian Predictions vs. American History | Thomas E. Woods, Jr..
Henry Hazlitt: The Failure of the “New Economics”: Youtube, PDF/EPub.
[Em actualização...]
Mais um post sobre músicas bem-dispostas e com letra económica:
(cliquem em CC para ter tradução directa no vídeo)Esta é a minha tradução. Original aqui. E quanto a Keynes:
O canal da miúda tem muitos mais, de acordo com as ideias que ela vai tendo. Estas são as minhas preferidas, e portanto servem como exemplo de como um vídeo de orçamento muito baixo pode sair engraçado!
Letra completa do 1º Vídeo, em Português:
Quais são os vídeos que eu mais vi no YouTube? Sem dúvida, os Raps de Hayek Vs Keynes!
Para quem entenda Inglês – e Inglês falado depressa, se bem que com ajuda de legendas – aqui ficam os vídeos de ambos. Se quiserem ir mais fundo, visitem o site EconStories.
Fica no ouvido, não é?
Outros vídeos dos mesmos produtores…