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Arquivo de etiquetas: Keynesianismo

Porque é que ainda há pessoas inteligentes a preferirem Keynes a Hayek?

Gostei muito deste artigo, mencionado pelo AA n’O Insurgente. Excerto, em tradução minha:

Olhando para os últimos anos, temos que nos perguntar como pessoas inteligentes, examinando as provas, conseguem ainda escolher Keynes em relação a Hayek. Tanto no Reino Unido como na América tivemos políticas monetárias focadas em manter custos de financiamento baixos devido a baixas taxas de juro. Tivemos governos a incorrer em défices orçamentais e a aplicar estímulos fiscais a economias que estavam em crescimento. Seguimos a receita Keynesiana para a prosperidade e ainda assim acabamos com uma recessão – uma recessão que os Hayekianos, com o seu modelo superior, previram.

A resposta reside nas prescrições. Keynes, com o seu crédito fácil e a torrente de dinheiro emprestado, oferece uma perspectiva agradável. De facto, Paul Krugman, um dos Keynesianos modernos mais intransigentes, acredita que “Acabar com a depressão deveria ser inacreditavelmente fácil“, requerendo apenas crédito fácil e mais empréstimos. Na verdade, o que nós tínhamos no início da crise.

Hayek, por outro lado, oferece uma perspectiva mais dolorosa. Como disse o seu mentor Ludwig von Mises:

É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito. A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia, ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.

Qual destas perspectivas é que você prefere para contemplar?

Mas estas teorias não deveriam ser julgadas com base em quão quentes e acolhedoras elas nos fazem sentir, mas sim em quão adequadas elas são. Nesse critério, Hayek vence em toda a linha, mas alguns ainda se agarram obstinadamente a Keynes. Pelo mesmo motivo que a tia que dá chocolates é preferida em relação à que obriga a fazer os trabalhos de casa.

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Why Economists Disagree?

Um vídeo em que Milton Friedman (EN Wiki, PT Wiki) e Walter Heller (EN Wiki) discutem livremente as diferenças entre as Escolas Económicas que cada um defende: Monetarista e Keynesiana.

 

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Estímulo Keynesiano explicado num cartoon

 

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Peso do Estado e o Crescimento Económico

Haverá alguma relação entre peso do Estado e Crescimento Económico?

Esta pergunta equivale a perguntar, em termos desportivos, se há alguma relação entre o nível de gordura de um corpo e a rapidez com que essa mesma pessoa corre uma maratona.

Claro que a relação não é directa e linear, mas creio que é mais ou menos evidente que a relação existe e que é no sentido de que quanto maior for o Peso do Sector Não Competitivo, menor será o Crescimento Económico  desse país.

Quão menor? Vejamos:

Eixo das abcissas (por baixo): Peso do Estado na Economia (em Percentagem do PIB)
Eixo das Ordenadas (lado esquerdo): Taxa de Crescimento Anual da Economia
Dados para Países da OCDE de 1960 a 1996

Fonte: Beyond the European Social Model.

Como é que é possível que ainda haja Keynesianos apesar destes dados?

Tom Woods responde:
 
 

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O Desemprego na Europa e nos EUA é baixo

Criar empregos depende de 2 factores:
  1. Capital (Capacidade para investir)
  2. Lucro (Motivo para investir)

Considerem o que se faz nestas Economias Keynesianas. Considerem o estímulo ao consumo. O modo como este consumo adicional destrói as poupanças e consome capital. Se alguém não tem dinheiro, tem de pedir emprestado, mas… a quem? Devedores são ajudados, credores são taxados: qual é o incentivo? Não admira que não haja capital para investir.

E quanto ao lucro. Têm mais risco que salário (cerca de 99,9% de meses que uma pessoa trabalha, o salário é pago), renda (cerca de 99,9% de meses em que uma casa é arrendada, a renda é paga) ou juros (mesmo no ambiente actual, cerca de 99,9% das vezes que depositamos uma poupança, o juro é pago). Logo, a rentabilidade tem que ser maior para valer a pena. E se houver lucro? É não só taxado, como perseguido: as empresas realizam contabilidade criativa para o esconder, quer do Estado quer do público.

Claro que depois de destruir estes 2 factores, os Estados criam barreiras:
  • Exige o pagamento de um salário mínimo, eliminando todos os empregos cuja rentabilidade seja abaixo daquela (sobretudo na Espanha)
  • Para agravar o ponto anterior, exige diversos pagamentos adicionais, mesmo nos empregos menos bem pagos (nos recibos verdes, há enfermeiras que ganham menos de €1.000 Brutos e que descontam metade!)
  • Para agravar o ponto anterior, oferece (de borla…) às pessoas que aceitem não trabalhar um rendimento  não muito inferior ao que receberiam (líquido) se trabalhassem! – Tenho um tio que no Alentejo não arranja um par de pessoas para trabalhar nos seus terrenos pois preferem estar todos no chaparro a colectar o RSI!
  • Se ainda assim as pessoas forem trabalhar, dá todo o tipo de incentivos à ineficiência (direitos superiores ao de outros países do OCDE, pagamento superior aos funcionários públicos que aos privados, exemplo dado pela promoção por idade e não por mérito, seguimento da regra “quem chora, mama” como demonstram os salários dos professores de 10º escalão e dos motoristas da CP, diabolização de diversos grupos de bem-sucedidos…)

O que me espanta? Que 90% ainda trabalhem, o que se pensarmos bem é um número bastante elevado. E só possível porque o Estado afasta muitos das estatísticas classificando-os como “inactivos” porque “nas últimas 4 semanas não procuraram emprego”.
Sinto-me melhor. Receio que quem ler este artigo não. Sorry.

Já agora, ficam com a evolução do desemprego Americano nas últimas recessões:

 

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