RSS

Revista “Round the Table”

Gostava de hoje deixar aqui uma sugestão de leitura para quem quiser ser um melhor vendedor e estar ao corrente das melhores práticas a nível americano:

Round the Table

É a revista oficial da MDRT (artigo aqui no blog) e uma fonte de inspiração que tenho usado e que não dispenso de 2 em 2 meses. Deixem nos comentários a vossa opinião sobre a revista e se algum artigo em particular vos mereceu particular atenção (mencionando data e página).

Boas leituras.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 8 de Março de 2017 em Teorias Eco.

 

Mudança de Rumo

Eu faço hoje 6 anos na blogosfera. Foi a 28 de Fevereiro de 2011 que entrei na blogosfera, directamente para O Insurgente e, pouco tempo depois, para o PsicoLaranja.

Durante estes 6 anos, participei o mais possível no debate ideológico e no espalhar da mensagem da Liberdade, económica e individual. Este é um percurso que, de certo modo, está esgotado: 1) porque dizer sempre o mesmo me cansa, e 2) porque a política caiu hoje num clubismo fanático (ex: só porque Trump falou na Suécia, um exército de fanáticos garante-me que tudo vai bem no Reino da Suécia!).

Assim decidi:

  1. Continuar a participar n’O Insurgente, ocasionalmente, sobretudo em dias de emissões especiais
  2. Re-focar o meu blog pessoal (este) em motivos que hoje me são mais próximos, nomeadamente: Vendas, Empreendedorismo, Segurança Social e Previdência Privada
  3. Se tiver necessidade de escrever novo artigo sobre os temas antigos, “agendar” a publicação em data anterior à de hoje, por uma questão de organização

Continuo sempre disponível para contactos via e-mail.
Pessoal: campelodemagalhaes@gmail.com
Profissional: ricardo@campelodemagalhaes.PT

Saudações cordiais, Ricardo CM.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 28 de Fevereiro de 2017 em Teorias Eco.

 

Motivos para escolher uma escola Privada

Para mim nem se coloca a hipótese de escolher para os meus filhos uma escola pública.

Aqui fica um resumo dos principais motivos:

  1. Ausência de Meritocracia nos alunos – Para além de se linchar qualquer professor que sugira chumbar um aluno, a exigência é globalmente baixa. Os exames no fim são agora inexistentes, os testes são cada vez menos frequentes, dar uma negativa tem de muitas vezes ser justificado, e tudo o que “deixe uma marca” nos alunos é evitado. Está-se a criar uma geração de sensíveis e inúteis, uma “geração de plástico”.
  2. Falta de Avaliação dos professores – Para além de faltar rigor na seleção de professores (cuja entrada é baseada numa nota final de curso), estes depois exigiram o fim da sua avaliação e substituíram-na por nada. O meu desempeno é avaliado mensalmente, o desempenho de um professor… para dar um exemplo, o Mário Nogueira que não dá aulas há cerca de 20 anos teve uma avaliação sem critérios de “muito bom”. Ridículo.
  3. Greves são lugar comum – Se eu tivesse um custo do salário de um dia e um potencial ganho de milhares ou dezenas de milhares (dependendo de quantos anos faltam até ao final da carreira), sem qualquer consequência adicional, eu também consideraria fazer greve. Os professores vivem numa redoma, são mimados pela classe política, tem um poder político enorme, têm salários médios entre os melhores na Europa (a única classe em Portugal que se pode gabar desse facto), e mesmo assim são dos que mais fazem greve em Portugal – sem consideração pelos alunos claro.
  4. Ausência de Apoio nas Férias escolares quando os pais trabalham – O foco da escola pública é nos professores e no seu bem-estar – não nas necessidades dos alunos e dos pais, como é óbvio. Será de admirar que escolas privadas, focadas nos clientes tenham esquemas de apoio nas férias escolares, para facilitar a vida dos pais, e que as escolas públicas não as tenham, passando o tempo fechadas sobre si próprias a fazer relatórios e reuniões com valor zero para os clientes? Obviamente que não.
  5. Conteúdos Programáticos valorizam menos e menos o Ensino e cada vez mais a Doutrinação – Cada vez menos Português, Matemática, Meio-físico e outras disciplinas exigentes, cada vez mais Ciências Sociais, Educação para a Cidadania (que até poderia ser interessante, mas basta ver o programa) e outras matérias semelhantes. E tudo muito PC, claro.
  6. Falta de Autoridade dos Professores e consequente violência por parte de alunos problemáticos. Os exemplos abundam e basta ver a imagem.these-grades-are-terrible-education-1960-vs-2010
    Curioso dado os professores mandarem no sistema, mas parece que entre os professores e a cultura PC, ganha esta. Para perda dos alunos e, como já referi, da meritocracia.
  7. Mário Nogueira Manda – A educação está entregue aos sindicatos e às suas marchas nas ruas. Fazendo uma analogia com o corpo humano, é como se este fosse dirigido não pelo cérebro mas pelo intestino grosso (é uma fábula interessante, se a googlarem). Porque mais uma vez, perdeu-se o conceito inicial de que a educação é para ensinar os alunos e apoiar os pais, e o sector está hoje entregue a quem nele trabalha (que não seja contratado, pois esses estão de fora dos sindicatos, claro).

Assim, não admira que mesmo os dirigentes dos partidos de esquerda, que professam o seu amor pela escola pública, coloquem os seus filhos em escolas privadas.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 18 de Fevereiro de 2017 em Teorias Eco.

 

Motivos para a Crise da Esquerda nas Américas

Este artigo de Rodrigo Silva creio que o resume muito bem:

A esquerda vive a maior crise de sua história. E estes são os principais motivos para isso.

1ª parte do artigo:anti-trump-woman-meltdown-758x455

“Brexit, Trump, Theresa May, impeachment de Dilma. Definitivamente são tempos difíceis para defender ideias de esquerda. Mas nada é tão complicado quanto parece. Por mais teorias que sejam criadas para tentar entender este fenômeno – crise dos refugiados na Europa, crise econômica na América Latina, problemas de imigração e de estagnação salarial da classe operária nos Estados Unidos – não é tão difícil imaginar a razão pela qual a esquerda vive seu momento mais impopular no planeta ao menos desde a queda do muro de Berlim.

Se você é um partidário desse ideal, conectado em algum lugar deste espectro político – da social democracia ao sindicalismo revolucionário – talvez seja a hora de encarar o espelho e admitir que a atual forma de passar a sua mensagem adiante, num tempo em que as redes sociais se tornaram verdadeiras praças públicas, cercadas por púlpitos de todos os lados, não vem angariando a simpatia de muita gente.

Comece pela parte mais óbvia dessa história.

Toda vez que você nega um debate, você perde. Toda vez que você sai gritando fascista pro primeiro cara que aparecer na sua frente não concordando as suas ideias, você perde. Toda vez que você age de forma truculenta em universidades que promovem encontros com pessoas que não fazem parte do seu espectro político, você perde. Toda vez que você se fecha numa bolha, você perde.

É muito fácil acreditar que todas as pessoas que não seguem as mesmas ideias que a nossa agem impulsionadas pelos piores sentimentos do mundo. É confortável. E nos leva a uma batalha necessária. “Ora bolas, eu luto contra os liberais porque eles não gostam dos mais pobres”, você pode fingir pra si mesmo. Mas quanto disso é real? Absolutamente nada. A principal diferença entre a maior parte das pessoas que, com boas intenções, defendem ideias mais liberais em relação aos antiliberais é que elas divergem na maneira de como encontrar uma sociedade mais harmoniosa e próspera, inclusive para os mais pobres.

Não é, por exemplo, como se os liberais fossem contra a maior parte das leis trabalhistas porque defendem os interesses dos patrões. Pelo contrário. Fazem isso amparados por critérios racionais, entendendo que boa parte dessa legislação mais atrapalha do que ajuda o desenvolvimento dos trabalhadores. E acredite, há bons argumentos, amparados por uma boa literatura econômica, que corroboram isso.

Você pode dar de ombros pra toda essa história, mas há alguns conceitos que são praticamente consenso entre os economistas. Como retrata esta pesquisa realizada pelo Gregory Mankiw, professor de economia em Harvard e autor de um dos livros-textos mais bem sucedidos na área, 79% dos economistas acreditam que um salário mínimo aumenta o desemprego entre trabalhadores jovens e menos qualificados (e adivinhem só em qual perfil sócio-econômico encontram-se os trabalhadores “menos qualificados”?). 93% dos economistas também creem que tarifas e cotas de importação geralmente reduzem o bem-estar econômico geral – ou seja, defendem o livre comércio e a globalização que vocês tanto acusam de prejudicar os mais pobres. E não acaba por aí. 83% deles acreditam que um grande déficit orçamentário federal, quando o governo não possui responsabilidade fiscal, tem um efeito adverso na economia. E 85% defendem que a diferença entre os fundos e os gastos de previdência se tornará insustentável nos próximos cinquenta anos se as regras atuais se mantiverem inalteradas.

Tudo isso é corroborado por milhares de livros, e papers, e teses, e argumentos sólidos. Você pode questioná-los, evidentemente. Ninguém é dono da razão. Mas não pra gente fingir que todo mundo que defende essas ideias é fascista, que tem aversão a “pobre andando de avião” e quer entregar a soberania nacional ao controle dos ianques, não é mesmo? Sobra teoria da conspiração, falta argumento.

Ou vocês realmente acreditam que as pessoas que não defendem ideias de esquerda, escolhem esse caminho graças a um suposto elitismo que as torna mais suscetíveis a reclamar da presença dos mais pobres nos aeroportos ou questionar um aumento de salário real dos trabalhadores? Cá entre nós, ninguém leva isso a sério de verdade. Parte considerável dessas defesas acontecem justamente porque liberais acreditam que esses pontos melhoram o bem-estar geral da população. Não o contrário.

E o que sobra além disso? Acusar as demais pessoas de intolerantes. E aqui nós temos uma coleção de adjetivos. Homofobia, lesbofobia, transfobia, xenofobia, racismo, machismo. E eu sei que esses são problemas reais, que atingem incontáveis pessoas ao redor do mundo – problemas que devem ser discutidos, não deixados de lado. Mas isso não torna ninguém autorizado a sair por aí banalizando qualquer conduta como intolerante, apontando o dedo sem o menor critério – ou melhor, tendo como critério muitas vezes apenas diferenças ideológicas.

Parte da esquerda, associada ao movimento negro, está nesse momento literalmente xingando uma pessoa com câncer por usar um artefato para esconder sua falta de cabelos. Não dá pra gente fingir que isso é saudável pra mensagem que vocês tentam vender para o mundo, não é mesmo? Afinal, como as pessoas estarão dispostas a ouvir o que vocês têm a dizer sobre esse assunto quando ele é colocado em pauta dessa forma? Quando exageramos na dose, problematizando qualquer cenário, dando ênfase a supostas microagressões, nós minimizamos o debate do mundo real, que assola seres humanos de carne e osso. E questões sérias, necessárias ao nosso processo civilizatório, acabam desmerecidas, banalizadas.

A consequência inevitável disso tudo? A mensagem permanece intocada, presa dentro de uma parcela politizada da classe média. E vocês abraçam com ênfase esse conceito ao defender aquilo que em terras imperialistas é conhecido como safe space, uma espécie de retiro intelectual das ideias que a esquerda discorda. Por aqui, ela acontece o tempo todo – a cada vez que um oponente liberal é silenciado aos gritos de “golpista” ou sempre que falsos-debates são organizados sem direito ao contraditório.

Quer dizer, não é como se vocês, exercendo o sagrado direito de discordar das opiniões alheias, debatessem, esclarecessem e apresentassem soluções melhores, convencendo pessoas de todos os campos do tabuleiro político a seguir suas linhas de pensamento. Pelo contrário: atualmente é mais fácil que vocês se escondam atrás de uma noção de supremacia ideológica que não apenas centraliza toda capacidade racional da humanidade, como monopoliza a bondade da nossa espécie. Em geral, é como se qualquer figura não conectada aos valores de esquerda estivesse necessariamente jogando no time dos alienados, no campeonato dos analfabetos políticos.

Há certamente, concordo, um desencanto da população brasileira com as ideias de esquerda após o esgotamento da imagem do Partido dos Trabalhadores. Mas trancafiar-se numa redoma de vidro, escondidos em guetos universitários, desdenhando seus opositores como arqui-inimigos de histórias em quadrinho, clamando pra si uma superioridade moral irredutível, não os tornará levados a sério por quem quer que seja.

O fato é que quanto mais vocês abraçam a arrogância da juventude, que finge monopolizar o conhecimento e os instrumentos necessários para mudar tudo aquilo que está errado no mundo, pedante a ponto de achar que conseguirão passar imune à ausência do debate de ideias, gritando de forma histérica, fingindo abraçar o diferente enquanto agridem qualquer livre pensador que lhes passar pelo caminho, mais presos estarão às suas condições incomunicáveis, de gente que nasce e morre no Leblon e na Avenida Paulista, que se acha especial porque leu Pablo Neruda e assistiu aos filmes do Truffaut, em suas programações de finais de semana pequeno-burguesas, lutando por pautas de classe média travestidas de luta popular, perdendo eleição atrás de eleição.”

O artigo depois continua com exemplos de figuras de esquerda que elas próprias estão contra o PC (politicamente correcto), mas a leitura vai longa e escuso de dar publicidade a esses regressivos (e podem sempre ver os vídeos seguindo o link no início).

O mundo está a mudar, ser conservador é agora a contracultura, e já era tempo de o discurso público ser menos “rotulação de adversários” e mais discussão franca e honesta.

 

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 15 de Fevereiro de 2017 em Teorias Eco.

 

Fortunas

Ao contrário do anterior, que teve 75 partilhas no Facebook, este teve mais de 17.700 (!)
O artigo é sobre a NECESSIDADE de poupar, mas rapidamente se passou para a discussão sobre a POSSIBILIDADE de poupar, com um exército de comentadores a garantir-me que não é possível a classe média poupar em 2016 – inclusivamente alguns que poupam várias centenas na amortização da casa todos os meses. Para mais tarde fica uma resposta estruturada aos críticos. Aqui fica a cópia do artigo original.
Exemplo de críticas: Esquerda Republicana, Diário As Beiras.

Este foi o meu 2º Artigo no Jornal Económico:

ricardo-campelo-magalhaes_final-150x150500.000 euros. Parece ser esse o limite do pecado. Quem tem mais de 500.000 euros é certamente rico e, provavelmente, muito pouco inocente, diz-se. Quem conseguiu acumular esse valor nesta sociedade consumista incumpriu com o dever patriótico de estimular a economia e certamente ganhou demais, tendo agora uma riqueza acumulada que tem de distribuir para que todos sejamos igualmente remediados, ataca-se.

Acontece que 500.000 euros, na verdade, não é muito para um casal ter como poupança para a velhice. Senão imaginemos um exemplo comum: dois profissionais liberais, a meio da sua carreira, que estejam hoje a ganhar 1.000 euros cada. Um casal perfeitamente normal e dentro das médias nacionais. Façamos agora uma pequena projeção de quanto este casal precisa de ter aforrado para a reforma.

Quanto tempo o casal estará reformado? Se se reformar aos 66 e tiver uma esperança de vida de 80 anos, isso corresponde a 14 anos ou 168 meses. Quanto dinheiro precisará por mês? Se tivermos em conta a inflação, um casal a meio da sua carreira precisará do dobro para manter a sua qualidade de vida, pelo que precisarão de 2.000 euros cada. Aceitando que cada um terá uma reforma de 500 euros, o que é relativamente comum entre profissionais liberais por estes serem tratados como cidadãos de segunda, dá 168 meses x 1.500 euros, ou seja, 252.000 euros para cada um. Ou 504.000 euros para o casal.

Isto não contando com uma casa básica para viver, cujo empréstimo tem de estar pago aquando da reforma, e pressupondo que Portugal não vai fazer como a Suíça e estabelecer um teto para a reforma igual a 2/3 do salário mínimo. E, claro, assumindo que o dinheiro da vida social e ‘hobbies’ aos 46 vai cobrir a despesa com a medicação aos 80, e que não há responsabilidades para com as gerações seguintes. Luxos ou impossibilidades, certamente.

500.000 euros não é uma fortuna. É o mínimo que um casal responsável da classe média tem de ter acumulado para complementar a parca reforma que vai receber na velhice. Quem não tiver uma poupança semelhante vai ser um inválido. Um inválido financeiro na dependência de amigos, familiares ou, como espera a esquerda, do Estado.

Seja independente. Aforre. 500.000 euros não é uma fortuna.

 
 

Etiquetas: , , , , , , ,