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Quanto vale a TAP afinal?

11 Dez

Quanto vale a TAP afinal? – Um artigo humorístico de um professor de Economia Madeirense no Expresso.

Respondeu Luís Rocha:

Os gestores da aviação civil por esse mundo fora devem ser todos uns tótós. Como é que não aparece nenhum a pagar mais por algo tão valioso?

E eu acrescento:

Se o professor da Madeira fosse tão bom a avaliar empresas, não estaria a dar aulas na Madeira mas a avaliar balanços, a avaliar riscos e a fazer engenharia financeira – por um salário que actualmente deve achar “injusto”.

Adoro treinadores de bancada…

Ricardo Arroja sobre a TAP n’O Insurgente: Privatização da TAPPrivatização da TAP (II),
TAP: pagar para vender? Não, há outro caminhoTAP: pagar para vender? Não, há outro caminho (2).

E sobre a “qualidade do serviço TAP”, vejam por vocês as companhias com mais atrasos em Londres.

– Anexo: Artigo original no Expresso –

A proposta de Germán Efromovich, o único candidato à privatização da TAP, “devia ser recusada”. Quem o diz é o professor de Economia, Ricardo Cabral, que se propôs avaliar a companhia. Em declarações ao Expresso, considera que o valor oferecido nem sequer devia ser negociado.

O valor agora conhecido – 1,5 mil milhões de euros – assume uma injeção de mais de 300 milhões no capital da TAP e perto de 20 milhões de euros a pagar ao Estado, assumindo a dívida da companhia (1,2 mil milhões de euros). “É incrível que se diga que o empresário se propõe assumir o passivo. O passivo da TAP é assumido pelos ativos da TAP. Ou seja, Germán Efromovich nunca irá assumir os 1,2 mil milhões de passivo (note-se que a dívida líquida é 1,05 mil milhões) nem os 0,9 mil milhões de restante passivo. Este será sempre assumido pelo balanço da TAP”, defende Ricardo Cabral.

Segundo o eco

nomista, “é preocupante que só proponha injetar 300 milhões de euros para tornar os capitais próprios positivos e não pagar nada ao acionista Estado”. Assumindo que a TAP utiliza metade desses 300 milhões para aumentar o seu fundo de maneio e a outra metade para abater à dívida, “estamos a falar de uma melhoria dos custos (financeiros) de cerca de 9 milhões de euros por ano, ou seja, 0,4% dos custos totais da TAP”.

1000 milhões é preço global adequado

Ricardo Cabral afirma que os custos financeiros (leasing e juros) representam uma pequena parte dos custos da TAP e que a sua dívida, face às receitas e despesas, está estabilizada. “A empresa está atualmente numa situação em que com ligeiras melhorias operacionais conseguirá melhorar a sua posição financeira por si só”.

“Um aumento de receitas de 5% e uma redução de despesas de 5% traduzir-se-iam em melhorias operacionais de 250 milhões por ano, ou seja, um montante anual comparável ao que Efromovich se propõe injetar. Isto significa que se não ocorrerem surpresas desagradáveis a TAP passará em breve a ser fortemente lucrativa”, refere.

Para o economista, um valor mais adequado, com base em múltiplos de 10 do EBIDTA de 2011 (106 milhões de euros), seria 1000 milhões (sem descontar a dívida). Ou seja, descontando os 300 milhões a injetar no capital, o valor a pagar devia ser de 700 milhões de euros.

 

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