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Gerard Depardieu frontal na hora da despedida

17 Dez

Gerard Depardieu deve lembrar à maioria dos Portugueses o Obélix, mas é também um empresário de sucesso, que agora decidiu abandonar a França e os seus altíssimos impostos. Note-se que ele não é uma figura de direita, muito pelo contrário: está é cansado de pagar os 85% de Impostos Franceses – que considera ridículos (e nem está a considerar os impostos sobre os bens e o imposto inflaccionário…) – e ainda ser insultado frequentemente por os conseguir pagar. A diferença entre este e outros empresários que tomaram a mesma decisão é que este decidiu escrever uma carta aberta a explicar a sua decisão e a responder aos insultos de “patético” e “não patriótico” feitos pelo 1º ministro Francês Jean-Marc Ayrault.

Gerard Depardieu to French Government: “I Leave After Paying 85% Tax on my Income”:

Você diz “patético”?

Eu nasci em 1948, e trabalho desde os 14 anos como pintor, funcionário de armazém e artista dramático. Eu sempre paguei os meus impostos, independentemente da taxa e do governo…

Eu abandono porque agora considera-se que o sucesso, a criatividade, o talento, e na verdade todo o que seja diferente deve ser punido…

Eu saio depois de pagar, em 2012, 85% de impostos sobre os meus rendimentos. Mas eu continuo a achar que a França é bela e espero que assim se mantenha…

Eu paguei 145 Milhões em impostos nos últimos 45 anos, eu tenho 80 pessoas a trabalhar em companhias que foram criadas para elas e são geridas por elas.

Eu não desejo queixar-me ou vangloriar-me, mas eu recuso a palavra “patético”.

Quem são vocês para me julgar, Sr. Ayrault – 1º Ministro – e Sr. Hollande, eu pergunto, quem são? Apesar dos meus excessos, o meu apetite e a minha vida amorosa, eu sou um ser livre, senhores…

Gérard Depardieu

Exílio de Depardieu é novo revés de Hollande, na maior rede de média privada de Língua Portuguesa, a Globo. Excerto:

Dois dos maiores símbolos da Resistência francesa, a dupla de gauleses Asterix & Obelix, personagens da célebre história em quadrinhos criada por René Goscinny e Albert Uderzo, deixaram o país. O ator Christian Clavier, intérprete do pequenino e valente Asterix no cinema, já havia fixado residência em Londres em outubro. Seu inseparável companheiro Obelix, encarnado pelo patrimônio nacional Gérard Depardieu, seguiu seus passos, e mudou seu endereço para Néchin, na Bélgica.

Esta era uma versão resumida. No ZeroHedge encontra-se a versão completa, que deixo em Inglês:

You say “pathetic”? As it is pathetic.

I was born in 1948, I started working at the age of 14 years as a printer, then as a warehouseman as dramatic artist. I always paid my taxes regardless of the rate under all governments.

At no time, I have failed in my duties. Historical films I participated reflect my love of France and its history.

Most illustrious characters that were expatriates me or left the country.

I unfortunately have nothing more to do here, but I continue to love the French public and with whom I shared so many emotions, I’m leaving because you consider that success, creativity, talent, actually The difference must be punished.

I do not ask to be approved, I could at least be respected.

All those who left France were not insulted as I am.

I do not have to justify the reasons for my choice, which are numerous and intimate.

I leave after paying, in 2012, 85% tax on my income.But I keep in mind that France was beautiful and I hope will remain.

I give you my passport and Social Security, which I’ve never used. We no longer the same country, I’m a true European, a citizen of the world, as my father has always taught.

I find pathetic the hard justice against my son William judged by judges who condemned any kid to three years in prison for two grams of heroin, when so many others escaped prison for acts otherwise more serious.

I do not blame all those cholesterol, hypertension, diabetes, or too much alcohol or those who sleep on their scooter: I’m one of them as your expensive media like both the repeat.

I never killed anybody, I do not think unworthy, I paid 145 million tax in forty-five years, I have 80 people working in companies that were created for them and which are managed by them.

I am not to complain or to brag, but I refuse the word “pathetic”.

Who are you to judge me so I ask you Mr. Ayrault, Prime Minister Mr. Holland, I ask you, who are you? Despite my excesses, my appetite and my love life, I am a free being, sir, and I’ll be polite.

Gérard Depardieu

 

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2 responses to “Gerard Depardieu frontal na hora da despedida

  1. Jaques Towakí

    19 de Dezembro de 2012 at 11:42

    Pena não haver 6 ou 7 estrelas para dar a este post!!!

     

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