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Como o governo Brasileiro encara o ensino da Física?

16 Jun

Com este livro, esperamos que você possa se apropriar do conhecimento físico, e compreender que ele é e foi historicamente e socialmente construído, bem como, perceber as relações desse conhecimento com as estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais da sociedade capitalista. Mas, acima de tudo, que perceba sua beleza filosófica e artística revelada nos grandes princípios e nos conceitos científicos.

Fonte (parágrafo inteiro na página 11, negritos meus)

A revolução francesa não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado, no sentido moderno, nem por homens que estivessem tentando levar a cabo um programa estruturado. Nem mes- mo chegou a ter “líderes” do tipo que as revoluções do séc. XX nos tem apresentado, até o surgimen- to da figura pós-revolucionária de Napoleão. Não obstante, um surpreendente consenso de idéias ge- rais entre um grupo social bastante coerente deu ao movimento revolucionário uma unidade efetiva. O Grupo era a “burguesia”; suas idéias eram o liberalismo clássico, conforme formuladas pelos “filósofos” e “economistas” e difundidas pela maçonaria e associações informais.

Mais especificamente, as exigências do burguês foram delineadas na famosa Declaração dos Di- reitos do Homem e Cidadão, de 1789. Este documento é um manifesto contra a sociedade hierár- quica de privilégios nobres, mas não a favor de uma sociedade democrática e igualitária. Os homens eram iguais perante a lei e as profissões estavam igualmente abertas ao talento; mas se a corrida co- meçasse sem handicaps, era igualmente entendido como fato consumado que os corredores não terminariam juntos. (HOBSBAWM, 2005, p.90-91)

Fonte (Caixa na página 97 do livro de Física – página sobre Vapor e Movimento)
Podem confirmar na ligação…

O argumento social da economia política de Adam Smith era tanto elegante quanto confortador. É verdade que a humanidade consistia essencialmente de indivíduos soberanos de certa constituição psicológica, que buscavam seus próprios interesses através da competição entre uns e outros. Mas poderia ser demonstrado que estas atividades, quando deixadas tanto quanto possível fora de controle, produziam não só uma ordem social “natural”, mas também o mais rápido aumento possível da “rique- za das nações”. A base desta ordem natural era a divisão social do trabalho. Podia ser cientificamente provado que a existência de uma classe de capitalistas donos dos meios de produção beneficiava a to- dos, inclusive aos trabalhadores. O aumento da riqueza das nações continuava com as operações das empresas privadas e a acumulação de capital, e poderia ser demonstrado que qualquer outro método de assegurá-lo iria desacelerá-lo ou mesmo estancá-lo. Essa sociedade não era incompatível com a igualdade natural de todos os homens com a justiça, pois, além de assegurar inclusive aos mais pobres condições de vida melhores, ela se baseava na mais eqüitativa de todas as relações: o intercâmbio de valores, ou mercadorias, equivalentes no mercado. O progresso era, portanto, tão “natural” quanto o capitalismo. (Adaptado de Hobsbawm, 2005, p. 330)

Fonte (Caixa na página 162 do livro de Física – página sobre Electromagnetismo)
Nem quero imaginar o que o professor de física treinado pelo governo Brasileiro dirá nesta aula…

  1. O historiador Hobsbawm (2005) coloca que os homens desta época, entre eles Adam Smith, realmente acreditavam no progresso da sociedade capitalista e nos benefícios que ela traria para a humanidade de uma maneira geral.
  2. Adam Smith acreditava que a origem da divisão social do trabalho estava na própria natureza huma- na, naturalmente propensa à troca.
  3. Podemos dizer que Thomas Edison foi um cientista com tino comercial, pois suas pesquisas cientí- ficas eram direcionadas para aquilo que lhe desse lucro.E você, o que pensa sobre isso? Discuta com seus colegas. Em seguida, escreva um texto procurando relacionar o desenvolvimento capitalista com o científico, suas relações, seus benefícios e/ ou malefícios à sociedade contemporânea.

Fonte (Caixa na página 163 do livro de Física – Actividade da página seguinte, negritos meus)
No Século XVIII acreditavam no progresso capitalista? Tansos, só pode…

Já chega. O livro tem mais pérolas mas ficam estas para exemplo.

Este é o livro de Física. Como gosto de ser uma pessoa agradável para os meus familiares ao fim-de-semana, nem vou procurar o de História ou de Economia para não ter azia.

Agora, com uma educação assim não admira que o Brasil nunca atinja os níveis de Israel ou da Suíça.

 

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