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Arquivo da Categoria: Teorias Eco.

Motivos para escolher uma escola Privada

Para mim nem se coloca a hipótese de escolher para os meus filhos uma escola pública.

Aqui fica um resumo dos principais motivos:

  1. Ausência de Meritocracia nos alunos – Para além de se linchar qualquer professor que sugira chumbar um aluno, a exigência é globalmente baixa. Os exames no fim são agora inexistentes, os testes são cada vez menos frequentes, dar uma negativa tem de muitas vezes ser justificado, e tudo o que “deixe uma marca” nos alunos é evitado. Está-se a criar uma geração de sensíveis e inúteis, uma “geração de plástico”.
  2. Falta de Avaliação dos professores – Para além de faltar rigor na seleção de professores (cuja entrada é baseada numa nota final de curso), estes depois exigiram o fim da sua avaliação e substituíram-na por nada. O meu desempeno é avaliado mensalmente, o desempenho de um professor… para dar um exemplo, o Mário Nogueira que não dá aulas há cerca de 20 anos teve uma avaliação sem critérios de “muito bom”. Ridículo.
  3. Greves são lugar comum – Se eu tivesse um custo do salário de um dia e um potencial ganho de milhares ou dezenas de milhares (dependendo de quantos anos faltam até ao final da carreira), sem qualquer consequência adicional, eu também consideraria fazer greve. Os professores vivem numa redoma, são mimados pela classe política, tem um poder político enorme, têm salários médios entre os melhores na Europa (a única classe em Portugal que se pode gabar desse facto), e mesmo assim são dos que mais fazem greve em Portugal – sem consideração pelos alunos claro.
  4. Ausência de Apoio nas Férias escolares quando os pais trabalham – O foco da escola pública é nos professores e no seu bem-estar – não nas necessidades dos alunos e dos pais, como é óbvio. Será de admirar que escolas privadas, focadas nos clientes tenham esquemas de apoio nas férias escolares, para facilitar a vida dos pais, e que as escolas públicas não as tenham, passando o tempo fechadas sobre si próprias a fazer relatórios e reuniões com valor zero para os clientes? Obviamente que não.
  5. Conteúdos Programáticos valorizam menos e menos o Ensino e cada vez mais a Doutrinação – Cada vez menos Português, Matemática, Meio-físico e outras disciplinas exigentes, cada vez mais Ciências Sociais, Educação para a Cidadania (que até poderia ser interessante, mas basta ver o programa) e outras matérias semelhantes. E tudo muito PC, claro.
  6. Falta de Autoridade dos Professores e consequente violência por parte de alunos problemáticos. Os exemplos abundam e basta ver a imagem.these-grades-are-terrible-education-1960-vs-2010
    Curioso dado os professores mandarem no sistema, mas parece que entre os professores e a cultura PC, ganha esta. Para perda dos alunos e, como já referi, da meritocracia.
  7. Mário Nogueira Manda – A educação está entregue aos sindicatos e às suas marchas nas ruas. Fazendo uma analogia com o corpo humano, é como se este fosse dirigido não pelo cérebro mas pelo intestino grosso (é uma fábula interessante, se a googlarem). Porque mais uma vez, perdeu-se o conceito inicial de que a educação é para ensinar os alunos e apoiar os pais, e o sector está hoje entregue a quem nele trabalha (que não seja contratado, pois esses estão de fora dos sindicatos, claro).

Assim, não admira que mesmo os dirigentes dos partidos de esquerda, que professam o seu amor pela escola pública, coloquem os seus filhos em escolas privadas.

 
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Publicado por em 18 de Fevereiro de 2017 em Teorias Eco.

 

Motivos para a Crise da Esquerda nas Américas

Este artigo de Rodrigo Silva creio que o resume muito bem:

A esquerda vive a maior crise de sua história. E estes são os principais motivos para isso.

1ª parte do artigo:anti-trump-woman-meltdown-758x455

“Brexit, Trump, Theresa May, impeachment de Dilma. Definitivamente são tempos difíceis para defender ideias de esquerda. Mas nada é tão complicado quanto parece. Por mais teorias que sejam criadas para tentar entender este fenômeno – crise dos refugiados na Europa, crise econômica na América Latina, problemas de imigração e de estagnação salarial da classe operária nos Estados Unidos – não é tão difícil imaginar a razão pela qual a esquerda vive seu momento mais impopular no planeta ao menos desde a queda do muro de Berlim.

Se você é um partidário desse ideal, conectado em algum lugar deste espectro político – da social democracia ao sindicalismo revolucionário – talvez seja a hora de encarar o espelho e admitir que a atual forma de passar a sua mensagem adiante, num tempo em que as redes sociais se tornaram verdadeiras praças públicas, cercadas por púlpitos de todos os lados, não vem angariando a simpatia de muita gente.

Comece pela parte mais óbvia dessa história.

Toda vez que você nega um debate, você perde. Toda vez que você sai gritando fascista pro primeiro cara que aparecer na sua frente não concordando as suas ideias, você perde. Toda vez que você age de forma truculenta em universidades que promovem encontros com pessoas que não fazem parte do seu espectro político, você perde. Toda vez que você se fecha numa bolha, você perde.

É muito fácil acreditar que todas as pessoas que não seguem as mesmas ideias que a nossa agem impulsionadas pelos piores sentimentos do mundo. É confortável. E nos leva a uma batalha necessária. “Ora bolas, eu luto contra os liberais porque eles não gostam dos mais pobres”, você pode fingir pra si mesmo. Mas quanto disso é real? Absolutamente nada. A principal diferença entre a maior parte das pessoas que, com boas intenções, defendem ideias mais liberais em relação aos antiliberais é que elas divergem na maneira de como encontrar uma sociedade mais harmoniosa e próspera, inclusive para os mais pobres.

Não é, por exemplo, como se os liberais fossem contra a maior parte das leis trabalhistas porque defendem os interesses dos patrões. Pelo contrário. Fazem isso amparados por critérios racionais, entendendo que boa parte dessa legislação mais atrapalha do que ajuda o desenvolvimento dos trabalhadores. E acredite, há bons argumentos, amparados por uma boa literatura econômica, que corroboram isso.

Você pode dar de ombros pra toda essa história, mas há alguns conceitos que são praticamente consenso entre os economistas. Como retrata esta pesquisa realizada pelo Gregory Mankiw, professor de economia em Harvard e autor de um dos livros-textos mais bem sucedidos na área, 79% dos economistas acreditam que um salário mínimo aumenta o desemprego entre trabalhadores jovens e menos qualificados (e adivinhem só em qual perfil sócio-econômico encontram-se os trabalhadores “menos qualificados”?). 93% dos economistas também creem que tarifas e cotas de importação geralmente reduzem o bem-estar econômico geral – ou seja, defendem o livre comércio e a globalização que vocês tanto acusam de prejudicar os mais pobres. E não acaba por aí. 83% deles acreditam que um grande déficit orçamentário federal, quando o governo não possui responsabilidade fiscal, tem um efeito adverso na economia. E 85% defendem que a diferença entre os fundos e os gastos de previdência se tornará insustentável nos próximos cinquenta anos se as regras atuais se mantiverem inalteradas.

Tudo isso é corroborado por milhares de livros, e papers, e teses, e argumentos sólidos. Você pode questioná-los, evidentemente. Ninguém é dono da razão. Mas não pra gente fingir que todo mundo que defende essas ideias é fascista, que tem aversão a “pobre andando de avião” e quer entregar a soberania nacional ao controle dos ianques, não é mesmo? Sobra teoria da conspiração, falta argumento.

Ou vocês realmente acreditam que as pessoas que não defendem ideias de esquerda, escolhem esse caminho graças a um suposto elitismo que as torna mais suscetíveis a reclamar da presença dos mais pobres nos aeroportos ou questionar um aumento de salário real dos trabalhadores? Cá entre nós, ninguém leva isso a sério de verdade. Parte considerável dessas defesas acontecem justamente porque liberais acreditam que esses pontos melhoram o bem-estar geral da população. Não o contrário.

E o que sobra além disso? Acusar as demais pessoas de intolerantes. E aqui nós temos uma coleção de adjetivos. Homofobia, lesbofobia, transfobia, xenofobia, racismo, machismo. E eu sei que esses são problemas reais, que atingem incontáveis pessoas ao redor do mundo – problemas que devem ser discutidos, não deixados de lado. Mas isso não torna ninguém autorizado a sair por aí banalizando qualquer conduta como intolerante, apontando o dedo sem o menor critério – ou melhor, tendo como critério muitas vezes apenas diferenças ideológicas.

Parte da esquerda, associada ao movimento negro, está nesse momento literalmente xingando uma pessoa com câncer por usar um artefato para esconder sua falta de cabelos. Não dá pra gente fingir que isso é saudável pra mensagem que vocês tentam vender para o mundo, não é mesmo? Afinal, como as pessoas estarão dispostas a ouvir o que vocês têm a dizer sobre esse assunto quando ele é colocado em pauta dessa forma? Quando exageramos na dose, problematizando qualquer cenário, dando ênfase a supostas microagressões, nós minimizamos o debate do mundo real, que assola seres humanos de carne e osso. E questões sérias, necessárias ao nosso processo civilizatório, acabam desmerecidas, banalizadas.

A consequência inevitável disso tudo? A mensagem permanece intocada, presa dentro de uma parcela politizada da classe média. E vocês abraçam com ênfase esse conceito ao defender aquilo que em terras imperialistas é conhecido como safe space, uma espécie de retiro intelectual das ideias que a esquerda discorda. Por aqui, ela acontece o tempo todo – a cada vez que um oponente liberal é silenciado aos gritos de “golpista” ou sempre que falsos-debates são organizados sem direito ao contraditório.

Quer dizer, não é como se vocês, exercendo o sagrado direito de discordar das opiniões alheias, debatessem, esclarecessem e apresentassem soluções melhores, convencendo pessoas de todos os campos do tabuleiro político a seguir suas linhas de pensamento. Pelo contrário: atualmente é mais fácil que vocês se escondam atrás de uma noção de supremacia ideológica que não apenas centraliza toda capacidade racional da humanidade, como monopoliza a bondade da nossa espécie. Em geral, é como se qualquer figura não conectada aos valores de esquerda estivesse necessariamente jogando no time dos alienados, no campeonato dos analfabetos políticos.

Há certamente, concordo, um desencanto da população brasileira com as ideias de esquerda após o esgotamento da imagem do Partido dos Trabalhadores. Mas trancafiar-se numa redoma de vidro, escondidos em guetos universitários, desdenhando seus opositores como arqui-inimigos de histórias em quadrinho, clamando pra si uma superioridade moral irredutível, não os tornará levados a sério por quem quer que seja.

O fato é que quanto mais vocês abraçam a arrogância da juventude, que finge monopolizar o conhecimento e os instrumentos necessários para mudar tudo aquilo que está errado no mundo, pedante a ponto de achar que conseguirão passar imune à ausência do debate de ideias, gritando de forma histérica, fingindo abraçar o diferente enquanto agridem qualquer livre pensador que lhes passar pelo caminho, mais presos estarão às suas condições incomunicáveis, de gente que nasce e morre no Leblon e na Avenida Paulista, que se acha especial porque leu Pablo Neruda e assistiu aos filmes do Truffaut, em suas programações de finais de semana pequeno-burguesas, lutando por pautas de classe média travestidas de luta popular, perdendo eleição atrás de eleição.”

O artigo depois continua com exemplos de figuras de esquerda que elas próprias estão contra o PC (politicamente correcto), mas a leitura vai longa e escuso de dar publicidade a esses regressivos (e podem sempre ver os vídeos seguindo o link no início).

O mundo está a mudar, ser conservador é agora a contracultura, e já era tempo de o discurso público ser menos “rotulação de adversários” e mais discussão franca e honesta.

 

 
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Publicado por em 15 de Fevereiro de 2017 em Teorias Eco.

 

Fortunas

Ao contrário do anterior, que teve 75 partilhas no Facebook, este teve mais de 17.700 (!)
O artigo é sobre a NECESSIDADE de poupar, mas rapidamente se passou para a discussão sobre a POSSIBILIDADE de poupar, com um exército de comentadores a garantir-me que não é possível a classe média poupar em 2016 – inclusivamente alguns que poupam várias centenas na amortização da casa todos os meses. Para mais tarde fica uma resposta estruturada aos críticos. Aqui fica a cópia do artigo original.
Exemplo de críticas: Esquerda Republicana, Diário As Beiras.

Este foi o meu 2º Artigo no Jornal Económico:

ricardo-campelo-magalhaes_final-150x150500.000 euros. Parece ser esse o limite do pecado. Quem tem mais de 500.000 euros é certamente rico e, provavelmente, muito pouco inocente, diz-se. Quem conseguiu acumular esse valor nesta sociedade consumista incumpriu com o dever patriótico de estimular a economia e certamente ganhou demais, tendo agora uma riqueza acumulada que tem de distribuir para que todos sejamos igualmente remediados, ataca-se.

Acontece que 500.000 euros, na verdade, não é muito para um casal ter como poupança para a velhice. Senão imaginemos um exemplo comum: dois profissionais liberais, a meio da sua carreira, que estejam hoje a ganhar 1.000 euros cada. Um casal perfeitamente normal e dentro das médias nacionais. Façamos agora uma pequena projeção de quanto este casal precisa de ter aforrado para a reforma.

Quanto tempo o casal estará reformado? Se se reformar aos 66 e tiver uma esperança de vida de 80 anos, isso corresponde a 14 anos ou 168 meses. Quanto dinheiro precisará por mês? Se tivermos em conta a inflação, um casal a meio da sua carreira precisará do dobro para manter a sua qualidade de vida, pelo que precisarão de 2.000 euros cada. Aceitando que cada um terá uma reforma de 500 euros, o que é relativamente comum entre profissionais liberais por estes serem tratados como cidadãos de segunda, dá 168 meses x 1.500 euros, ou seja, 252.000 euros para cada um. Ou 504.000 euros para o casal.

Isto não contando com uma casa básica para viver, cujo empréstimo tem de estar pago aquando da reforma, e pressupondo que Portugal não vai fazer como a Suíça e estabelecer um teto para a reforma igual a 2/3 do salário mínimo. E, claro, assumindo que o dinheiro da vida social e ‘hobbies’ aos 46 vai cobrir a despesa com a medicação aos 80, e que não há responsabilidades para com as gerações seguintes. Luxos ou impossibilidades, certamente.

500.000 euros não é uma fortuna. É o mínimo que um casal responsável da classe média tem de ter acumulado para complementar a parca reforma que vai receber na velhice. Quem não tiver uma poupança semelhante vai ser um inválido. Um inválido financeiro na dependência de amigos, familiares ou, como espera a esquerda, do Estado.

Seja independente. Aforre. 500.000 euros não é uma fortuna.

 
 

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PS e as suas próprias finanças

Se há uma coisa que eu aprecio nalgumas pessoas, é a sua coerência. Leiam só este exemplo:

PS em dificuldades financeiras contrai empréstimos

O partido é como o Rei Midas, só que ao contrário.

  

 
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Publicado por em 18 de Abril de 2015 em Teorias Eco.

 

Políticas de esquerda aumentam desigualdade

The Blue-State Path to Inequality (The Independent InstituteWall Street Journal):

For those in Washington obsessed with reducing income inequality, the standard prescription involves raising taxes on the well-to-do, increasing the minimum wage, and generally expanding government benefits—the policies characterizing liberal, blue-state governance. If only America took a more “progressive” approach, the thinking goes, leaving behind conservative, red-state priorities like keeping taxes low and encouraging business, fairness would sprout across the land.

Among the problems with that view, one is particularly surprising: The income gap between rich and poor tends to be wider in blue states than in red states. Our state-by-state analysis finds that the more liberal states whose policies are supposed to promote fairness have a bigger gap between higher and lower incomes than do states that have more conservative, pro-growth policies.

Claro que o mito de que o Salário Mínimo, os Impostos altos, e a expansão dos Benefícios Estatais já foi abordada muitas vezes neste blog – não só em termos teóricos (outrooutro), mas também com exemplos concretos como Detroit (e depois…) – mas é sempre bom haver estudos econométricos sobre o coeficiente de Gini.

Ajuda a mostrar o verdadeiro efeito das políticas de esquerda: um empobrecimento geral da sociedade e um enriquecimento apenas dos rentistas que rodeiam o sistema – estatais, sindicais, bancários e construtores, só para citar alguns.

 

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Raízes Socialistas no Nacional Socialismo

Leftists become incandescent when reminded of the socialist roots of Nazism, por Daniel Hannan:

On 16 June 1941, as Hitler readied his forces for Operation Barbarossa, Josef Goebbels looked forward to the new order that the Nazis would impose on a conquered Russia. There would be no come-back, he wrote, for capitalists nor priests nor Tsars. Rather, in the place of debased, Jewish Bolshevism, the Wehrmacht would deliver “der echte Sozialismus”: real socialism.

Goebbels never doubted that he was a socialist. He understood Nazism to be a better and more plausible form of socialism than that propagated by Lenin. Instead of spreading itself across different nations, it would operate within the unit of the Volk.

So total is the cultural victory of the modern Left that the merely to recount this fact is jarring. But few at the time would have found it especially contentious. As George Watson put it in The Lost Literature of Socialism:

It is now clear beyond all reasonable doubt that Hitler and his associates believed they were socialists, and that others, including democratic socialists, thought so too.

The clue is in the name. Subsequent generations of Leftists have tried to explain away the awkward nomenclature of the National Socialist German Workers’ Party as either a cynical PR stunt or an embarrassing coincidence. In fact, the name meant what it said.

Hitler told Hermann Rauschning, a Prussian who briefly worked for the Nazis before rejecting them and fleeing the country, that he had admired much of the thinking of the revolutionaries he had known as a young man; but he felt that they had been talkers, not doers. “I have put into practice what these peddlers and pen pushers have timidly begun,” he boasted, adding that “the whole of National Socialism” was “based on Marx”.

Marx’s error, Hitler believed, had been to foster class war instead of national unity – to set workers against industrialists instead of conscripting both groups into a corporatist order. His aim, he told his economic adviser, Otto Wagener, was to “convert the German Volk to socialism without simply killing off the old individualists” – by which he meant the bankers and factory owners who could, he thought, serve socialism better by generating revenue for the state. “What Marxism, Leninism and Stalinism failed to accomplish,” he told Wagener, “we shall be in a position to achieve.”

Leftist readers may by now be seething. Whenever I touch on this subject, it elicits an almost berserk reaction from people who think of themselves as progressives and see anti-fascism as part of their ideology. Well, chaps, maybe now you know how we conservatives feel when you loosely associate Nazism with “the Right”.

To be absolutely clear, I don’t believe that modern Leftists have subliminal Nazi leanings, or that their loathing of Hitler is in any way feigned. That’s not my argument. What I want to do, by holding up the mirror, is to take on the equally false idea that there is an ideological continuum between free-marketers and fascists.

The idea that Nazism is a more extreme form of conservatism has insinuated its way into popular culture. You hear it, not only when spotty students yell “fascist” at Tories, but when pundits talk of revolutionary anti-capitalist parties, such as the BNP and Golden Dawn, as “far Right”.

What is it based on, this connection? Little beyond a jejune sense that Left-wing means compassionate and Right-wing means nasty and fascists are nasty. When written down like that, the notion sounds idiotic, but think of the groups around the world that the BBC, for example, calls “Right-wing”: the Taliban, who want communal ownership of goods; the Iranian revolutionaries, who abolished the monarchy, seized industries and destroyed the middle class; Vladimir Zhirinovsky, who pined for Stalinism. The “Nazis-were-far-Right” shtick is a symptom of the wider notion that “Right-wing” is a synonym for “baddie”.

One of my constituents once complained to the Beeb about a report on the repression of Mexico’s indigenous peoples, in which the government was labelled Right-wing. The governing party, he pointed out, was a member of the Socialist International and, again, the give-away was in its name: Institutional Revolutionary Party. The BBC’s response was priceless. Yes, it accepted that the party was socialist, “but what our correspondent was trying to get across was that it is authoritarian”.

In fact, authoritarianism was the common feature of socialists of both National and Leninist varieties, who rushed to stick each other in prison camps or before firing squads. Each faction loathed the other as heretical, but both scorned free-market individualists as beyond redemption. Their battle was all the fiercer, as Hayek pointed out in 1944, because it was a battle between brothers.

Authoritarianism – or, to give it a less loaded name, the belief that state compulsion is justified in pursuit of a higher goal, such as scientific progress or greater equality – was traditionally a characteristic of the social democrats as much as of the revolutionaries.

Jonah Goldberg has chronicled the phenomenon at length in his magnum opus, Liberal Fascism. Lots of people take offence at his title, evidently without reading the book since, in the first few pages, Jonah reveals that the phrase is not his own. He is quoting that impeccable progressive H.G. Wells who, in 1932, told the Young Liberals that they must become “liberal fascists” and “enlightened Nazis”.

In those days, most prominent Leftists intellectuals, including Wells, Jack London, Havelock Ellis and the Webbs, tended to favour eugenics, convinced that only religious hang-ups were holding back the development of a healthier species. The unapologetic way in which they spelt out the consequences have, like Hitler’s actual words, been largely edited from our discourse. Here, for example, is George Bernard Shaw in 1933:

Extermination must be put on a scientific basis if it is ever to be carried out humanely and apologetically as well as thoroughly… If we desire a certain type of civilisation and culture we must exterminate the sort of people who do not fit into it.

Eugenics, of course, topples easily into racism. Engels himself wrote of the “racial trash” – the groups who would necessarily be supplanted as scientific socialism came into its own. Season this outlook with a sprinkling of anti-capitalism and you often got Leftist anti-Semitism – something else we have edited from our memory, but which once went without saying. “How, as a socialist, can you not be an anti-Semite?” Hitler had asked his party members in 1920.

Are contemporary Leftist critics of Israel secretly anti-Semitic? No, not in the vast majority of cases. Are modern socialists inwardly yearning to put global warming sceptics in prison camps? Nope. Do Keynesians want the whole apparatus of corporatism, expressed by Mussolini as “everything in the state, nothing outside the state”? Again, no. There are idiots who discredit every cause, of course, but most people on the Left are sincere in their stated commitment to human rights, personal dignity and pluralism.

My beef with many (not all) Leftists is a simpler one. By refusing to return the compliment, by assuming a moral superiority, they make political dialogue almost impossible. Using the soubriquet “Right-wing” to mean “something undesirable” is a small but important example.

Next time you hear Leftists use the word fascist as a general insult, gently point out the difference between what they like to imagine the NSDAP stood for and what it actually proclaimed.

The Dutch Nazi Party was equally explicit: “With Germany Against Capitalism”

Another Dutch Nazi image: “Our Socialism Your Future”

The National Socialist German worker stands against capitalism

 
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Publicado por em 27 de Fevereiro de 2014 em Teorias Eco.

 

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