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Fortunas

Ao contrário do anterior, que teve 75 partilhas no Facebook, este teve mais de 17.700 (!)
O artigo é sobre a NECESSIDADE de poupar, mas rapidamente se passou para a discussão sobre a POSSIBILIDADE de poupar, com um exército de comentadores a garantir-me que não é possível a classe média poupar em 2016 – inclusivamente alguns que poupam várias centenas na amortização da casa todos os meses. Para mais tarde fica uma resposta estruturada aos críticos. Aqui fica a cópia do artigo original.
Exemplo de críticas: Esquerda Republicana, Diário As Beiras.

Este foi o meu 2º Artigo no Jornal Económico:

ricardo-campelo-magalhaes_final-150x150500.000 euros. Parece ser esse o limite do pecado. Quem tem mais de 500.000 euros é certamente rico e, provavelmente, muito pouco inocente, diz-se. Quem conseguiu acumular esse valor nesta sociedade consumista incumpriu com o dever patriótico de estimular a economia e certamente ganhou demais, tendo agora uma riqueza acumulada que tem de distribuir para que todos sejamos igualmente remediados, ataca-se.

Acontece que 500.000 euros, na verdade, não é muito para um casal ter como poupança para a velhice. Senão imaginemos um exemplo comum: dois profissionais liberais, a meio da sua carreira, que estejam hoje a ganhar 1.000 euros cada. Um casal perfeitamente normal e dentro das médias nacionais. Façamos agora uma pequena projeção de quanto este casal precisa de ter aforrado para a reforma.

Quanto tempo o casal estará reformado? Se se reformar aos 66 e tiver uma esperança de vida de 80 anos, isso corresponde a 14 anos ou 168 meses. Quanto dinheiro precisará por mês? Se tivermos em conta a inflação, um casal a meio da sua carreira precisará do dobro para manter a sua qualidade de vida, pelo que precisarão de 2.000 euros cada. Aceitando que cada um terá uma reforma de 500 euros, o que é relativamente comum entre profissionais liberais por estes serem tratados como cidadãos de segunda, dá 168 meses x 1.500 euros, ou seja, 252.000 euros para cada um. Ou 504.000 euros para o casal.

Isto não contando com uma casa básica para viver, cujo empréstimo tem de estar pago aquando da reforma, e pressupondo que Portugal não vai fazer como a Suíça e estabelecer um teto para a reforma igual a 2/3 do salário mínimo. E, claro, assumindo que o dinheiro da vida social e ‘hobbies’ aos 46 vai cobrir a despesa com a medicação aos 80, e que não há responsabilidades para com as gerações seguintes. Luxos ou impossibilidades, certamente.

500.000 euros não é uma fortuna. É o mínimo que um casal responsável da classe média tem de ter acumulado para complementar a parca reforma que vai receber na velhice. Quem não tiver uma poupança semelhante vai ser um inválido. Um inválido financeiro na dependência de amigos, familiares ou, como espera a esquerda, do Estado.

Seja independente. Aforre. 500.000 euros não é uma fortuna.

 
 

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Economia prática

A hora é de poupar e ter-se-ão de se re-descobrir práticas seguidas pelos nossos avós para viver dentro das nossas possibilidades. O PIB de um país depende da produção, esta depende do investimento, este depende da poupança, e por fim esta depende dos nossos hábitos de consumo.

Só para dar um exemplo, nesta fase do ciclo económico, muitos Portugueses vão ter de começar a usar mais carros usados. Carros que servem o mesmo propósito dos mais recentes, mas que permitem uma poupança substancial na hora de pagar – reduzindo automaticamente as importações portuguesas.

E isto deve ser visto sob uma luz positiva. Se não repare-se nos Nórdicos. Quem pensa no estilo de vida nórdico pensa em quê? Na IKEA, que vende móveis simples e não ostensivos. Nos políticos que vivem em apartamentos próximos do parlamento. Em pessoas que se deslocam de bicicleta ou em carros citadinos.

É claro que não se deve tirar do modelo dos países Nórdicos que Estado grande leva a mais crescimento e desenvolvimento. Na verdade, Estado grande é resultado do desenvolvimento. O economista californiano Peter Lindert, no seu famoso livro intitulado “Growing Public”, mostra que existe na história de crescimento dos países o que ele denomina de “paradoxo de Robin Hood” – os Estados mais ricos gastam mais com social (em percentagem do PIB) do que os países pobres.

Porquê? Porque os ricos podem, entre outras coisas, tributar mais e compensar parte da carga tributária mais pesada com maior produtividade. Infelizmente, países pobres (baixa rendimento per capita) não conseguem fazer o mesmo. Assim, cuidado com a evidência que você vai tirar desta leitura.

Assim, quem quiser mais Estado Social – seja ele estatal como deseja a esquerda, ou privado como deseja a direita – deve apostar no crescimento económico. E como eu sugeri acima, este vem através da poupança.

 

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Credores Vs Devedores: Quem Manda?

O mundo está cada vez mais dos devedores. Qualquer dia são eles que fixam as condições aos credores!

Nestas alturas lembro-me das 2 páginas de Irwin Schiff sobre o assunto:

Consequências:
  • Sem direito à propriedade privada, não há incentivo à poupança
  • Sem poupança, não há recursos para permitir o investimento
  • Sem investimento não há produção
  • Sem produção mais tarde ou mais cedo não haverá consumo

E depois ainda vem  a CGTP querer fixar as condições ao FMI

 

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